He was just an illusion
Stuck in my own bad air
I’ve thought I had freedom, but
I was stuck in

I made
Choices without reason
Choices without reason
Invite strangers in
And meet them

He was just another man, tryn’a teach me something
He was just another man, tryn’a teach me something

I never expect much
From anyone
So I’m never dissapointed, and I
Never have to trust

I made
Choices without reason
Choices without reason
Invite strangers in
And meet them

He was just another man, tryn’a teach me something
He was just another man, tryn’a teach me something

Repassando um texto que a Nadiajda Ferreira postou no stories do instagram dela, pois considero o conteúdo pertinente demais pra mensagem ficar só por lá e gostaria de fazer coro e endossar tudo o que ela escreveu. Quem curtir, pode segui-la no instagram onde ela muito frequentemente posta coisas incríveis e engraçadas: https://www.instagram.com/shibbolethv/

“Estamos passando por um momento delicado que, direta ou indiretamente, influencia toda a população etc vocês sabem. Mesmo que você more dentro de uma caverna (e se você mora numa caverna me convide para ir na sua casa), a VIBE do país está te pegando nesse momento. Infelizmente, D’us que me perdoe, mas eu vou cometer um textão de stories. #namastreta

A vibe está ruim. De todos os lados. Vibe de guerra, pegajosa, raiva, ódio, tristeza, disputa de poder, dúvida sobre a sobrevivência e a dignidade. A vibe influencia tudo que acontece. E tem gente que sabe se beneficiar da vibe e inflar a vibe.

Aí fica simples né: qual vibe você vai alimentar?
A vibe de esperança ou a vibe de medo?

Não é simples assim e eu não gosto de explicação rasteira, mas aqui, agora, especificamente e sem espaço para justificativas, tem lado certo sim. E tem um lado para quem toda a desgraça que vier é pouca. Tem gente desse lado. Gente boa, gente que não é louca nem nada. Mas estão fazendo uma escolha. Beleza, deixa lá que não é problema seu.

1. Você não vai salvar o mundo. Não encha o saco, não teste, fale o que sentir necessidade de falar pra marcar sua posição mas não avance e nem morda. Atacando frontalmente, você perde energia e essa energia zangada, melequenta, entra no caixa do lado de lá.

2. Preste atenção no seu estado mental e emocional. Não entregue os pontos, não diga que fudeu, preste atenção no que você diz e mentaliza. Sim, isso importa. Abracadabra, eu crio enquanto falo. Magia é mental, eu fortaleço as construções mentais as quais retorno, sempre.

3. Reze. Medite. Fique quieto. Fique calmo. Fale sozinho em voz alta. Converse com seus bichos. Converse com suas plantas, com seus cristais, com suas crianças e com seus amigos. Converse com o que habitualmente não te responde e se treine a ouvir a resposta. Tudo te responde, você que não ouve. Tudo te responde, cuidado com a sua voz, cuidado com o que sai da sua boca!

4. Silencie. Se organize. Se planeje. Se acalme.

5. Você tem um corpo que é animado por um lance que vamos chamar de energia. Essa energia pode estar vibrando alto, e aí você está animado, com a mente afiada, disposto etc; ou pode estar vibrando baixo, e aí você está de bad, sem vontade de nada, irritadiço e triste. É importante tentar manter uma higiene mental e emocional pra ser possível se alinhar com uma vibração mais alta. Isso não quer dizer que está proibida a bad ou a raiva. Quer dizer que você vive a bad, a raiva e depois sai de dentro delas e dá restart — não se alimenta delas e nem permite que elas se alimentem de você. Dentro da sua mente, você é soberano. Cuide do seu espaço mental e das suas atitudes emocionais nesse momento. É necessário estar atento. Não se alimente de nada, não deixe nada se alimentar de você. Se for de reza, reze; se for de meditação, medite; se não for de nada, faça algo que te relaxe e te leve pro seu centro. Encontre seu centro. Ajude as pessoas a encontrarem os centros delas. Ajude quem pedir ajuda, não ataque, não confronte. Você tem duas armas: o silêncio e a atenção. Use seu silêncio de maneira sábia, preste atenção aonde investe sua energia.

