a.

Como a vida seria mais simples se tudo pudesse ser encaixado em um fluxograma de acontecimentos previsíveis. Queremos o que não existe. Óbvio que isso não funciona, nem fornece respostas. No máximo realiza-se um mapeamento, muito conceitual e parcial de nichos de situações. Melhor que nada?

b.

Existe essa incapacidade de causar a mágoa consciente, proposital. De não levar a cabo planejamentos de revanche. É o tal do deixar barato que, neste caso é na verdade um deixar de graça. Acredita-se que isso ocorre por ingenuidade, ou falta de malícia ou coragem suficiente. A crença em carma também retém movimentações. Se faz presente então uma frustração, sensação de incapacidade (todos podem, menos eu). Tentam lhe convencer: esta é uma de suas virtudes. Acho que esta virtude é mentira. A impotência permanece.

c.

Restam ruínas.

Uma degradação. É você, sou eu.

O quarto ato.

Em uma releitura, não há crime, apenas sacrifício.

[Se você não me ama, ninguém te amará / Se você não me ama, ninguém me amará]

Um lento, mas muito gracioso, suicídio.

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