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Arquivo da tag: Internet

Parece que vai ser divertido. Vou conhecer gente. Não vou ir fantasiada por que acho que não tenho auto-estima o suficiente pra isso. Mas vou ir só pra beber e rir um pouco. Hoje divulguei o evento em alguns lugares da UFSC distribuindo cartazes q tirei xerox, etc. Estou animada. Sei lá, já que não vai ter nenhuma festa de halloween mesmo por aí, um zombie walk vem a calhar. Se você não tem idéia do que seja um Zombie Walk, é só ler esse verbete da Wikipédia.

Uma coisa que eu acho engraçada pra caramba é quando eu conheço pessoalmente uma pessoa a quem eu já venho vasculhando a vida online por algum tempo. Assim,… Não que eu queira ser muito tosca… E nem chego falando pra pessoa tudo o que sei sobre ela, nada, nada disso. Na verdade eu fico quieta, e só digo “sei”, “sim, conheço”, “sei do que você fala” e ainda cito alguns nomes conhecidos/situações que aquela pessoa viveu pra contextualizar a história toda.

Assustador isso? Sinceramente, eu discordo.

Ainda acho engraçado a forma que as pessoas se espantam “Mas como você sabe disso tudo sobre mim? Sobre a minha vida?”. Bem… A internet está aí pra isso. Eu simplesmente não entendo o espanto. Não só não entendo, como também não compreendo. Poxa, não quer que saibam da tua vida? Não publique nada. Nem uma linha. Viva no anonimato pois aí sim você estará “seguro”. Tudo o que é feito, escrito, publicado, colocado por aqui, não tem volta. Eu não consigo entender como as pessoas não tem consciência disso. Mesmo.

O mais engraçado é que, por mais que a gente pense que não, as pessoas lêem sim, vasculham, lêem de novo, procuram mais coisas, fotos, fatos, evidências. Bem, pelo menos um bom stalker faz isso! Eu mesma, não nego, já li blogs, como leio livros: por dias, até ler por completo, até chegar ao post mais recente. Adoro “destrinchar pessoas”, saber tudo sobre elas, das épocas da vida, do passado, de tudo… Ainda mais quando se tratam de pessoas que gosto, ou tenho algum interesse específico. Ué.. Está lá, é público, então, por que não vou ler, buscar me informar, não é mesmo? Não estou violando lei alguma. Não estou fazendo nada de errado. Apenas lendo e observando a vida de uma pessoa qualquer, assim como a minha também é observada.

Já pensei várias vezes sobre “os limites da exposição”, mas chegou um dia que eu simplesmente parei de pensar nisso senão eu ia acabar cagando regra pra um lance que não é tão simples quanto aparenta. É fato que tudo nessa vida tem limite… Mas também é preciso entender que nem só de psicopatas/pervertidos/doentes é feita a internet. Existem as pessoas curiosas, como eu.. Que não se contentam com uma fonte só e buscam tudo o que for possível. Isso é errado até que ponto? Por que hoje em dia deveríamos temer, se fizemos tanta questão de expôr a nossa vida (ou trabalho, contos, whatever..) online?

Pelo menos pra mim é agradável saber que tem gente que sabe como eu ando. Eu sou uma misantropa. Não saio de casa, não falo com ninguém, não entro em contato com muitas pessoas, por que não faz meu tipo. Mas ainda assim tem gente que sabe de mim e que, quando revejo, sabe pelo que estou passando e como estou me sentindo e isso me poupa ter que ficar me comunicando verbalmente (coisa que não gosto muito de fazer, na maior parte do tempo). Então pra que contar a mesma história mil vezes pra mil pessoas diferentes, se é só assinar o feed dessa bagaça aqui? Pra mim é prático. Me poupa e não me assusta, quando alguém já chega sabendo… Pelo contrário: me alivia de ter de dizer tudo de novo.

Mas nem todo mundo pensa assim…

Eu tenho evitado escrever esse post por uns dois meses, mas cada vez mais eu acho necessário tocar nesse assunto. Em jornais no Brasil todo isso já virou festa… Tem jornais da minha cidade que praticamente sobrevivem de ctrlc+ctrlv de conteúdo da Internet. Até na faculdade mesmo a gente via isso como se fosse a coisa mais normal do mundo, ou ainda, pegar parte de um conteúdo e fazer um artigo/texto/trabalho totalmente frankenstein, com pedaços de textos do virtual aqui e a ali. Claro, acho que inspiração é algo legal e bacana, mas plágio não tem nada a ver com inspiração. Não lembro de ter feito cópia deslavada de nada/ninguém. Geralmente se copio algo de alguém eu assumo na cara de pau mesmo, e ainda aviso a pessoa (tô falando de blogs, não de conteúdo acadêmico). Não é a toa que aqui no meu blog existem as categorias “Dos Outros”, “Coisas que me Traduzem”, “Achados”, etc. E eu boto o link de volta pro endereço onde achei a imagem/texto/idéia, o que for.

