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Acho que eu tenho problema pessoais com esse meu blog. Um problema bem sério e direto com ele. Vejo as coisas que escrevi e as odeio. Mais do que odiá-las: tenho mágoa delas. Tenho mágoa das coisas que se passaram.  Isso é bem adolescente e acho que não muda com o tempo: há alguns anos lia os diários que fazia (sempre fiz diários) e sempre me achava uma imbecil lendo as coisas do ano anterior. Isso acontece mesmo, é o normal de acontecer. Só guardo meus diários há 2 anos, mas os tenho a bem mais tempo. Os mais antigos devem ter ido pro lixo, simplesmente.

De algum tempo pra cá – coincidentemente quando comecei a fazer biblioteconomia – tenho entendido que é besteira jogar essas coisas no lixo, então não jogo mais. Mas ainda tem algo odioso que fico pensando em fazer: quero cometer o crime de passar “as coisas a limpo”. Recategorizá-las. Reorganizá-las. Now, guess what honey: o passado não pode ser recategorizado. Nem reorganizado. O passado é passado e ele vai permanecer do modo que está e do modo que sempre foi. Não adianta você apagar tudo o que aconteceu.

Não adianta você apagar as coisas que foram escritas, vividas. Elas estarão pra sempre lá, registradas. Fingir que não aconteceu tampouco resolve. Sei que aceitá-las também não. Mas acho que é importante deixar estar, deixá-las como estão, como sempre foram e não ficar tentando modificar nada. Posso até tentar fazer isso em outras situações, mas não aqui, não neste espaço. Se eu mudei de fato, acho que preciso reconstruir essa mudança… E aí o modo que as coisas estão categorizadas e organizadas mudam também, de modo orgânico, natural.

Algumas coisas podem ser passadas a limpo. Outras não podem e nem devem. Acho que tentar pensar deste modo é uma solução boa, por hora. E vai me ajudar a destravar algumas coisas.

Estava tentando descobrir a diferença entre as palavras assediar, perseguir e observar. Pessoalmente, acho que eu apenas observo mesmo, nada muito além disso. Fico me perguntando: por que observar alguém, apenas, não é criminoso mas assediar é? A partir de quê momento uma pessoa que apenas observa outra se torna incômoda? Se torna, efetivamente, “um assediador”? Só quando o observado sabe que está sendo observado… E isso necessariamente tem que incomodá-lo. Se não o incomoda, não é crime. Curioso.

Não sei, mas acho que assediar e perseguir tem significados muito próximos. Fico pensando se alguém pode ser “assediado” no bom sentido. Pra mim, se é assédio ou perseguição, é necessariamente ruim. E dependendo do caso, é até patológico. Alguém que apenas olha, não sei se tenho como achar ruim… Pois eu também olho. Às vezes olho outros (então seria meio hipócrita da minha parte eu me incomodar que me olhassem…) e às vezes olho de volta quem me olha. E às vezes resolvo simplesmente ignorar. Mas esse é o meu jeito. Sou algo tipo uma “observada observante”, quando quero.

Já passei por algumas situações incômodas, mas não sei… Elas nunca foram um big deal pra mim. Eu aturava e ao mesmo tempo, ignorava. Não chegaram a ser incômodas de verdade, não tornaram-se crônicas. Tanto que elas eventualmente terminaram por que, acredito, a minha persistência em ignorar foi maior do que a persistência do outro em me amolar. A ignorância sempre vence. Foi ridículo enquanto durou, só isso.

Observar é interessante. É interessante ter informações, descobrir segredos, fazer conexões com coisas que aconteceram e tentar prever a reação das pessoas, o que sentem, o que vão fazer… Mas tentar prever tudo (ou boa parte das coisas)  nesse sentido é uma ficção que não existe na realidade e que só gente imbecil acredita. Aprendi isso a duras penas. Podemos prever o tempo, as mudanças no mercado financeiro… Essas coisas sim. Agora o que acontecerá com a vida das pessoas… Não.  Algumas pessoas se gabam por ter boa memória e por descobrirem coisas que são parcialmente secretas. Acho que existem coisas melhores pra poder se gabar nessa vida…

Observo por pura curiosidade apenas. Mas não sei assediar, nem perseguir. Sou completamente  incompetente pra manipular pessoas. Isso é só pra quem (acha que) pode, não pra mim.  Acredito que a insistência (e a persistência) em assediar e perseguir pessoas é só um modo (inadequado, pra não dizer estúpido) de se fazer ouvir e ver, às vezes. De marcar presença, demarcar território. Mas acredito que depende, exclusivamente, de quem é assediado e perseguido de se sentir incomodado, se vitimizar, cair numa paranóia ególatra de que “algo muito terrível irá acontecer!”

Não faz o meu tipo.

A decisão é sempre do outro, nunca de quem age. Se a vitimização não existe, a perseguição e o assédio são automaticamente  nulos.

Isso é sempre bom lembrar, caso algum dia eu esqueça. :)

pernas_tn

–  Dora, posso te perguntar algo? Constrangedor.

Dora: Claro que pode.

– E tipo, eu vou perguntar, e nunca mais tocamos no assunto. Pode ser?

Dora: Poxa.. Nunca mais é meio pesado. Mas, enfim.. ok.

– Certo. Pergunto pois nunca reclamaram, mas agora fiquei complexado, fui pesquisar, vi que é comum hoje em dia e eu devo ser bem atrasado. Um cara do trabalho estava falando em aparar a virilha. Adequado? Como faz? Sabes disso? Achei que poderias saber, já que tu é mulher, por mais que err… Tu seja mulher. Enfím, entendeu.

Dora: Olha cara, é super aconselhavel.. Te digo viu?

– Pois é, estou pesquisando e já me convenci.

Dora: Claro que você não vai raspar como uma mulher, a não ser que você queira.  Mas pelo menos os caras com quem conversei, eles morrem de medo de qualquer objeto cortante ou perfurante que chegue muito próximo da virilha… rs

– Mas então, aparar. O quanto tu acha “interessante”?

Dora: Ah, isso só vc vai saber. Corta curtinho oras. Isso é meio difícil de mesurar..

– Pois é. Não sei o quanto é curtinho. E tenho medo de fazer besteira. Falei com um amigo e ele disse que encosta na pele e corta, daí fica bem curto.

Dora: Bem, é uma técnica, a do seu amigo. Particularmente, enquanto mulher detesto pelos de qualquer natureza. Tipo, eu tiro tudo.. Então pra mim não existe o ‘curtinho’.

– É que pelo que li, gurias falando, a maior parte gosta de um pouco. Que o.. Bem… Fique visível, você sabe. Mas elas não dizem o quanto. Complicado isso.

