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(…)

Finally, I must thank those who were able to support me even though we found ourselves an ocean apart (…) and Isadora Steimer, for her friendship and overwhelming love.

“The greatest thing you’ll ever learn, is just to love and be loved in return”

“Todo viciado é, na verdade (e por incrível que pareça), um grande conservador. Quando o vício é seu único método, é isso o que você se torna, dependente, desgastado, não original. Sei que é clichê, mas acredito que pessoas assim sejam incapazes de enveredar por outros meios que não os de sua zona de conforto. E ainda acreditam piamente que sua zona de conforto seja, na verdade, sua grande e única aventura. E o vício só acontece porque a pessoa procura novamente – e às vezes desesperadamente – a primeira vez de tudo. Aquela sensação primordial, de tudo o que é seminal. O primeiro gole, o primeiro pega, o primeiro tiro, a primeira onda, o primeiro olhar, o primeiro beijo, a primeira foda. É sempre esse esforço, às vezes sobre-humano, para voltar à isto. Se acham grandes transgressores apenas por persistirem em caprichos, quando na verdade são nostálgicos que curtem mais é chutar cachorro morto. Perder tempo, perder vida e chafurdar em sucessivas e intempestivas ilusões. But the way out is through. Sabemos.”

Saudades, Israel.

Saudades.

Foi bom ter o privilégio de ter te visto ontem. Mesmo que por pouco tempo.

Até daqui 10 anos. Na próxima sou eu quem te visitarei em Aix.

– G., eu queria aprender comer direito. O que eu faço?

– Escove os dentes imediatamente todas as vezes depois de comer, D.

Breathe

Echoing the sound

Time starts slowing down

Sink until I drown

Please

I don’t ever want to make it stop.

(And It keeps repeating

Will you please complete me?

Never be enough, to fill me up.) 

 
Questiono o que chamamos de amor.

Penso que nele se escondem medos profundos e uma impotência muito grande. Uma necessidade da vida de outra pessoa. Uma busca insana por completude. Uma não aceitação da natureza fragmentada da experiência humana e da imprevisibilidade dos devires.

O que costumamos entender por amor é uma falta muito grande, uma sensação de escassez que nos leva a querer alguém que seja “nosso”, “meu”. E nos limita as possibilidades de afeto, de interação, de prazer e de desenvolver sentimentos mais profundos.

Pensamos que profundo é dividir a vida com alguém e confiar nessa pessoa como não confiamos em nenhuma outra, como apoio único para as coisas mais íntimas. Guardamos a intimidade como um tesouro prestes a ser roubado, como algo que requer provas, testes e contratos para que se compartilhe… e pensamos que isso é profundo…

Profundo é poder ter a intimidade aberta, compartilhada com quem nossso desejo se associar, em relação de respeito e equidade. Não é necessário viver todas as experiências significativas na companhia exclusiva de uma pessoa para desenvolver um convívio profundo.

O problema é pensar a alma como um quebra-cabeça que precisa ser finalizado, com peças faltantes que precisam ser encontradas.

Estou bem com meus vazios (ou com boa parte deles) não quero que me completem pois ser completo é ser limitado, é estar fechado. É cercar os parques onde a vida corre livre, morar em condomínio fechado, frequentar praias privadas.

É viver com medo do outro, considerar o contato uma ameaça… Uma ameaça ao feudo de uma pessoa só que nos acostumamos a buscar.

Vejo meus afetos como expansão, sem limites, sem fronteiras, sem donxs. Espero viver a intensidade desses afetos de forma livre. Me envolver com as pessoas pelo desejo. Dar e receber carinho com respeito por quem me acompanhar nessa caminhada.

Isso significa a desconstrução do meu desejo. Significa erradicar os limites nos quais ele foi construído, borrar as bordas de um desenho de corpo normativo. Cruzar fronteiras em nome das afetações e alegrias que terei com diferentes pessoas em diferentes momentos.

Também significa ampliar o suporte que posso dar às pessoas que me afetam, nos momentos em que estiverem frágeis. Viver intensamente as paixões alegres é também viver intensamente o cuidado de estar presente nos momentos em que um mundo inteiro oposto, adoentado pelo medo, pesar sobre meus companheiros e/ou minhas companheiras.

Isso não foi assim toda a minha vida, ainda não é totalmente e provavelmente nunca será por completo. Mas, cada dia mais, eu busco ativamente essa liberdade.

É isso que eu gostaria de chamar de amor.
(C. D. C.)

