Objeto

Melhor do que se perceber objeto, é perceber que todo o resto é objeto. Para uns, mais afeição, para outros, menos. Quantifica-se. Mas todos tornam-se objetos, indistintamente. Meios para se chegar a fins vários e variados, objetos orientados a objetivos fractais. Coisas mesmo. Todos devidamente plotados em uma determinada função. Todos vetores. Enxergando assim fica mais fácil manipulá-los, todos. Olha-se a tudo e todos estão onde deveriam estar, como quero, como espero. Quase perfeito (pois perfeição é demais até mesmo pra mim). Tudo encaixa-se, harmoniza-se, fica como quero, como acho que deve ficar, como é o meu melhor. Aí é simples fazer acreditarem que podem confiar em mim. Fazer acreditarem que os desejo. Até mesmo que os amo. Objetos, números. Tempos. Todos previsíveis. E é sempre melhor que todos estejam, de algum modo (consciente ou não) à minha mercê. Quem não é objeto torna-se, quase que de imediato e necessariamente, ameaça. Então trato o objeto como objeto que é. Como estratégia para que eu chegue não sei bem onde.

Qualquer coisa aquém disso está além de mim.

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