Dora: Ah.. Depende. Na hora eu não costumo notar muito isso não. Mesmo por que, acho homem pelado uma coisa muito feia.. hahaha.. É difícil explicar meu sentimento, na verdade… Acho feio e bonito ao mesmo tempo, mas enfim… Não fico reparando.

– Heh. Bah, só fiquei mais confuso.

Dora: Não sei, minha opinião é muito diferente das gurias no geral, mesmo por que eu sou muito esquisita. Mas enfim, corte. Tente uma vez. Se não gostar, deixe crescer.. E vai tentando de novo.. Até vc se sentir confortável..

– E tá, aparar a região, é só a região né? Tenho medo até qual ponto se deve cortar, heh.

Dora: Uma coisa é importante: se vc não se sentir confortável, não faça. E cara, só corte a parte de cima.. Não tente cortar na parte de baixo pois pode ser uma tragédia. Assim, eu acho interessante.. Mas tb acho que o cara tem que ter muuuita coragem pra depilar o saco.. Muita mesmo.

– Heh. Dá pra cortar o excesso.

Dora: Heh, sim.. Mas todo cuidado será pouco. Não sei qto a maioria das meninas, mas enfim.. é tão simples.. acho mais higiênico ficar sem pêlos. Bem melhor.. Mas confesso que cera é uma tortura medieval.. Usei algumas vezes mas pra nunca mais. Me dou bem com gilete e pinça.

– Então, depilar é foda… Mas gastas um bom tempo nisso né? Mas não volta a crescer rápido?

Dora: Ah, volta.. Mas aí paciência né?

– Ahn, isso é outro medo, começar a cortar não vai começar a crescer mais? Mais demais eu digo.

Dora: Não moço.. Começa a crescer normal.. Não existe isso de crescer mais.

– Ahn, ótimo. Vou testar hoje então, heh. Antes do banho.

Dora: Boa sorte.. vc vai estranhar no início, mas depois se acostuma.

– Eu pensei também em máquina de barbear, deixa um 3 ou 4, poderia ficar legal. Mas como não tenho máquina, só o pai… Não rola. Mas enfim.. Fiquei cabreiro agora com este lance de aparar, nunca tinha pensado nisso, daí hoje fui bombardeado com a novidade. E pensei que pode ser interessante, mudar, ainda mais que tenho possibilidades sexuais próximas. E também por isso estou cabreiro de fazer merda e ficar ridículo…

Dora: Ai, desculpa mas tô rindo muito aqui.. Por que tipo, parece que tu fez a descoberta do século tá ligado? E sei lá, eu me depilo desde sempre.. Então pra mim fica engraçado ler essas coisas.. Enfim.. Não vai ficar ridículo moço.. Tu só vai te sentir estranho, mas é normal..

– Poxa, mas pior que pra mim foi a descoberta do século! Eu nunca tinha nem pensado nisso cara. E achava que tosar as partes fosse algo extremamente metrosexual..

Dora: Ela não vai reparar. Eu prometo pra ti isso. E não é metrossexual. Seria se vc se preocupasse além da conta. Mas não é o caso. É uma questão de higiene, acho… E de preocupação com a parceira.. Apesar de que, a maioria das garotas não nota.. Só nota se vcs estão trepando há séculos e ela conhece cada centímetro do seu corpo. Which is not the case.

– Ótimo. Ultima pergunta. Pois sim, estou adoidado em fóruns. E vi uns tantos comentando….

Dora: Sim?

– Embaixo do suvaco não precisa né? Tipo, não sou mega peludo, não é um tufo nem nada…

Dora: Menino, por favor.. NÃO FAÇA ISSOOONÃO!!!

– UFA!!!

Dora: NÃO!!!!

– OBRIGADO!!! \o/

Dora: NEM PENSAR!

– Era isso que eu queria ouvir…

Dora: PARE JÁ! NÃO!!!! DE NOVO, pra gravar bem: NÃO FAÇA ISSO!!!!!!

– Anotado.

Dora: Garoto, te digo: VI-A-DA-GEM. PURA. Não faça! Não faça… Se vc fizer isso perderá boa parte de sua masculinidade.

–  Mas uns caras tavam falando com tanta convicção… E como eu já descobri algo hoje, vai que este fosse outro algo…

Dora: Não cara.. Não acredite neles. Eles estão errados. Eu estou certa. Mané raspar axila… Isso não se faz!

– Ainda bem que não sou peludo.. Ia odiar ter peito cabeludão. Não gosto de pelos também, por constagem. Por isso gostei de descobrir que aparar ali em baixo é legal..

Dora: Mesmo que fosse peludo! Isso não se faz com homem nenhum!!! Aliás, com homem (hetero) nenhum! Aparar a virilha tudo bem, mas quanto a raspar qualquer outra parte… Não. Só se vc for nadador ou ciclista profissional.. Por que eles precisam mesmo.. Não é por vaidade. Outra coisa que eu não deixei claro: eu não gosto de pêlos em MIM… Mas em homens.. Ah, é homem né? Homem tem que ter pelo mesmo.. Acho um nojo aqueles corpos de gogo boys, lisinhos..

– Certo, vamos repassar as notas: 1. cortar tesoura rente a pele (espero que fique visível que há algo ali mesmo); 2. parte de cima, excesso de baixo se achar que precisa. E só. Aqueles poucos pelos em baixo do umbigo é tranquilo né?

Dora: Não, não.. deixa como está. Não mexa.

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– Ótimo. Valeu pelos conselhos. Serei um homem mais… menos… menos peludo? John Lennon que não depilava…

Dora: Ah.. Olha.. Você será um homem que facilitará o serviço pra moça.

– Sério, mesmo na imagem grande parece que ele não tem pau cara. Tá escondido na mata. Então, ele era meu exemplo de homem pelado normal. Fora isso só filmes pornôs, que eu achava que fossem a excessão…

Dora: Olha, o Lennon nessa foto é um homem pelado normal natural.. que nunca se depilou nem nada..

– Eu só pensava “Poxa, pelo menos o meu é visível, o John deve ter bem pequeno pra sumir ali no meio”..

Dora: Nas poucas pornografias que eu vi, a maioria dos caras tira tudo.. O que eu acho bizarro, mas enfim, facilita pra eles… Mas o do Lennon não aparece justamente por causa da quantidade de pelos… por incrível que pareça. Deve ter alguma coisa ali embaixo.. Mas enfim.. Aparar é saudável.

– Beleza então, vou lá.. Depois te falo como foi.