Sonhei com você. Estávamos num apartamento iluminado, eu, você e ela. O apartamento estava na iminência de um desabamento. Tentei avisá-los que tudo ia desmoronar e cair. Ela estava embaixo de um edredom, virou-se e continuou dormindo. Ela era linda e branca, muito branca. O apartamento inteiro era lindo e branco, muito branco e clean. Você disse que ia fazer um chá e que no momento estava com preguiça demais de sair de lá, que iria daqui a pouco. Achei tudo muito estranho e simplesmente saí correndo do prédio, as fissuras nas paredes ficavam cada vez maiores, o chão tremia, os ruídos de estruturas cedendo me assustava um pouco. Saí do prédio correndo, peguei minha bicicleta e segui meu caminho. De longe, vi que o desabamento era constante, mas nunca final. De alguma forma, apesar de tudo, a estrutura sempre permanecia. De longe, vi vocês saindo por um outro caminho, calmamente. O sonho continuou e me lembro que eu andava de bicicleta pelo centro de São Paulo, indo para algum outro lugar.

(…)

Sonhos com você são recorrentes, desde sempre, perto ou longe. Mas eles tem se tornado cada vez mais intrincados e com significados herméticos, bizarros. Sinto que ao invés de me recusar a mencioná-los eu devo explorá-los mais do que nunca. Você sempre me parece muito intimidador em todos os sonhos. Quase todos. Só que o sonho de hoje foi diferente. Éramos amigos de novo e estávamos em alguma apresentação de alguma coisa, em um teatro que eu já conheço. Entre uma conversa e outra, você me contou, como se não fosse nada demais, que fez uma cirurgia para mudança de sexo. Você apenas mudou seu sexo, sem a coisa toda de hormônios e tudo. Continuava homem, só que agora tinha uma boceta. Você inclusive se levantou, abriu o zíper, abaixou as calças e mostrou pra mim a sua nova boceta. Olhei bem de perto e me parecia genuíno. Você estava bastante orgulhoso de si mesmo. E o fato de você ter feito isso não me incomodou nem um pouco (nem no sonho e nem depois quando acordei). Na verdade, por dentro eu sabia que isso era o que você sempre queria, sempre quis, de verdade. E eu fiquei feliz porque você estava feliz. Sobre o que tentávamos assistir enquanto conversávamos, bem, nada dava certo naquela apresentação de qualquer modo. Ríamos, como amigos. A impressão era a de que tudo ficaria bem. Não sabíamos. Acordei.

Um amigo querido veio me perguntar “qual foi a primeira coisa que você reparou em mim?”, assim, do nada, de supetão. Respondi o que sempre respondo quando sou pega de surpresa: “não sei, não me lembro”. Na verdade, fiquei de fato pensando em cada uma das primeiras vezes que nos vimos e no que eu senti em cada uma delas. Foram tantas e cada uma me revelou algo diferente sobre ele. Como é difícil arrumar palavras pra pessoas que são muito especiais. Qualquer coisa que eu diga nunca faz jus ao quanto aquela pessoa realmente importa pra mim. Me esforcei um pouco mais e vieram quatro palavras-chave, rápidas. O conheço há oito anos, nenhuma das palavras que escolhi foi em vão. Algumas tiveram full compliance, mas nem todas, aí tive de me explicar…. E explicar o porquê você gosta de alguém, depois de 8 anos, se aproximando bem do que pode vir a ser a essência daquela pessoa, é algo muito reconfortante de se fazer. Me senti próxima. “Qual foi a primeira coisa que você reparou em mim?”. Não sei, eu te vi primeiras vezes várias vezes… Pareceu uma inversão de papéis. Me senti meio cafajeste mesmo, mas não foi nada disso. Nada disso. Tudo o que falei foi verdade e em nenhum momento houve desamor.

Nunca me esqueço de uma fatídica noite em que estavam eu, N., I. e F. e, por algum motivo que não me lembro agora, além de todas as besteiras que a gente costumava a ver madrugada adentro e internet afora, na ocasião em questão estávamos vendo um vídeo de meteção. Acho que era da época de vício total em sites como snuffx e ogrish, etc. Não sei se agora com a deep web esses sites ainda existem (acho que não), mas parei de ver este tipo de material porque ele me auxiliava a banalizar uma série de coisas que eu acho que não deveriam ser banalizadas. Enfim… Víamos um vídeo de meteção e isso teria sido extremamente bizarro se não tivesse sido tão engraçado. O vídeo tratava-se apenas de um close up em órgãos sexuais em pleno ato de cópula, do início ao fim. Era curto, não devia passar de 3 minutos. Nada além disso ficava claro no vídeo: não haviam gemidos, não era possível identificar se tratava-se de um homem e uma mulher, ou dois homens ou duas mulheres. Era de fato um vídeo muito peculiar. Eu e I. ficamos um pouco indignados e acreditamos que pelo menos uma das partes daquele ato de cópula não era humana. Primeiro pensamos que uma das partes poderia ser um animal e depois consideramos a hipótese de uma das partes ser um brinquedo. O vídeo era meio assustador de certa forma pois ele parecia algo muito óbvio e na realidade não era nada óbvio. N. e F. só conseguiam enxergar o que estava claro: uma meteção. Observaram apenas a geometria da coisa sem levar em conta os outros aspectos e acreditavam que se tratavam sim de humanos, de pornografia apenas. Eu e I. não nos conformamos. No meio da discussão algo mais surreal ainda acontece: a mãe de N. abre a porta do quarto, enquanto o vídeo está rolando e pergunta alguma coisa pra ela, desconsiderando o conteúdo do vídeo. Depois que a mãe dela se dá conta, ela fecha a porta do quarto e retornamos para a discussão. Falando assim parece sonho, mas não, isso aconteceu de verdade comigo e com esses meus amigos há alguns bons 10 anos atrás. N. ainda me disse hoje que precisamos criar mais momentos assim porque daqui a dez anos, as memórias serão os dias de hoje. Mas hoje não acontece mais nada desse tipo. Hoje as pessoas compram casas, querem segurança, estabilidade, querem se casar, ter filhos, etc. Só eu e N. que continuamos outsiders… E talvez continuaremos pelos próximos 10 anos.

