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	<title>Crônicas Atípicas &#187; Rio de Janeiro</title>
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	<description>O que dá sentido à existência, é o registro.</description>
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		<title>Crônicas Atípicas &#187; Rio de Janeiro</title>
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		<title>Afetos vulgares</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 05:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[I. Irascível
A noite vi o beijo. Em novembro do ano passado era o nosso e agora mesmo já era aquele. Não lembro do que senti na hora. Lembro apenas que reconheci aquele momento. Não soube definir o que era aquilo. Acho que nunca saberei. Não sei se foi ciúme ou inveja. Talvez não tenha sido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2905&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>I. Irascível</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A noite vi o beijo. Em novembro do ano passado era o nosso e agora mesmo já era aquele. Não lembro do que senti na hora. Lembro apenas que reconheci aquele momento. Não soube definir o que era aquilo. Acho que nunca saberei. Não sei se foi ciúme ou inveja. Talvez não tenha sido nada disso mesmo. Virei o rosto e segui andando. Ele sabia onde eu estava, sabia quem eu era e só veio me dar um beijo no rosto depois de uma lata de cerveja e meia. Fiquei constrangida, mas não muito. Sou observadora demais pro meu próprio gosto, às vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias depois, numa festa, assim que me viu, me abraçou apertado, colou aquele rosto com barba por fazer no meu e sussurrou &#8220;coisa gostosa&#8221; no meu ouvido. Eu ri. Ri alto. &#8220;Pode voltar pra sua namoradinha agora&#8221; pensei, mas não disse, óbvio. Essa frase, na verdade essa situação me encheu de um tesão irascível. E eu não fiz absolutamente nada, como sempre. Maldade gratuita não é o meu forte. Eu estava sóbria. E dançava. Eu só queria dançar. Na verdade, é tudo o que sempre quero. Faço jus ao meu nome.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>II. Dos erros</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Tenho uma convicção muito imbecil acerca das coisas. O perigo habita exatamente no lugar onde não digo não nem sim. Nessas horas não consigo dizer nada e ofereço apenas um olhar suntuoso pra quem estiver na minha frente, olhando pra minha cara. Queria me lamber. Eu disse que não. O primeiro erro foi pedir. O segundo, insistir. E quando lhe digo &#8220;não me tente, garoto&#8221; é por que você perdeu.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>III. Do dançar</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Me olham quando eu danço.</p>
<p style="text-align:justify;">Danço.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que me olham?</p>
<p style="text-align:justify;">Seria a música, as luzes o ritmo cadenciado? Seria eu mesma por trás de toda essa máscara noturna? Talvez não. Acho e penso que não. Tenho certeza absoluta que não.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que páram de me olhar quando não danço?</p>
<p style="text-align:justify;">Movimento, curvas, sinuosidade. As pessoas se alimentam disso.</p>
<p style="text-align:justify;">Também sei dançar inerte, sabiam?</p>
<p style="text-align:justify;">Continuem me ignorando.</p>
<p style="text-align:justify;">Continuarei dançando.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>IV. Do isolamento</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Enxergo as pessoas mas não as vejo. Enxergo por outros meios, nada ortodoxos, nada convencionais. Analiso. Muita gente, poucas pessoas sempre. Gosto de pessoas. De algumas. Não tanto quanto gostaria e bem menos do que deveria. Até simpatizo com algumas. Num amontoado de gente numa festa, ao mesmo tempo em que danço, me distancio e observo a todos. Dançar é socializar-se, mas na verdade, eu me isolo. E observo mais e melhor enquanto me movimento.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>V. Da sociabilidade</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Você já deu um &#8220;oi&#8221; sem querer ou talvez por engano alguma vez na vida? Eu já. É e não é agradável ao mesmo tempo (Fato: sou uma negação até quando não estou tentando ser sociável).