[Alguns minutos depois…]

– Nossa, muito bom o resultado! Até aumentar de tamanho “aumenta”, hahahaha…

Dora: HAHAHAHAHA! Viu só pq o do Lennon não aparecia?

– O meu que já aparecia, agora tá Ó! Heh.. Tá, pinica um pouco, mas deve acostumar né?

Dora: Sim, com o tempo acostuma..

– Bom. Sério, gostei bastante do resultado. Ficou aparecendo que tem algo ali. Sei lá, bem melhor.

Dora: Hahahaha.. Garoto animado!! Agora é só acostumar..

Tenho pensado sobre isso há alguns dias mas tenho tido medo de escrever sobre. Na verdade não é bem medo, me falta mesmo coragem. Nesse mês de julho que passou eu levei uma (entre várias) bronca da minha mãe, quando nos vimos. Minha mãe sempre me dá broncas imbecis, mas essa ficou na minha cabeça justamente por que eu não consegui discutir sobre isso com ela. Ficava quieta e, por dentro, dava razão a ela. Sei que dizer isso é idiota e infantil mas me sinto incomodada toda vez que dou razão à minha mãe, secretamente. Oh, well…

O motivo da discussão é normal, um dos mesmos motivos de sempre. Ela estranha o fato de eu não estar mais tão motivada (pra fazer exercícios e emagrecer, enfim, cuidar da minha aparência) quanto eu estava no final de 2007. Ok. Minha justificativa: “eu tenho meus motivos”. Ok, isso não é o bastante pra me convencer. Além do que, a grande verdade é que os meus motivos são fajutos até pra mim mesma. No final de 2007 eu tinha algo idealizado. Algo bobo, pequeno e infantil, mas que me movia de uma forma surpreendente.

Pois bem. Acho que isso durou pouco tempo. De novembro de 2007 a outubro de 2008, se não me engano. E então, ao final de 2008, tudo o que eu tinha idealizado tornou-se outra coisa. Não posso dizer que se tornou algo bom ou algo ruim. Simplesmente não era mais o que era de início e essas coisas acontecem, as coisas são assim. Isso não é conformismo, é um fato: todas as coisas são assim, todas as coisas se transformam ou até mesmo tem prazo de validade. O que me deixa chateada é o fato de eu me mover apenas por causa de algo idealizado e não simplesmente por que devo, gosto, ou por causa de mim mesma.

Não quero ser injusta: idealizar algo, ter na minha mente a fantasia de algo bom e perfeito mudou a minha vida de forma muito brusca e profunda. Foi muito bom pra mim, por um tempo. Sei que deveria ser mais delicada com as afirmações que faço pra mim mesma, mas a verdade é que essa “fantasia” me tirou da depressão. Tirou-me de uns oito anos de depressão. Depois disso comecei enxergar as coisas de outro modo, comecei de fato a gostar mais de mim mesma. Ainda não me valorizo tanto quanto devo, mas reconheço claramente que já fiz grandes avanços.

Cuidar da minha aparência foi superficial, mas fez parte da mudança como um todo. O que me fez perceber genuinamente o quanto mudei foi quando voltei a tomar meu remédio (hipotiroidismo) e comecei a ir a todos os especialistas necessários pra manter a minha saúde em dia. Nunca tinha feito isso na minha vida, nunca tinha me interessado, nunca havia cuidado de mim mesma desta forma. Sempre que ia a médicos, era uma chateação, uma obrigação. Não gostava de me preocupar comigo mesma, não me dava valor, por mim eu podia morrer a qualquer hora.

Entendo que hoje eu também posso morrer a qualquer hora, mas a diferença é que hoje eu quero morrer bem e saudável. Eu quero uma morte digna. Enfim… Voltando ao foco: motivações.

Minha mãe chegou pra mim e falou “pois em 2007 pelo menos você tinha uma motivação… E agora, o que você tem? Por que você não faz mais as mesmas coisas? Por que você mudou?”. Sinceramente eu não soube o que responder de imediato. Tudo o que eu respondesse pra ela soaria como uma desculpa fajuta e eu SEI disso. Então eu acho que fazia cara de Monalisa e esperava ela parar de me questionar sobre a minha (falta de) motivação. Mas a grande verdade é que eu broxei mesmo. A grande broxada interna, aquela que ninguém vê mas que eu sinto.

E eu sei também que é apenas uma broxada, não tem nada a ver com depressão. Não estou “de mal comigo mesma”, nem “de mal com a vida”. Não chego nem mesmo a estar desanimada com nada, pelo contrário. Mas a realidade dura e cruel é que: A FANTASIA ACABOU. E a pergunta que eu tenho é: e agora, o que eu faço? Bem, eu sei o que fazer. Sei como agir, como me comportar. Tenho o auxílio de médicos e de pessoas que gostam de mim, mas isso não é o suficiente: preciso do meu próprio auxílio. Eu só preciso FAZER ACONTECER, o que parece muito simples quando a gente lê, mas na prática não é tão fácil.

São muitas as perguntas (idiotas) que eu tenho a fazer pra mim mesma. O que fazer quando a fantasia acaba? O que fazer quando a idealização desaparece? O que fazer quando o tesão termina, ou ainda, é saciado? Esperar que apareça um novo? E se isso não acontece? O que eu devo fazer no meio tempo? O que sobrou de mim nesse processo? Sobrou muita coisa… E muita coisa boa. Eu ainda tenho vontade de viver bem. Ainda tenho planos, desejos e vontades, em vários setores da minha vida. Sinto-me bem comigo mesma (não tanto como gostaria, mas enfim… mulheres).

Sobraram todas essas coisas mas ainda assim, hoje, eu não tenho motivação nenhuma “pra continuar”. Entendam: não é depressão, não é desanimo, não é tristeza ou whatever… É que dessa vez eu simplesmente não terei “um prêmio no final”, me esperando. Não terei recompensa por qualquer coisa que eu faça. Aí fico pensando se a motivação que eu tive foi errada. Fico pensando em prováveis motivações escusas, inconscientes, que me levaram sim pra um caminho bom, por um tempo, mas que depois desapareceram como se nunca tivessem existido.

É bastante confuso, mas não adianta nada eu ficar buscando por “culpados” nessa história toda quando na verdade a única culpada sou eu mesma e minha cabeça. E ao mesmo tempo em que sei que sou “a culpada” disso tudo, paradoxalmente eu não SINTO a culpa. É como se fosse algo que não fosse meu, mas que eu apenas observasse de fora. É estranho, difícil explicar. Hoje eu observo essas coisas, mas não me revolto mais com elas. É preciso entender e compreender, antes de julgar. É preciso ter MUITA paciência e mais além: é preciso PERSISTIR nas coisas boas. O que é muito, muito, MUITO difícil de fazer.

