arquivo

Arquivo da tag: Tatuagens

Este ano ele me disse que o inferno não era um lugar, mas um estado de espírito. São situações que ou fogem do nosso controle ou de qualquer controle e se repetem indefinidamente. Situações de merda, é claro. Aí quando percebemos que deveríamos ter feito algo pra mudar o curso de qualquer coisa geralmente já é tarde demais… Ou estamos exaustos ou literalmente consumidos pelo inferno como um todo, vivendo em inferno e fazendo de tudo ao nosso redor um inferno, sem também conseguir sair dele. Somos raptados por determinada situação de merda e aí sofremos de síndrome de Estocolmo. É contagioso. Isso já aconteceu algumas vezes comigo e, é claro, eu nunca sei lidar. Tenho meus modos, mas eles são bobos e não sei se muito eficazes. Por exemplo: há alguns anos atrás eu quis tatuar a palavra “liberate” em algum lugar visível do meu corpo. Lembro que eram tempos difíceis pra mim, pois eu não conseguia me desapegar de um sentimento ruim. Eu vivia muito angustiada, pensava em coisas e lembrava de situações que não me deixavam com sentimentos muito bons. Isso era uma doença que eu alimentava e que sobrevivia dentro de mim. Era crescente e não iria a lugar algum, nunca, jamais. As pessoas viviam suas vidas e eu vivia aquele inferno auto-imposto. E é claro que por mais que eu pensasse e desejasse e quisesse eu jamais agiria em relação àquilo e em relação às pessoas envolvidas, bem, elas não iriam mudar. A verdade é que ninguém muda por ninguém, só podemos mudar nós mesmos, se quisermos de verdade. Então só restava eu, ali, consumindo a mim mesma com aquele monte de sentimentos ruins. Não lembro em que época tatuei a palavra de ordem no ombro esquerdo: “liberate”. Salve-se, livre-se, liberte-se. Toda vez que rolava uma angústia, lá estava essa palavra pra me acompanhar. Pra me martelar a cabeça e me fazer repensar ou ao menos pensar em outras coisas. Eventualmente algum tempo depois funcionou, não sei se por conta da tatuagem ou não, por conta da palavra de ordem ou não. Me salvei, me libertei, me livrei, me perdoei, a mágoa desapareceu, o ódio sumiu, não sobrou mais nada, nunca ouvi falar, não sei quem é, não me lembro do que aconteceu, não quero mais saber, não me interessa, não me diz mais respeito, não significa mais nada pra mim. Hoje em dia as coisas estão bem diferentes. Iguais, mas diferentes. A angústia voltou (ela sempre volta). A situação é a mesma de antes, um inferno, uma doença que ainda faço questão de alimentar, mas eu quero parar. Essa parte é importante: eu quero parar. Só aí já tenho meio caminho andado. A palavra ainda está ali então talvez eu devesse voltar a meditar novamente sobre ela. Sobre ela não exatamente, mas sobre ela em relação à mim, sobre as coisas que quero pra mim e principalmente: sobre o que é melhor pra mim. Isso tudo vai passar. Eu sei que vai. E eu serei grata.

 

“Liberate tuteme ex inferis”.

 

Hoje estava vendo fotologs de tatuagem quando me deparo com a seguinte opinião:

Campanha – Não ao cover up!

Se todos os tatuadores profissionais resolvessem não mais cobrir as merdas que fazem por aí, as pessoas pensariam melhor antes de entregar suas peles para qualquer um que simplesmente, resolveu tatuar a troco de: zoeira, dinheiro ou qualquer outro motivo insustentável.

Todos nós começamos a tatuar em algum momento e não sabiamos o quanto sabemos agora, mas o critério e a razão para se virar tatuador, hoje em dia, estão tão medíocres que chega a causar tristeza. Uma máquina, um borrifador e um fotolog são suficientes para criar milhares de parasitas.

Tatuagem é permanente e influencia na vida das pessoas, positivamente ou negativamente, tem gente que não se importa com isso, sabendo que no final das contas, sairá ileso. Sobra para os profissionais, cobrir um quantidade cada vez maior de podreiras. Se não existisse a cobertura, fundamentaria mais ainda a sua permanência.

O que vocês acham?

