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Título Original “7 Phases of a Woman’s Becoming – The Heroines Journey Home“, por Lauren Wallett, publicado originalmente no site Witch, de Carolyn Elliott

Cara prezada, nascida para superar, descobrir e recuperar.
Rebella, linda rebelde, em sua jornada de retorno…
Aqui estão as 7 fases do tornar-se heroína.

(Onde quer que você esteja, olá, da escuridão das fases II e III…)

I O início

Fase um: Ela

“Controle: um truquezinho perverso. Funciona pra você, enquanto você em retorno, trabalha para ele.”

A menina auto-aprisionada. Mantida em segurança pela cela de segurança que escolheu. Seu transtorno alimentar, relacionamento abusivo, casamento, vício.

Qualquer um desses / todos tem o mesmo resultado, um sentimento impotente de desgraça iminente. Um sentimento de “não é isto”.

Junto a isso tem a descrença de que qualquer outra coisa além disso seja possível. A não ser que ela mesma se dê a permissão para afastar-se de sua escolha por controle.

Quando ela alcança o ‘Talvez se…’ ela já esteja no caminho para o buraco do coelho.

‘Ela’ rende-se à possibilidade a algo além de…

Fase Dois: Tornar-se

Sua crisálide. Perdida no desconhecido, sua transformação começou. Ela trocou de pele várias e repetidas vezes.

Abandonou personas, personalidades e princípios. Tudo o que não serve mais em seu processo de tornar-se. Frágil e ferina, ela está no meio do caminho para o renascimento.

Bem vinda ao bagunçado e enlamaçado meio do caminho… A coisa está esquentando.

II A queima

Fase Três: Eva

“Mordi a maçã”

É hora do seu êxodo do jardim do Éden.

Ao render-se ao seu falso senso de controle, ela provou a possibilidade da verdadeira liberdade. O estágio um a preparou para abandonar o jardim.

Revisitamos nossa fase de Eva quando não mais conseguimos ignorar que sabemos que há mais para nós. Ela provou da verdade e agora tem sede dela.

Abandonando sua zona de conforto, ela diz adeus ao Adão metafórico ou literal. E segue em direção ao desconhecido mais uma vez.

Fase Quatro: Lilith

Aviso: não é para as fracas de coração. Quando você dá as boas vindas a Lilith, a realidade como você conhece se dissolverá. Lillith engole a tudo. Bem vinda a raiva, a dor e a rebelião selvagem.

Acabou a menina boazinha.

Agora toda mulher consegue o que quer sem se preocupar com as consequências.

Quando a Lillith está presente, Kali está por perto. Mudanças radicais acontecem e te jogam numa onda profunda de emoção raivosa.

Você está no olho do furacão e um tornado de caos está a sua volta. Perspectivas mudam e a realidade como você conhece entra em pane. Segure-se em meio a tempestade, pois isso durará por algum tempo.

Enquanto as chamas te devoram, entregue-se a elas. Você não pode mais postergar a queima. Sua vida está em chamas… Dance no fogo.

Fase Cinco: Bruxa

O maior ícone feminista de todos: a bruxa.

Sozinha nas matas, fazendo poções mágicas e se juntando em covens. Deixe que julguem. “Odiadora de homens!” vão dizer se acovardando com medo do fogo – um resquício permanente no brilho dos seus olhos.

Você viu coisas, você sabe de coisas agora. E existe poder nessa sua “sabedoria”. A intuição formada pela tempestade é afiada nas difíceis pedras de um passado doloroso e inevitável.

Você tem se preparado toda sua vida. Uma bruxa guerreira mágica, que é capaz de manipular o tempo e mudar de forma física, que transmutou sua dor em poder. 

Um elixir interno que produz manifestações externas intencionais. Agora sob a luz da lua, nos juntamos às outras para brincar…

E aqui somos recompensadas com uma lembrança: nós nunca estivemos sozinhas.

 

III O nascimento

Fase Seis: Deusa

Deusa gloriosa, majestosa em seu patrimônio. Ela se mantém em uma postura alta, a cabeça inclinada para cima, com as palmas das mãos voltadas para cima, com espírito canalizador, a serviço dos outros.

Limpa após o fogo, com a pureza da paz em sua volta.

Ela partilha suas dádivas com o mundo. Em um estado de graça de plena abundância, ela inspira gratidão e expira possibilidades. Em seus momentos de verdade maior, ela reflete a melhor versão de nós.

Sua vibração está emanando luz branca. A culminação de suas cores caleidoscópicas, o tecido entrelaçado de sua maquiagem. Sua frequência é sempre presente. Transcendência.

Ela é a melhor dádiva do estado de alegria de ‘aqui e agora’. Seus desejos estão em harmonia com sua realidade co-criada.

