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Nunca me esqueço de uma fatídica noite em que estavam eu, N., I. e F. e, por algum motivo que não me lembro agora, além de todas as besteiras que a gente costumava a ver madrugada adentro e internet afora, na ocasião em questão estávamos vendo um vídeo de meteção. Acho que era da época de vício total em sites como snuffx e ogrish, etc. Não sei se agora com a deep web esses sites ainda existem (acho que não), mas parei de ver este tipo de material porque ele me auxiliava a banalizar uma série de coisas que eu acho que não deveriam ser banalizadas. Enfim… Víamos um vídeo de meteção e isso teria sido extremamente bizarro se não tivesse sido tão engraçado. O vídeo tratava-se apenas de um close up em órgãos sexuais em pleno ato de cópula, do início ao fim. Era curto, não devia passar de 3 minutos. Nada além disso ficava claro no vídeo: não haviam gemidos, não era possível identificar se tratava-se de um homem e uma mulher, ou dois homens ou duas mulheres. Era de fato um vídeo muito peculiar. Eu e I. ficamos um pouco indignados e acreditamos que pelo menos uma das partes daquele ato de cópula não era humana. Primeiro pensamos que uma das partes poderia ser um animal e depois consideramos a hipótese de uma das partes ser um brinquedo. O vídeo era meio assustador de certa forma pois ele parecia algo muito óbvio e na realidade não era nada óbvio. N. e F. só conseguiam enxergar o que estava claro: uma meteção. Observaram apenas a geometria da coisa sem levar em conta os outros aspectos e acreditavam que se tratavam sim de humanos, de pornografia apenas. Eu e I. não nos conformamos. No meio da discussão algo mais surreal ainda acontece: a mãe de N. abre a porta do quarto, enquanto o vídeo está rolando e pergunta alguma coisa pra ela, desconsiderando o conteúdo do vídeo. Depois que a mãe dela se dá conta, ela fecha a porta do quarto e retornamos para a discussão. Falando assim parece sonho, mas não, isso aconteceu de verdade comigo e com esses meus amigos há alguns bons 10 anos atrás. N. ainda me disse hoje que precisamos criar mais momentos assim porque daqui a dez anos, as memórias serão os dias de hoje. Mas hoje não acontece mais nada desse tipo. Hoje as pessoas compram casas, querem segurança, estabilidade, querem se casar, ter filhos, etc. Só eu e N. que continuamos outsiders… E talvez continuaremos pelos próximos 10 anos.

Mas é bem verdade que eu costumava me divertir mais quando era mais nova.

doppelganger

Me acabo de rir com isso (pena que nunca lembro quando “preciso”):

Quieto no Canto como guri cagado…
Mais ligado que rádio de preso
Mais curto que coice de porco
Firme que nem prego em polenta
Mais nojento que mocotó de ontem
Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
Solto que nem peido em bombacha
Mais curto que estribo de anão
Mais pesado que sono de surdo
Calmo que nem água de poço
Mais amontoado que uva em cacho
Mais perdido que cego em tiroteio
Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Mais perdido do que cusco em procissão
Mais faceiro que guri de bombacha nova
Mais assustado que véia em canoa
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
Mais por fora que quarto de empregada
Mais por fora que surdo em bingo
Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Feliz que nem lambari de sanga
Mais ansioso que anão em comício
Mais apertado que bombacha de fresco
Mais apressado que cavalo de carteiro
Mais arisca do que china que não quer dar
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Mais baixo que vôo de marreca choca
Mais bonita que laranja de amostra
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Mais caro que argentina nova na zona
Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Mais constrangido que padre em puteiro
Mais conhecido que parteira de campanha
Mais comprido que puteada de gago
Mais comprido que cuspe de bêbado
Mais coxuda que leitoa em engorda
Devagarzito como enterro de viúva rica
Mais difícil que nadar de poncho
Mais duro que salame de colônia
Mais encolhido que tripa na brasa
Extraviado que nem chinelo de bêbado
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Mais feio que briga de foice no escuro
Mais feio que sapato de padre
Mais feio que paraguaio baleado
Mais feio que indigestão de torresmo
Mais firme que palanque em banhado
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Mais gasto que fundilho de tropeiro
Mais gostoso que beijo de prima
Mais grosso que dedo destroncado
Mais grosso que rolha de poço
Mais grosso que parafuso de patrola
Mais informado que gerente de funerária
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Quente que nem frigideira sem cabo
Mais sério que defunto
Mais sujo que pau de galinheiro
Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
Tranqüilo que nem água de poço
Bobagem é espirrar na farofa
Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Mais perdido que cebola em salada de frutas
Mais feliz que gordo de camiseta
Mais chato que chinelo de gordo

Grifo nosso. Roubado do blog da Letz Spindola.

