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É bastante ruim retornar para casa e perceber que, em qualquer bodega que eu for em São Paulo, sou muito mais bem atendida e a comida é um zilhão de vezes melhor e mais barata do que aqui. Ou pelo menos, quando não acontece a sorte destas três características virem juntas, no mínimo uma dessas três coisas é bem mais apelativa por lá. Esta é uma deprimente constatação.

Ok. Alguém poderia dizer que sou ridícula por ter ficado mal acostumada em um período tão curto de tempo, mas não pude deixar de notar essa diferença gritante. Eu entendo que uma coisa é você ir em um bar ou restaurante muito tradicional e outra é você ir num barzinho ou restaurante da esquina. Sou uma asquerosa antipática ou sou só eu no mundo que odeia garçom que pensa que é seu amigo?

Vai ver que é por isso que não dei certo no jornalismo e na comunicação. Se tem uma coisa que eu não tolero é a tal da forçação de barra. Venha de quem vier, seja de quem for.

Veja bem: se o barzinho é “da moda” e abriu ontem (leia-se, menos de 1 ano), sinto muito moço-garçom, mas eu não sou sua amiga: sou sua cliente. Fica a dica. Te conheci hoje. Antes de qualquer coisa, eu quero ser bem atendida. Quero que o que pedi não demore mais de uma hora pra chegar na minha mesa (seja por incompetência sua ou da cozinha).

O cancelamento do meu pedido certamente dispensará a sua “amizade”. Sua simpatia também não irá me impedir de procurar o barzinho que seja concorrente ao seu. Você não é meu amigo a menos que eu frequente esse bar ou restaurante com a minha família há no mínimo uns 15 anos e você tenha me visto crescer. Ou seja: not going to happen.

Sou nojenta, mas basicamente é isso aí.

Sexta feira agora fui pro norte da ilha. Sábado de madrugada (5 a.m.) meu pai viajaria de volta pra Campo Grande/MS e antes que ele fosse eu queria ir pra lá, fazer uma janta pra ele. Assim como vários outros estudantes de fora que moram em Florianópolis eu dependo do transporte público pra tudo. Mas ainda assim não reclamo muito, pois ter um carro pra mim seria um pesadelo. Não tenho saco pra cuidar de carro e nem de ficar cuidando de manutenção, lavar, etc… Não nasci pra isso. Enfim… Sexta-feira, 17h30 da tarde eu já estava no centro esperando a linha Executiva da Canasvieiras 1120 Canasvieiras Jurerê que é mais cara, mas vale muito a pena.

Quer dizer, vale muito a pena quando o executivo não chega LOTADO de gente e você não tem como ir, né?

A Canasvieiras Transportes bem que podia fazer uns executivos um pouquinho maiores né? Imagina quando for alta temporada então? Infernal.

Bem o negócio foi que eu fiquei das 17h às 19h30 esperando um ônibus destes que viesse com algum lugar vazio.  Passaram dois ônibus: lotados. Eu estava cansada, exausta e queria ir logo pra casa ver meu pai. Cheguei no ponto e estava vazio, só tinha eu lá. Depois chegaram + 2 senhoras e ficaram esperando a mesma linha comigo. Já pressenti que os lugares (se houvessem) teriam que ser disputados no tapa, quem pegar pegou, por que ninguém ali parecia muito a fim de respeitar qualquer tipo de fila, ou sei lá. Ok. Passou um tempinho e apareceu uma senhora com seus sei lá, 55~60 anos e uma mulher mais nova que parecia ser filha dela…

Uns 5 minutos depois apareceu o terceiro ônibus (sim, o terceiro ônibus que eu perderia), o motorista contou e  avisou que só tinha 3 lugares no ônibus. Ok, eu e mais as 2 senhoras – que estavamos esperando mais de hora ali – poderiamos entrar na boa… Mas não… A véia que tinha ACABADO DE CHEGAR simplesmente quis entrar na minha frente. Nessa hora eu nem pensei, mandei a educação pras cucuias, falei “com licença”, afastei a mulher da entrada do ônibus e ENTREI. Foda-se. Entrei no ônibus, suspirei e fiquei me sentindo CULPADA. Me sentindo a pessoa mais escrota da face da Terra.