6. E então aja. Com amor, compaixão, calma, atenção e maestria. Preste atenção em cada pequeno gesto e não deixe o medo comandar suas ações. Aja pela sua própria vontade, não permita que nada contamine sua vontade.

7. E cuidado.
Não terminou ainda.
Não se desespere, você tem que agir.
Mas primeiro você precisa tomar as rédeas de si mesmo.

“Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.”

[Invictus, William E. Henley]

– Sério, percebo uma mudança de atitude em você. Acho que você está mais tranquila e confiante do que das outras vezes que vi você falar de relacionamentos.

– Sim… Eu baixei a guarda. Estou vulnerável. Não estou forçando nada e também abri mão de querer controlar a parada. E o paradoxo dessa posição é que ao mesmo tempo que ela é extremamente frágil, também é incrivelmente poderosa.

– Na verdade é porque no contexto todo não existe poder de verdade. O que existe é o fluxo. Quando você tenta reter o fluxo, você “perde”. Quando você segue o fluxo, você “ganha”… Mas ainda assim “perder” e “ganhar” não são expressões muito adequadas. Mas enfim… Acredito que você saiba dessas coisas mais do que eu.

– Sim. As palavras são ruins, né?

– São porque trazem juízo de valor.

Um líder que representa ideias e ideais de um mundo que está morrendo e que venera a morte, o sacrifício cego e a escassez, como qualidades a serem perseguidas. Com fanáticos delirantes, suicidas, alucinados e cegos pela fé, que o apoiam porque não conhecem outro mundo além desse e também são incapazes de concebê-lo..

Em um lugar predominantemente hostil, permeado com uma extensa camada de vassalos ignorantes e escravos, onde os fracos – geralmente infiltrados – parecem não ter exatamente muitas chances. Ideias que precisam ser resgatadas e preservadas… O mundo é abundante, mas queremos muito acreditar que não é.

Ou ao menos de que ele não é pra nós todos.

Essa história já foi contada várias vezes, parece. E ela não vai parar de ser contada tão cedo, também parece.

 

Título Original “7 Phases of a Woman’s Becoming – The Heroines Journey Home“, por Lauren Wallett, publicado originalmente no site Witch, de Carolyn Elliott

Cara prezada, nascida para superar, descobrir e recuperar.
Rebella, linda rebelde, em sua jornada de retorno…
Aqui estão as 7 fases do tornar-se heroína.

(Onde quer que você esteja, olá, da escuridão das fases II e III…)

I O início

Fase um: Ela

“Controle: um truquezinho perverso. Funciona pra você, enquanto você em retorno, trabalha para ele.”

A menina auto-aprisionada. Mantida em segurança pela cela de segurança que escolheu. Seu transtorno alimentar, relacionamento abusivo, casamento, vício.

Qualquer um desses / todos tem o mesmo resultado, um sentimento impotente de desgraça iminente. Um sentimento de “não é isto”.

Junto a isso tem a descrença de que qualquer outra coisa além disso seja possível. A não ser que ela mesma se dê a permissão para afastar-se de sua escolha por controle.

Quando ela alcança o ‘Talvez se…’ ela já esteja no caminho para o buraco do coelho.

‘Ela’ rende-se à possibilidade a algo além de…

Fase Dois: Tornar-se

Sua crisálide. Perdida no desconhecido, sua transformação começou. Ela trocou de pele várias e repetidas vezes.

Abandonou personas, personalidades e princípios. Tudo o que não serve mais em seu processo de tornar-se. Frágil e ferina, ela está no meio do caminho para o renascimento.

Bem vinda ao bagunçado e enlamaçado meio do caminho… A coisa está esquentando.

II A queima

Fase Três: Eva

“Mordi a maçã”

É hora do seu êxodo do jardim do Éden.

Ao render-se ao seu falso senso de controle, ela provou a possibilidade da verdadeira liberdade. O estágio um a preparou para abandonar o jardim.

Revisitamos nossa fase de Eva quando não mais conseguimos ignorar que sabemos que há mais para nós. Ela provou da verdade e agora tem sede dela.