Tapinha nas costas é o cúmulo da infâmia. Tapinha nas costas é quase que um desrespeito.

Cara que me abraça e me dá tapinha nas costas, lhes asseguro que não vai me comer nunca. Nunca, nunca, nunca. Por 2 motivos: 1. Por que muito provavelmente não quer me comer mesmo. 2. Por que eu não vou dar. De jeito maneira.

Tapinha nas costas uma ova.

Se eu te dou um abraço com tapinha nas costas, pode crer também que eu nunca vou dar pra você. E nunca mesmo, no sentido certeiro da palavra.

Tapinha nas costas é o sinônimo primordial de amizade.

Homens com amizade mais íntima ainda dão aquele tapinha infame no peito, do lado do coração, que também quer dizer uma coisa que eu não entendo o que é. Acho que só os homens entendem o que isso é.

Homens não dão tapinhas no peito da mulher por motivo óbvio: porque daí a coisa toda fica sexualizada e não dá certo. Mas o tapinha pode ser dado em outro lugar, em um contexto adequado.

Se você gosta de uma mulher, mesmo, de verdade: não dê um abraço com tapinha nas costas dela. Não faça isso. É um desrespeito, é um fingimento. Tapinha é na bunda. Tapinhas nas costas não.

Por favor.

– Mas aí… Você como homem, diz aí… Tu acha que mulher tem que “fazer ceninha” ou “chegar apavorando”?

– Tu sabe que se ficar esperando, perde o bonde, então corre pra pegar e briga pra sentar na janelinha! Nada como umas pegadinha mais sem vergonha pra animá alguém, e se mesmo assim num funcionar, apela pros sussurro no ouvido…

– Pô, passa as técnicas!

– Opa! Várias… Vou montar um script básico, mas tu fica livre pra improvisá. Metade do desfecho é o de sempre: tão lá, dançano, já enxarcado de canjibrina, que já ajuda a aguçá bastante, ae aquela coisa de dançá juntim, tua mão nos ombro dele, ele com a mão na tua cintura.. Se num tivé, COLOCA! Começa por ae… Se ele num relutá, metade do serviço tá feito, aí é coisa de ir dançano junto, aquela esfregação tipo forró e talz. Desenhado o contexto, existe uma outra coisa se fazer: tu tem problema com pegação em lugares públicos?

– Pegação não… Só “pegação hardcore” em público que eu acho tosco.

– Então assim: você tem três opções. Vamos as abordagens práticas da coisa:

  1. Rolar antes da festa. Vantagem: num vai ter concorrência; Desvantagem: ele pode ficar com a idéia de “Já consegui o que queria” e largar tu de lado;
  2. Na festa. Vantagem: fetiche, além de tu poder ficar provocando, se insinuando, mas sem chegar às vias de fato; Desvantagem: não haver lugar propício no local para realização da empreitada;
  3. Afterhours. Vantagem: em casa, no conforto e com o resto da madrugada pra se divertir; Desvantagem: o cara num querer ir, ou ficar com vergonha, com receio, aquelas viadagem típica de “gente sensível”;

Então vamos nos focar na sua preferência, é o seguinte: vocês começa a enxarcá cedo, vai fazendo as brincaderinha mas só falando, nada de tocar, pegar… Só falar, pra esquentar a coisa. Segue mais ou menos roteiro de filme pornô; Na festa: pegação moderada, aquela coisa de se insinuar, esfregação, dancinha e tal, tudo o que já te falei, mas sempre deixando claro o teu objetivo. Isso é o principal. E você nem precisa dizer nada afinal, convenhamos, até um viado sabe que muié que muito se alisa, quer. Aí tu pode usar toda sorte de truque sujo…

– Truque sujo? Eu hein.. Sou dessas não. :D

– Dá nada. Todo homem tem em si um espírito caminhoneiro. Vem no original de fábrica. O cara já tá bêbado e tem muié dando sopa… Dificilmente recusa…

– Às vezes pode broxar uai…

– Existe isso não. É só manter acordado, mas se o cara dormir a coisa não vai mesmo. Mas aí tu vai ter uma tarefa grande, que é a de não deixar ele passar do ponto, manter o rapazito aceso. Tem que ficar no nível de conseguir ficar em pé sozinho mesmo meio que caindo… Tipo vara de bambu no vento…

