Schadenfreude

A imagem de você
se tocando
meio
indignada

Aquele exato instante
em que você percebe
que sua mão está
entre as suas pernas

naquele exato momento
em que você se dá conta
do que está fazendo

e percebe
o que você está fazendo
e hesita
em continuar

Mas continua
E continua.

E nessa breve interrupção você
Você muda.

O ritmo.

E a sua
Contrariedade
Toma forma.

[…]

Eu gosto
Bastante
de você
se tocando

Indignada.

[…]

(Ainda estou com a sua indignação na cabeça. Uma imagem perturbadora, porque nela há irreversibilidade. Veja: você não parou. Você percebeu o que estava fazendo. E continuou. E em cada gesto seu eu quero crer que havia culpa. Uma culpa ancestral. Culpa por estar fazendo exatamente o que não deveria estar fazendo.)

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