</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VI. Ela</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Era pra ser um encontro marcado, com horário e local exatos. Mas foi um encontro espontâneo, no sentido mais certo que essa palavra pode ter. O cabelo dela tinha crescido e estava diferente. Eu estava tímida. Ganhamos as ruas, o metrô, a bagunça do comércio do centro. Ela tinha prometido uma surpresa, me levar num lugar em que eu iria gostar. Entramos em alguma ruazinha pra logo em seguida entrar no Real Gabinete Português de Leitura. Eu ouvi aquele ruído silencioso, um silêncio sinistro comparado a desordem sonora da rua.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo depois, um doce, um brownie quente com sorvete de creme. E um capuccino, no Bistrô do Paço. Foi a conversa mais longa e saudosa. Senti saudade de me sentir daquela forma: confortável, aconchegante. Senti carinho, grande, imensurável. Não soube explicar por que me faltou ar e meu coração bateu mais rápido quando lhe dei um beijo no rosto, agradecendo por um presente. Se eu fosse branca, certamente coraria. Tenho uma certa dificuldade em demonstrar afetuosidade, mas sempre faço do meu jeito, embora às vezes me ache um pouco desajeitada. Uma pena eu não ter dito o quanto eu sentia a falta dela. Mas de qualquer forma, acho que ela sentiu isso de um modo ou de outro.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VII. Aquele abraço</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sempre tenho a impressão de que o nosso abraço poderia ser mais longo. Nunca sei o tempo exato de &#8220;desabraçá-lo&#8221; pra então poder dizer &#8216;oi, como vai?&#8217;. Acho que o abraço poderia dizer várias coisas por mim, como &#8220;estou com saudades, que bom te ver de novo&#8221;. Por mim, nosso abraço duraria uma eternidade. Eu deveria ter vergonha de afirmar isso pra mim mesma, mas curiosamente não tenho. Não tenho por que não carrego culpa de nada e nem me sinto errada. Me sinto pequena dentro daquele abraço, mesmo que ele seja breve demais pra mim. Me sinto cuidada quando atravessamos a rua. Me sinto cuidada com vários olhares dele. Os olhos, os olhares entregam as pessoas. E o olhar dele nunca foi de malícia e nunca foi atuado. É um olhar de carinho e preocupação e eu entendo isso. Me sinto querida e bem vinda, todas as vezes.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VIII. Da emoção reprimida</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fazia alguns meses que não nos falávamos. E então ele me entregou meu presente de aniversário e, claro, fiquei constrangida como sempre fico quando recebo presentes, elogios, etc. Não por que ache que eu não mereça, mas.. Enfim, a situação toda agravou ainda mais esse meu jeito desajeitado de ser. Quando vi o que era meu presente, meu rosto se iluminou e eu me emocionei. Me emocionei, mas como percebi que ele ficou <em>visivelmente</em> constrangido, tratei logo de disfarçar a emoção com frieza.</p>
<p style="text-align:justify;">Engoli o choro e devo ter dito algo como &#8220;Poxa, muito obrigada mesmo&#8221;, mas que não me pareceu como um agradecimento genuíno nem em mil anos luz.. Me senti falsa por que me contive. Fiquei triste por dentro, mas foi melhor assim.  Talvez até tenha sido melhor não perder a compostura. Nunca tinha feito isso,  nunca tinha me privado de me emocionar e confesso que  achei bastante difícil. Difícil, mas não doloroso. É só recuperar o fôlego e continuar. E no fim da noite, um pedido de desculpas quando, <em>aparentemente</em>, não fiz nada de errado. Carregava uma culpa que nem eu mesma sabia qual era. Só sabia que era pesada.</p>
