Motivo

Comecei a fazer análise há um ano com um motivo e um objetivo bem claros. Para mim, aquele era o tema. O único tema. Todos os outros assuntos circulavam em torno daquele tema. Os outros assuntos seriam: trabalho, relacionamentos, família, afetividade, etc. Pensei que eventualmente fosse ficar monotemática, e que só falaria de um assunto por vez, só ficaria obcecada com uma pessoa por vez, com um tema por vez. Hoje pela primeira vez descobri o grande pano de fundo de todos os meus temas, que permeia absolutamente tudo o que eu falo, digo, penso e sinto. E me dei conta de que esse era o meu motivo. Não tem nada a ver com nenhuma uma pessoa em questão, nem um fato, nem nada que me aconteceu na infância, nem nada que me aconteceu em tempo algum. É simplesmente algo que acontece, sempre, independente da minha vontade, do que eu quero ou não. É basicamente a força motriz no mundo e do mundo, que esteve em seu começo e vai estar até o fim. Falo sobre violência mais do que jamais imaginaria. Falo sobre violência o tempo todo. É a única força sustentável nessa existência, a única capaz de retroalimentar-se continuamente. E ela não cessa. Não há paz propriamente dita, existe apenas uma ilusão do que ela pode ser. E não penso em violência apenas com os outros e dos outros, mas também da auto-violência. E da crueldade, também. E jamais tinha percebido isso, tinha sido consciente sobre isso. De hoje em diante pretendo pensar mais nisso de forma mais consciente, pra entender de que formas isso pode funcionar.

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