Abandonando sua zona de conforto, ela diz adeus ao Adão metafórico ou literal. E segue em direção ao desconhecido mais uma vez.

Fase Quatro: Lilith

Aviso: não é para as fracas de coração. Quando você dá as boas vindas a Lilith, a realidade como você conhece se dissolverá. Lillith engole a tudo. Bem vinda a raiva, a dor e a rebelião selvagem.

Acabou a menina boazinha.

Agora toda mulher consegue o que quer sem se preocupar com as consequências.

Quando a Lillith está presente, Kali está por perto. Mudanças radicais acontecem e te jogam numa onda profunda de emoção raivosa.

Você está no olho do furacão e um tornado de caos está a sua volta. Perspectivas mudam e a realidade como você conhece entra em pane. Segure-se em meio a tempestade, pois isso durará por algum tempo.

Enquanto as chamas te devoram, entregue-se a elas. Você não pode mais postergar a queima. Sua vida está em chamas… Dance no fogo.

Fase Cinco: Bruxa

O maior ícone feminista de todos: a bruxa.

Sozinha nas matas, fazendo poções mágicas e se juntando em covens. Deixe que julguem. “Odiadora de homens!” vão dizer se acovardando com medo do fogo – um resquício permanente no brilho dos seus olhos.

Você viu coisas, você sabe de coisas agora. E existe poder nessa sua “sabedoria”. A intuição formada pela tempestade é afiada nas difíceis pedras de um passado doloroso e inevitável.

Você tem se preparado toda sua vida. Uma bruxa guerreira mágica, que é capaz de manipular o tempo e mudar de forma física, que transmutou sua dor em poder. 

Um elixir interno que produz manifestações externas intencionais. Agora sob a luz da lua, nos juntamos às outras para brincar…

E aqui somos recompensadas com uma lembrança: nós nunca estivemos sozinhas.

 

III O nascimento

Fase Seis: Deusa

Deusa gloriosa, majestosa em seu patrimônio. Ela se mantém em uma postura alta, a cabeça inclinada para cima, com as palmas das mãos voltadas para cima, com espírito canalizador, a serviço dos outros.

Limpa após o fogo, com a pureza da paz em sua volta.

Ela partilha suas dádivas com o mundo. Em um estado de graça de plena abundância, ela inspira gratidão e expira possibilidades. Em seus momentos de verdade maior, ela reflete a melhor versão de nós.

Sua vibração está emanando luz branca. A culminação de suas cores caleidoscópicas, o tecido entrelaçado de sua maquiagem. Sua frequência é sempre presente. Transcendência.

Ela é a melhor dádiva do estado de alegria de ‘aqui e agora’. Seus desejos estão em harmonia com sua realidade co-criada.

Com o mundo em suas mãos, a glória em ser a Deusa.

Fase Sete: Eu

“Eu sou”

Eu é Ela que se tornou ela mesma. Ela alcançou a si mesma.

Lembrou-se de quem ela sempre foi e revelou sua própria natureza ao mundo. É o ponto de retorno.

O sempre, todas as fases em perpetuação circular. Empoderada ao invés de subjugada por suas emoções, tudo flui através dela, o que quer que seja. ‘Eu’ é ‘Ela’ que reivindicou seu corpo como seu. Redefiniu sua contribuição ao mundo.

A partir de um ato corajoso de rebeldia selvagem, para uma revolução sustentável, criativa e auto-regenerativa. O ‘Eu’ verdadeiro é a culminação. Complexo e mais interessante do que qualquer um dos ‘elas’ separados que lutaram pela primeira posição na performance da vida em encaixar-se em padrões.

E, que sempre fui e sempre sou, por baixo da superfície, além dos mares de tristeza e dos fogos de raiva. Silenciosamente apenas eu, ‘Eu sou’.

A inversão

O segredo para desbloquear as fases dos estágios é a Inversão. De cabeça pra baixo. Apontando para uma direção: para dentro. O divino feminino, a Yoni assustada, o ponto de entrada.

