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Arquivo da tag: Baladas

Parece que vai ser divertido. Vou conhecer gente. Não vou ir fantasiada por que acho que não tenho auto-estima o suficiente pra isso. Mas vou ir só pra beber e rir um pouco. Hoje divulguei o evento em alguns lugares da UFSC distribuindo cartazes q tirei xerox, etc. Estou animada. Sei lá, já que não vai ter nenhuma festa de halloween mesmo por aí, um zombie walk vem a calhar. Se você não tem idéia do que seja um Zombie Walk, é só ler esse verbete da Wikipédia.

Não preciso falar mais nada né? Se minha vida tem prioridades, essa é uma delas. Pelo menos nas próximas 2 semanas. Tá certo que o lance martelinho + estrelinha + vermelho ficou meio COMUNA demais… Mas ainda assim: tô dentro. Apoiarei o EBM até enjoar dele… O que parece que vai demorar a acontecer… :D

– Bora sair?
– Pode ser.
– Pode ser uma porra. Você vai. Fica nessa aí de “pode ser” chega no dia e diz “tá frio, não vou”. Se ferrar…
– Hahaha.. Quando vai ser mesmo?
– 05/07. E quem não te conhece que te compre.

– Leva uma vodka cara..
– Raiska?
– Sei lá, uma Raiska da vida
– É.
– É. Ando bebendo bastante Raiska.
– Com sprite. Vou começar a beber às 20h na praça XV e entrar baleada.
– Vai? Vamos.
– Não pode entrar com bebida. Da última vez ficaram com o meu álcool! Fiquei puta.
– Agente fica baleado e deixa em algum lugar.
– Meu sonho um dia é comprar aquele cantil de alcoólatra e se alguém me confiscar aquilo eu meto a porrada.
– Ahh… Pior cara! Que tu leva pros lugares… hahaha..
– É. E é meio chique. Tu tira a parada do casaco e bebe…
– E nem tá caro essa parada aí.
– Nem tá… Eu tenho que ir no camelô comprar…
– Cara esses cantis são coisas de manguaceiro terminal mesmo. Gamei.
– Essa é a idéia.

– A gente tem que botar as conversas em dia.
– Tem mesmo.
Okay, short long story.
– Casou? Emprenhou alguém? Pegou AIDS?
– Não. Estou trabalhando.
– Ah tá.
– Estou trabalhando agora mesmo aliás…
– Hum.
And I’ve been drinking, a lot. Eu fui na base aérea me apresentar às 8 da manhã “commmpretamentsh” mamado da noite anterior.
– Hahahaha… Meu deus…
– Tenho 3 garrafas de Raiska vazias em cima do meu armário e uma pela metade. E isso foi em tipo… Um mês e maio?
– Ah… Tá bom então…
– Tô sem grana pra cerveja.
– Foda seria se fosse 1 garrafa por dia.

– E ah… Eu tô saindo com uma menina aí, mas acho que não vou levar ela não.
– Uia, tá namorano, tá namoranooo!
Yeah sure… babe you knooow me…
Better than anyone. E nem vou falar nada.
– Nem eu. Imagina nós dois lá (eu e você) e ela junto… Quando de derrepente PÁ,… Nóis se agarremo na frente dela.
– A dramaticidade do “PÁ” foi ótima. “PÁ” é o novo som do amor…”PÁ”!
– Hahaha… PÁ!
– Casa comigo. Você é muito romântico. Fell in love ALL OVER again.
– Tá falando sério?
– Claro que não. Tá maluco?

– Ok. Vou trabalhar. Vender meu corpinho aqui.
– Puaaat!
– Puaaaaat. *dedo no ombro*
– Qualquer coisa manda um recado.
– Mandarei. But count me in!

I sure will babe. ;D

Acho que a maioria das pessoas que me conhecem bem sabem que minha mãe é bailarina e tem uma academia de ballet desde antes de eu me conhecer por gente. Eu fiz ballet – desde o clássico até jazz – até os meus 15 anos. Depois disso, simplesmente enchi o saco, chutei o pau da barraca e nunca mais fiz coisa nenhuma a não ser engordar. Na verdade, foi a partir dos meus 15~16 anos mesmo é que eu comecei a ficar punk e uma coisa foi puxando a outra: punk, rock, metal, “metal extremo” e todos os adjetivos babacas que esse “povo” cria pra tudo que é metal. Por isso hoje eu digo: curti metal por muito tempo.

