Tantz mit mir

Dançar na beirada da Terra é estar no seu lugar de potência. Não há possível presente que não seja vertigem, que não carregue em si um enorme risco. Todo o resto é comodidade, é passado ou é futuro, é lamento ou é expectativa.

A beirada da Terra é também o centro da Terra. Axis Mundi. Dançar no topo do Himalaia. Tocar mundos, trocar mundos. Dançar mundos, dançar entre mundos.

Não se está completa quando se dança na beirada da Terra, nunca se está completa. Dançar na beirada da Terra não é buscar completude. É sentir as formas como se é incompleta. É sentir as formas como nossos vazios são fios que nos conectam às outras coisas. É indizível, está muito além de nomes e formas. É a dança xamânica que conecta os seres e que mostra o que existe nos diferentes mundos.

E o que existe?

Nada, nada existe.

É a experiência do nada que cria o mundo, no sentido anti-horário, fora do tempo do relógio. A batida do tambor está nos intervalos do coração.

A eternidade está suspensa entre dois pulsos…

(C. D. C.)

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