– HAHAHAHAHA…

– E tu quer ver uma coisa que funciona que é uma beleza? Aproximadamente uma hora e meia antes de vocês irem embora, arraste o rapazito pra um lugar meio ermo ou simplesmente estratégico, e simule um início de pegação hardcore mas assim usando e abusando do q puder…

– Meldelz! O_o

– Morde, bate, arranha, aperta, esfrega que é pra dexa o rapaz no ponto… Aí quando tu vê que ele “vai que vai” tu pára de repente e olha pra ele esperando ele dizer alguma coisa. Provavelmente ele vai esboçar um “Que foi?” ou algo do tipo “Parou por que?” ou um “Nhaaa!”, se for meio afeminado..

– HAHAHAHAHAHAHAHAHA…

– Pois bem. Aí é a parte que tu ganha ele. Provavelmente depois de toda encenação, ele já vai tá pensando que tu é a maior pervertida do mundo, e aí você diz algo como “É que tem muita gente, eu fico com vergonha…” ou seja, é praticamente um convite implícito. Além de mostar que tu é sim taradona, mas tem pudor, que é uma coisa que homem sei lá por que cargas d’água, gosta…

– Bora sair?
– Pode ser.
– Pode ser uma porra. Você vai. Fica nessa aí de “pode ser” chega no dia e diz “tá frio, não vou”. Se ferrar…
– Hahaha.. Quando vai ser mesmo?
– 05/07. E quem não te conhece que te compre.

– Leva uma vodka cara..
– Raiska?
– Sei lá, uma Raiska da vida
– É.
– É. Ando bebendo bastante Raiska.
– Com sprite. Vou começar a beber às 20h na praça XV e entrar baleada.
– Vai? Vamos.
– Não pode entrar com bebida. Da última vez ficaram com o meu álcool! Fiquei puta.
– Agente fica baleado e deixa em algum lugar.
– Meu sonho um dia é comprar aquele cantil de alcoólatra e se alguém me confiscar aquilo eu meto a porrada.
– Ahh… Pior cara! Que tu leva pros lugares… hahaha..
– É. E é meio chique. Tu tira a parada do casaco e bebe…
– E nem tá caro essa parada aí.
– Nem tá… Eu tenho que ir no camelô comprar…
– Cara esses cantis são coisas de manguaceiro terminal mesmo. Gamei.
– Essa é a idéia.

– A gente tem que botar as conversas em dia.
– Tem mesmo.
Okay, short long story.
– Casou? Emprenhou alguém? Pegou AIDS?
– Não. Estou trabalhando.
– Ah tá.
– Estou trabalhando agora mesmo aliás…
– Hum.
And I’ve been drinking, a lot. Eu fui na base aérea me apresentar às 8 da manhã “commmpretamentsh” mamado da noite anterior.
– Hahahaha… Meu deus…
– Tenho 3 garrafas de Raiska vazias em cima do meu armário e uma pela metade. E isso foi em tipo… Um mês e maio?
– Ah… Tá bom então…
– Tô sem grana pra cerveja.
– Foda seria se fosse 1 garrafa por dia.

– E ah… Eu tô saindo com uma menina aí, mas acho que não vou levar ela não.
– Uia, tá namorano, tá namoranooo!
Yeah sure… babe you knooow me…
Better than anyone. E nem vou falar nada.
– Nem eu. Imagina nós dois lá (eu e você) e ela junto… Quando de derrepente PÁ,… Nóis se agarremo na frente dela.
– A dramaticidade do “PÁ” foi ótima. “PÁ” é o novo som do amor…”PÁ”!
– Hahaha… PÁ!
– Casa comigo. Você é muito romântico. Fell in love ALL OVER again.
– Tá falando sério?
– Claro que não. Tá maluco?

– Ok. Vou trabalhar. Vender meu corpinho aqui.
– Puaaat!
– Puaaaaat. *dedo no ombro*
– Qualquer coisa manda um recado.
– Mandarei. But count me in!

I sure will babe. ;D

Caminhando pela rua, hoje, indo pra academia, passo por um menino de rua, sentado na frente de um supermercado aqui do bairro que me diz:

– Bmdia com lisënça TÏA…

Ignoro o menino completamente e continuo andando e ele:

– SUA LÖK!!!!!!!!!!!

Fim.

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