É preciso sempre ver além das coisas boas e ruins. Enxergar as coisas com dualidade e pensar de forma maniqueísta nunca é muito saudável. Se as coisas estão “ruins” pra mim hoje, preciso modificá-las pra que tudo melhore, ou ao menos, pra que não me afetem tanto ou me afetem o mínimo possível. Reclamar apenas não resolve muito. Entendo que não tenho motivações pra me cuidar por esses dias. Me cuidar pra mim mesma não me parece uma recompensa boa o suficiente. Entendam: não é baixa auto estima, é preguiça de mim mesma. Mesmo.

Mas eu também preciso entender mais ainda é que talvez, apenas talvez, eu não precise de motivações, nem de recompensas, mas sim de HÁBITOS. E é claro que eu falo de bons hábitos. De virtudes. Isso pra mim, devido a minha personalidade não deveria ser algo tão difícil de entender, mesmo por que, no geral, eu nunca espero nada em troca de ninguém, observando os relacionamentos que tenho. Mas é.. Sempre me engano comigo mesma.

Enfim, preciso entender que preciso fazer bem, fazer o melhor pra mim mesma, por que eu mereço, “por que sim”, por que é assim que tem que ser, etc… E não ficar me apoiando em fantasias, em realizações, em recompensas ou motivações.

Também não estou falando que “nada disso é importante”. Claro que é. Mas em outros contextos. Neste, não funcionou direito comigo.

Agora é hora de tentar o plano B.

Ontem a tarde vim aqui em casa deixar algumas coisas com meu pai e quando fui ver a minha caixa de correio tinha um pedido/aviso, sem data e sem identificação, escrito à mão por um vizinho/a pedindo pra eu falar mais baixo depois das 22h.

Achei estranho.

Não estou no apto. desde o dia 11/07, voltei pra Florianópolis no dia 19/07 e desde então me encontro no norte da ilha, com meus pais. A reclamação, muito provavelmente, foi escrita quando eu estava ausente, ou fora da região. Sinceramente, não faço idéia de que vozes/barulhos altos sejam esses, uma vez que só eu tenho  a chave do meu apto. e ninguém esteve aqui enquanto eu estava fora.

Vim aqui hoje (24/07) por acaso, pois precisava instalar umas coisas novas e excepcionalmente hoje dormirei aqui.

Uma sugestão:

Ao invés de mandar bilhetinhos sem data por que você não cria coragem e reclama imediatamente assim que se sente incomodado/a? Lhe garanto que é mais efetivo e assim você me poupa de acusações sem sentido. Obrigada.

Passar bem.

Isadora
Apto. 202

Aviso que escrevi em papel e colei do lado da caixa de correio pra TODOS os vizinhos lerem. Cansei. É a segunda vez que saio de férias e justamente nesse período reclamam que eu faço barulho. Eu passo o semestre inteiro ouvindo som alto e nego reclama quando eu VOU EMBORA. Isso é RIDÍCULO! Faz 2 anos que eu moro ali. Vou parar com essa palhaçada de gente que se mudou pra lá ontem JÁ!

Ela: Sabe uma coisa que eu descobri?
Dora: Diz.
Ela: Eu não sou uma pessoa “datable”. Só fui em 2 ou 3 dates na vida e o último me fez ver que eu não nasci praquilo..
Dora: Ah.. talvez. Eu também estou no meio de um rolo que me fez compreender que não nasci pra isso também. Normal. Acho que a gente descobre a vocação pra solidão de maneiras maneiras diferentes..
Ela: Esse negócio de “conhecer alguém”… De smalltalk, contar coisas da vida.. Sei lá, isso fode com a minha paciência. Eu gosto de quem eu já conheço e se eu não conheço, não quero conhecer.
Dora: É… Acho que estou chegando muito, mas muito perto disso também…

Ele: Isso tem que significar algo. Não sei o que, mas algo. Relaxa por enquanto.

Dora: Queria conseguir relaxar..

Ele: Faz o jogo e vê aonde vai.

Dora: Sim.. Mas acho que não quero fazer parte disso.

Ele: Eu ficaria calmo e veria qual é. Se não quisesse nada, me faria de idiota. Não sei se vc deveria tomar a ofensiva de primeira. Faz um reconhecimento primeiro e tenta entrever o que está acontecendo.

Dora: Mas eu me angustio. Odeio ser levada em banho maria. Que me digam as coisas na cara logo, é ruim no começo mas depois é sempre melhor.

Ele: Dora, a vida é o banho maria,  na maior parte do tempo.

Dora: Você também não me ajuda né?

[…]

Ele: Você tem que se acalmar,  mas mais uma vez: eu posso estar errado. Nesse sentido minha ajuda é pouca, é só de inspiração mesmo.

Dora: Penso que se eu me acalmar por demais isso possa virar comodismo… E do comodismo ir pra coisa pior.

Ele: Ué… O que pode ser pior? Se vc se acomodar, nada vai acontecer, mas ao menos havera uma CHANCE de acontecer. Se você chutar o balde, não vai acontecer mesmo, nem agora, nem después. Então equilibra esse balde.

Dora: Também penso nessa chance, mas também me preocupo. Não quero me ferrar com coisa que não sei que vou me ferrar.. Sei lá, prefiro me ferrar com coisas óbvias. Estou angustiada demais… Por que tudo isso é tão difícil, tão dolorido? Sinto raiva, queria resolver isso logo.

Ele: Você está apaixonada?

[2 minutos]

Dora: Não sei.

Ele: Hihihi.

Dora: Pára!

Ele: Hohoho.

Dora: Não estou, não é tão simples. Mas tem coisa acontecendo. Não gosto disso.. Me sinto uma idiota. E eu nem faço nada, deixo estar… Mas ainda assim… Chato.

Ele:  Não estou dizendo que é legal,  é chato. Mas tem que suportar, fazer o quê?

Dora:  Eu tava tão decidida sobre o que fazer até conversar com você..

[…]

Dora: Me sinto muito desconfortável. Isso tudo me incomoda muito.

Ele: Pode ser. A escolha é sua, mas os ganhos são maiores se você suportar o desconforto…. E a perda será que nada acontecerá. E se nada acontecer, dane-se, você fica na mesma.

Dora: Sim, mas nesse processo todo rola o desgaste… Eu poderia ficar na mesma agora mesmo, sem passar por desgaste nenhum.

Ele: Sim. Mas você precisa avaliar se você vai ficar tão pior caso não aconteça nada…

Dora: Eu só fico ruim mesmo quando é algo que eu não espero que aconteça.. Quando é algo que eu já imagino que aconteça, e aí acontece… eu fico mal, mas ainda tem aquele conforto do ‘eu já sabia’. A mania de ficar querendo prever as coisas é meio burra… mas eu funciono assim, fazer o quê..