Cheguei em casa e contei pro meu pai. Ele achou que eu fiz certo. No entanto, isso não é um comportamento comum meu. O meu “normal” seria esperar até às 20h e pegar o último busão… O mais OTÁRIA possível, sempre.

por Celso Martins, no jornal A Notícia

Fábrica mantém receita há 63 anos

Mistura de açúcar e coco é a fórmula dos populares tabletes Dalva

Florianópolis, década de 1920. O jovem Alberto Henrique Schütz começa a traballhar em uma fábrica de balas de coco de propriedade de Rodolfo Hickel, localizada na rua Almirante Lamego, defronte à atual Caixa Econômica Federal. Trabalhador aplicado e pontual, foi subindo na hierarquia da empresa até chegar ao cargo de mestre-de-produção industrial, onde permaneceu até 1943, quando a Segunda Guerra estava em andamento. “Meu pai não chegou a ser perseguido, mas algumas famílias de origem alemã da região da rua Almirante Lamego sofreram bastante e muitas pessoas chegaram a fugir para Palhoça e outros locais, onde se esconderam”, recorda Alberto Schütz Júnior (Nêne), filho do fundador da fábrica de balas e tabletes Dalva. “O produto era feito artesanalmente”, lembra Nêne, e o antigo empregador de seu pai não chegou a sofrer com o novo concorrente, “pois a população estava crescendo e muitos imigrantes chegavam devido à guerra”, recorda.

Em pouco tempo, o novo produto conquistou o mercado, atraindo crianças e adultos, situação que se manteve ao longo dos anos. A embalagem criada na época é a mesma que envolve os tabletes até hoje, nas cores amarelo e vermelho, com a seguinte inscrição: “Doce de coco em tabletes Dalva”. O sucesso do produto foi tão grande nas décadas seguintes, que surgiram pelo menos mais três fábricas de tabletes de coco, todas usando as mesmas cores nas embalagens. “Não adianta recorrer judicialmente, só se colocarem o mesmo nome Dalva”, justifica Augusto Schütz, neto do velho Alberto e filho de Nêne, a terceira geração da mesma família a cuidar do negócio. Outro problema enfrentado pela empresa é com empregados que tomam contato com a receita da bala e depois pedem demissão dispostos a abrir outra indústria do mesmo produto. “Corremos esse risco. Saber a receita qualquer funcionário sabe, mas ele vai precisar de capital para adquirir os equipamentos”, destaca Augusto.

A fábrica de balas Dalva permeneceu no mesmo endereço da rua Almirante Lamego, uma paralela da avenida Beira-mar Norte, até 2001, quando teve que se transferir de local. “O pessoal da vigilância sanitária começou a nos procurar, sob o argumento de que a cidade havia crescido e não caberia mais a presença de uma instalação industrial na região”, lembra o neto do velho Alberto Schütz. Além disso, as atividades no local começavam às 7 horas, quando os equipamentos eram ligados e a produção começava, com todos os barulhos que isso implica. Em represália, alguns moradores dos prédios vizinhos passaram a jogar objetos no telhado, incomodando os operários e danificando a cobertura. Foi quando a família se reuniu e resolveu instalar a unidade no número 349 da rua Arno Eleotério dos Santos, em Biguaçu. “Só estamos aguardando o sinal verde para nos instalarmos no futuro Distrito Industrial de Biguaçu, quando poderemos nos livrar do aluguel que pagamos por este espaço que ocupamos”, explica Augusto. Nas futuras instalações será possível adquirir novos equipamentos e ampliar um pouco mais as vendas dos tabletes Dalva – o principal produto – e das balas queimadas com amendoim torrado.

Produção artesanal se manteve até os anos 90

Até 1990, toda a produção era totalmente artesanal. O coco ralado era colocado em uma caldeira alimentada com lenha e mantido assim por cerca de uma hora e meia a uma temperatura de 180 graus. Depois a massa era espalhada manualmente sobre uma mesa, onde permanecia por entre 15 e 20 minutos para esfriar, ficando pronta para ser cortada em pedaços (tabletes). Mais tarde, elas eram embaladas uma a uma. A situação começou a mudar no final da década de 1990, quando Nêne, filho de Alberto Schütz, começou a pensar em mecanizar a produção, tendo ido a São Paulo adquirir um equipamento para embalar os tabletes. Outros maquinários foram sendo comprados com o passar dos anos, até a fábrica chegar ao estado em que se encontra atualmente.