Mas é bem verdade que eu costumava me divertir mais quando era mais nova.

doppelganger

Por muito tempo na minha vida eu passei querendo .ajudar. os meus amigos, às vezes fazendo intervenções diretas, às vezes achando que podia mudar tudo com as minhas próprias mãos. O tempo passou e eu continuava achando que poderia .ajudá-los. com as minhas palavras de sabedoria. Quanta arrogância. Quanta pretensão. A verdade é que eu sempre fui uma grande egoísta. Queria mesmo era fazer com que eles mudassem para o que eu considerava o melhor, que agissem diferente, queria fazer com que as coisas fossem diferentes pra eles… Tudo isso. É ridículo.

Hoje percebo que amizade não é nada disso. Não é querer o bem e o melhor para o outro a todo e qualquer custo. Às vezes não é nem mesmo se esforçar para ajudar o outro. Tenho poucas pessoas que considero amigas. Tenho até certo medo de denominá-las assim inclusive: amigas. São pessoas que estão próximas por tempo o suficiente, ou ainda que estão me acompanhando por tempo indeterminado. Nada nesse mundo me garante que sejam minhas amigas, a não ser a convivência, que é efêmera por natureza..

A questão é: não vou melhorar a vida de ninguém, nem salvar ninguém de nada, nem transformar a vida de ninguém propositalmente. Se isso acontece é por pura consequencia da convivência, não pela amizade em si. O estranho de se explicar este desapego é que fica parecendo que a empatia que tenho pelas pessoas, no geral, se tornou menor ou até mesmo desapareceu. Talvez seja – afinal, tenho bons motivos pra isso mesmo. Mas duvido que seja isso totalmente, pois ainda gosto das pessoas e sou capaz de desejar coisas boas a elas.

Talvez simplesmente esteja percebendo que existem limites até mesmo para as melhores amizades. Quando era mais nova, eu simplesmente acreditava que esses limites não existissem. Talvez eu esteja envelhecendo. Ou talvez não, talvez esteja amadurecendo mesmo. A verdade é que hoje eu me sinto muito diferente em relação a uma série de coisas…

Parte I – O tal do bullying…

Volta e meia uma buzzword nova aparece e fica de assuntinho na mídia mainstream por semanas a fio. Sacal isso. Às vezes o assuntinho me irrita por que em todo o lugar que você vá as pessoas falam disso e começam a ficar realmente HISTÉRICAS, papagaiando tudo o que a mídia diz. No caso do tal do bullying, TUDO hoje parece que se tornou bullying… Em casa, no trabalho, na faculdade… Do nada várias pessoas se tornaram VÍTIMAS (tadinhas né? ô dó). Ninguém mais pode te olhar torto, nem dizer que você tá errado, nem dizer que você é um cuzão (mesmo tendo toda a razão do mundo) e nem fazer cara feia por que né, isso é bullying. Porra, CRESÇAM, pelamor…

Gente: bullying é vida. Literalmente. Não neguem isso. Não ignorem. “As coisas são assim”.

Ninguém nessa merda de mundo se tolera. Acordem! As pessoas se odeiam de modo geral e isso não vai ser mudado nem com o esforço de todos os psicólogos, pedagogos e pessoas boazinhas e com boas intenções de todo o mundo… rs.

Parte II – “As crianças são inocentes”

Outro mito a ser desfeito: crianças são MÁS. Naturalmente más. Eu vivi isso, sei do que estou falando. Crianças são más e vão zoar coleguinhas não importa o quê, por mais que isso seja reprimido. E se for de fato reprimido, a maldade se manifestará de alguma outra forma. Além de serem más, crianças não são burras como os adultos acham… E se aproveitam da sua condição de “crianças” pra serem escrotas o quanto quiserem. Não é a toa que hoje em dia tem filho cagando na cabeça de pai o quanto quer e outras bizarrices do tipo.  Acho que toda tolerância deve ter limite.

É… Talvez eu não queira falar sobre bullying (assunto escroto) mas quero falar de limites e tolerância (ou a falta disso tudo).