Ele: Sim. E vc acha que vai se dececpionar muito se vc esperar mais um pouco pra ver o que acontece?

Dora: Não faço a mínima idéia.. Chato isso, não ter transparência.

[…]

Ele: O susto abre caminhos também. Essa seria uma opção heróica e arriscada. A outra é a opção segura. Mas a opção que você está pensando, é ruim diante dessas duas. Qualquer uma das minhas é logicamente melhor. Mas é claro que essa é minha opinião.

Dora: Eu já havia pensado em confronto direto, mas talvez eu fosse parecer muito agressiva.

Ele: Vai parecer, mas isso não é ruim.

Dora: Bom, pelo menos eu teria uma resposta… Mesmo que vaga.

Ele:  Sim. E mesmo que a resposta seja evasiva, isso indica algo. Pelo tom, você saberá.

[…]

Dora: Não estou a fim disso.

Ele: É um risco. Mas como eu disse, você fica na mesma, você tem duas opções melhores e, se não der certo, você fica na mesma. A sua opção seria uma opção baseada unicamente pelo medo. E não é bom ser guiada pelo medo.

Dora: Sim. Sempre suspeitei disso. Mas o que fode não é ser guiada pelo medo ou não, mas ter culhões pra persistir… Mesmo sabendo que vou sofrer.

Ele: Tente avaliar se o mau resultado seria muito ruim pra vc… E se for tranquilo, tente.

Dora: Bem.. muito, muito ruim não seria. Eu só me sentiria patética caso fosse descartada como ‘mais uma’.

Ele: Então você está pensando muuuuito adiante…

Dora: Não necessariamente… Esse “muuuuito adiante” pode estar logo ali, quando não há transparência.

Ele: Nem chegou perto disso ainda, Dora. Você não conhece a estrutura toda da coisa ainda.. Mesmo que funcionasse, talvez você achasse uma merda e não quisesse mais. Tudo é arriscado assim mesmo..

Dora: Eu gostaria tanto de ser desapegada.. mas quando menos percebo, lá estou eu.. Completamente envolvida.

Ele: Eu fujo de intimidade como o diabo foge da cruz… E é de medo mesmo, por que sei o risco que existe. E ao mesmo tempo, há a carência, o desejo. Mas no meu caso, está perfeitamente claro que não suporto nada agora e é isso que vc tem que avaliar em você. Você está na ativa, deve ser diferente..

Dora: Comigo, quando eu menos percebo as coisas já estão acontecendo.. E eu tenho dificuldade em dizer não.

Ele: Então avalie se você pode dizer sim e tome uma decisão.

Dora: Isso é o que pega… Pra mim, eu posso dizer não por que posso cuidar de mim e me sentir segura. E posso dizer sim pra me provar o que quer que seja e me fazer de raçuda. Qualquer uma das opções é válida… O lance do ‘eu aguento o tranco’ é o que me ferra sempre. Sempre escolho a dor que ainda não experimentei.

Ele: Você tem que aprender a avaliar sem querer ser heroína.

Dora: Não quero ser heroína… Mas se eu optasse pelo que é seguro, seria algo que eu deixaria de passar pela experiência. Eu penso nisso.. Penso mesmo, muito. Mas o fato é que EU é que sou muito encagaçada… É isso.

Ele: Todo mundo é. Todo mundo manifesta seus medos de inúmeras formas. Tenho um amigo que é um mulherengo inveterado,  radical mesmo, de pegar mulher no ônibus e levar pra cama, mas isso tudo é medo também. Medo de intimidade real,  medo de compromisso. Não tem como escapar do medo, eu acho. Mas acho que dá pra tomar uma distância e tentar ver se o medo é justificado. Se for, abra mão. Saiba perder também. Perder não é necessariamente ruim.

Dora: Não é, eu entendo. As vezes eu fico brava pois fico parecendo a minha mãe falando que todas as coisas que me acontecem são “provações”. Tão ridículo isso… Mas as vezes parece verdade…

Ele: O que acho é que vc não deve escolher aquilo que vai te fazer perder DE QUALQUER JEITO, mas escolher opções nas quais vc tenha uma chance de ganhar, mantendo em vista a possibilidade de perder. Então saiba perder e escolha poder ganhar.

Dora: Mas o que eu queria mesmo, no meio disso tudo, é aprender mais coisas no processo. Queria aprender a ser mais desprendida, desapegada, mais solta. Crio regras pra tudo e isso é muito ruim. Queria uma independencia maior dessas coisas que eu sinto. Às vezes queria viver a minha vida como se não fosse minha mas isso é sonho.. Não é possível.

Ele: Não tem como não sentir, anular seus sentimentos. O que você pode fazer é formatar os seus vínculos de uma maneira diferente, por que o vínculo vai existir pra sempre. Não raro, pessoas que resistem a vínculos são as mais apegadas a alguma memória, alguma coisa do passado, sei lá. Não acho que dê para se “desapegar” simplesmente… Mas dá pra ter uma relação diferente com as coisas, aceitando que você terá uma relação.. Qualquer que seja.

[5 minutos – um abismo, pra mim.]

Dora: Acho que é difícil pra eu entender isso por que já faz muito tempo que estou sozinha. Não só estou sozinha, como me sinto sozinha.

Ele: Entendo.

Dora: E sei que estou vulnerável, por isso quero me cuidar tanto. É… complicado.

Ele: Sim, é o meu caso… Não posso bancar nada. Outro dia uma mina me ligou que eu não via há muito tempo, me falando que tinha terminado com o namorado..  Já tive uma parada com essa menina. Era óbvio o lance..

Dora: Direta ela hein?

Ele: Ela é doida. Eu não fui, mas não por causa da abordagem dela..

Dora: Mas vc falou que não ia?

Ele: Sim. Eu falei que ficaria em casa e tal… e só. Depois me perguntei se eu não deveria ter ido mas no meu estado o estrago de ter uma experiencia ruim teria sido muito maior do que o ganho de uma experiencia boa. Depois achei minha decisão acertada, mas mantive isso na manga tb. Sei que posso ligar pra ela se eu me sentir melhor com tudo. É o que eu digo, não enterre algo que você sente. Tente fazer as coisas pra você ter uma chance e mesmo que não aconteça, e que você decida depois que nada vá acontecer… Deixa estar.

Dora: É. Eu preciso saber me comportar. Gosto quando as coisas são minimamente recíprocas.. Até sou generosa e tudo o mais.. Mas ficar inflando ego de quem se lixa pra vc.. É ruim.