Particularmente não gosto de copiar ninguém. Não só acho chato, como também acho desrespeitoso, mas esta sou eu. Outra coisa que acho chato (e por isso a demora em escrever esse post) é ficar cagando regra pros outros. Cheguei a essa conclusão ontem, quando li um post no blog do Felipeta que me fez morrer de rir e concordar com tudo praticamente. Acredito que o mundo virtual é caótico e não são listas de “10 mandamentos” que vão resolver a zona que virou tudo isso. O que as pessoas mais precisam é de bom senso, mas aí já não é problema meu também. Eu só não sei mais o que sentir quando vejo que sou copiada. Tem gente que acha uma merda, que fica irritado e roga praga pra cima do imitador. Tem gente que acha que ser imitado é um elogio, pois significa que as pessoas realmente se identificam com você e gostam do que você faz/pensa. Eu fico exatamente no meio desses dois tipos de pessoas. Ao mesmo tempo que acho uma merda (ninguém gosta de se sentir mais um, de ser descaradamente imitado), não há nada que eu possa fazer pra evitar isso e eu nem quero evitar isso (falando de conteúdo de blogs). Mas enfim, essa é uma questão muito mais delicada e envolve muito mais coisas do que eu posso imaginar.

Deixando tudo simples: envolve dois tipos diferentes de cultura: a real e a virtual. Algumas pessoas dão pouco (ou nenhum) crédito a cultura virtual, mas ainda assim, copiam textos e imagens a torto e a direito e produzem conteúdos reais, gerando lucro. Isso é certo? As coisas ficaram tão fáceis que fica complicado dizer o que é crime e o que não é. É errado piratear, é errado baixar músicas, é errado pegar imagens, copiar textos sem autorização/indicação. Mas isso acontece o tempo todo, no mundo todo.. A rede é muito grande, a gente nunca sabe onde as “nossas coisas” podem parar. A gente nem sabe mais se as “nossas” coisas na verdade são de fato nossas, pois algumas coisas da produção humana não deveriam ser patenteadas (opinião minha). A cultura de massa, industrializada, produto da sociedade moderna é patenteada e não há muito o que se faça sobre isso, mas o conhecimento e o que muita gente chama de ‘alta cultura’¹ (expressão muito controversa no meio acadêmico)… Não deveria ser, pelo menos é isso que eu penso. Tem gente que acha que absolutamente nada deveria ser patenteado, ou ter marca registrada ou coisa do tipo. Mas não penso assim não. Nem tudo é de todos nem para todos. Como eu já tinha dito, bom senso é importante.

Vejamos… Copiar de blog pra blog, ou de site pra blog, isso é uma coisa que acontece, querendo ou não. Por mais que existam leis, a justiça (no Brasil ainda..) é lenta e ainda não parece ser bem definida pra casos de Internet. Agora é que tem gente (esperta, inteligente pra caralho, que não perde tempo nem dinheiro) que tá começando a se especializar nisso. Mas há N diferenças. Um blog que é um diário virtual, ou mesmo um blog pessoal, é diferente de um blog empresarial/artístico etc. Se alguém copiar algo do meu blog, eu (ainda) não acho que é motivo suficiente pra entrar com uma ação judicial e exigir meus direitos e papapá… Acho um exagero e acho estranho. Sei lá. Tanta coisa internet afora que a gente se identifica e às vezes nem sabe como dar crédito, ou indicar… É confuso e bizarro. Vamos pegar um exemplo bem raso: minhas categorias. Onde está escrito que eu tenho “propriedade” sobre a expressão “Chuta que é macumba!” ou “Filosofia de Buteco” ou qual quer uma que seja? Mas isso é um detalhe. Nunca tive uma idéia roubada. Mas isso se deve por que na verdade nunca tive uma idéia brilhante que colocasse em meu blog (ou em lugar algum aparentemente).