<p style="text-align:justify;">E pedir desculpas não me aliviou e nem me fez sentir melhor, só mais idiota. Mas ainda: foi melhor assim. Às vezes a minha imbecilidade e fragilidade com as coisas que acontecem é tanta que eu nem consigo acreditar que sou eu. Acho que &#8220;perdi a mão&#8221;, o jogo de cintura. Sei lá, quero pensar nisso não.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>IX. Perguntas que não calam</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Por que demonstrar afeto por alguém é tão simples mas tão difícil? Existem formas bem claras de se demonstrar afeto: dinheiro, presentes, carinho, abraços, beijos, sexo. Mas quanto as formas não tão objetivas de se demonstrar afeto? Um olhar, um sorriso, algumas palavras ou ainda, presentes que contenham palavras. Ou sentimentos muito bons que não conseguimos explicar, nem ver, apenas sentir. Não sei. Prefiro os afetos que parecem que <em>não estão ali.</em> Eles duram mais e por mais tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">O que faz com que as pessoas se apaixonem pela gente? Como a paixão acontece na nossa cabeça?</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei explicar, só sei que, ao que tudo indica, é <em>essencialmente</em> espontâneo. Não nos forçamos a nos apaixonar por ninguém, nem podemos forçar ninguém a se apaixonar pela gente, pois aí já não é algo legítimo, mas forjado. Minha experiência pessoal diz que nada que é <em>induzido</em> nesse sentido pode ser muito bom. Situações fabricadas serão, sempre, situações fabricadas. E não há nada que mude isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que algumas pessoas tem a necessidade de <em>manterem-se</em> apaixonadas pra sentirem-se vivas?</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei. Esse nunca foi o meu caso. E <em>nunca</em> será.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X. Do cuidado</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sou péssima com presentes pros outros. Apesar de ser boa observadora, se sou privada do convívio a coisa se torna um tanto quanto mais difícil. Ainda assim me senti que deveria retribuir a delicadeza, sem contar que em alguns dias seria o aniversário dela. Lembrei-me que no dia do meu aniversário este ano ela me enviou um e-mail carinhoso, com uma fotografia linda de orquídeas. Então nem fui muito criativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Andar nas ruas com aquela planta foi um privilégio pra mim, e cuidei dela por alguns instantes. A protegia com as mãos quando um vento forte aparecia e segurava melhor o caule pra que não se partisse. As pessoas me olhavam, cada um de modo diferente. Não é muito comum encontrar uma pessoa com uma orquídea grande dentro do metrô. No caminho, quatro pessoas sorriram pra mim, afetuosamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Percebi nos olhares delas que se perguntavam &#8220;será que ela ganhou ou está levando de presente?&#8221;. Eu só as observava quieta, olhando por cima das orquídeas brancas. Acho que o meu presente agradou. Espero que sim, pois o entreguei com um carinho muito especial. E então, conversamos. Falei sobre algumas angústias e pedi conselhos. Não exigi nada, simplesmente compartilhei algumas coisas minhas. Senti então muito cuidado nas palavras dela, instigando minha proteção. Um cuidado que senti verdadeiro, genuíno.</p>
<p style="text-align:justify;">E de fato depois da conversa a angústia passou e comecei a entender algumas coisas por uma outra perspectiva. E melhorei muito. Ao me abrir e confiar, só tive a ganhar. Soube como agir melhor, pra me proteger.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XI. Da proximidade acidental</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O destino é muito irônico, ri com dentes podres na nossa cara.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes do último dia, adoeci. Com direito a baixar hospital, correr pra emergência e tomar qualquer coisa intravenal que fizesse aquela dor parar. Foi horrível. Foi um fiasco.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi 2006 redivivo, só que desta vez a vítima fui eu.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da situação ruim, houve a preocupação e aí sim o cuidado se tornou mais do que evidente. Foi uma proximidade acidental, mas que me agradou muitíssimo. Olhei pra ela e disse &#8220;você é a próxima vítima, pode acreditar&#8221;. E depois conversando com ele pensamos em várias coisas que poderiam ter causado aquela dor estomacal: tensão, ou sei lá, somatizei algo. &#8220;Qualquer coisa é gatilho quando há predisposição&#8221; ele me disse. Talvez. Não me preocupo em pensar muito nisso não. Só sei que aconteceu e sei que isso que vou dizer vai soar horrível mas &#8220;foi bom passar mal&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XII. Da memória</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fiquei em