Do fotolog /_marcos_ribeiro. Respondi de imediato:

Li o seu post que você fez dia 30/06 sobre covers de tatuagens e, apesar de entender o seu desabafo, não concordo com a campanha anti-covers. Não sou tatuadora, nem nada e talvez minha opinião não tenha muita validade, mas amo tatuagens e já cobri dois desenhos que fiz. Ainda cobrirei mais um daqui algum tempo e não acho que isso seja, necessariamente, questão de ignorância.

Não julgo nem as pessoas que fazem covers e nem os tatuadores que fazem isso por um motivo muito simples: seres humanos são complexos e imprevisíveis e é impossível querer que todas as pessoas pensem, sintam e ajam da mesma forma.

Nós erramos e deixamos de errar, temos consciência e fazemos as coisas por impulso e é isso o que nos faz ser quem e o que somos.

Não há certo e errado e ficar criando “moralismos” e “purismos” pra todas as coisas é um ato de extremismo desnecessário. Ainda acho muito radical a opinião de que “nenhum tatuador deveria mais fazer covers”, mas acredito que o debate sim, seja necessário.

Abraços.

Esse protesto anti-covers que o Marcos escreveu me fez pensar nos porquês das minhas tatuagens. Ok, não das minhas tatuagens em si, mas sim em “por que as faço?”. Fiz minha primeira tatuagem com 18 anos e depois, outras se seguiram. Mas quando fiz a primeira, eu sabia que esse era um caminho sem volta. Eu sabia que, depois da primeira, seria difícil que não se seguissem outras.

Hoje, mesmo depois de já ter feito cover de 3 desenhos, ainda faço tatuagens novas e, por falta de palavras melhores, ainda gosto muito disso. Todas as vezes que vou fazer uma tatuagem fico ansiosa e nervosa, e sempre me faço a mesma pergunta depois da primeira agulhada: “Por que eu faço isso? Por que estou fazendo isso?”. Ser tatuada, querendo ou não, me trás mais desvantagens do que o contrário. É um processo dolorido, depois disso é preciso de uma boa dose de cuidados pra que a tatuagem fique bem,  e quando cicatriza, mesmo que fique muito bonito, ainda temos que lidar com o preconceito que as pessoas têm (não adianta negar) pelo fato de você ser tatuada. Pessoas até mesmo da sua família.

Por que então eu continuaria a fazer isso, repetidamente, comigo mesma?

A resposta nunca é simples. O mais próximo que consegui chegar de algo que se assemelhe com uma resposta consistente não foi suficiente. Me pareceu muito rasa, mas ainda assim é tudo o que posso afirmar com certeza: faço tatuagens por que essa é minha arte, é a forma com que eu me expresso, por que gosto muito, por que isso me realiza e me deixa feliz. Algumas pessoas cantam, outras dançam, fazem esculturas, pintam quadros, compõem música. Eu faço tatuagens. Não sei explicar como nem por quê (ninguém da minha família é tatuado e ninguém nunca “me ensinou” a gostar disso). Gosto por que gosto, “por que sim”, e é assim que funciona. Gosto de padrões, de desenhos, de recriar desenhos, de ter idéias, do ritual, das marcas, dos cuidados, de tudo. Não sei por que isso acontece, mas acontece.

Não quero precisar ter de comprovar, nem de provar nada pra ninguém nesse sentido.
Apenas quero fazer o que gosto.
É isso.

As imagens deste post foram retiradas do fotolog do /_marcos_ribeiro

Desenhos: “meus”. Misturo um monte de coisa que acho na Internet, de amigos (ou não).

Execução: Ricardo, Nova Era Tattoo – (48) 3028-0474

Florianópolis – Santa Catarina – Brasil

Engraçado é que de uns tempos pra cá, toda vez que me perguntam quantas tatuagens eu tenho, eu meio que me confundo na hora de responder. Já tenho umas tantas que nunca lembro exatamente se fica faltando alguma ou não, ou qual que eu fiz cover up ou não. Todas as minhas tattoos são bem simbólicas, feitas em épocas que precisaram ser feitas. Me arrependo de só ter feito as duas primeiras e já penso em fazer algo por cima delas, mas das outras eu gosto. Ah, normal… Quando a gente é novo demais só fazemos babaquices mesmo… A vida é isso. Mas vamos por ordem:

1. A primeira foi essa, no meio das costas, embaixo da nuca. Eu devia ter uns 18. Hoje, acho tosca. Pretendo apagar, mas ainda não tenho idéia de que desenho fazer por cima dela. Apagada. [Update 17/06/2008] Fiz um desenho lindo por cima.
12pic.jpg 2. Frase pára choque de caminhão em latim “Amor perdus non est”. É de uma música do Carcass, que é uma banda que gosto muito. O nome da música é No Love Lost, mas eu não queria tatuar essa frase em inglês.. Aí pensei logo em latim e pedi pra uma professora de artes traduzir pra mim. Eu devia ter uns 19, quando fiz. Vou fazer outra coisa por cima desta também por que ela tá tosca. Ainda estou pensando no desenho. Vou re-tatuar essa frase em algum outro lugar. Gosto dela e é importante pra mim.
3. A terceira foi um kanji que já foi apagado, rá-rá.. Ela se tornou o que é hoje a minha 10 tatuagem.
1154724740_f.jpg4. A quarta tatuagem que fiz na minha vida, foi a mais complexa e é sem dúvidas a minha tatuagem mais xodó de todas, a ‘minha estrelinha’ no ombro esquerdo. Fiz ela exatamente no dia em que completei 22 anos, dia 15 de março de 2006. Tem gente que gosta, tem gente que acha tosco demais. Eu gosto. Ela foi feita a partir de um desenho que pesquisei na internet, aí fiz algumas modificações pra ficar ao meu gosto. Demorou dois dias pra ser feita e foi ótimo.
5. Um triângulo vazado no pulso direito. Simbólico pra caramba pra mim, na época em que foi feito. Enfim, continua sendo…
pernas.jpg 6. Dois riscos verticais nas panturrilhas. Quase morri pra fazer esses. Doeu tanto. Mas foi a partir desses riscos que surgiu as minhas tattoos maoris, #8.. Eu sou muito masoquista, credo…
7. Um crisântemo vermelho, próximo ao ombro, com a palavra “Liberate”. Foi muito importante pra mim essa palavra, mas ela só funcionou a longo prazo. Na época eu precisava ‘me livrar’ de sentimentos indesejáveis, podemos dizer que agora talvez ela esteja cumprindo a sua função comigo.
8. Os riscos que tinha feito nas panturrilhas evoluíram para tatuagens maoris. Fiz essas exatamente no dia em que me graduei em jornalismo. Pretendo fechar as panturrilhas neste estilo.
01-jan.jpg 9. Dois crisântemos negros, um no ombro e outro nas costas.
leaf.jpg 10. Uma folha que foi o cover up do kanji (tattoo #3).

Bom, totalizando eu tenho 9 tatuagens ao todo, mas nenhuma parte do meu corpo está devidamente coberta. Ainda. Não tenho idéia do que fazer na seqüência. Ao mesmo tempo que quero apagar as tatuagens mais antigas que não gosto, também quero cobrir outras partes com tatuagens novas. E pra mim essa é uma questão muito delicada por que eu me restrinjo pra caramba nesse sentido. Duas coisas são bem claras pra mim: dou preferência a tatuagens geométricas e simbólicas e, por ser morena, não pretendo fazer tatuagens coloridas, pois se assim forem, desvalorizarão a minha pele e o desenho. O máximo que poderei fazer é algumas tatuagens vermelhas, mas não de outras cores.

Em janeiro vai fazer um ano que não me tatuo. Tava pensando em fazer primeiro o cover da #1, depois o cover da #2, em seguida aumentar alguns detalhes no meu braço/ombro esquerdo e depois partir pras panturrilhas. Mas talvez eu não faça nada disso. Bem.. O tempo dirá.

Um dos meus posts que tem trazido uma renca de gente a visitar o meu blog, aumentando consideravelmente o tráfego daqui, é o Tatuagens: desenhos e significados. Mas enfim, esse é um blog pessoal e as tatuagens deste post que citei são minhas, então tranquilo. Até aparecerem comentários aleatórios. Aí eu também me lembro que, rotineiramente, esses mesmos comentários que são feitos aqui no blog, me são feitos pessoalmente, por pessoas que não me conhecem direito. E, não sei exatamente bem por quê, eu sempre finjo que não, mas a bem da verdade eles me irritam. Profundamente.