Na verdade eu acho que é isso mesmo, eu não tenho tantos motivos pra reclamar de cópia de conteúdo, mesmo porque a maioria das coisas que escrevo aqui são tão pessoais… Mas enfim, isso também não significa que elas não sejam passíveis de plágio. O que me deixa admirada é que eu sou a pessoa mais sem graça do mundo.. Minha vida é tosca. Posso ser formada em jornalismo, mas nem trabalho na área e também não sou especializada em nada… Em suma, sou a pessoa mais perdida que conheço. Sou uma neurótica, histérica, eternamente atormentada por um passado sentimental escroto e sendo que por isso mesmo atualmente tenho uma vida sentimental completamente miserável. Aí eu fico me perguntando e a pergunta também não quer calar: será que existe tanta gente assim com a vida TÃO mais sem graça que a minha ao ponto de copiar vestígios da minha vida medíocre? Credo… Esse mundo tá mais perdido do que eu imagino mesmo

¹ Certa vez meu professor de Teoria da Comunicação falou sobre “alta cultura” e “baixa cultura” dentro de sala de aula e foi um furdunço só. Ele mesmo defendia que só havia uma cultura, mas nos explicou esses termos pra definir a cultura de massa ou baixa cultura (Beyoncé, Tati Quebra Barraco, Ivete Sangalo, Rebeldes) e a cultura erudita ou alta cultura (Beethoven, Bach, Bizet, Mozart, Vivaldi).

Eu simplesmente ODEIO pessoas cujos olhos são, supostamente, sensíveis. Que poder (e/ou conhecimento) eles têm pra julgar isso? Eles já estiveram nos meus olhos pra saber? Dói quando recebem mensagenzinha escrito em verde fosforescente no fundo amarelo? Oh! Me perdoe! É que eu sou ignorante. Acho que vou ali enfiar um lápis no meu olho e já volto. Porque a final, o SEU olho é sensível, o meu não. O meu é vulgar. O meu não dói. O meu é preto e sem graça. Você é especial. Você tem olho SENSÍVEL! O SEU olho é mais importante que o meu. Que insensibilidade a minha escrever em VERDE FOSFORESCENTE E AMARELO, hein? Me sinto muito culpada. Realmente eu sou doente. Me desculpe. Como eu já disse, vou ali enfiar um lápis no meu olho. Não se preocupe. Não vai doer.

05/12/2002 – 01:22:00

[Post perfeito pra “época de ouro do mIRC”. Ninguém podia escrever em magenta, ciano, amarelo ou verde água. Alguns canais até baniam ou proibiam,.. Coisas ridículas do tipo. Tá certo que tem cores que não combinam e não dá pra enxergar o texto direito, mas… Daí a dizer que tem “olhos sensíveis”? Faça-me o favor… Vá pra pqp!]

Antes de qualquer coisa, o cabelo. Eu adoro esse cabelo. Não sei qual é o meu problema em ter abismos por garotos com cara de cientista maluco: cabelo bagunçado, jeito de largado e cara de sono. Nem mesmo lembro se já falei dele aqui ou não mas… De qualquer forma, falar de gente/coisas boas nunca é demais. Enfim… Adoro os vídeos desse moço e recomendo que vocês assistam Amateur, Machine Man, o Jeg går en Tur e o Hyperactive, que são os vídeos que mais gosto dele… Ou assistam todos logo mesmo, pois o cara é bom. Ele é o que chamam de a true artist. Não toca nenhum instrumento, não sabe cantar, nem fazer poesia. Mas ele sabe enganar o tempo muito bem, copiando e colando, frame por frame e tudo o mais. E ah, sim, claro: ele é norueguês.

Putz… Mãe, eu quero um desses de natal..

Acho engraçado isso das teorias que as pessoas tem sobre como fazer com que o seu blog seja visitado e etc. Dão dicas do que escrever e ensinam a tirar leite de pedra, é um tal de top 10 isso, top 10 aquilo, aborde sobre isso, aborde sobre aquilo, questione, critique… O cara tem que fazer das tripas coração pra atrair gente. Isso tudo é algo muito difícil pra uma pessoa mediana fazer, tanto que, por mais que eu tente fazer isso por aqui, ter isso como “obrigação” – por assim dizer – seria algo que me encheria o saco copiosamente. Não vou dizer que o meu blog é acidentalmente bem visitado por que não é. Querendo ou não, eu divulgo vez e outra, uso algumas ferramentas que me ajudam e last but not least o povo que visita se identifica com o que eu escrevo. Porquê, eu não sei. Também não estou muito preocupada com isso não.

