Primeira

Um amigo querido veio me perguntar “qual foi a primeira coisa que você reparou em mim?”, assim, do nada, de supetão. Respondi o que sempre respondo quando sou pega de surpresa: “não sei, não me lembro”. Na verdade, fiquei de fato pensando em cada uma das primeiras vezes que nos vimos e no que eu senti em cada uma delas. Foram tantas e cada uma me revelou algo diferente sobre ele. Como é difícil arrumar palavras pra pessoas que são muito especiais. Qualquer coisa que eu diga nunca faz jus ao quanto aquela pessoa realmente importa pra mim. Me esforcei um pouco mais e vieram quatro palavras-chave, rápidas. O conheço há oito anos, nenhuma das palavras que escolhi foi em vão. Algumas tiveram full compliance, mas nem todas, aí tive de me explicar…. E explicar o porquê você gosta de alguém, depois de 8 anos, se aproximando bem do que pode vir a ser a essência daquela pessoa, é algo muito reconfortante de se fazer. Me senti próxima. “Qual foi a primeira coisa que você reparou em mim?”. Não sei, eu te vi primeiras vezes várias vezes… Pareceu uma inversão de papéis. Me senti meio cafajeste mesmo, mas não foi nada disso. Nada disso. Tudo o que falei foi verdade e em nenhum momento houve desamor.

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