“A primeira fase da elaboração das balas continua como antes. A diferença é que possuímos uma máquina para cilindrar ou prensar a massa, que já corta os tabletes no tamanho padrão de 3,5 centímetros de comprimento. O passo seguinte é a embalagem automática”, lembra o funcionário mais antigo da fábrica, Israel I. Florindo, 42 anos, desde 1981 na atividade. Atualmente, a fábrica consegue produzir cerca de 300 quilos diários de tabletes, podendo chegar a até 700 quilos com a mesma infra-estrutura. Para produzir mais serão precisos novos equipamentos, “sem que isso signifique a perda da qualidade”, assinala Augusto Schütz. Se isso vai ser feito ou não, só será possível saber depois que a unidade estiver instalada no Distrito Industrial de Biguaçu.

O pai de Augusto, Nêne, não acredita muito que a ampliação da produção garanta a manutenção da qualidade, mas deixa para o filho a tomada de qualquer decisão neste sentido. Tendo começado a atuar na fábrica com 19 anos de idade, em 1962, Nêne enfrentou diversas dificuldades para manter a produção, tendo também providenciado a troca da denominação do tablete. De “Bala de Coco Dalva” passou para “Doce de Coco em Tabletes Dalva”, mas “sem mudar em nada sua fórmula original de fabricação”, enfatiza.

Distribuição é restrita à Grande Florianópolis e Sul do Estado

O quilo do tablete Dalva é vendido atualmente por R$ 6,90. Se o produto for levado para ser vendido na capital paulista, por exemplo, o preço subiria para R$ 9,00, devido ao frete, e não conseguiria competir com similares fabricados na mesma cidade. “Por esse motivo as balas são distribuídas apenas na região de Florianópolis e em cidades do Sul do Estado, como Tubarão e Criciúma”, explica Augusto Schütz. Depois de prontos, os tabletes são colocados em embalagens de um quilo e de 1,8 quilo, seguindo então para cerca de 50 distribuidores que os deixam em aproximadamente 650 pontos de venda da Grande Florianópolis e nas cidades do Sul do Estado. A opção pela permanência no mesmo mercado tem outras razões, segundo o jovem empresário.

“Nossos tabletes são feitos de coco puro e têm o mesmo sabor desde que a fábrica foi criada pelo meu avô”, salienta. “Os concorrentes”, observa, “misturam essência de coco e farinha de trigo, o que altera o sabor. Como estamos com a mesma fórmula ou receita de quando a atividade se iniciou, confiamos na qualidade do produto e suas vantagens.” Além da entrega aos distribuidores, a fábrica realiza vendas diretas, recebendo pedidos através de cartas, e-mails e ligações telefônicas. “As pessoas pedem dois ou três quilos, mas não podemos enviar”, observa Augusto. Entretanto, dezenas de pessoas com parentes em outros Estados aparecem na fábrica de balas Dalva antes de viajar para adquirir os tabletes e levá-los de presente.

O fundador da unidade, Alberto Schütz Júnior, viveu tempo suficiente para ver todas essas transformações (maquinários) e permanências (fórmula), além de acompanhar os esforços do filho Nêne e agora do neto. Morreu em maio de 2004, com 92 anos de idade, tendo deixado uma herança para a família e uma deliciosa tradição para os consumidores privilegiados de Florianópolis, onde suas balas podem ser encontrados em diversos pontos.

Parece que vai ser divertido. Vou conhecer gente. Não vou ir fantasiada por que acho que não tenho auto-estima o suficiente pra isso. Mas vou ir só pra beber e rir um pouco. Hoje divulguei o evento em alguns lugares da UFSC distribuindo cartazes q tirei xerox, etc. Estou animada. Sei lá, já que não vai ter nenhuma festa de halloween mesmo por aí, um zombie walk vem a calhar. Se você não tem idéia do que seja um Zombie Walk, é só ler esse verbete da Wikipédia.

Desenhos: “meus”. Misturo um monte de coisa que acho na Internet, de amigos (ou não).