Botafogo a maior parte do tempo, gostei de lá, mas andei pouco. Conheci uma parte da Urca que me marcou muito, Praia Vermelha, chinelo, vestido branco e colar de contas. No fim, tudo teve que ser resolvido às pressas, tive de sair correndo com malas, prazos, horários, pra então sair de novo, ir, vir e encontrar-se novamente. Acho que desde janeiro eu queria conhecer o Parque Lage. Acho que era fim de tarde. Chá de maracujá e maçã. Eu vi a piscina, lugar com o qual já tinha sonhado algumas vezes, mesmo sem nunca ter estado lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Fazia muito tempo que eu não andava pelo mato. Achei bonito aquela mistura de pedras, ruína e floresta. Gostaria que meus olhos fossem capazes de tirar fotos. Estava um tempo agradável. Nossos nomes foram escritos numa parede. E depois de andar mais um pouco, apareceu uma piscina natural, com carpas imensas. Tinha uma cachoeira também&#8230; Tudo parecia um sonho, mesmo. Lembrar disso agora me faz sentir esquisita, não sei o que acontece.. Um frio na barriga estranho. Acho que é por que ainda está muito recente na memória.</p>
<p style="text-align:justify;">E depois, um mirante, onde era possível ver a lagoa Rodrigo de Freitas, parte de Ipanema e Leblon, se não me engano. Prometi pra mim mesma que guardaria aquele momento pra sempre na minha memória.. Mas sempre que prometo eventualmente esqueço. Promessas não são nada espontâneas. Lembranças são.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://equipesolavanco.googlepages.com/parquelage"><img class="aligncenter size-full wp-image-2958" title="mirante-full" src="http://cronicasatipicas.files.wordpress.com/2009/07/mirante-full.jpg?w=600&#038;h=450" alt="mirante-full" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XIII. Do fim?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos post mais acessados deste blog tem o título &#8220;Como esquecer alguém?&#8221;. Escrevi e não me arrependo, mas hoje sei que é bobagem. Hoje sei que não é possível esquecer ninguém, por mais que se tente. Na verdade é  o maior dos paradoxos: a gente sempre se lembra de esquecer. É uma ferida, um recalque que se torna aparentemente incurável. E é ridículo, não condiz mais com quem eu sou hoje em dia.</p>
<p style="text-align:justify;">E a gente sente essa vontade de esquecer por &#8216;n&#8217; motivos, geralmente relacionados a desentendimentos, brigas ou simplesmente por que o que havia acabou. Os motivos vão desde algo besta como &#8216;não gostei do que você disse/fez/insinuou&#8217;, algo mediano como hostilidade gratuita advinda de TPM até coisas &#8220;graves&#8221; como traição, etc (apesar de eu não acreditar em traição, mas aí é outro post).</p>
<p style="text-align:justify;">A diferença é que, quando eu era mais nova, o custo de se adaptar às situações e às pessoas pra mim era muito alto, eu não conseguia, não tinha como. Eu era inflexível e de certa forma me orgulhava disso. Hoje em dia é diferente, penso em viver com leveza e pago caro por isso, mas pago com gosto. Às vezes esforçar-se pra esquecer não vale a pena, pois é um esforço em vão.. Ainda mais quando o motivo não é dos mais fortes. É tudo uma questão de saber se comportar.</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é que as pessoas &#8211; de modo geral &#8211; farão o que puderem pra te machucar, às vezes conscientemente, às vezes não. Às vezes por sadismo, às vezes por defesa. É preciso saber reconhecer e fazer escolhas, entre continuar ou parar. E às vezes eu me machuco por pouco, por muito pouco e reconheço isso. E percebo que o motivo pelo qual me machuco é tão bobo, tão infantil, tão&#8230; pequeno, pobre.. Que realmente seria <em>muito imaturo</em> da minha parte manter isso em tão alta conta.</p>
<p style="text-align:justify;">Me preocupar com pobreza e com pequenez de algumas coisas não combina com a minha personalidade generosa. Sou generosa e expansiva sim, e também cobro pouco, mas não deve se confundir esse meu comportamento com  um <em>deslumbre sentimental</em>, como se todas as pessoas devessem me amar  o tempo todo  (e provar que me amam o tempo todo também) ou se apaixonarem por mim indistintamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso não existe. Nem comigo, nem com ninguém.</p>
