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Arquivo da tag: pseudopoesia

Se você acredita em amor, você acredita em um deus e não sabe.

Queria que me provassem que o amor existe. Até hoje duvido de sua existência. “Mas e o amor de mãe?”. É interesse. Interesse em procriar, em deixar um legado. Em possuir alguém para talvez cuidar de você no futuro. Interesse egoísta em, supostamente, trazer ao mundo o que há de melhor em vocês. O que existe são interesses, apenas.

Interesse afetivo.
Interesse sexual.
Interesse intelectual.

De influência. De necessidade. De segurança. De vontade.
Que às vezes coincidem e sincronizam. Às vezes, não.

O amor é uma farsa que nos repetem (nos vendem, nos ensinam, tudo a mesma coisa) desde pequenos e, pela repetição, acabamos por acreditar que existe de algum modo. Pior ainda: acabamos por acreditar que algum dia exista para nós, conosco. Mas a verdade é que não existe não. É faz de conta. É inclusive o amor é o melhor amigo imaginário de muitas pessoas que eu conheço.

Essas pessoas são felizes, eu acho.

Elas possuem uma habilidade da qual eu
Acredito ser
Completamente desprovida:

Elas amam.

[…]

O amor é um placebo

Que nos enfiam

E nos metem

Goela

Abaixo

E engolimos

Sorrindo

Porque

Não nos resta

Mais

NADA

Além

Disso.

Meu maior medo

é ficar

e permanecer

sozinha.

Vai ver foi

promessa

feita

há muito tempo

(e eu acreditei)

e não cumpriram.

Solidão

não existe

sem

tempo

e

vida

Você está (É) só

com amigos

entre a multidão.

Confundem solidão

com mera necessidade

de aceitação e adoração

E quando te aceitam

e quando te adoram

sempre PARECE

suficiente

Pra cada pessoa é diferente.

dou um passo para longe de mim

para fora da minha alma

e percebo

que cada segundo contém mundos

eternidades

minucias que se encaixam

e são belas.

cada timbre,

pincelada,

feixe de luz (que se evidencia ou permenece obscuro).

cada sorriso marcado.

cada abraço desdado.

o tempo não está ali, quando não olhamos.

apenas nós

e nossa

extensões.

para isso se cria.

por isso ouvimos.

tateamos o que existe

com nossos corpos

mas corporalidade

não é afeto.

e não extingue

o que te angustia.

por isso apreciamos

ilusões congeladas

passados próximos

perolados

maravilhosos.

inexistentes.

infinitudes me incomodam

 

 

 

finitude é ilusão.

 

 

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