Não que eu não ouça mais, mas mesmo ouvindo, hoje não é mais a mesma coisa, não existe o mesmo sentimento. Sei lá, acho que passou… Acho que eu tenho mais o que fazer. A maioria dos fãs de metal me parece idiota, pois são muito mente fechada, se comportam como imbecis, se dividem em guetos, odeiam outros estilos e simplesmente não parecem conviver (e também não fazem nenhuma questão disso). Acho tosco, ridículo… Isso não sou eu. Mas enfim, ainda curto metal, ouço em casa, a maioria dos meus amigos curte metal e, querendo ou não, eu estou inserida nesse contexto… E como eu ia dizendo, eu fiz ballet. E ballet e metal não tem NADA a ver um com o outro, certo?!

Errado.

A base do metal, é a música clássica. E ballet foi feito pra ser dançado COM música clássica. Mas isso não é regra. Ainda mais quando se trata de ballet contemporâneo. Toda a vida, em meu íntimo, eu desejei ver pessoas dançando o que fosse (dançando mesmo, não batendo cabeça) ao som de metal. A vida inteira ansiei por ver um espetáculo desses na minha frente: coisa que deixaria a minha mãe de cabelo em pé, chocadíssima. Não critico o que minha mãe produz, sempre achei as coreografias e os espetáculos dela muito lindos, por que ela sabe dosar bem uma boa técnica e uma outra dose de sentimento, e essa harmonia é muito importante em qualquer campo das artes.

No entando ela nunca fez muitas experimentações que fugissem ao que fosse convencional. Ela diz que não, mas a verdade é que ela é uma conservadora/moralista enrustida (e eu sei que estou me tornando a mesma coisa, com o passar dos anos). Ela não se arrisca, não sai dos limites do que considera correto. Ela tem medo, pânico de desagradar o público e por isso a concepção de estética dela é um tanto quanto limitada. Não, não estou dizendo que o que ela produz seja ruim. Nada disso. Mas acredito que poderia ser diferente, sempre pode, quando falamos de “contemporâneo”. Mas tudo bem… Mudando de assunto, eis que, sexta passada no centro, e hoje, agora a pouco aqui na UFSC eu encontro o seguinte cartaz:

Quando eu li as palavras “dança contemporânea” + “heavy metal” eu juro que temi pela minha vida. Ok. Sendo menos dramática, eu fiquei num misto de excitação e medo. Excitação por que é o que eu sempre quis assistir. E medo por que temo que o espetáculo não atenda às minhas expectativas. Sou bem sincera quanto à isso, digo mesmo. Não conheço a Siedler Cia de Dança e nem o Stormental e pra mim, ir nesse espetáculo vai ser um baita tiro no escuro. Mas… A vida é feita de riscos e se você não se arrisca, não pode julgar, nem dizer se é bom ou não, nem vivenciar, ou passar pela de experiência de nada que seja minimamente interessante. Ou não. Enfim. Pra quem não sabe usar o googlemaps, cá está o link pra você saber exatamente onde fica o Teatro Alvaro de Carvalho, que é o lugar onde acontecerá o espetáculo.

Como fã de metal e filha de bailarina, eu praticamente me sinto na obrigação de ir e ver qual é a parada.

Simples assim.


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Vem dançar comigo bebê, e me dá aquele sorriso que me faz sorrir de volta sempre pra você. Faz com que as surpresas agradáveis ou não me encantem, todas as vezes. Tudo o que pra você é gigante pra mim é mínimo, mas igualmente encantador, repetidamente. Te ensino passos novos, passos que você nunca deu. Na verdade você não entende o que é música, não tem nem coordenação pra entender o que é ritmo e não sabe o que é dançar. Mas ainda assim é adorável. E eu, com certeza, sou uma pessoa bastante, bastante paciente.

Vem dançar comigo, menino. Não corra de mim. Páre quieto! Preste atenção no que digo, no que falo, no que ensino. Sinta a música. Você consegue ouvi-la? Consegue pensar em passos pra ela? Você e seu cabelo bagunçado. Você e sua camisa pra fora da calça. Você me enlouquece, mas me encanta ao mesmo tempo. Com você a minha paciência é um pouco menor, mas confesso sentir um pouco de inveja da sua vitalidade, despreocupação, total descaso com o tempo e espaço. Te quero bem sempre, mesmo que você não saiba dançar.

Vem dançar comigo garoto! Não, não, não… Nada disso!! Não se apresse. Não pise nos meus pés! Me trate bem! Olhe pra mim. Não dance devagar quando a música é rápida, nem rápido demais em música lenta. Concentre-se. As coisas não são como parecem e nem tão fáceis quanto se apresentam. Tire a mão daí! Dançar não é isso. Não é assim! Quem te ensinou essas coisas de rua? De onde você aprendeu isso? Quem te falou que isso é o que é o certo? Não tenho paciência contigo, você simplesmente está fora do ritmo da vida.

