Anatomia de um erro

Hoje deu tudo errado pra mim. E vou ter que abrir mão de alguns sonhos por algum tempo.

(Eu me aproximando de você, a cada passo minha respiração descompassava, o tempo entrava em processo de lentidão. Em câmera lenta o seu abraço não queria soltar. O meu olhar no seu. O seu olhar em mim e silêncio. O silêncio.)

Não havia como ser de outro jeito. Já há algum tempo que não aprendo nada direito, parece.

(Estava frio e passeamos. Não soube como pegar no seu braço, demorei pra isso. Às vezes tenho a impressão de que desaprendi. Você só me faz perceber que apenas não me lembro direito. Me traz pra perto, sem querer.)

E aí fico me perguntando como ser menos dura comigo mesma, mas às vezes não tem muito jeito.

(Você quis fumar e desistiu. Disse que era por minha causa, para não estragar o beijo. Achei aquilo uma bobagem e acabei estragando tudo o quanto antes. Pronto. Pode fumar, agora.)

É provável que eu fique na merda e tenha que adiar alguns planos por no mínimo uns 2 anos por conta de hoje. Bem… Acontece. Vivendo e aprendendo.

(“Eu me sinto tão confortável com você”. Se deitou na minha cama e me puxou para cima de si, como se eu não fosse nada. Se encaixou em mim, como se eu fosse a que restasse. E me deu de presente um ato falho: “meu amor”.)

Eu estou aqui pra aprender.

E aprender significa saber errar.

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