2015

Quando eu penso nas palavras e nas estruturas do que preciso dizer, tudo sai absolutamente perfeito. Quando tenho tempo para escrevê-las, elas já me escaparam, não sei mais o que fazer. No momento, estou com sono. E cansada. E tenho feito muita coisa. E esperado muitas coisas. Esperarei coisas pra sempre. É o que faço. Mas algumas coisas estão mudando, sensivelmente. Ainda não sei o quanto, nem em que passo, só sei que estão. Algo parece se transpôr, dentro de mim. Algumas coisas não combinam mais com o que eu sou, nem com o que eu quero. Com as coisas que quero. Sejamos objetivos, não? Reviro os olhos, não penso no futuro. Sei que tenho que parar qualquer dia desses pra pensar no longo prazo. Eu apenas queria que as coisas me deixassem fazer isso. É difícil, não dou conta do tempo. Não sei se quero dar conta do tempo. Acho que quero deixá-lo correr ao seu próprio passo. Algumas mudanças bastante bruscas estão pra acontecer e eu sinto isso daqui. Não sei se boas ou ruins, mas bastante bruscas. Comigo, com quem eu penso que sou, com quem penso que sempre fui. Algumas mudanças, grandes, vão acontecer. E eu quero mais é que aconteçam. Acho que já as adiei por muito tempo, já as adiei por tempo demais. Não estou com medo, não estou apreensiva. Sinto que eu esteja correndo em direção a elas, planejando-as por baixo dos panos de certa forma. É como se não fosse comigo. Como se eu fosse testemunha dessa transformação íntima. Não há absolutamente nada a ser assumido aqui. Não há mais tempo para se assumir nada, planejar nada, querer nada. Apenas há o tempo de as coisas serem. Acontecerem. Se tornarem. Não há mais tempo para introduções agora que metade do caminho já está andado. A diferença é que, mesmo que eu mude absurdamente de rumo, a impressão que eu tenho é que apesar de tudo, eu vou permanecer aqui. Apesar de tudo.

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