Parte III – Adolescência

Eu, assim como boa parte dos meus colegas e as pessoas com quem eu convivo e convivi a minha vida toda, fui ZUADA boa parte da  minha infância e adolescência. Bem, até aí foda-se né… Azar o meu se fui zoada. Mas algumas pessoas que conheço sentiram isso pro resto de suas vidas. Não sei se cheguei a ficar indiferente.. Acho que não. Na verdade eu ficava triste mesmo por ser zuada pelos meus colegas de classe, mas essa tristeza parou de me acompanhar a partir do momento que eu vi que a galera que fazia isso não tinha NADA a ver comigo… “Ah, então é por essas bostas que eu tô sendo zoada? Ahn tá… Caguei pra isso“.

Aí isso deixou de me incomodar meio que naturalmente. Não me senti superior a nenhum dos meus detratores, em nenhum momento. Não tive o posicionamento orgulhoso de “sou melhor que eles” por que eu não era mesmo. Nunca fui foda. Eu só era diferente.. No sentido estrito da palavra mesmo.. Nem melhor, nem pior que eles: só diferente. Só deixei de dar importância por que me toquei que eu não pertencia aquele grupo, de fato. E quando eu parei de me ofender, me zuar parece que perdeu a graça pra eles também pelo visto… Pois é.

Parte IV – Achei a minha tribo

Mas né, quando estamos na adolescencia o normal (me parece) é querer fazer amigos, se enturmar, ou ‘achar uma turma’. E é dolorido não achar sua turma ou “não ser aceito”. O processo de ‘aceitação da exclusão’ tb é ruinzinho, mas depois ele some: quando achamos uma “turma pra chamar de nossa”…

E é aí, é exatamente aí, que as coisas começam a ficar realmente complicadas…

É imaturo pensar que “oba, agora achei minha tribo!” por que veja bem, até mesmo nas tribos mais unidas existe discórdia. A identificação só vai até certo ponto e a convivência tende a trazer sempre o que há de PIOR nas pessoas..

Vai por mim.

Parte V – Separando o joio do trigo

Se relacionar, mesmo com pessoas com quem nos identificamos e  supostamente gostamos, é difícil pra caralho. É difícil saber realmente quem está do seu lado e quem só finge que está (ou seja, se relaciona com você apenas por algum interesse específico).

É muito difícil saber identificar e separar o que é brincadeira e o que é humilhação gratuita.

Difícil também entender e saber separar o que é piada e o que é simplesmente maldade.

E pra isso precisamos entender as intenções das pessoas também, tem todo um contexto. Hoje, pra mim, acredito sim que “toda brincadeira tem um fundo de verdade”… Desconfio do que é dito, e dos modos que as coisas são ditas (e repetidas). Acho muito curioso como as pessoas são covardes ao ponto de utilizarem-se de “brincadeirinhas” que, na verdade, servem a propósitos de humilhação, desprezo e desconsideração, só pra depois te dar um tapinhas nas costas e dizer “ei, amigo, o que eu falei foi de brincadeirinha tá?”.

E pra isso eu digo sem medo nenhum: “brincadeirinha” um caralho.

É muito fácil usar o “riso”, a “brincadeira” e a “piada” como muletas, como fuga… “Antes eles do que eu”, “melhor zoar primeiro pra evitar de ser zoado antes”. É uma tentativa não de aproximação, mas de evitar contato a todo custo mesmo.

Pessoalmente estou farta de subrelacionamentos. Velha demais pra isso.

Parte VI – O zoador: um perfil

Já perceberam que sempre soubemos muito pouco das pessoas que nos ZUAVAM quando éramos menores? Por que?

Sei lá, por que talvez fossem pessoas tristes, fechadas demais para o mundo, com medo demais de mostrar quem elas realmente eram e serem expostas ao ridículo. Talvez por que suas vidas fossem vazias e entediadas e tivessem algum problema como depressão ou algo similar. Talvez por que precisassem tomar remédios. Talvez por que tivessem vários problemas em casa, com os pais (pais separados, ou pais repressores, ou pais ausentes, ou pais zoados demais de qualquer outro jeito grave, etc). Mas isso, nós que éramos zuados, nunca vamos saber por que isso nunca nos vai ser dito.

Diminuir, humilhar e deixar as pessoas pra baixo com comentários maldosos, ou como gostam de colocar “de brincadeirinha”, acaba se tornando uma  (às vezes A ÚNICA) forma de “se comunicar” com as pessoas. Depois de um tempo, torna-se um vício… Tão viciante que a pessoa não encontra outro modo de se comunicar com as outras pessoas a não ser.. “pela brincadeira”. Isso é algo do qual a pessoa sente dificuldade de se livrar, por mais que saiba que está errado (e não admita). E uma vez que sentir-se bem ao humilhar alguém é muito bom, isso torna-se um paliativo pra outros problemas nossos, com os quais não queremos lidar.