Com o mundo em suas mãos, a glória em ser a Deusa.

Fase Sete: Eu

“Eu sou”

Eu é Ela que se tornou ela mesma. Ela alcançou a si mesma.

Lembrou-se de quem ela sempre foi e revelou sua própria natureza ao mundo. É o ponto de retorno.

O sempre, todas as fases em perpetuação circular. Empoderada ao invés de subjugada por suas emoções, tudo flui através dela, o que quer que seja. ‘Eu’ é ‘Ela’ que reivindicou seu corpo como seu. Redefiniu sua contribuição ao mundo.

A partir de um ato corajoso de rebeldia selvagem, para uma revolução sustentável, criativa e auto-regenerativa. O ‘Eu’ verdadeiro é a culminação. Complexo e mais interessante do que qualquer um dos ‘elas’ separados que lutaram pela primeira posição na performance da vida em encaixar-se em padrões.

E, que sempre fui e sempre sou, por baixo da superfície, além dos mares de tristeza e dos fogos de raiva. Silenciosamente apenas eu, ‘Eu sou’.

A inversão

O segredo para desbloquear as fases dos estágios é a Inversão. De cabeça pra baixo. Apontando para uma direção: para dentro. O divino feminino, a Yoni assustada, o ponto de entrada.

A ferida profunda interna que nos mantém trancafiadas, engarrafadas, nos escondendo ao invés de nos revelar. Castradas ao invés de liberadas.

Nosso medo, unificando coletivamente mas isolando vergonhosamente. Isso nos mantém escondidas.

A parte que consideramos pecadora. Nossa ‘maluca’ da camisa de força. O algo que nos impede.

Nossa vergonha sexual. Nosso trauma. O que quer que seja.

Abordamos nossa vergonha sexual: o trauma, o abuso, o poder mal utilizado. Os segredos que nos mantiveram doentes por dentro. Aquele machucado no centro da tristeza.

Algo tão escuro e aterrorizante, que faríamos qualquer coisa para não olhar, nos distraindo disso.

Só então nós desbloqueamos e começamos a descobrir. A superar. Nosso processo de recuperação inicia aqui. Nossa reinvindicação é nossa maior rebelião.

Todo progresso é através do processamento. Imersão na inversão. E depois do triunfo de nossa jornada, nossa celebração através de nossa revolução criativa, nossa vida de trabalho… Então nos permitimos a chegar, em casa.

“No entanto, a natureza selvagem nos ensina que devemos enfrentar os desafios à medida que se apresentem. Quando os lobos são atormentados, eles não saem dizendo, “Ah não! De novo!!!”

Eles saltam, investem, correm, desaparecem, fingem-se de mortos, pulam na garganta do agressor, fazem o que tiver de ser feito.

Portanto, não podemos ficar escandalizadas com a existência de entropia, deterioração, tempos difíceis.

É preciso compreender que as armadilhas preparadas para capturar a alegria da mulher irão sempre se alterar e mudar de aparência, mas na nossa própria natureza selvagem nós iremos encontrar a energia absoluta, a libido exigida por todos os atos de coragem que forem necessários.”

(Clarissa Pinkola Estés, em Mulheres que Correm com os Lobos)

Plantando a Lua do Sagrado Feminino

Já a mulher pertencente ao Ciclo da Lua Vermelha é a mulher que possui o ciclo ao inverso das fases lunares, sendo assim, a mulher tem a sua menstruação na Lua Cheia e a sua fertilidade se dá na fase escura da lua (Lua Negra ou Lua Nova). Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos. (Curandeiras de Si)

Se menstruamos na fase da lua cheia isto indica que quando atingimos o auge fértil estaremos na lua nova. A energia da lua cheia de recomeço acontece banhada não pela nossa criatividade senão pela limpeza do nosso corpo. Simbolicamente, isto pode significar que a mulher está a curar-se interiormente, ou seja, a energia da lua nova, da criatividade, ficará voltada para o nosso interior, indicando que a mulher está mais voltado para o seu auto conhecimento. Diz-me que a mulher que está no ciclo da lua vermelha é a bruxa, a feiticeira, a maga, porque está na busca e conquista do seu poder. (Viver o Feminino)

Por outro lado, a mulher que ovula na lua negra e menstrua na lua cheia pertence ao ciclo da lua vermelha. Nesse caso, como o auge da fertilidade acontece na fase escura da lua, as energias criativas são direcionadas ao desenvolvimento interior e a energia sexual é usada para fins mágicos, relacionando-se com o arquétipo da bruxamaga ou feiticeira – aspecto do feminino costumeiramente negligenciado e temido pelo patriarcado. (Obscura Realidade)

 

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