– “Qual o significado da sua tatuagem? O que ela significa?”

Aqui eu tenho recebido (como vocês podem ler) comentários me pedindo pra explicar o significado de “pimenta” e “peixinho”. Poxa, olha no dicionário! Simples assim. Se você não sabe até hoje quais “os significados” dessas coisas, eu realmente sinto muito… Mas não vou poder te ajudar.

Ok, deixando a escrotice de lado temporáriamente..

Quando eu respondo que “minha tatuagem não tem significado exato” e que a fiz por que “achei o desenho bonito”, as pessoas não entendem e logo retrucam “Mas como assim sua tattoo não tem significado?”. Ou seja, beleza não é o suficiente pra essas pessoas… É preciso que exista também o tal do “significado”… Hah, tá certo… Como se elas realmente se importassem com isso. Pelo que pude perceber, as mesmas pessoas que buscam tão desesperadamente por “significado” nas tatuagens, são aquelas que malham desesperadamente na academia, compram roupas de marca e estão mais preocupadas com “estética” e com o “visual”, com a “beleza” do que “significado” de qualquer coisa que seja. Hah… Mundo estranho esse não? Pessoas estranhas e contraditórias (eu, inclusa).

Mas vou provar agora mesmo por A+B que gente que chega com esse papinho de “significado” tá de caô…

Pra essas pessoas eu pergunto: que porcaria de “significado” é esse que vocês tanto buscam? Por que que tudo na vida precisa de um significado? Precisa? A sua vida tem significado? Seu trabalho tem significado? A sua família, significa o que pra você? Seus amigos? Enquanto você não puder responder essas perguntas pra si mesmo(a), você também não vai poder entender por que as minhas tatuagens “não tem significado” e por que as faço simplesmente por que as considero belas.

Acho essa pergunta de uma deselegância e inconveniência extremas. Mas geralmente tento levar na esportiva, pra não parecer (muito) grossa.

No blog de um dos meus tatuadores favoritos, Jun Matsui, tem uma frase que resume com perfeição o que também penso: “A tatuagem nunca é mais importante a pessoa que a está carregando”. Ou seja, antes do desenho e antes do maldito significado, existe uma pessoa. E é a partir dessa pessoa, do que ela sente, pensa, acredita que os significados surgem. Pensando assim, a possibilidade de significados, mesmo pra tatuagens que sejam parecidas, é imensa. Uma tatuagem nunca é igual a outra, por mais que seja uma cópia. Pessoas são diferentes, logo, o desenho tem uma “aura” (por assim dizer) diferente.

Ainda acredito também que tatuagem é algo extremamente íntimo e pessoal.

Os outros não tem que saber o significado: ele é seu, pra você. É íntimo.

Claro, se você quiser criar um significado e sair espalhando aos quatro cantos pra “parecer descolado“, tudo bem, você tem todo o direito, a pele é sua, o desenho foi você quem escolheu. Mas eu, particularmente, prefiro não fazer isso mesmo por que não fico (mais) criando significados pras minhas tatuagens: as faço por que gosto e sinto a necessidade de tê-las comigo. O momento de tatuar-se pra mim é quase como se fosse algo xamãnico mesmo, sagrado. É um momento de iluminação mesmo: a dor leva à reflexão. É sempre um marco muito importante na minha vida, que me faz repensar sobre o meu passado, a minha situação atual e o meu futuro. Antigamente eu me tatuava por motivos específicos que tinha em mente, mas hoje em dia isso não acontece mais. Faço por que gosto e por pura estética. Nenhum outro motivo além desses.

Por isso considero essas pessoas que buscam quase que desesperadamente “significado” em tudo e todas as coisas (não só em tatuagens, como também em livros de auto-ajuda), eternamente vazias e frustradas. Elas não só não sabem viver, como também não sabem bem o que querem.

Não há significado em nada nessa vida. Esqueçam disso!