Ele: Isso da falta de reciprocidade é medo de ficar em desvantagem, medo de perder. Se vc perceber que é isso, dane-se, dê as costas e vá embora.

Dora: É.. o problema é eu saber perceber quando. Puta merda.. Tô na merda.

Ele: Ah…. vc tem boas chances de sobrevivência.

Dora: Yeah right.. Ok.. posso sair mal.. mas não tão mal a ponto de ficar irrecuperável.

Ele: Irrecuperável é um pouco forte.

Dora: Ok.. não chegou a ser irrecuperável por que eu tô aqui. Parecia não ter fim.. demorou.. mas acabou. Hoje eu sou uma pessoa razoavelmente civilizada. Você sabe do que estou falando..

Ele: Acho que é o mesmo comigo.

[…]

Dora: O mais bizarro é eu falar a outras pessoas sobre a minha solidão.. E elas não acreditarem.

Ele: Eu acredito.

Dora: Mas você é diferente… Você me conhece.

Ele: Você acha que sim? pq eu mesmo não sei…. Gosto muito de vc, mas não sei se te conheço.

Dora: Conhece um bocado.

Ele: Às vezes parece que te entendo muito… Às vezes não entendo nada.. Mas é assim com todo mundo, eu acho.

Dora:  Não tem como saber tudo né? Você não lê mentes… ainda! Ha-ha.

Ele: Jamais. Nem quero.

Eu não sei exatamente o segredo, mas TPM ajuda. E deixar uma mulher esperando também ajuda. Deixar uma mulher, de TPM, esperando… You do the math, buddy. E se o cara for meio alcoólatra/inconsequente, a situação não tende a melhorar. Independente do que for, não vou me privar de esculhambar quem eu quiser, quando eu quiser quando estou na TPM.

Ainda mais se eu tenho motivos fortes o suficiente pra isso.

Eu não me privo de ser estúpida com as pessoas só por que talvez elas possam se sentir ofendidas. Quem toma como ofensa as besteiras que eu digo vez e outra, não deve mesmo ser digno de andar/conviver comigo. E eu realmente não entendo qual é o problema de algumas pessoas que acham que são diferentes, que se consideram muito especiais.

“Ela não faria isso comigo”.

Por que não? O que você tem de diferente pra que eu te trate diferente?

Algumas pessoas acham que podem jogar o mesmo jogo com pessoas diferentes… E isso é um raciocínio que eu juro que não consigo entender. Comigo isso não funciona. Quando me irritam, não fico pisando em ovos pra ser rude não. Eu não uso metáforas, eu esculhambo na lata. Não consigo mascarar a minha raiva.

Nunca fiz isso, nunca farei, não gosto de ser falsa com meus próprios sentimentos.

“Por que ela está fazendo isso comigo?”

Pense de novo, garoto. Sempre há um detalhe a ser esquecido (quando se é jovem demais, quando se bebe demais, quando não se tem mais certeza  e nem controle de coisa nenhuma). Sempre tem aquele detalhezinho que você varreu pra debaixo do tapete como se não fosse nada demais, mas que na verdade acabou EMPUTECENDO alguém sem querer. Você só não enxerga isso se não quiser.

E só não coloca em pratos limpos, se não quiser também.

A vida toda é muito simples. Só complicam ela por que querem.

king-spades6.jpg

Estou de TPM e esse post contém muitos palavrões. Se você é sensível, foda-se!

Em maio desse ano escrevi um texto que foi muito importante e necessário pra mim. Foi um puta desabafo mesmo, e muito mais do que necessário. O texto chama-se “Como fazer para esquecer alguém completamente?”. Eu o escrevi não só pra deixar claro pra mim mesma o que sentia, mas pra também me situar no tempo quando quisesse e poder enxergar e marcar de fato meus esforços. No começo do ano foi foda: mesmo namorando eu ainda sonhava constantemente com o meu ex e aquilo foi me irritando, aos poucos. Como eu mesma dizia, aquilo parecia ser um truque do meu inconsciente pra ver se eu “aguentava mesmo o tranco”. Enfim…

O caso é que eu não o esqueci. E nunca vou esquecê-lo. Ele foi meu primeiro namorado e essas coisas não se esquecem assim de uma hora pra outra. Pelo menos *eu* não esqueço. Só que as coisas que eu sentia por ele foram mudando. Mudaram muito do começo do ano pra cá. Muito mesmo. Até fevereiro eu ainda gostava dele (posso dizer até que o amava, apesar de hoje já não ter tanta certeza assim). Quando descobri que ele mentia pra mim (mentia mesmo, não tem outro nome pro que aconteceu), aí, claro, fiquei muito puta da cara e deixei isso bem claro pra ele, mas dessa vez (felizmente!) a decisão de parar de manter contato comigo foi dele. E querem saber? Acho que foi a primeira vez que ele teve culhão na vida dele, pra tomar uma atitude em relação a qualquer coisa. Não me orgulho de ter sido quem motivou ele a isso, mas enfim… Fora isso o que aconteceu, na vida dele, ele nunca teve coragem (e vontade) pra nada. Mesmo. Não tô falando mal: isso é um fato. Quem o conhece, sabe.

queen-spades1.jpgSei que não posso falar bosta nenhuma mesmo por que minha vida também não é nenhuma perfeição, mas enfim.. Foda-se isso de “Antes de falar dos outros olhe seu próprio rabo” ok? Eu sei dos meus problemas, caralho.. Então não me venha com esse nhénhénhé ridículo e infantil. A bem da verdade hoje eu sou mesmo é grata por ele ter parado de falar comigo. O único foda disso tudo é que, de uns tempos pra cá, o inevitável aconteceu: a fina linha entre o (que era) amor e o (que é) ódio, se rompeu. Hoje, por ele, só sinto o mais profundo desgosto. Mesmo. Por mais que me esforce, não consigo mais lembrar das coisas boas, só das ruins. De tudo o que ele fazia de mal pra si mesmo, do jeito irritantemente apático que ele encarava algumas situações, dos medos e das fraquezas dele, da fragilidade, da carência.. Hoje sinto raiva e repulsa. Algum dia ainda acho que vou sentir apenas indiferença por ele, mas por enquanto isso não está acontecendo.