A ferida profunda interna que nos mantém trancafiadas, engarrafadas, nos escondendo ao invés de nos revelar. Castradas ao invés de liberadas.

Nosso medo, unificando coletivamente mas isolando vergonhosamente. Isso nos mantém escondidas.

A parte que consideramos pecadora. Nossa ‘maluca’ da camisa de força. O algo que nos impede.

Nossa vergonha sexual. Nosso trauma. O que quer que seja.

Abordamos nossa vergonha sexual: o trauma, o abuso, o poder mal utilizado. Os segredos que nos mantiveram doentes por dentro. Aquele machucado no centro da tristeza.

Algo tão escuro e aterrorizante, que faríamos qualquer coisa para não olhar, nos distraindo disso.

Só então nós desbloqueamos e começamos a descobrir. A superar. Nosso processo de recuperação inicia aqui. Nossa reinvindicação é nossa maior rebelião.

Todo progresso é através do processamento. Imersão na inversão. E depois do triunfo de nossa jornada, nossa celebração através de nossa revolução criativa, nossa vida de trabalho… Então nos permitimos a chegar, em casa.

De mal menor em mal menor, fez-se o mal maior. De contenção de dano em contenção de dano, o estrago já está feito. Isso não significa que, por já estar feito, devemos trocar o mal que está por um pior. O fundo do poço tem alçapão. Decisões baseadas em medo tomadas reiteradamente chegam nesse ponto de entropia que estamos. Onde, aparentemente, não há o que ser feito… Quando na verdade há sim. Sempre existe alternativa. Não barganhem com o que existe de pior, nunca. Não barganhem, não dialoguem. Não é hora disso. É hora de e opôr, frontalmente mesmo. Não negocio com terroristas.

Faltam dois meses pro ano acabar e nessa época muitas coisas acontecem ao mesmo tempo em que nada acontece. É difícil ter a consciência de se preparar ao invés de se desesperar e escapar prematuramente desse momento. Há muito a ser feito e não há absolutamente nada a se fazer. Uma chefe ausente, uma mesa vazia. Várias despedidas, uma despedida final. Não queremos vitórias, não sabemos mais o que queremos.

A gente pode ser tanta coisa, mas tanta coisa… Aí a gente vai lá e escolhe ser justamente o que querem que sejamos. A gente sempre parte disso, como se isso salvasse qualquer coisa. Não salva. Não remedia. Não faz com que obtenhamos nada. É oco, vazio.

Sempre fico abismada quando uma pessoa que já considero inteligente para um caralho fala “ainda há muito o que aprender”. É possível o que já é vasto ser ainda mais ilimitado? Onde essa pessoa termina? Essa pessoa termina, de fato? O que termina? Fico mais abismada ainda quando, no meio de uma possível intempérie, a pessoa olha pro olho do furacão e diz “a vida é curta e deve ser vivida em seu máximo”.

Esse tipo de coragem frente a vida, frente as mudanças, frente a tudo desperta o que há de melhor em mim. A ideia disso tudo, a ideia desse ser, disso que pra mim virou algo abstrato, algo que pode ser qualquer coisa, pode estar em qualquer lugar, essa centelha de alma que brilha ali, ao longe… Acende alguma coisa aqui dentro também. Acende quase que um alívio, quase que uma esperança. Quase. Não basta. Nunca basta. E é o suficiente sendo assim.

Entende o que eu digo? Parte daí, disso aí. Desse nível.

“Tudo por aqui é imenso”, eu disse quando me deparei com uma dimensão que desconhecia. Mas essas palavras tem dimensões que escapam a linguagem. Imenso seria uma palavra inadequada, insuficiente. Tudo por ali não tem fronteiras e por isso sopra aqui dentro. Mesmo depois de tanto tempo, mesmo tão longe. Mesmo dimensões e realidades depois. Cacete, que encontro. Que encontro! Que sorte a minha.

Que sorte eu tive de estar viva nessa mesma época e nesse mesmo lugar.
O que você pode fazer por mim, hoje, é limitado. E sempre será. E que bom.

Eu quero você mais do que tudo.
Eu não preciso de você. Em absoluto.

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