Meu conselho pra pessoas que procuram “significado” nas tatuagens (suas e alheias): não façam mais tatuagens pros outros! Façam pra si mesmas. Procurem por auto conhecimento, auto-entendimento. Procurem por beleza na vida, procurem por leveza, por prazer nas coisas pequenas, nos desenhos de crianças, nos desenhos de índios, nas formas que as coisas mundanas e as coisas naturais têm! Procurem se iluminar através de culturas antigas, civilizações que não existem mais, literatura, padrões geométricos e/ou da arte em geral.. Façam isso e a vida de vocês será outra.

É isso. Não vou escrever mais por que se não vou começar a ficar chata até pra mim mesma.

.

Fotografia devidamente roubada do blog Life Under Zen, do tatuador Jun Matsui.

.

29.jpg

Foto encontrada no /tinico – Adoro os traços indígenas

28.jpg

Foto mais recente da tatuagem mais recente do Tinico feita por Jun Matsui. Free Hand, tá meu bem? É demais pra minha cabeça uma coisa dessas. O que é esse cotovelo, me diz? Mais fotos no blog do Jun Matsui. Coisa fina demais. Virei fã instantânea. Nunca me permito ser deslumbrada com nada.. Mas com esse tipo de arte, não tenho nem como disfarçar.

Mandei um e-mail pra ele hoje. Estive em Porto Alegre semana passada e tenho certeza que vi uma moça lá no BomFim com uma tattoo dele. Mas também posso ter me enganado, não sei. Venho acompanhando os riscos do cara há algum tempo e pra mim a arte dele é meio que inconfundível. Só sei que antes dos 30, ou até os meus 30 eu preciso ter um risco dele. O cara é incrível, mesmo. Adoro na vida…

01.jpg 02.jpg 04.jpg 09.jpg 16.jpg 19.jpg 26.jpg 07.jpg 08.jpg 03.jpg 06.jpg 13.jpg 14.jpg 15.jpg 18.jpg 20.jpg 22.jpg 23.jpg 24.jpg 25.jpg 171.jpg 27.jpg 30.jpg

Todas as fotos nesse post também estão disponíveis no fotolog do /tinico

Há algum tempo atrás, quando eu voltava a pé de uma apresentação de Música Livre, do Itacorubi até a carvoeira, passando pela Avenida Madre Benvenuta, eu passei em frente a um estabelecimento comercial ali, onde tinham várias lojinhas e vi o nome de uma loja de tatuagem/piercing “Segunda Pele Tattoo”. Fiquei de ir lá desde o começo do ano, mas eu nunca ia. Sei lá, deixei isso de tatuagem parado por um tempo, apesar de ainda pensar em desenhos e ainda querer MUITO me riscar (faz cerca de um ano que não faço nada!).

De qualquer forma, ontem eu estava cansada por que tive um dia muito escroto e decidi passar lá pra furar meu nariz de novo que fosse, assim eu aproveitava e conhecia o estúdio e tudo. Eu tinha furado meu nariz em abril do ano passado, mas aí um dia fui tomar banho e ao secar meu rosto com a toalha ele saiu. Fiquei com um ódio, mas não fiz de novo, deixei quieto. Aí agora a vontade voltou e eu fiz. Enfim…

O dono do “Segunda Pele” chama-se Marcelo, é artista plástico há 15 anos e tatuador há 5, e ao que parece, ele é o único tatuador na loja dele mesmo. Ele foi muito gente fina comigo e eu realmente não esperava que ele desse prioridade pro mesmo estilo de desenhos que eu gosto: tribal (não aquela tribal escrota que qualquer zé mané tem, mas tribal mesmo, maori, polinésia, indiana, etc) e preto&pele. Fiz só o piercing mesmo por que 1. Não tinha trazido nenhum desenho meu pra ele olhar; 2. Não ando com grana pra fazer tatuagem ultimamente. Mas fiquei de voltar lá na quinta-feira, pois a moça que me furou (não me lembro o nome dela agora…) vai querer ver meu piercing de novo pra ver a cicatrização. Aí vou levar meus desenhos e ir combinando com ele talvez algumas coisas. Gostei muito do estilo do cara, é coisa muito fina mesmo. Quinta-feira volto lá pra conversar com ele, se ele num tiver tatuando ninguém.

Imagens do fotolog do Marcelo /tatwoo

%d blogueiros gostam disto: