Sobre ciúmes

[Update – 19/09/2016]

Ciúmes é infantil. É pequeno. É torpe. Nunca partiu genuinamente de mim e, se partiu alguma vez, foi por conta de alguma motivação completamente externa à mim. Isso não faz parte da minha natureza simplesmente porque acredito que quem quer estar comigo de fato, está. E quem não quer, provavelmente dará mais atenção à outra pessoa – que não é melhor, nem pior que eu: é apenas outra pessoa. E tudo bem. Em uma conversa, a Silvia falou comigo sobre ciúmes e eu endosso cada palavra dela, hoje em dia.

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Nunca cheguei a sentir muito ciúmes na minha vida não, de ninguém acho. Pra mim é um sentimento muito difícil de sentir. É por que eu sou uma mulher de extremos: ou sinto um ciúme doentio, ou não sinto nada. Mas confesso que eu só senti ciúmes até hoje de pessoas que eu sabia que “não rolava nada” ou que “não tinham nada a ver comigo” (Go figure…). Das pessoas que sei que “são minhas”, ou que ao menos “fazem parte de mim”, não vejo motivos pra me irritar, me descabelar e fazer ceninha…

Só é verdadeiramente meu, aquilo que liberto.

Por algum tempo da minha vida (por um bom tempo) eu acreditei em monogamia, mas hoje em dia não acredito muito não. A vida é assim. Os homens são seres vulneráveis por natureza, eles gostam se ser livres apesar de muitas vezes temerem “essa tal liberdade”. Se eu sinto “ciuminho”, eu me esforço pra não demonstrar por que acho muito tosco. Às vezes os caras até gostam de “ciuminho”, mas eu pessoalmente acho bobo e confesso que, pelo menos pra mim não “apimenta” em nada.

Se o cara forçar muito a barra, o máximo que eu faço é falar “Não gostei dela” e se ele persistir e me perguntar “Por que?”, responderei o clássico “Por que sim”. Não preciso dar mais nenhum motivo além desse. Apresento-lhes então o meu ciúme: frio, seco e calculista. No mais, eu sou uma flor de plástico rapazes, com água bem docinha… É verdade. Sempre me esforço pra ser legal, querida, interessante… Mas a verdade é que eu sou uma chata. Ou ainda: sou como todas as outras. Mesmo. De verdade.

Sinceramente? Não gosto de me desgastar. Sou completamente a favor da minha auto-preservação, sempre. Eu sempre venho em primeiro lugar, independente do que for. Me esforçar pra não sentir, nem demonstrar ciúmes, antes de qualquer coisa, é uma forma de auto-preservação pra mim. Sei lá… Talvez eu “perca muita coisa na minha vida” me comportando desse jeito, me restringindo tanto. Tem gente que também pode vir dizer que “eu levo a vida a sério demais” ou coisa assim. Mas uma coisa eu já coloquei como certa pra mim: eu nunca mais vou esquentar a cabeça com relacionamentos na minha vida. Nunca mais. E eu levo isso muito a sério. Mesmo. De verdade.

Começou a dar dor de cabeça, angústia, aquela dor ruim no peito… Começou a “pesar” e dar efeitos colaterais esquisitos na minha saúde, eu simplesmente pulo fora. Não preciso disso. Gosto de pessoas livres, transparentes, livres de joguinhos, livres de necessidades sádicas, livres de masoquismos. Na verdade, eu cansei muito disso tudo. Sou uma pessoa muito machucada, que ainda está cheia de feridas e que continua profundamente desiludida nesse aspecto. E eu não queria que fosse assim, mas enfim.. I’m not easily impressed anymore.

E se com relacionamentos deus também joga dados… Bem…
…Guess I’m one unlucky sad bitch then…

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