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Não tem como se sentir muito bem quando uma mulher meio idosa pára ao seu lado com sacolas nas mãos, se equilibrando toda pra segurar no puta-merda. É por volta de 17h, todos os bancos estão ocupados e aparece então aquela galega cor-de-rosa, suada, com sacolas, aparentando ter quase 60 anos.

O que você faz?

São duas opções um tanto quanto arriscadas, eu diria:

1. Perguntar “quer se sentar, senhora?” e correr o risco de acabar com uma mulher emocionalmente pelo resto do dia;
2. Simplesmente levantar sem dizer nada, correndo o risco de algum mané lazarento sem noção fdp tomar seu lugar ao invés da senhora idosa;

Como a mulher estava mto próxima, levantei-me logo sem dizer nada e fui para outro lado. Sei que algumas mulheres não se importam com a idade, mas é bom arriscar na generalização “de que nenhuma mulher gosta de ser lembrada do quanto é velha”.

Pra mim, isso não tem nada a ver com velhice, mas com respeito mesmo. Mas não é sempre que sou educada/respeitadora assim. Minha educação depende de variáveis como: cansaço, tolerância com sem noçãozice e se eu preciso ou não chegar no meu destino em determinado horário.

Existe um limite entre respeitar o outro e se deixar ser feita de otária sempre. E de uns anos pra cá, tenho preferido, em algumas ocasiões, ser escrota a ser otária.

A galega de hoje me disse “não precisava ter levantado pra mim, querida”, mas sentou-se numa boa. Nesse momento continuei sem dizer nada e fiz então minha melhor cara de nabo.

Ainda bem que não perguntei se ela queria se sentar no meu lugar.

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