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Não lembro que horas acordei, só sei que foi de péssimo humor. Péssimo mesmo, o que é bastante raro. Ainda bem que não vi ninguém nesse último dia, ainda bem mesmo. De qualquer forma, só a idéia de pensar em ficar por 5 horas num ônibus não me era nada agradável. Acordei, arrumei todas as minhas coisas, tomei café e esperei a morte. Mentira, esperei o ônibus sair. A gente saiu do alojamento eram 9h30 e o povo resolveu rodar a cidade inteira, ou algo assim. Primeiro, num mercado livre lá no Largo da Ordem e depois na Ópera de Arame e no Parque Tanguá. Não desci em nenhum dos dois. Fiquei dentro do ônibus, dormindo.

Aí só pra não dar uma de chata anti-social emburrada eu-odeio-todos-vocês, eu resolvi descer no passeio do Bosque Alemão. Fiquei o passeio inteiro sozinha, passeando pelo bosque e ouvindo Sigur Rós. Foi bem reconfortante. É bem legalzinho lá, mas não tem nada demais, mesmo. Não tirei foto por que não estava no clima e por que não tinha mais pilha também. Depois disso felizmente todo mundo resolveu voltar pro alojamento pra pegar quem ficou e ir embora. O ônibus partiu pra Floripa, efetivamente, às 18h30, coisa assim. Cheguei na minha rua eram 22h30. Podre de cansada, acabada, detonada. Mas sei lá.. Indiferente. Nem bom, nem ruim: só mais uma viagem.

Arrumei tudo em casa. Tomei um longo banho quente e demorado e dormi nos meus lençóis limpinhos e nos meus edredons bem quentinhos. Ah, a solidão. Ah, não preciso mais ouvir trezentas vozes e funk ao ir dormir. Ah, não preciso mais me preocupar com os outros e com horários. Ah, a vida é boa novamente. Tô ficando velha mesmo…

Não lembro se no terceiro dia acordei tarde ou cedo. Acho que acordei cedo só pra pegar o café. Do café ao almoço eu meio que acordei. Sim, eu demoro pra essas coisas. Nesse meio tempo decidi o que fazer no dia. De tarde todo mundo saiu junto, uma galera. Todo mundo foi pra UFPR pra ir pro Jardim Botânico (onde tiramos mais fotos) pra pegar o ônibus (onde saímos correndo como loucos pra alcançar) que rodaria a cidade inteira, pelo menos nos principais pontos turísticos. Foi divertido: correr não é tão inútil quanto eu julgava.

Do Jardim Botânico para o Museu Oscar Niemeyer (fotos, risadas, vídeo do Will), do Niemeyer pra Ópera de Arame/Pedreira Leminski (fotos) e da Ópera pra Praça Tiradentes/Largo da Ordem. Um barzinho, cigarros, cerveja, habitat natural. Depois de um tempo, o alojamento novamente. Um frio. Um frio dos diabos, dos infernos. O dia mais frio até então. Sou sul mato grossense, porra! Sem falar que perdi metade do meu guarda roupa nos últimos 6 meses e estou completamente SEM casacos decentes, o que também é uma merda. Senti um frio absurdo. Coloca casaco, tira casaco, o tempo todo. Terrível.

Depois teve o Aniversário do McGuyver, que foi no centro, na União Paranaense de Estudantes (algo assim), onde também tinha vários outros barzinhos. Funk, Velhas Virgens, Go Play. Tosco. Frio. Frio dos diabos, frio dos infernos, frio que não acabava. Aí “acabou” tudo umas 3 horas da manhã. E lá pelas 4 me despedi por ter a certeza de que não ia acordar no outro dia (Com a cara amassada, podre e de mau humor… ninguém ia merecer) pra me despedir de todo mundo. Preferi me despedir com sono mesmo. Meio triste, meio trágico, mas menos mal.

Acordei cedo, comi qualquer coisa no café da manhã e saí por Curitiba com Lilly, Derbi, Fernando e Marcelo (se não me engano era esse o nome dele, se eu estiver errada, corrijam). Fomos pra parte central da cidade, em vários lugarzinhos. Tudo a pé, à esmo. Foi bom. Caminhando e perguntando, chegamos ao shopping Müller, mas antes disso passamos por ruazinhas legais, um sebo e uma loja de 1,99. Já tinha ido nesse shopping com meus pais provavelmente quando eu tinha uns 15 anos,… Faz muito tempo.