<p style="text-align:justify;">Todo mundo é detestável em alguns aspectos. E só não se enxerga o que é  realmente detestável em alguém quando não se vai além do que é superficial e material.. O que é muito comum hoje em dia. Faz algum tempo que cansei de pessoas que se utilizam de afetos vulgares..</p>
<p style="text-align:justify;">E então, saio de determinadas cenas.</p>
<p style="text-align:justify;">E assim permaneço outras. Pra sempre.</p>
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		<title>A promessa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 10:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentidos]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[Observações]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Estávamos em uma livraria / loja de dvds, quando meu amigo apontou para uma foto de atriz, linda e inacessível, na capa de algum filme:
- &#8220;Poxa&#8230; ela está foda nessa foto.&#8221;
Ao que eu respondi:
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E logo depois acrescentei, para o meu próprio espanto:
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estávamos em uma livraria / loja de dvds, quando meu amigo apontou para uma foto de atriz, linda e inacessível, na capa de algum filme:</p>
<p>- &#8220;Poxa&#8230; ela está foda nessa foto.&#8221;</p>
<p>Ao que eu respondi:</p>
<p>-&#8221;De fato, mas você sabe,&#8230; Essa foto é uma promessa&#8230;&#8221;</p>
<p>E logo depois acrescentei, para o meu próprio espanto:</p>
<p>- &#8220;&#8230; Agora, se você a conhecesse, o que ela teria de fazer, para cumprir tamanha promessa?&#8221;</p>
<p>Meu amigo emudeceu, melancólico.</p>
<p>Via <a href="http://www.fotolog.com/caron_barqueiro/59872555">/caron_barqueiro</a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2747/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2747&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pieguices</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/01/28/pieguices/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 22:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ELE]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Falei pra ele que tinha escrito um texto um tanto quanto piegas. Se não me engano, esse texto está escrito no meu diário de 2008 e eu preciso melhorá-lo ainda, refiná-lo. Pretendo postá-lo aqui daqui um tempo. Mas de qualquer forma, esse texto são só palavras&#8230; E eu não deveria me apegar tanto a elas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2701&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Falei pra ele que tinha escrito um texto um tanto quanto piegas. Se não me engano, esse texto está escrito no meu diário de 2008 e eu preciso melhorá-lo ainda, refiná-lo. Pretendo postá-lo aqui daqui um tempo. Mas de qualquer forma, esse texto são só palavras&#8230; E eu não deveria me apegar tanto a elas, apesar de elas me agradarem bastante.</p>
<p style="text-align:justify;">Na verdade elas não só me agradam, como servem ao seu propósito, que é fazer com que eu me identifique e que comunique algo que considero importante, marcante. Sempre tento fazer com que a minha pieguice não fique esdruxulamente vulgar, mas tem vezes que não consigo e aí acho constrangedor (até pra mim mesma). Algumas coisas não são tão simples quanto parecem. Mas eu faço o meu melhor.</p>
<p style="text-align:justify;">Às vezes falar é melhor do que escrever. E eu falei sobre isso pra ele, mas não falei tudo o que gostaria e como gostaria. Não vi necessidade disso. Às vezes o melhor mesmo é não dizer coisa nenhuma e não estragar as coisas. <em>&#8220;Words are very unnecessary&#8221;</em>. Às vezes sim, mas outras vezes eu sinto mesmo necessidade não só de entender o que sinto, mas também de comunicar o outro. E aí me vejo num impasse. Mas sempre acabo resolvendo.</p>
<p style="text-align:justify;">E o meu único pedido, sempre, é que <em>acreditem</em> em mim e no que sinto. Não é muito, mas eu sei que <em>é tudo</em>. Isso depende muito da pessoa, imagino.</p>
<p style="text-align:justify;">É engraçada a forma que as coisas acontecem de forma completamente diferente e nada previsíveis. Não pensei que tudo fosse correr bem. Pensei na verdade que fosse sei lá.. Ir embora e ficar deprimida. Pensei que eu talvez pudesse ter regredido novamente, em algum sentido. Mas aparentemente não foi isso o que aconteceu. Fico feliz.</p>
