Juro que não queria sonhar com você.

Mas acho que, na verdade, tenho sonhado comigo mesma.

Eu só estou disfarçada de você.

I asked myself was I content,
with the world that I once cherished?
Did it bring me to this darkened place
to contemplate my perfect future?
I will not stand nor utter words against this tide of hate.
Losing sight of what and who I was again

I’m so sorry if these seething words I say
Impress on you
That I’ve become the anathema of my soul

I can’t say that you’re losing me
I always tried to keep myself tied to this world,
But I know where this is leading me
Please
No tears
No sympathy

I can’t say that you’re losing me
But I must be that which I am
Though I know where this could take me
No tears
No sympathy

Gracefully
Respectfully
Facing conflict deep inside myself
But here confined
Losing control of what I could not change

Gracefully
Respectfully
I ask you “Please don’t worry,”
Not for me
Don’t turn your back
Don’t turn away

I can’t say that you’re losing me
I always tried to keep myself tied to this world
But I know where this is leading
Please
No tears
No sympathy

I can’t say that you’re losing me
But I must be that which I am
Though I know where this could take me
No tears
No sympathy

No tears for me, no sympathy
No tears for me, no sympathy

Só conseguia pensar que fico abismada com violência gratuita, embora não seja exatamente este o caso do clipe. Explico: ele é chocante não porque a violência é gratuita ou completamente fora da realidade, mas justamente por parecer real demais. Por ser fratura exposta. E isso faz todo mundo prestar atenção, de uma forma bem incômoda e desagradável, mas faz. A obra não faz questão nenhuma de sutilezas.

Essa obra não possui ironia alguma, nem sarcasmo ou acidez. Ela é quase que crua, bastante próxima do real. E é isso o que apavora: essa linha tênue. Sem contar nos contrastes, notas altas, notas baixas e o silêncios que a pistola e a metralhadora fazem ecoar na nossa cabeça. A gente está se distraindo com coisas desimportantes enquanto nos matamos e enquanto a história acontece no background. “I gotta carry on”. Róla um wake up call sim.

Causar mal estar e desconforto entre os seus (pra expôr uma dor ou um problema ou o que seja) é uma arte extremamente difícil de dominar e que admiro bastante. E o Childish Gambino fez isso com maestria. Acho que não existe nada mais aterrorizante do que algo que seja muito familiar e que te traga conforto, repentinamente te causar medo ao mesmo tempo. Porque o medo real não está fora, não está no outro, nos inimigos, no óbvio. O medo está dentro.

Eu estava escorada no balcão do bar, não lembro bem no que estava pensando, quando de repente tenho uma sensação quente na parte de trás do meu braço esquerdo. Tirei o meu braço rapidamente, assustada. Não vi que era o seu braço encostando no meu, entregando coisas pra algum outro alguém atrás de mim. “Desculpe!” você me falou, por me tocar sem querer. Eu já estava alcoolizada e provavelmente respondi “ah, não foi nada” com a voz alcoólica mais macia que consegui fazer. Não nos tocamos com frequência. Das duas vezes que estive no bar, estendi minha mão direita e te cumprimentei com a voz mais firme que consegui fazer. O lugar estava cheio, minha presença precisa ser notada e eu não gosto de ficar com a garganta seca por muito tempo. Gosto do som da sua voz, da curva de cada uma das suas letras que caem no meu ouvido.

Passei meses sem perceber isso, final do ano percebi, despercebi e no início do ano percebi novamente. Eu me confundo, me distraio. Mas as coisas se encaixaram. E no início é sempre tudo muito estranho. Não me constranjo mais, não sou uma menina. Acho que nunca fui, só que sempre pelos motivos errados. Em um dos passeios, assim que cheguei, fui reta e direta te cumprimentar, sem medo algum. Eu estava com um batom escuro, você me olhou com olhos arregalados, pois achava que eu fosse te ignorar. Mas naquele dia eu já sabia. Te cumprimentei, com abraço e beijo mas foi isso. Eu não tinha nada a oferecer naquele momento que não fosse um desejo cego, vazio. Não tinha te aprendido ainda. E ainda não haviam todas as coisas que existem agora, hoje. Eu não as carregava em mim.

Agora entendo que não preciso ter medo. E que também não quero programar nada, planejar ou pensar em nada. No momento, eu só quero sentir. Só sentir. Estar aberta pra isso, de fato: pro sim, pro não, pro que vier. Eu só quero estar ali. Sei que tenho um longo caminho pela frente. E quero isso.

I watched you in your tragic beauty walk beneath my window.
Eyes aimed high, but unfocused. You never noticed me.
You always wore the same dress; always bore the same
expression: “It’s a loveless world so what’s the point of looking? Let it be…”
I considered throwing roses – thought I’d maybe wave a flag.
Had to try and force some small connection – but, there’s a snag.
It’s my confession that I watch you in my tragic isolation.
In my fear… That’s the way it’s been for years.
That’s the way it will always be…

Sonhei que estava num escritório com espelho pra frente do mar, trabalhando, quando de repente a terra se dobrava e avançava em direção ao prédio. Dava pra ver os outros estados, dobrados, vindos do céu. Até que o mar veio. Primeiro, foi aterrorizante. E depois tudo muito, muito, muito errado. Eu diria num primeiro momento que “sonhei com um tsunami”, mas não. Era algo muito pior. Era a terra se dobrando e vindo do céu, com tudo junto. E antes do primeiro impacto, eu estava em meditação. Não o senti, porque na hora que bateu no vidro, acordei pra essa realidade aqui. Enfim…

Vai ter mudança. E não vai ser pequena e nem sutil. Vai ser brusca e a olhos vistos, de todos. É a terra no céu junto com a força avassaladora e devastadora da água.

Como continuar vivendo quando a gente sabe que a catástrofe está a espreita na esquina? E que somos pequenos e impotentes e que não há muito o que possamos fazer em relação a isso? Bom, a gente só levanta e vai trabalhar porque não há exatamente muito a ser feito mesmo.

Ao mesmo tempo em que fico prostrada, também fico inquieta. Sinto medo ao mesmo tempo em que quero mais é ver o oco, para que o marasmo e o tédio se dissipem ao menos temporariamente. As coisas são todas meio ambíguas por aqui, desde que eu consigo me lembrar.

A sensação e o sentimento mais demarcado que esses sonhos causam em mim é uma sensação de urgência mesmo. Mas urgência do quê, exatamente? Bem, o tempo e os caminhos vão mostrar… No tempo que me resta, eu danço no abismo. Não tenho pressa, mas não perco tempo. Apresso-me vagarosamente. Festina lente.

When life is but disappointment
And nothing is amusing
The one wild hunt
For loneliness
Is a life without god
Is an end without love
Soulless today
And soulless tomorrow
We struggle forthe joy
Oh, we struggle for tthe joy

That life is haunted by

That life is haunted by

Its memories – its meaninglessness
Yearn to be gathered, cracked and saved
A thought for a life time
A thought for a night time

But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?
But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?

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