Tudo veio a tona na minha cara e eu olhei e disse “Porra! Quanto tempo da minha vida eu perdi caída por esse filho da puta!?”. Nada contra a mãe dele, mas enfim… Vocês entenderam. E pior que é verdade… A mais pura verdade. Mas o grande lance disso tudo é que o fato de eu ter continuado a gostar dele por tanto tempo envolve vários fatores. Entre eles: ele tirou minha virgindade, eu morava numa cidade cu onde não tinha homem decente e os que tinham ou tavam namorando ou não me queriam, ele era o meu único melhor amigo até então, uma das poucas pessoas que eu achava (ingenuamente) que eu podia confiar e por que porra… A gente já tinha passado por tanta coisa junto… Eu realmente gostava daquele desgraçado. Mas ele decidiu que era melhor me tratar como lixo, como “mais uma”, então assim foi… E foi por que eu deixei. E por que também minha auto-estima não existia.

jack-spades1.jpgO próprio cretino até me dizia que eu tinha problema de auto-estima (isso quando não me tirava de louca na minha cara mesmo com uns “vai se tratar”, que eu tinha que ouvir). E eu naquela época não conseguia enxergar que eu realmente tinha problema: e não era um, eram vários! Minha cidade, minha família, meu estilo de vida, as pessoas com quem convivia: tudo! Tudo era um problema pra mim e precisava ser mudado. Urgentemente. Mas, tirando isso, o foda era que eu ouvia o cara. Podia até não concordar com ele, mas ouvia e fazia cara de nada. Bah, mas que imbecil! Porra… E eu não sou mulher de engolir sapo, mas por ele eu engolia. Até hoje eu me pergunto COMO eu aturei esse moleque por tanto tempo, deus meu?

Explico como: esperança. Por mais que a gente diga que não, nós mulheres nos alimentamos de esperança. Esperança de que tudo pode “dar certo de novo”, de que “tudo seja de novo como antes”. Esperança de que um dia o babaca pule na sua frente e diga “RÁ! Pegadinha do Mallandro!” ou coisa do tipo. Puta que me pariu minha gente: isso não vai acontecer! Ainda mais com tipos como ele: que não querem nada com a vida, que não se comprometem com nada, não assumem nada, que não levam nada até o fim e por aí vai. Antigamente eu ficava triste pelo fato da minha melhor amiga (da onça, claro) ter agarrado ele planejada e deliberadamente na minha frente… A cretina ainda teve a cara de pau de vir dizer que “sufocar uma paixão é negar o que a alma pede”. Pau no seu cu! “Paixão” e “amor” de cu é rola. Uma coisa é o lance acontecer naturalmente e ser recíproco, dos dois lados, das pessoas realmente se gostarem… Aí eu ainda ficaria puta, mas seria mais compreensiva. Mas a menina praticamente fez o que foi possível pra agarrar ele, se esfregou e se jogou em cima do panaca. E conseguiu, claro. E ainda tem o despautério de me vir com essa de “alma”? Bah.. Eu vou ser canonizada cara, puta que pariu…

Enfim, apesar de ainda achá-la uma vadia escrota e querer que ela morra de câncer no cu, hoje não fico mais triste por saber que eles estão tendo “algo”. Chamo de “algo” por que realmente, o troço que eles têm não tem nome mesmo. Nem eles mesmos sabem o que é. Mas enfim,… Ele deve só usar ela pra não precisar gastar a palma da mão e ela, deve estar apaixonadinha pelo jeitinho todo blasé dele com a vida. Que nojo! Sou incapaz de ficar triste por uma coisa desse tipo hoje em dia. Tenho um pouco de pena só. E também acho que ela tem um gosto bastante duvidoso pra homens. Hahahaha… Mas tudo bem, eu também tive, então nessa questão estamos quites. Hoje eu só consigo achar engraçado. Na verdade, acho nada, mesmo por que da última vez que fui pra Campo Grande e entrei em contato com os amigos mútuos que eu tenho com ele, a única coisa que sabiam fazer era falar mal. De ambos, mas mais dela. E eu não precisava nem me esforçar, eu só ouvia. E achava engraçadinho. Bem, cada um vive a vida como pode né…? Só lamentos, tanto pra ela quanto pra ele. Então hoje em dia eu digo que essa história pra mim está acabada. Ele pra mim virou uma pessoa que não conheço mais e que não sei se estaria a fim de reconhecer. É provável que um dia nos esbarremos por aí, mas acho que vou fingir que não vi. Sei lá. Não quero nem pensar nisso… Pensar nessas coisas me incomoda. Pensar nele me incomoda hoje em dia. Minha vida tá tão boa do jeito que tá. Conheci tanta gente maravilhosa esse ano, tantos caras incríveis… Não perco mais meu tempo pensando no que só me deu desgosto.

De qualquer forma, só quis retomar esse assunto pra me posicionar pra mim mesma hoje em dia. E também por que quero tentar responder os comentários que foram feitos no primeiro post sobre esse tópico. Aviso desde já que não sou nenhuma psicóloga e não tenho fórmula mágica pra resolver problema de ninguém: apenas tive um problema que, pelo visto, outras meninas também tiveram. Então, o máximo que posso fazer, de verdade, é dizer o que eu faria no lugar delas, com base no que já fiz/tentei fazer. É isso.

– Mas aí… Você como homem, diz aí… Tu acha que mulher tem que “fazer ceninha” ou “chegar apavorando”?

– Tu sabe que se ficar esperando, perde o bonde, então corre pra pegar e briga pra sentar na janelinha! Nada como umas pegadinha mais sem vergonha pra animá alguém, e se mesmo assim num funcionar, apela pros sussurro no ouvido…

– Pô, passa as técnicas!

– Opa! Várias… Vou montar um script básico, mas tu fica livre pra improvisá. Metade do desfecho é o de sempre: tão lá, dançano, já enxarcado de canjibrina, que já ajuda a aguçá bastante, ae aquela coisa de dançá juntim, tua mão nos ombro dele, ele com a mão na tua cintura.. Se num tivé, COLOCA! Começa por ae… Se ele num relutá, metade do serviço tá feito, aí é coisa de ir dançano junto, aquela esfregação tipo forró e talz. Desenhado o contexto, existe uma outra coisa se fazer: tu tem problema com pegação em lugares públicos?

– Pegação não… Só “pegação hardcore” em público que eu acho tosco.