<p style="text-align:justify;">Me sinto bem, me sinto feliz. Me sinto plena, num sentido que não consigo descrever com exatidão pra mim mesma. E talvez esse sentido não precise ser descrito mesmo. A razão só tem verdadeira serventia quando as pessoas pensam, planejam, arquitetam. Nessa situação e nesse momento, eu apenas <em>sinto</em>. E isso é o suficiente, me basta. Me inunda, na verdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Algumas coisas não têm solução.</p>
<p style="text-align:justify;">E nem precisam..</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 13:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Beleza]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img165.imageshack.us/img165/462/rio01ml0.jpg" alt="" width="381" height="289" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/01/20/2683/"><img src="http://img.youtube.com/vi/k4SLSlSmW74/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2683/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2683&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro &#8211; V/V &#8211; 16/03</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 17:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[I/V &#8211; 12/03
II/V &#8211; 13/03
III/V &#8211; 14/03
IV/V &#8211; 15/03

Hoje eu consigo entender quase que perfeitamente por que eu não choro mais quando deixo alguma cidade e amigos que gosto muito. Não choro por que não estou voltando pra Campo Grande/MS, mas pra Floripa/SC. Não é questão de &#8220;cuspir no prato que comeu&#8221;, mas a questão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=916&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iv-1203/">I/V &#8211; 12/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiv-1303/">II/V &#8211; 13/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiiv-1403/">III/V &#8211; 14/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-ivv-1503/">IV/V &#8211; 15/03</a><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/"></a></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Hoje eu consigo entender quase que perfeitamente por que eu não choro mais quando deixo alguma cidade e amigos que gosto muito. Não choro por que não estou voltando pra Campo Grande/MS, mas pra Floripa/SC. Não é questão de &#8220;cuspir no prato que comeu&#8221;, mas a questão é que aquela cidade <em>realmente</em> não me fazia bem. E não tenho problema nenhum em admitir isso por que essa é a verdade. Claro que vou sentir saudades da cidade que acabei de visitar, claro que eu não queria ir embora tão cedo. Mas eu <em>preciso</em>. Preciso voltar pra rotina, pra realidade, pras coisas que me esperam, pras coisas que eu espero. Pras coisas que preciso consertar e continuar consertando. Minha casa, minha cama, minhas coisas. Eu mesma, tudo.</p>
<p align="justify">Nada é pra sempre mesmo então eu não deveria me preocupar.</p>
<p align="justify">Um beijo. Um abraço. Um <em>muito obrigada por tudo</em> sussurrado ao pé do ouvido. Sendo que esse &#8216;tudo&#8217; é muito mais do que as coisas que são óbvias e palpáveis. Gosto de ser grata pelas coisas que não existem e que talvez nunca existiram. Gosto de ser grata pelas coisas que não consigo carregar, mas que permanecem inertes, pra sempre na minha mente e que agora querendo ou não fazem parte de mim, de quem sou. Coisas inesquecíveis. Coisas sem valor. Coisas <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/10/sobre-a-beleza-2/">bonitas</a>. De verdade.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/916/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=916&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro &#8211; IV/V &#8211; 15/03</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 17:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[I/V &#8211; 12/03
II/V &#8211; 13/03
III/V &#8211; 14/03

Abri o olho 8h30 da manhã. Mandei se ferrar e voltei a dormir. Voltei a acordar às 11 e tantas, aí não rolou voltar a dormir. Comi yakissoba e sorvete napolitano. Eu nem lembrava do gosto de sorvete napolitano. Fiquei feliz. Hoje era dia do meu aniversário. Hoje, eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=915&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iv-1203/">I/V &#8211; 12/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiv-1303/">II/V &#8211; 13/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiiv-1403/">III/V &#8211; 14/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/"></a></p>