Vem dançar comigo, rapaz. Saíremos pelas ruas, dando risada e dançando na chuva. Eu te dou um trago, fumaça, álcool e um beijo doce se você prometer ser bom pra mim. Você é tão calmo e tem um ritmo que me parece bom. Você não me atormenta e não me exige nada demais. Cola seu corpo no meu sem eu pedir, e não me deixa mais em paz. E a gente dança a noite toda e tudo e nada mais faz sentido. Nos perdemos nas ruelas esquecidas de uma cidade morta, de pessoas mortas como se fossemos os únicos sobreviventes. E somos.

Dança comigo, cara. Não sei se você gosta de mim, mas eu gosto de você mesmo assim por que você tem ritmo. O meu ritmo. Você é sinuoso, você é o cara, é você quem eu quero e preciso. Quando danço sozinha, sinto a tua falta, a tua voz, você me conduzindo… Mesmo quando às vezes parece que nem está comigo. Seu olhar distraído, esquecido em pensamentos longínquos, pensando num futuro que nunca chega e idealizando relações que nunca se dão. Ei… Eu te quero, cara! Dança comigo vai? Não vou pedir outra vez. Acho que não vou pedir nunca mais.

Um homem veio e dançou comigo uma vez. Me fiz de desentendida, fiz corpo mole como aquelas bonecas de pano, mas acabei cedendo. Eu não estava preparada, não sabia o que fazer, nem como agir. Coloquei no piloto automático e segui o ritmo que deveria fazer. Ele me ensinou passos novos, coisas que eu nunca tinha visto antes. Aprendi tudo com o maior cinismo que eu poderia ter na minha vida. Acho que nunca fui tão feliz e triste ao mesmo tempo. Não me sinto mais preparada, nem arrependida. Me sinto mais eu.

Aquele senhor se deu ao trabalho de me tirar do conforto do meu lugar pra dançar bossa nova comigo. Fui de bom grado. Nada mais tenho a perder. Dançamos bem devagar, na areia, perto do mar, onde as estrelas e desconhecidos nos cercavam. Ele dizia que se arrependia de muitas coisas e eu não dizia mais nada. Apenas acenava com a cabeça e sorria. O coração dele batia lento, percebi pela sua pulsação. Mas os seus olhos sorriam pra mim, como se me vissem pela primeira vez. E brilhavam. Aquele senhor brilhante se iluminava olhando pra mim.

E a minha última dança se deu num mar negro e estrelado. Lembro que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Bom mesmo é saber de tudo um pouco e saber demais. Aprender todos os dias, ensinar todas as vezes, repetidamente, mesmo que você perca a paciência no percurso. Aí sim, quando chega no fim, é que você dança salsa de frente pro abismo sem esquentar muito a cabeça com mais nada. Se equilibra na linha e dança, sinuosamente, todos os passos que aprendeu, com formosura e precisão. Um espetáculo pra qualquer olhar. E, ao estar no abismo, envolta pelo ritmo da salsa, um passo a mais, nunca é demais. Não é mesmo?

Hoje eu danço além, eterna, pra sempre. Eu sou a música, sou o ritmo, o som que chega em todos os ouvidos atentos e distraídos. Entendo aqueles ouvidos, entendo aqueles desejos. Percebo aquele tempo, aquelas ações, aqueles homens, aquelas expectativas todas, queridas, ardentes, desejadas. São dois pra lá, dois pra cá: simples assim, complexo assim. E eu não me canso, nunca mais. Ponho uma flor vermelha nos cabelos, mexo os braços, mexo as mãos, entendo o meu corpo todo, um templo e eu, a única. E continuo dançando… Com eles, com meu lenço e minha flor, comigo mesma,… Com tudo. E com nada.. Com nada.

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Vem dançar comigo bebê,… E me dá aquele sorriso que me faz sorrir de volta sempre pra você…

Blue Velvet é o nome de um filme do início da carreira do David Lynch se não me engano, quando ele começa a ficar mais ou menos conhecido até fazer o Twin Peaks nos anos 90. Quando eu vi o flyer da festa Database, e vi que ia ser lá, achei bacana o nome. Me arrumei, fiz o que tinha que fazer e por garantia tomei meia garrafa de vinho antes de sair de casa. Me encontrei com algumas pessoas, compramos algumas bebida antes e lá fomos nós. Acho engraçada uma lei que tem aqui em Florianópolis que é a de não poder entrar com bebidas alcoólicas dentro de ônibus. Mas ao que parece o motorista só não deixou entrar com as garrafas, com latinhas podia. Eu acho que devia ser proibido entrar bêbados/alcoólatras inconvenientes no ônibus… Isso sim já vi de monte. Enfim..

