Zeitgeist

“Eternidades não me bastam. Intenso é poder passar. Perder a deus, encontrar o amor. Perder o amor, desfrutar do prazer. No instante em que a noite saiu pela porta que ninguém entrou, subitamente o sol subiu pra cabeça. Pelo caminho que fizera a dor. O incenso queimou teu corpo. O teu perfume sangrou de mim. A juventude matou nossa fé. O sincronismo do encontro acabou. A flor que a semente explodiu virou a mão que enforcou nossa luz. Só que no vício da vez, não deu tempo nem de viciar. Bebadamente o sim perdeu para o fim, numa partida em que a alma não foi. O pecado perdeu a graça. Da cinza não ressuscitou ninguém. O sacrilégio beijou nossos pés, e a promessa ferida fechou. Mas a flor que o perdão pereceu, virou floresta que escondeu o clamor. E nasceu, para a morte do amor.”

(C. C.)

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