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Arquivo da tag: O que não tem nome

“Nesse exato momento… Estou me dedicando a pensamentos sujos. (…) Nesse exatíssimo momento… Em que você é muito atenta e repara a minha respiração entrecortada. Estou me dedicando… E não tão lentamente assim… A pensamentos sujos. Vis. E eu imaginei que eventualmente… Você ia apreciar… Ouvi-los. Um pouco. Eu… Eu peço desculpas pela impertinência. Mas… Não seria justo… Se você não soubesse.”

Ele me deu bom dia da forma mais solene possível. “Bom dia, D.”. Soou grave. “Eu tô lendo um livro, eu já havia lido alguns trechos aleatórios desse livro e prometi ele pra uma pessoa, depois prometi pra outra pessoa, mas… Agora eu comecei a ler o livro a sério e pau no cu: esse livro tem que ser seu. Esse livro vai pra você porque ele é um livro perigoso. É um livro terrível e eu acho que você precisa dele. Até porque as outras pessoas, elas não iam entender. Elas não iam… Elas iam gostar, iam achar curioso, talvez. Mas elas não iam entender, elas não iam entender. Você, você, você, você.. Você vai entender. Então ele é seu. Foda-se. Eu… Eu não cheguei a prometer. Se eu tivesse prometido eu teria que cumprir. Eu vou… Dar outras coisas pras outras pessoas. Esse é seu porque ele tem que ser seu. E esse eu prometo que vai ser seu. Eu tô meio arrebatado por conta desse livro, eu fiquei, eu tava meio preguiçoso, indolente e agora… Eu me sinto… acuado”. 

“Quero que você esteja diante de mim até quase o último segundo, imediatamente antes de eu fechar os olhos, com você me mantendo sob a superfície. Quero estar olhando você, até quando te olhar não for mais possível”.

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