Não almocei. Tomei água com bolachas. Cigarros. Muitos cigarros. Depois do almoço, fomos ao Passeio Público (que mais lia-se como Vasseio Vúblico) ver o que tinha por lá. É um parque bonitinho, mas não tirei muitas fotos com a minha câmera. Araras, macacos, bichos aleatórios, muitas risadas. Uma parada ao lado de idosos que jogavam dominó, cigarros, mais risadas. Nessa hora não sei, mas pra mim parece que o tempo parou naquele banco e por mim eu não sairia mais de lá. Sei lá, ficou um lance meio etéreo. Aquele momento tinha um cheiro bom e tinha também uma fonte bem na minha frente. Sei lá, foi agradável como há muito tempo não havia algo agradável na minha vida.

Depois de um tempo Fernando, Lilly e Marcelo resolveram ir embora e nós resolvemos continuar pelo centro. Praça Tiradentes, UFPR, biblioteca de Direito, chuva. Depois disso não lembro. Fomos andando até acharmos o caminho de alguma forma e achamos o caminho meio que sem querer, entre conversas e uma frase do tipo “eu não sei pra onde estamos indo, mas estamos indo!”, algo assim. Estava escurecendo já e passamos por um memorial, depois por uma casa abandonada que fora queimada e depois por um mendigo gente fina. Já estava escuro e bastante frio quando chegamos ao alojamento. Não lembro que horas fui dormir nesse dia. Também não lembro o que fiz à noite. Acho que tudo resumiu-se a conversas, cansaço e vontade de dormir mesmo.

Algo assim.

O ônibus saiu eram 00:50 rumo à Curitiba. Chegamos lá às 05: 30 e fomos os primeiros. Depois foram chegando a UEL, UNESP e assim por diante. Perdi a conta depois que o terceiro ônibus chegou. Ao total foram nove, segundo a organização do X EREBD Sul. Assim que chegamos já encontramos a escola aberta, com o pessoal da organização já nos esperando. Nos instalamos rapidamente na sala mais próxima do banheiro feminino. O dia amanhecia e algumas essoas ainda pensavam em dormir. Pessoalmente, não consegui por vários motivos.

Fiquei acordada não lembro bem fazendo o quê até umas 9 da manhã. Fui tomar café e na volta dei oi pra 2 conhecidos que, de primeira, não me reconheceram. Bom sinal, talvez. Depois ainda dei mais um tempo no alojamento, tomando um sol, conversando com desconhecidos, esperando o dia esquentar até que repentinamente, quando eu menos esperava, houve um breve reencontro. Um abraço muito apertado. Uma saudade saciada.  Houveram coisas que eu não soube como sentir, que sei lá… Não cabiam em mim. Fiquei feliz por um momento. Fiquei feliz pelo resto do dia acho. Presente dado, presente recebido: fair trade. Quando foi lá pelo meio dia, resolvi ir dormir.

Acordei às 15h com a Anne me oferecendo bolachas recheadas. A única coisa que conseguia lembrar era do meu pai dizendo “eu acho que você terá problemas pela frente”. Enfim… De qualquer forma, eu já tinha me inscrito e lá estava eu. Tentei ligar pra uma amiga dos meus pais, mas ela não estava na cidade. Não me importei muito e continuei por lá, conversando com conhecidos e pensando em mais tarde, no que ia fazer. Houve uma palestra de abertura na UFPR, aí começou a ficar muito chato (já tinha lido aquelas coisas em livros/artigos) e todo mundo resolveu ir no Jardim Botânico que era ali do lado. Tiramos algumas fotos e depois voltamos pro coffeebreak. O dia acabou cedo… Cedo demais.

Tentei dormir e não consegui. Fui tomar banho quando não tinha mais ninguém no alojamento e cantei algumas músicas.  Depois disso consegui dormir. Mal, mas consegui.


Jardim Botânico by night :D


Chão da UFPR do centro e Casa abandonada


Desenho que me lembrou o Felipeta e o Niemeyer


Ópera de Arame


Morra fotologger do caralho…

. . .

Eu sei que tiro PÉSSIMAS fotos, mas enfim… A câmera também não coopera. Tem mais fotos minhas com a Lilly, o Will e o Derbi, depois eu pego com eles. E ah, eu queria ter uma câmera melhor e que não acabasse a bateria nunca também de preferência. Os posts sobre Curitiba sairão num dia que eu tiver mais tempo de acesso à internet. Por hoje, é isso.

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