Sábado a noite foi feito pra isso..Descemos no TICEN, e fomos andando pelo centro de Floripa, em direção ao lugar, que ficava pertíssimo ali do terminal (não há nada que um googlemaps não resolva hoje em dia). Quando chegamos na frente do lugar um susto: era uma porta, apenas. E em cima estava escrito “Blue Velvet” em neon azul, claro. Se eu tivesse uma câmera, eu JURO que tiraria foto daquilo. Todo mundo se entreolhou até alguém soltar “Cara, isso parece cena daqueles filmes de terror, onde a gente entra aí, aí o lance é um labirinto e tal, e todos nós vamos morrer um a um..”. Adoro sair com gente com esse tipo de humor. Nessa eu já tinha bebido mais duas cervejas de latinha, que tava dentro da bolsa. Acho que o Fábio tocou a campainha e aí entramos. O lugar era realmente pequeno pro evento, mesmo. Parecia mais um pub, era bem fechado, som ambiente, tinha algumas mesinhas, mezzanino, duas TVs ali embaixo e o bar, claro, vendendo Heinekein, Sol e Bavaria Premium a preços doloridos. Mas como estávamos em 6, cada um pagava uma rodada e assim deu pra garantir a diversão por um tempo.

A câmera já tava bêbada nessa hora...Chegamos cedo e estava bem vazio. Eu pelo menos achei que fosse ter algo como uma pista pra dançar. Na verdade até que tinha mas era um lugar bem “limitante”, por assim dizer, pra dançar. Aí fomos pra uma sala com mesas que tinha numa parte de cima do bar, que era um lugar mais reservado e ficamos lá, pedindo cerveja, fumando, tirando fotos e falando bobagem até a casa lotar. A moça que nos atendeu só fez o pedido pra que não abríssemos a janela, pois “os vizinhos poderiam reclamar do barulho”. Hm, o-kay. E quando o lugar ficou um pouco mais cheio, descemos pra… Erm… Pista. Não era exatamente uma pista, mas enfim, um espaço mínimo onde tinha gente dançando. Fomos lá, luz negra e tal, gente dançando, música boa não dá pra negar, tocou de tudo, lembro que tocou de ABBA a Prodigy, Front 242 e não vou lembrar o resto por que naquela hora eu já tava mais do que pra lá de Bagdá. Outra coisa que achei estranha é que o som estava muito, muito baixo pro meu gosto. Não sei se isso aconteceu por que era eu quem estava alta demais, mas enfim.. Quando eu saio pra dançar eu gosto de sentir a batida da música no peito, aquela que dá falta de ar mesmo. Mas… Como os vizinhos poderiam reclamar.. É.. Complicado.. Mas nem dei bola.

Nas TVs também depois de um tempo começou a passar altos desenhos da década de 20, tipo Gato Félix e Betty Boop.. Achei demais aquilo! Aí depois, dos 6 que estávamos, 4 quiseram ir embora. Isso por que não era nem uma hora da manhã. Achei muito cedo e outro amigo também.. Dancei mais um pouco, bebi idem, achei um conhecido, o Thiago Curtis e ficamos conversando um tempinho. Não lembro que horário acabou, mas devia ser umas 3h30, por aí, a noite já tinha sido boa, então tá valendo. Voltei pra casa sã, salva e bêbada. O resto das fotos estarão no meu fotolog daqui uns dias…

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Dia 14 de julho vai ter festa EBM aqui em Floripa. Eu vou. Pra quem não conhece, não sabe e nunca viu, tem a Comunidade EBM-Floripa no orkut, foi lá onde tudo isso começou. Foi lá também que conheci a maioria das pessoas “daqui” que curtem EBM. O daqui vai entre aspas por que boa parte dessas pessoas na verdade é de fora do estado.. rs. Esses dias é que fui me tocar que a maioria das pessoas que encontrei aqui e conversei, etc, não são daqui. O meu namorado não é manézinho da ilha, mas pelo menos é de Jaraguá do Sul, que fica mais pro sul de Santa Catarina. E felizmente eu entendo o que ele fala!! Haha.. Já vi manézinho falando e realmente, não dá pra chamar aquilo de português.. Aquilo é outra língua. E eu não estou exagerando.

Enfim… De qualquer forma, é bom saber que aqui tem uma (cof, cof) “cena” EBM. Reformulando: é bom saber que aqui tem gente o suficiente que curte EBM a ponto de fazer uma festa pra mais de 5 pessoas. Isso é muito legal *mesmo*. Essa festa tem o meu apoio…

Dance or die!

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