Home sour home

É bastante ruim retornar para casa e perceber que, em qualquer bodega que eu for em São Paulo, sou muito mais bem atendida e a comida é um zilhão de vezes melhor e mais barata do que aqui. Ou pelo menos, quando não acontece a sorte destas três características virem juntas, no mínimo uma dessas três coisas é bem mais apelativa por lá. Esta é uma deprimente constatação.

Ok. Alguém poderia dizer que sou ridícula por ter ficado mal acostumada em um período tão curto de tempo, mas não pude deixar de notar essa diferença gritante. Eu entendo que uma coisa é você ir em um bar ou restaurante muito tradicional e outra é você ir num barzinho ou restaurante da esquina. Sou uma asquerosa antipática ou sou só eu no mundo que odeia garçom que pensa que é seu amigo?

Vai ver que é por isso que não dei certo no jornalismo e na comunicação. Se tem uma coisa que eu não tolero é a tal da forçação de barra. Venha de quem vier, seja de quem for.

Veja bem: se o barzinho é “da moda” e abriu ontem (leia-se, menos de 1 ano), sinto muito moço-garçom, mas eu não sou sua amiga: sou sua cliente. Fica a dica. Te conheci hoje. Antes de qualquer coisa, eu quero ser bem atendida. Quero que o que pedi não demore mais de uma hora pra chegar na minha mesa (seja por incompetência sua ou da cozinha).

O cancelamento do meu pedido certamente dispensará a sua “amizade”. Sua simpatia também não irá me impedir de procurar o barzinho que seja concorrente ao seu. Você não é meu amigo a menos que eu frequente esse bar ou restaurante com a minha família há no mínimo uns 15 anos e você tenha me visto crescer. Ou seja: not going to happen.

Sou nojenta, mas basicamente é isso aí.

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