Exagero & medidas

Eu sempre meio que me orgulhei de fazer comida “no olho”. Algumas receitas eu sei de coração porque vi serem feitas umas mil vezes na vida e acabei aprendendo assim. Mas de alguns anos pra cá eu tenho tido uma tendência pro exagero e pra falta de medidas. Outra coisa que não tenho feito em absoluto é a gestão do meu tempo. Uma coisa é você fazer isso no seu trabalho, outra, na sua vida. Fazer na vida é bastante ruim, o arroz queima, tudo queima, etc. Fato é que tenho andado bem esquecida. Mas isso não justifica nada.

Eu sei fazer arroz e feijão, por exemplo. E eu achava isso bom o suficiente, até hoje. Na verdade isso é uma mentira: eu não sei fazer essas coisas, eu penso que sei. Mas volta e meia o feijão queimava, o arroz empapava, até que isso começou a se tornar uma constante de uns tempos pra cá. Tem me irritado. Aí percebi que uso medidas mal e porcamente e que simplesmente não tomo conta do tempo. Claro. Hoje me lembrei que eu tenho um copo com medidas, que raramente uso. E aí me perguntei por que tão raramente?

O chef falou que para cada medida de arroz ou feijão, 2 medidas e meia de água são necessárias para o cozimento. Para o feijão eu sei que são 40 minutos depois que a panela começa apitar a pressão. Para o arroz eu ainda não tive coragem de desligá-lo para cozinhar no bafo quando ele já está seco e meio úmido e eu sempre acabo queimando ele, como foi hoje.

Outra coisa que preciso aprender, mas que vou aprender aos poucos que é deixar a comida “assentar” antes de comer. Tem gente que come logo depois que a comida está pronta “pra não esfriar”. Mas eu acho – e isso é bem pessoal – que isso é um erro. A comida é melhor saboreada se não estiver tão quente assim. Não precisa ser muito tempo: dois ou três minutos já está bom. Esperar, esperar e esperar. É isso.

Neste mês: comprei um relógio exclusivo pra cozinha. Bem grande. Fica em cima da pia. E começarei a usar mais o copo com as medidas.

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