Execução: Ricardo, Nova Era Tattoo – (48) 3028-0474

Florianópolis – Santa Catarina – Brasil

Não preciso falar mais nada né? Se minha vida tem prioridades, essa é uma delas. Pelo menos nas próximas 2 semanas. Tá certo que o lance martelinho + estrelinha + vermelho ficou meio COMUNA demais… Mas ainda assim: tô dentro. Apoiarei o EBM até enjoar dele… O que parece que vai demorar a acontecer… :D

Acho que a maioria das pessoas que me conhecem bem sabem que minha mãe é bailarina e tem uma academia de ballet desde antes de eu me conhecer por gente. Eu fiz ballet – desde o clássico até jazz – até os meus 15 anos. Depois disso, simplesmente enchi o saco, chutei o pau da barraca e nunca mais fiz coisa nenhuma a não ser engordar. Na verdade, foi a partir dos meus 15~16 anos mesmo é que eu comecei a ficar punk e uma coisa foi puxando a outra: punk, rock, metal, “metal extremo” e todos os adjetivos babacas que esse “povo” cria pra tudo que é metal. Por isso hoje eu digo: curti metal por muito tempo.

Não que eu não ouça mais, mas mesmo ouvindo, hoje não é mais a mesma coisa, não existe o mesmo sentimento. Sei lá, acho que passou… Acho que eu tenho mais o que fazer. A maioria dos fãs de metal me parece idiota, pois são muito mente fechada, se comportam como imbecis, se dividem em guetos, odeiam outros estilos e simplesmente não parecem conviver (e também não fazem nenhuma questão disso). Acho tosco, ridículo… Isso não sou eu. Mas enfim, ainda curto metal, ouço em casa, a maioria dos meus amigos curte metal e, querendo ou não, eu estou inserida nesse contexto… E como eu ia dizendo, eu fiz ballet. E ballet e metal não tem NADA a ver um com o outro, certo?!

Errado.

A base do metal, é a música clássica. E ballet foi feito pra ser dançado COM música clássica. Mas isso não é regra. Ainda mais quando se trata de ballet contemporâneo. Toda a vida, em meu íntimo, eu desejei ver pessoas dançando o que fosse (dançando mesmo, não batendo cabeça) ao som de metal. A vida inteira ansiei por ver um espetáculo desses na minha frente: coisa que deixaria a minha mãe de cabelo em pé, chocadíssima. Não critico o que minha mãe produz, sempre achei as coreografias e os espetáculos dela muito lindos, por que ela sabe dosar bem uma boa técnica e uma outra dose de sentimento, e essa harmonia é muito importante em qualquer campo das artes.

No entando ela nunca fez muitas experimentações que fugissem ao que fosse convencional. Ela diz que não, mas a verdade é que ela é uma conservadora/moralista enrustida (e eu sei que estou me tornando a mesma coisa, com o passar dos anos). Ela não se arrisca, não sai dos limites do que considera correto. Ela tem medo, pânico de desagradar o público e por isso a concepção de estética dela é um tanto quanto limitada. Não, não estou dizendo que o que ela produz seja ruim. Nada disso. Mas acredito que poderia ser diferente, sempre pode, quando falamos de “contemporâneo”. Mas tudo bem… Mudando de assunto, eis que, sexta passada no centro, e hoje, agora a pouco aqui na UFSC eu encontro o seguinte cartaz:

Quando eu li as palavras “dança contemporânea” + “heavy metal” eu juro que temi pela minha vida. Ok. Sendo menos dramática, eu fiquei num misto de excitação e medo. Excitação por que é o que eu sempre quis assistir. E medo por que temo que o espetáculo não atenda às minhas expectativas. Sou bem sincera quanto à isso, digo mesmo. Não conheço a Siedler Cia de Dança e nem o Stormental e pra mim, ir nesse espetáculo vai ser um baita tiro no escuro. Mas… A vida é feita de riscos e se você não se arrisca, não pode julgar, nem dizer se é bom ou não, nem vivenciar, ou passar pela de experiência de nada que seja minimamente interessante. Ou não. Enfim. Pra quem não sabe usar o googlemaps, cá está o link pra você saber exatamente onde fica o Teatro Alvaro de Carvalho, que é o lugar onde acontecerá o espetáculo.

Como fã de metal e filha de bailarina, eu praticamente me sinto na obrigação de ir e ver qual é a parada.

Simples assim.


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