Talvez seja tão bom encher a porra do saco dos outros e humilhá-los para que não precisemos lidar com nós  mesmos – e nossa vida patética – em nenhum momento.

A verdade é que todas as pessoas que torram o nosso saco (sempre por algum motivo obscuro, ou na verdade sem motivo nenhum mesmo a não ser simplesmente encher o saco!) não são tão fodas e tão boas quanto acham que são. Na real são pessoas inseguras, com defeitos e problemas (que nem nós!). A diferença é o modo com que lidam com isso: descontando nos outros pra se sentirem melhor e mais seguras consigo mesmas. E quanto PIOR a gente fica, mais envergonhado, constrangido, humilhado… Melhor a pessoa se sente. A partir do momento em que baixamos a cabeça, a pessoa “vence” e então conferimos PODERES a ela. Poderes que nem sequer imaginamos: poder de nos humilhar, nos rebaixar, não levar nossas opiniões e sentimentos em consideração e sabe-se lá mais o quê… É tão escabroso que não gosto nem de imaginar.

Parte VII – As “vítimas”

As vítimas vão entre aspas por que depois de uma certa idade só é vítima quem quer. Às vezes as vítimas são tão culpadas quanto seus algozes na verdade.

O que as vítimas mais fazem?

Aturam. Ou tentam (em vão) ignorar… E também tentam, em vão, não se magoar.

E se se magoam (ou se irritam) é por que “não sabem levar na esportiva”. Ou seja: a grosseria e a boçalidade JÁ se tornou um padrão SOCIALMENTE ACEITÁVEL. E não é! Nunca foi. Nunca será.

O tal do “relevar pela amizade” é um movimento que eu considero perigoso, pois aí o comportamento do zoador se torna “normal” e qualquer fator externo que contrarie isso é “uma ofensa pessoal” à quem já está acostumado a ser grosseiro. Minha opinião? Escrotice não se releva, se combate. Acho que tudo tem limite… Se tenho algum problema pessoal com o jeito de ser ou com a diferença de algum amigo meu, não o humilho na frente dos outros simplesmente por que eu acredito na máxima que amigos não humilham amigos.

Mas… Talvez eu seja uma ingênua mesmo.

Parte VIII – O grupo

O grande lance é a tal da “psicologia de grupo”. Se eu dou risada de um fraco, outros rirão junto (muitas vezes sem nem achar tanta graça assim) não por gostarem de mim, mas por temerem a mim. É difícil, mesmo, estabelecer limites… Ainda mais quando somos jovens. É difícil não achar graça das babaquices que são ditas e magoam. E toda vez que a gente “ri junto” quando alguém nos zoa indiscriminadamente, fica parecendo que a gente não se importa… Mas a verdade é que nos importamos sim. E ficamos putos e falamos que estamos putos mas aí “a brincadeira” já está feita… Você já virou ‘a piada da turma’.

Lembro-me bem que isso já aconteceu comigo aliás, de eu chegar pra pessoas que eu considerava “amigas” e dizer “poxa, achei ruim isso que você disse de mim, fiquei mal e fiquei triste” e a pessoa RIR  mais ainda na minha cara e ainda ter o dispautério de me dizer “Nossa, sabe que você fica ainda mais engraçada quando tá triste?! Ahahaha..”

Meu…  Vai se fuder, ok?

Nos magoamos sim e “relevamos”, ou fingimos que não por que, afinal, “é só uma brincadeirinha”, uma “forma de expressão”… Afinal, as pessoas precisam de “liberdade de expressão” né.. e todo aquele discursinho hippie maravilhoso no papel…

Entendeu a perversidade da situação toda?

Sempre bom perguntar ‘que tipo de “amizade”/”relacionamento” estamos querendo preservar’?

A diferença é que quando a gente é adolescente, não sabemos nos defender disso direito.. E ficamos muito mal,… Nos sentimos errados, envergonhados, tristes e sozinhos. Sofremos muito mesmo. Como adultos, já sabemos nos defender disso um pouquinho melhor.

Parte IX – Então, como é que fica?

Não fica. Pessoalmente acho que não há como comentar sobre um problema deste tipo “de modo delicado”.  Então acho que não existe muita solução mesmo… Por mais que a gente fale sobre o problema, é possível que a pessoa não ouça, ou ouça e decida ignorar, botar pra debaixo do tapete e continuar do mesmo jeito, só que com outras pessoas. Bem… Cada um vive como pode e como quer né?

Acho que eu já fui tratada como lixo e já tive subrelacionamentos por muito tempo na minha vida. Hoje, não preciso mais disso, prefiro ficar sozinha. Algumas pessoas acham que podem cagar no ouvido de todo mundo como e quando querem e todos tem que achar lindo.

Eu não vou achar lindo.

E vou deixar isso bem claro sempre que possível.

Às vezes eu me sinto mal quando algumas das minhas colegas vêm falar pra mim de seus “problemas de relacionamentos”. Não apenas pelo fato de eu ser uma esponja emocional e ter muita empatia, mas o fato é que às vezes essas coisas me chateiam, mesmo. Nada contra elas. Nada contra os relacionamentos que elas têm. Mas o fato é que simplesmente eu não posso ajudá-las, mesmo por que, eu não encaro a vida e muito menos os relacionamentos que tenho da mesma forma que elas encaram. E isso não é bom, nem ruim… Apenas é. E elas sabem disso, espero.

Não me coloco “acima” de nada nem ninguém, mas, ingenuamente, acredito que entendo melhor a “natureza” dos homens. Mas ao invés de “jogar o jogo deles” como muitas mulheres (imbecis) fazem,  eu só me limito a tentar compreendê-los um pouco que seja. E por tentar compreendê-los não significa que eu seja tolerante  com coisas que julgo “erradas”, como covardia, etc. Paciência tem limite. Mas eu OUÇO os homens (sábios, apenas os sábios) quando eles falam (sério) comigo. Não gosto de joguinhos, relacionamentos assim são infrutíferos. Acredito que se for pra ter alguém na minha vida, que seja pra me ensinar algo, me mostrar coisas novas, valorosas, significativas.. E vice-versa.

Relacionamento parasita não é muito a minha praia. Pra mim não existe mais isso de “se entregar”, “se doar”.. Mesmo por que isso nunca é “justo”, por assim dizer. Então considero ilusório e deixo de acreditar.

Mas de qualquer forma, como ia pensando, me sinto mal por não me identificar com minhas colegas, e me sinto mal por não poder ajudar e nem ao menos sentir compaixão, nem nada. Não consigo consolá-las e nem ao menos dizer “eu te entendo”, mesmo por que, todas as coisas que ouço, dos problemas e reclamações delas, me parecem muito, mas muito, extremamente irracionais. A única coisa que consigo pensar é algo do tipo “Mas bah… Que bobagem! Baita perda de tempo e juventude”. Os relacionamentos que elas me retratam não são livres, mas profundamente perversos, onde existem “sims” e “nãos”, existem regras rígidas e inflexíveis a  serem impostas e obedecidas e tudo o que foge à isso é trágico, é errado, é pecado, merece o inferno, o fogo e a morte. Coisas pesadas. Pesadas demais pra mim. Não conseguiria levar um relacionamento assim nunca… Na verdade, nem começaria.

E eu enxergo isso nas reclamações que ouço e me entristeço.

Garotas tão novas, jovens, bonitas e inteligentes gastando um punhado de energia com uma coisa tão superficial e passageira como relacionamentos. Sei lá, a vida é tão curta… Me dá uma certa angústia por dentro. É claro que você pode me dizer “mas tu diz isso por que tu é uma solteirona e ninguém te ama e ninguém te quer”. Bem… Isso pode até ser verdade, mas pelo menos eu não tou criando úlcera por causa de ninguém. E também não estou sofrendo. Posso estar sozinha, o que é bem ruim, mas fazer o quê se esse é o meu caminho, o meu destino? Ultimamente eu tenho tido a péssima e retrógrada mania de pensar em como vai ser a minha vida a longo prazo. E não há nada muito promissor no campo afetivo não. A probabilidade é de que eu termine sozinha mesmo, ou com relacionamentos breves, como sempre foram, a não ser que aconteça um milagre. O que acho bastante difícil.

Às vezes acho que são elas que não sabem lidar com homens. Às vezes acho que sou eu, mesmo.

Talvez sejamos nós.

Talvez eu tenha mesmo me tornado libertária demais, não sei. E isso vai fazer com que eu nunca mais consiga ficar com ninguém por muito tempo, que eu nunca me contente, nunca me satisfaça com nada, nem ninguém. E o pior é que eu já pensei como elas um dia, já tentei forçar a barra e “lutar”, “fazer com que desse certo”, mas enfim… As coisas não deram certo e eu acabei deixando tudo isso de lado, mesmo. Desgaste desnecessário. Perda de tempo, vida e juventude. Nunca tive muita sorte nesse campo, de qualquer forma então deixa estar. Talvez não é pra ser mesmo. Meu destino é outro, voltado pra outra área, outras coisas. Isso por que sempre quis ter uma vida perene: ser estável no sentido afetivo, ter família, ficar junto e tudo o mais. Mas já percebi que não é isso que a minha vida reserva pra mim, então rumo logo pra outros lados, sem muita demora.

Acho difícil eu gostar realmente de alguém hoje em dia. Também não penso mais em viver de sentimentos requentados (ninguém merece). Uma paixão nova, me apaixonar, de verdade, mais difícil ainda… Depois da quantidade absurda, desproporcional e despropositada de baldes de gelo que já levei, melhor nem tentar mesmo. Então fico na minha…

Esse caminho que decidi tomar é um só. E não tem muita volta não…

Aviso: esse post são vários num só, então não se assustem com a miscelânea de assuntos. É isso.

