Eclipse Solar em Câncer – Julho de 2018

Título original Solar Eclipse in Cancer – July 2018, por Chani Nicholas em seu site pessoal

Colagem por Chani

No dia 4 de julho imagens de Therese Patricia Okoumou inundaram nossas timelines e telas. Com nada além de água embaixo dela e os pés da liberdade acima dela, e os olhos do mundo sobre ela, ela arriscou sua própria vida para deixar claro o princípio mais importante possível.

Estamos aqui para amar e proteger uns aos outros.

Através de sua ação sincera, Okoumou disparou o alarme para o nosso despertar moral coletivo e pessoal.

Dia 12 de julho, às 23:48 (no Brasil), a lua nova e o eclipse solar parcial ocorrem aos 20° do signo de câncer. Se o signo de câncer nos ensina qualquer coisa é que nós realizamos a curadoria de uma vida bem vivida desenvolvendo e demonstrando nossa habilidade de nos importarmos. Se um eclipse nos ensina qualquer coisa ele nos ensina que é de nosso maior interesse direcionar nossos esforços para o que é mais impactante. Nos introduzindo em um tempo de crescimento pessoal, eclipses preenchem a lacuna entre nossas vidas privadas e sociais. Com nossas questões coletivas amplificadas, o que normalmente existe apenas por baixo da superfície de nossas situações, torna-se exposto. O que inibe nosso acesso à verdade é ceifado.

Rapidamente.

Com um pouco mais do que a crueza-emocional-da-lua-nova-em-câncer, esse eclipse solar nos introduz em uma época de crescimento rápido e cura acelerada através de nossos processos emocionais. Câncer é o fluído amniótico no qual toda vida começa e se desenvolve. A ressaca emocional desse eclipse pode nos subjugar momentaneamente, mas também nos traz de volta a sabedoria que obtivemos no poder das origens das nossas histórias. Como fomos criados, amados e acalentados? Como precisaríamos aprender a fazer isso por nós mesmos? Como estamos sendo pedidos para transformar uma ferida dentro de nossa genealogia para que esse dano seja interrompido?

Câncer revela a criança interna que está carente. Nos ensinando como abraçar, nutrir e amar em toda sua plenitude o que parece estar faltando dentro de nós.

O primeiro de três eclipses do próximo mês, o eclipse solar parcial desta quinta feira pode ser o menos visualmente deslumbrante deles, mas não deixe com que a ótica te engane. Através de bases astrológicas seus significados que não tem relação com o impacto visual, este eclipse vem com uma carta secreta em sua manga. Em uma oposição exata a Plutão em Capricórnio, um planeta incrivelmente potente de transformação, destruição, renascimento e poder certamente deixará sua marca.

Não podemos construir uma família fingindo que dinâmicas abusivas são amor. Não podemos construir um país a partir de terras roubadas que enjaulam crianças roubadas e fingirmos que isso é para o melhor interesse de nossa família nacional. Não podemos mentir pra nós mesmos em relação aos nossos sentimentos e nos tornarmos adultos que sabem como gerenciar conflitos com os outros. Este eclipse nos pede para eliminar, descompactar e quebrar o poder que dinâmicas abusivas tiveram em nossas vidas e no mundo, para que nós consigamos achar uma melhor forma de construirmos uns com os outros.

A fim de proclamar, para todo o mundo testemunhar, que arriscaremos tudo pelos inocentes, pelos incompreendidos, pelos famintos, cansados, pelas massa  para os mal entendidos, para as massas amontoadas que desejam respirar livres, devemos também estar dispostos a arriscar tudo por nós mesmos. Devemos estar dispostos a ir nas profundezas do nosso próprio inferno interior se quisermos trabalhar para desmantelar os infernos que vemos sendo incessantemente erguidos no mundo externo. Devemos saber que somos tão merecedores de proteção quanto aqueles pelos quais estamos dispostos a lutar.

Não há nada mais poderoso do que uma declaração de amor em face a crueldade. Não há nada mais poderoso do que um cuidado gentil e deliberado em um mundo tão cheio de violência. Não há nada mais decente, apropriado ou sagrado do que um ato radical de solidariedade. Com este eclipse, que possamos relembrar que o equilíbrio de fazer por nós mesmos e pelos outros é difícil de atingir, mas que é imperativo se estivermos dedicados a escalar os monumentos de liberdade, amor e proteção que são nossos para reivindicarmos.

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