– Então assim: você tem três opções. Vamos as abordagens práticas da coisa:

  1. Rolar antes da festa. Vantagem: num vai ter concorrência; Desvantagem: ele pode ficar com a idéia de “Já consegui o que queria” e largar tu de lado;
  2. Na festa. Vantagem: fetiche, além de tu poder ficar provocando, se insinuando, mas sem chegar às vias de fato; Desvantagem: não haver lugar propício no local para realização da empreitada;
  3. Afterhours. Vantagem: em casa, no conforto e com o resto da madrugada pra se divertir; Desvantagem: o cara num querer ir, ou ficar com vergonha, com receio, aquelas viadagem típica de “gente sensível”;

Então vamos nos focar na sua preferência, é o seguinte: vocês começa a enxarcá cedo, vai fazendo as brincaderinha mas só falando, nada de tocar, pegar… Só falar, pra esquentar a coisa. Segue mais ou menos roteiro de filme pornô; Na festa: pegação moderada, aquela coisa de se insinuar, esfregação, dancinha e tal, tudo o que já te falei, mas sempre deixando claro o teu objetivo. Isso é o principal. E você nem precisa dizer nada afinal, convenhamos, até um viado sabe que muié que muito se alisa, quer. Aí tu pode usar toda sorte de truque sujo…

– Truque sujo? Eu hein.. Sou dessas não. :D

– Dá nada. Todo homem tem em si um espírito caminhoneiro. Vem no original de fábrica. O cara já tá bêbado e tem muié dando sopa… Dificilmente recusa…

– Às vezes pode broxar uai…

– Existe isso não. É só manter acordado, mas se o cara dormir a coisa não vai mesmo. Mas aí tu vai ter uma tarefa grande, que é a de não deixar ele passar do ponto, manter o rapazito aceso. Tem que ficar no nível de conseguir ficar em pé sozinho mesmo meio que caindo… Tipo vara de bambu no vento…

– HAHAHAHAHA…

– E tu quer ver uma coisa que funciona que é uma beleza? Aproximadamente uma hora e meia antes de vocês irem embora, arraste o rapazito pra um lugar meio ermo ou simplesmente estratégico, e simule um início de pegação hardcore mas assim usando e abusando do q puder…

– Meldelz! O_o

– Morde, bate, arranha, aperta, esfrega que é pra dexa o rapaz no ponto… Aí quando tu vê que ele “vai que vai” tu pára de repente e olha pra ele esperando ele dizer alguma coisa. Provavelmente ele vai esboçar um “Que foi?” ou algo do tipo “Parou por que?” ou um “Nhaaa!”, se for meio afeminado..

– HAHAHAHAHAHAHAHAHA…

– Pois bem. Aí é a parte que tu ganha ele. Provavelmente depois de toda encenação, ele já vai tá pensando que tu é a maior pervertida do mundo, e aí você diz algo como “É que tem muita gente, eu fico com vergonha…” ou seja, é praticamente um convite implícito. Além de mostar que tu é sim taradona, mas tem pudor, que é uma coisa que homem sei lá por que cargas d’água, gosta…

Vieram me perguntar, então acho que não custa responder. Existem várias formas de se publicar uma foto no WordPress. Vou colocar as três formas que conheço.

Forma 1. – Pelo WordPress mesmo.

Bem embaixo da caixa de publicação de texto, tem o lugar onde se carrega as fotos que vão pro seu blog.

fotoswp01.jpg

– Clique em arquivo.
– Seleciona o arquivo que você quer (a foto).
– Clique em “Upload”.

Aí vai aparecer as seguintes opções:

fotoswp02.jpg

Dica: Se você quer que apareçam as fotos inteiras, coloque sempre em “Full Size”. As miniaturas ficam muito pequenas e mal dá pre enxergas as fotos. O “Título” seria apenas o nome da foto. E em “Link para”, deixe como está.

Em seguida clique em “Enviar para editor”, que você já vai poder ver a foto no campo do texto.

Tenha sempre o cuidado de editar suas fotos pra elas não “estourem” o template e desconfigure toda a aparência do seu blog. Particularmente, eu uso o Paint mesmo pra editar algumas fotos, mas também existem ótimos editores online, como o Snipshot, que eu recomendo.

Forma 2. – Apenas com o link da foto.

Vamos supôr que você não queira carregar uma foto no WordPress por que esteja com preguiça. Ok. Você pode “puxar” a foto de outro site e colocar ela aqui sem problemas. Mas isso também vai depender do site, pois alguns não permitem isso (os da Tripod, se não me engano, ou coisa assim). Se liga na árvre:

fotoswp03.jpg

Então… Tá ligado na árvoros ali em vermelho? Se você clicar nela deve aparecer isso:

fotoswp04.jpg

No campo de “Image URL” é onde você colocará o endereço da imagem. Pra quem usa Firefox: clica com o botão direito do mouse e depois em “Copiar endereço da Imagem”. Pra quem AINDA usa Internet Explorer: botão direito do mouse, clica em “Propriedades”, e copia a linha que estiver em “Endereço”.

Não seja mongo(a) e não tente colocar nada em flash: não vai funcionar. Limite-se a gifs, jpgs e pngs.

Pra que a imagem fique sem borda, você deverá colocar o número 0 (zero) em “Border”.

O resto, deixe em branco, ou mexa ao seu próprio risco.

Eu fiz isso com uma foto minha que estava no Fotolog e funcionou. Com foto do Flickr também.

Forma 3. – Por código.

Aí a coisa complica-se levemente pra quem não entende a bagaça. Abra o editor de texto e clique na aba “Código”. Aí escreve lá:

<img src=”http://www.endereçodafoto.com/foto01.jpg“>

Isso foi um exemplo só e é claro que esse não é o endereço que você vai escrever. Ao invés disso você deve copiar o endereço de onde a foto está hospedada. Entre as aspas deve vir o endereço da foto que você deseja publicar. Quando tu clicar em “Visual” a foto deve aparecer. Não esqueça de colocar as aspas. Não esqueça nem uma letra sequer: se você esquecer uma letrinha ou um sinal ou qualquer coisa, a foto não vai aparecer, claro. Ah, a foto também não aparecer se no final não tiver .jpg ou .gif ou enfim… Qualquer coisa desse tipo. Por isso que eu deixei em negrito ali o final.

Bom… É isso. Dúvidas, nos comentários. ;D

joia-headwrap.jpg

Sei que não parece, mas esse assunto é pertinente pra caramba. Procurei internet afora e só achei dicas boas mesmo em sites gringos. Vou traduzir a melhor que encontrei pra cá.

Lenço da Cabeça

1. Coloque o lenço na cabeça, desta forma;

2. Puxe o lenço bem apertado na cabeça;

3. Torça-o;
4. Dê um nó no lenço;

5. Prontinho.

Embrulho da Cabeça

1. Dobre o lenço diagonalmente;

2. Continue dobrando-o;3. Coloque o lenço dobrado atrás da cabeça;
4. Puxe as pontas bem apertadas;

5. Enrole firmemente em volta da cabeça.
6. As pontas devem terminar na frente da cabeça;

7. Look final. ;D

Fonte: KangaUSA – Sarong & Sarongs, Kanga & Kangas – Genuine African Clothing and African Clothes.

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