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As pessoas invisíveis

Por 5 dias da semana eu almoço todos os dias no mesmo lugar. E isso acontece desde março. Todos os dias eu vejo as mesmas pessoas que me atendem. Eu não sei o nome delas. Eu não quero saber. Eu não preciso saber. No entanto, eu as trato bem. E tratar bem não quer dizer bajular, ou ainda “dar trela”, ficar conversando por horas a fio. Nada disso. Já conheci muita gente (idiota) que dá trela pra mendigo e pra bêbado e eu não sou desse tipo. Nunca fui. Não tenho paciência pra lidar muito com pessoas. Acho que foi isso que o jornalismo não deu certo pra mim.

Se sinto que não preciso, simplesmente as desprezo pois é assim que tem que ser. De uma outra forma eu seria a desprezada, então por que não desprezar também? A vida é assim, por que eu não haveria de ser?

Pois bem.

Fazendo um esforço sobre-humano pra parecer minimamente humana, eu dou “bom dia” pro tiozinho que recebe os tickets do RU, mesmo que aquele não seja exatamente um bom dia pra mim. E ele sempre me responde do seu jeito “bom dia querida” e me dá um sorrisinho entediado. Devolvo o sorrisinho entediado também e ficamos por isso mesmo. Mas ele marcou a minha cara: ele não sabe meu nome, mas sabe quem eu sou. Pra ele eu sou a mocinha de cabelo curto que usa um certo tipo de perfume e sempre o dá “bom dia”, mesmo que não seja um bom dia. Ele marca a cara de quem o enxerga. E todos nós fazemos isso, conscientemente ou não.

No dia que eu esqueci meu cartão do RU, ele me deixou entrar mesmo sem cartão por que a EMPATIA já tinha sido criada. A única coisa que falou pra mim foi uma advertência “não esqueça mais o cartão” e só. Penso que, se eu não o desse bom dia todos os dias, ele não me deixaria entrar. Talvez. Isso eu nunca vou saber. Por isso dou bom dia. Por isso eu sorrio. Humanos gostam disso. É tudo muito sutil, é um joguinho de sutilezas que, quando você menos percebe faz com que tudo mude na sua vida. Pra melhor ou pra pior: isso depende diretamente da forma que você se comporta. E não é mentira minha gente… Não é mentira mesmo:

 

 

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A fêmea alfa

 

Do início do ano pra cá, notei um mesmo exato tipo de comportamento em 3 meninas diferentes: o de fêmea alfa. Pelo que andei notando, a fêmea alfa quando participa de um grupo de pessoas, faz questão de chamar atenção de todos os machos. E não só isso: ela não só quer chamar a atenção de todos os machos, mas também faz o que for necessário pra evitar que eles entrem em contato com outras fêmeas. Ela faz de tudo pra conseguir esses objetivos e, caso não consiga, faz a vida do grupo todo um inferno. Simples assim.

Tendo em vista que ela é uma fêmea alfa, ela não consegue namorar com muita freqüência, uma vez que a tendência de seu comportamento é chamar a atenção do maior número de machos possível. De qualquer forma, quando está se relacionando com alguém (leia-se: ficando ou qualquer coisa do gênero, mesmo por que, elas não namoram), ela faz de tudo para que nenhuma outra fêmea (intencionada ou não) se aproxime do macho “dela”. A forma com que ela exclui as outras fêmeas é bem nítida: arrancando (literalmente) o cara da conversa, dizendo que tem algo “muitíssimo importante e urgente” pra conversar com ele, fazendo ceninha de triste ou carente. As armadilhas parecem não terminar nunca.

Geralmente os homens (bananas) caem fácil pois homem gosta de se sentir “viril e útil” perante uma “fêmea indefesa, triste, carente” em detrimento de todas as outras fêmeas “auto-suficientes demais pro gosto deles”. Impressionante como alguns homens são simplesmente burros. Te contar. Deixa estar.

 

 

 

 

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O homem banana

No começo do ano, eu e mais 4 colegas minhas caímos de paixonite aguda por um carinha da nossa sala. Ele era bonitinho, querido, um amor, se vestia bem, ele era tão tudo de bom que a gente quase achava que ele poderia ser gay. Felizmente, não era. Eu dizia “que fofo”. Outra dizia “ai se eu não tivesse namorando”, a outra “ai se eu não gostasse do meu ex” e assim vai… No entanto, o tempo foi se passando e, cada vez menos ele conversava com a gente. Até percebermos que ele decidiu, por conta própria (Ao que parece. Ou talvez não), virar capacho de uma menina da sala…

Pronto. Acabou-se o encanto.

