Experiência é alimento, pensamentos são merda

por Charlie Amber, do Daily Zen

Usar a linguagem para descrever certeiramente experiências diretas é como tentar fazer tiro ao alvo debaixo d’água

Meditação é uma prática maravilhosamente desafiadora para a pessoa dos dias de hoje porque ela desafia todas as nossas noções culturais de valor. Somos ensinados a gastar dinheiro com entretenimento elaborado e gadgets. A prática mais divertida e gratificante de todas é simplesmente sentar em silêncio e deixar sua mente reorganizar-se em algo autônomo.

Uma vez que você medita por tempo o suficiente, não há necessidade de divertimento forçado ou experiências supérfluas. Você pode continuar com o seu dia como se fosse uma obra de arte, experimentando tudo com uma plenitude nunca antes imaginada. Isso acontece porque precisamente a meditação nos permite transcender barreiras de sinais e símbolos.

Quando você ensina a sua mente a deixar seus pensamentos desaparecerem, você chega até a experiência direta. Esta é a experiência de vida desimpedida pelas representações. Ao invés de ficar olhando interminavelmente no menu, você de fato tem a refeição. Ao invés de ler a tela do GPS, você faz a trilha. Como foi dito, “o mapa não é o território”. A meditação ensina o seu cérebro de macaco olhar a frente do seu mapa e perceber que você está cercado por um lindo território.

Linguagem é como um intermediário entre o indivíduo e a experiência. Ela rouba de nós um pouco cada vez que a usamos. É boa para comunicação, estudos introdutórios, e pouca coisa mais. Linguagem é uma rua sem saída no final de uma estrada muito, muito longa. Use-a para o que ela serve, mas trabalhe no sentido de divorciar sua mente dos seus pensamentos. Experiência direta é comida, e seus pensamentos são merda. Você precisa deixá-los sair para poder ter lucidez.

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