bride

“Sempre te olham como uma heroína”. Eu cansei, sabe? Cansei dessa merda. Foda-se isso. Sério. Serinho. Chega. Não quero mais ser olhada dessa forma. Não sou heroína porra nenhuma, só estou tentando viver a droga da minha vida. Não sou heroína, de nada, de ninguém, de porra nenhuma. Eu só quero amar alguém e ser amada. Por que caralhos isso é tão complicado? Por que caralhos, aliás, isso é impossível? Às vezes me sinto a Bride do Kill Bill. Talvez eu não queira mesmo ser uma assassina mercenária e poderosa. Talvez eu só queira viver a minha vida, mesmo. Penso no quanto essa merda é injusta embora ninguém nunca tenha me dito que a vida deva ser justa. Não acredito que ser herói (ou anti-herói, ou vilão, ou persona, whatever) seja uma vantagem. Qualquer pessoa seja herói, anti-herói ou vilão jamais vai poder ter uma vida comum. Muitos adoram isso. Eu não sei se eu adoro isso – na verdade, boa parte do tempo acho uma merda. Não,  não estou pedindo arrego… Mas porra, as coisas poderiam ser um pouquinho só mais fáceis pra mim né? Só um pouquinho, caralho! Mas algo me diz que tudo só tende a piorar. Me diz, de que adianta eu ser uma heroína, ser a fodona, ser contra tudo e contra todos, conseguir tudo o que quero, do jeito que quero, pra no final do dia eu carregar aquela vastidão, aquela imensidão de vazio no peito? Não quero isso, não tô mesmo a fim de pagar esse preço. Só não largo tudo porque essa é a minha vida e se eu largar isso, será pra largar tudo de uma vez. Meus super poderes são meus piores defeitos: minha capacidade de observação e a minha intuição. Um poder auxilia o outro, praticamente. Eu simplesmente sei quando as coisas estão acontecendo e exatamente o que está acontecendo. Mas saber apenas nem sempre é o suficiente: me recuso a ouvir o que a minha intuição me diz boa parte do tempo. Ignoro as observações que eu mesma faço. Eu sou um fracasso, na verdade.

Eu sou uma fraude.

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