Namoro

Semana passada eu sonhei que estava namorando. Não me lembro direito do rosto do cara, só lembro que havia afeto. Estávamos viajando inclusive, em Machu Picchu. Ele me explicava algumas coisas e passeávamos pelas ruinas. Houve um beijo e só isso. Fiquei tentando me lembrar do que senti quando acordei. Acordei feliz, mas era só um sonho. Acordei me sentindo apaixonada, com um sorriso meio bobo. Levei o resto do dia normalmente. Acho que era um domingo.

Teve uma outra vez que sonhei com isso, mas foi um sonho bastante específico, e não era o mesmo cara.

Nesta mesma semana sonhei com “o namorado” de novo. E foi muito rápido. Estava quase chegando na Vila Madalena, estava chovendo e estava um trânsito terrível. Chovia. Estávamos quase chegando no metrô, mas o trânsito não deixava. Escurecia. Encostei a cabeça no vidro como sempre faço e caí no sono profundamente. Cheguei a sonhar, por 5 minutos. E sonhei com o namorado. Não fazíamos nada, havia só pillow talk mesmo. E afeto. O ônibus parou e acordei me sentindo meio idiota. Saí do ônibus, estava frio, escuro e chovia. Permaneci com o sorriso idiota.

Acho que esses sonhos não tem nada a ver com uma suposta vontade de ter um relacionamento. Acredito que tenha mais a ver com a forma que eu (não) me relaciono com as pessoas. Com essa barreira, enorme, que eu crio para qualquer coisa. Tenho meus motivos, mas essa barreira existe. Eu sou muito inviável. Talvez eu esteja cansada dela e apenas não saiba por onde, nem como começar a ultrapassá-la.

É muito fácil ser e se fazer vulnerável quando se tem uma muleta. Ou várias. Acredito que não seja o meu caso, mas preciso olhar isso mais de perto e com mais atenção. Ainda tenho muito medo. Ainda me recuso a confiar nos outros. E prefiro viver o sofrimento da reclusão a ter uma convivência de contínuas decepções. Se vou sofrer em ambos os casos, que eu sofra de uma forma que me desgaste menos.

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