Antigamente eu costumava escrever em diário mesmo, manuscrito e tudo o mais. Diário de adolescente. Agora felizmente é possível escrever por aqui, então é isso o que eu faço. E é legal partilhar algumas coisas, eu pelo menos me sinto confortável com isso. Provavelmente deve ter bastante gente como eu por aí. Tem gente que condena, acha que é exposição demais da vida, etc. Esses dias eu estava pensando que se fosse famosa não me importaria com nenhum paparazzi. Imagina só que beleza… Ser fotografada todos os dias, ter gente na porta da minha casa esperando eu sair pra bater um flash na minha cara e essas coisas. Eu ia dar uma grana do caramba pra esse povo, pois eu seria a celebridade mais tosca ever. Cabelo bagunçado, roupas esdrúxulas, comportamento do pior tipo e tudo o mais. Pensar nisso foi divertido. Pensando por outro lado, eu sou a minha própria celebridade e o meu próprio paparazzi, o que também pode ser divertido. Oh well…

Enfim… Antigamente eu também pensava em escrever uma auto-biografia sobre a minha vida. Ainda penso. Mas acho algo tão egocentricamente bobo, que não vale a pena. Aí eu escrevo aqui as coisas que me acontecem e relembro algumas poucas que aconteceram, só pra contextualizar tudo. Tá certo que o nome disso aqui é Crônicas Atípicas, mas a coisa é que, posso até ser jornalista, mas aqui eu escrevo qualquer coisa, menos crônicas. Muita coisa aqui de crônica não tem nada. Só coloquei por que achei um nome bacana mesmo e não tenho o mínimo de vergonha de admitir isso..

O meu principal argumento pra manter esse diário online é bem simples, bem básico: eu preciso escrever. O tempo todo. É uma questão de necessidade pra mim e não de mero entretenimento. Quando tenho alguma idéia, quando penso em alguma coisa, quando algo me acontece, não precisa ser necessariamente ruim, não estou aqui apenas pra libertar meus demônios nem nada do tipo. Estou aqui pra falar das coisas que acontecem comigo, independente do que for. Escrever com medo é uma merda. Eu escrevo por que preciso. E aqui é o único lugar onde posso me sentir um pouco mais livre do que o normal. E essa sensação me faz bem. Bem pra caralho. Acho que com todo mundo deveria ser assim.

Hoje tive uma agradável surpresa ao conferir o meu last.fm. Eu tinha recebido um e-mail, e quando fui ver… era do próprio fundador da Metro Decay, uma banda de darkwave que conheci no início deste mês. Quando vi, simplesmente não acreditei que pudésse ser ele.. mas enfim… deve ser né? Já vi que acharam o meu blog procurando por Metro Decay uma vez, no google. Enfim, nunca se sabe né? Mas em todo caso, segue o e-mail dele e a minha resposta.

De: kpmstrs
Assunto: metro decay?!?
Data: Mar 25 2007, 12h11
Hello..
I am soooooo curious to find out how an Greek 80’s band virtually unknown in Greece ends up in a 23 year old Brazilian’s playlist. It is of course flattering, but, please, please explain this. How on earth?!?!
Costas Mastoris, founding member of Metro Decay
Thanx!

De: silenciosa
Assunto: Re: metro decay?!?
Data: Mar 26 2007, 0h47

Actually a friend of mine told me about your band.. and as I am a pretty curious darkwave fan, I’ve downloaded the Ypervasi album on filesharing and simply LOVED it… What a great masterpiece you’ve done!

I really don’t know how I can explain this but… I guess it’s a mix of globalization, Internet… or maybe it’s just coincidence. Who knows?

Anyways, I think you shouldn’t worry about this.. Chuck Norris was a forgotten actor, but some “people from the internet” made him a brand new idol again. And he’s not ‘all that’. Ypervasi is a sensitive 80’s darkwave masterpiece, and though I don’t undersand the greek language, it has beautiful sounds and colors.. and I think that what is good and beautiful, people must know.

I think I don’t have much more to explain in words,.. I know it’s seems very odd to have a fan from Brazil, 20 years afterwords but… I really enjoy what I hear, no matter how old it sounds, or how forgotten it is, or how virtually unknown it is… to me it’s a great and beautiful piece of art. And I think that’s it..

Nice to hear from you!
Salutations of a fan from Brazil.

Dora.

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