Tipologia

Existe um tipo de pessoa a quem eu sou mais agradecida do que gostaria de admitir. Geralmente é a pessoa que confia mais em mim do que eu mesma jamais poderia confiar. Considero isso um tipo de amor. É quase como me amar quando eu menos merecer, pois é quando eu mais precisarei. Enfim. Não necessariamente essa pessoa convive comigo. Não necessariamente essa pessoa gosta de mim – o que é o mais bizarro de tudo. Mas, de um modo ou de outro, essa pessoa caminha comigo. E quer me testar e ver como e o quanto evoluí de algum modo. E isso não tem nada a ver com tempo, nem espaço, nem com as coisas físicas. Nem sempre essas pessoas são amantes, amigos ou conhecidos. Não há um padrão ao qual eu consiga reconhecer e me apegar. Parece até que não é deste mundo. E por algum motivo eu me sinto desafiada por elas. Elas me tocam. E me entusiasmam. E me movem de tal modo… Que não consigo explicar. Sinto como se elas soprassem vida em mim. E a partir delas, do contexto, do pedido, da ordem, da palavra, do que for que tenha acontecido, eu possa existir. E acho tudo isso muito inacreditável. Gosto de acreditar que este é um tipo muito específico de amor. E me sinto verdadeiramente agradecida por isso. Mas talvez seja apenas sorte, ou circunstância. Essas pessoas e essas situações não só me fazem ser alguém melhor, como têm – e tiram, sem esforço algum – o que há de melhor de mim. Agradeço por cada uma delas que passou pela minha vida. Ou que ainda está nela.

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