Final de ano

Eu seria injusta se dissesse que todo final de ano é a mesma coisa. Mas róla sim uma angústia generalizada, não sei dizer bem porquê. E isso não é só em mim, é geral. A gente pensa em quem não devia, se pergunta se estas mesmas pessoas pensam na gente do mesmo jeito. E depois esquece. Aprendi a não ouvir tanto as minhas vísceras nesta época do ano e botar a vida no piloto automático pelo menos até janeiro. Ligo o piloto automático e apenas sigo: acordar, levantar, arrumar, trânsito, chá preto, trabalho. E esqueço da big picture. Esqueço até a página vinte, ao menos. Preciso disso pra funcionar. Mas este final de ano não está sendo “a mesma coisa” em nenhum aspecto. Acho que este é o segundo ou terceiro natal que não vou passar com a família, pois sem tempo e dinheiro. Não terei folga de nada e é isso. Por mim tudo bem. Devo passar o natal com uma amiga, comer e ir embora, algo assim. Para o ano novo não tenho nada planejado ainda. Talvez róle uma festa de ano novo com conhecidos, mas ainda não está nada acertado, então não conto com isso. E, caso a vida não me surpreenda, devo passar como passei o ano passado: sozinha. Ir dormir, sei lá. Nada demais mesmo. Não sei se isso é bom ou não, mas estou acostumada com a solidão. O que importa mesmo, acima de toda e qualquer coisa, é que estou em paz, sossegada, fazendo tudo como eu quero e quando eu quero, sem ter que dar muita satisfação pra nada, nem ninguém. E também estou esperando um resultado. Uma confirmação. Depois disso, as coisas vão ficar mais fáceis, mais simples (por um tempo). Aí sim acho que vou conseguir deslizar mais ainda até o ano que vem.

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