Não existe nada mais horrível e repugnante do que um homem domado. Sério. Juro pra vocês. Ver uma mulher dizer “junto!” e o cara se colocar do lado dela, sempre…. Sei lá, isso não me parece nem certo e nem natural! Sei lá, podem me odiar por isso, mas pra mim, o pior defeito que um homem pode ter no mundo é ser UM BANANA. O cara pode ser über-liberal (coisa que a maioria das mulheres não gosta), pode ser mentiroso, intrigueiro, cafajeste mesmo, um cretino, insensível, idiota, burro, pobre, feio, sei lá… Pode ser qualquer coisa, pode ter todos os defeitos do mundo! Mas não há defeito PIOR num homem do que ser CAPACHO. Isso é o fim. O fim mesmo. Homem que é capacho não é homem, é meio homem. É horrível, horrível, horrível.

É anti-natural isso: homem submisso. Pra mim, particularmente, é BROXANTE.

E não só pra mim: as 4 colegas concordaram em gênero, número e grau.

Meio termo e bom senso é tudo nessa vida. Mas existem gostos e gostos. Eu gosto de homem que se impõe de certa forma. Não que eu seja submissa, não sou… Mas quero alguém que me defenda quando eu precise e não um eterno banana. Se se impôr mais do que deve, simplesmente caio fora. Se não se impôr o suficiente, idem. Meio termo. Bom senso. Essas coisas é que devem prevalecer. Homem banana: não, nunca, jamais, de forma alguma, recuso, me nego, broxei, broxei, broxei, mil vezes.

Ontem eu estava num bar quando falei pra uma amiga:

– Vou sair com Fulano, mas não quero ficar com ele logo de cara não…

– Por que não?

Ah, sei lá… Acho tosco ser OFERECIDA. Prefiro ter uma certa resistência pra não precisar tomar iniciativa, mesmo por que, eu não sei tomar iniciativa direito…

– Mas… Por que?!

– Ah… Por que SIM, porra!

E caímos na risada. Aí, ela como boa amiga que é me falou:

– Olha, tudo bem, pode até rolar uma resistênciazinha por sua parte, mas não enrola muito não por que daí já vira cu doce… E homem nenhum gosta disso.

Tomei um tapa n/kra… Acho que foi por que eu nunca havia imaginado a situação por esse prisma. Foi só com essa frase dela que me toquei que eu não faço idéia nenhuma do LIMIAR entre a resistência charmosa e o cu doce grosseiro.

Eu sou uma tosca. Mesmo.

Eu sou incapaz de quebrar o gelo. Incapaz de dar diretas, quanto mais indiretas. Eu não sei “chegar” em ninguém, mesmo que eu já conheça a pessoa há milênios. Tenho certo PAVOR de encostar no outro, quando não tenho certeza se a recepção será boa ou não. Geralmente sou GROSSA com a pessoa por quem me sinto atraída: trato-o como um reles mortal (Lembrem-se: atração e afetividade são coisas diferentes. BEM diferentes). Eu não sou de olhares, não sou charmosa, não sou sexy, não sei flertar de nenhum modo que seja. Se eu for deixando, a mula não desempaca nunca e eu morro ENCALHADA na praia. Sei lá… Tenho certo TRAUMA de ficar me esfregando em barra de calça… Já vi meninas assim (amiga-da-onça filha da puta inclusa), não sou dessas, nem nunca quero ser interpretada / vista como tal.

Por isso não faço nada. Fico na minha. Não dou nem a ENTENDER que estou a fim de qualquer coisa que seja.

Isso até já aconteceu esse ano mesmo. Lá estava eu, morta de vontade de agarrar o cara, mas fazendo a egípcia, do tipo “não é comigo”. Eu não o desprezei, mas simplesmente não demonstrei afetividade e nem INTENÇÃO nenhuma, fui grossa, estúpida e só disse as coisas erradas pra ele. Resultado: ele também não fez nada e tudo ficou por isso mesmo. Até acho que fiz bem: se eu levasse um NÃO, não ia me conformar até o dia da minha morte! Se bem que nesse caso, eu não tinha certeza das intenções do cara….

E nesse caso atual… Bem, também não tenho, mas não descarto possibilidades. Nem ele (e ele me disse isso). Ah, sei lá… O cara é meu amigo, meu camarada, meu amigão… Também não quero FORÇAR situação nenhuma. Fazem 6 meses que não nos vemos, isso por que moramos na mesma cidade. Não sei qual vai ser a minha reação quando eu vê-lo novamente, mas acho que dessa vez me esforçarei pra tentar perceber a situação e não deixar chegar no nível de cu doce grosseiro.

Se bem que estamos quites nesse sentido… Das 2 vezes que saímos (aparentemente, só saímos de 6 em 6 meses, exatamente) cada um tomou a sua iniciativa: ele no primeiro encontro e eu no segundo. Agora é a terceira vez e eu tenho a mania IMBECIL de não dar o braço a torcer, nunca.

Eu sou idiota?

Claro que sou.

Alguém me diga que eu sou. Por favor.


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