<p align="justify">Abri o olho 8h30 da manhã. Mandei se ferrar e voltei a dormir. Voltei a acordar às 11 e tantas, aí não rolou voltar a dormir. Comi yakissoba e sorvete napolitano. Eu nem lembrava do gosto de sorvete napolitano. Fiquei feliz. Hoje era dia do meu aniversário. Hoje, eu completava 24 anos. Tudo bem, &#8220;grande coisa&#8221;, mas o fato é que eu estava feliz e sentia que tinha mais é que comemorar mesmo, por mais boba que seja a situação. Quando deu 15h resolvi caminhar até a barca. Não voltaria mais pra Niterói. Chovia forte. Eu estava preocupada. Deveria estar do outro lado até às 16h e não gosto de atrasar. Devo ter chegado lá umas 16h10, não me lembro bem pra pegar um cineminha ali perto às 17h. Ainda deu tempo de tomar um capuccino. Vi o Eastern Promises do Cronenberg que, coincidentemente, também faz aniversário junto comigo, dia 15/03. Fazia muito tempo que eu não via uma cena de luta tão FODA num filme. Juro pra vocês. Acho que o último que me impressionou tanto foi o OldBoy.</p>
<p align="justify">Depois fomos até o <a href="http://www.file.org.br/">FILE/Rio</a> pra ver o que tava rolando. A exposição tava legal até, mas dava pra perder horas por ali se nos dispuséssemos a assistir tooodos os vídeos e interagir com tooodas as obras. Enrolamos por lá até umas 20h20 e depois caímos pro Devassa. Já tinha ouvido falar dessa cervejaria algumas vezes, mas nunca tinha ido lá. Não ia tomar cerveja por que ando evitando, mas acabei tomando 1 shot de tequila e 1 Cuba Libre. Foi o suficiente. Não fiquei bêbada, mas foi muito bom sim. Comi batata frita e carne ao molho madeira&#8230; Jaquei a dieta, sem peso nenhum na consciência. Era o meu aniversário e nunca estive tão bem comigo mesma. Algumas coisas precisam ser consertadas aqui e ali, mas o principal já aconteceu. Estava num lugar legal, com duas pessoas que gosto muito, não esquentando a cabeça com nada e mantendo as coisas de forma muito simples. Acho que não precisava, não preciso de muito mais que isso pra ser feliz, mesmo que só por aquele momento. A vida é isso mesmo.</p>
<p align="justify">
<p><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/">V/V &#8211; 16/03</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/915/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=915&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro &#8211; III/V &#8211; 14/03</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 16:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[I/V &#8211; 12/03
II/V &#8211; 13/03
Acordamos com as águas de março ainda fechando o verão, mas as ruas felizmente já não estavam mais tão alagadas. Eu não sabia o que ia fazer daquele dia. Estava cansada mas nem tanto. Não queria voltar pra Niterói tão cedo. Resolvi então, de fato, ir até o Leblon e encontrar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=914&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iv-1203/">I/V &#8211; 12/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiv-1303/">II/V &#8211; 13/03</a></p>
<p><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-ivv-1503/"></a>Acordamos com as águas de março ainda fechando o verão, mas as ruas felizmente já não estavam mais tão alagadas. Eu não sabia o que ia fazer daquele dia. Estava cansada mas nem tanto. Não queria voltar pra Niterói tão cedo. Resolvi então, de fato, ir até o Leblon e encontrar J.-P.  pois fazia uns 2 anos que não via esse moço. Liguei pra ele e o esperei em frente a sua casa. Fomos pro Tio Sam, um bar/restaurante ali perto e passamos uma tarde conversando sobre coisas que iam desde noise a mudanças internas. Foi bom. Não tive a oportunidade de dizer a ele o quanto sentia a falta dele, mas existem coisas que é melhor não se dizer mesmo. Houveram grandes silêncios por entre as conversas. Não achei bom nem ruim. Não achei nada na verdade. As coisas são o que são, não o que esperamos que elas sejam.</p>
<p align="justify">Deixei combinado amanhã o meu aniversário, meu último dia de Rio. Peguei um ônibus até a praça XV às 17h e pouco. Acho que devo ter chegado próxima das barcas lá pelas 19h30. Chovia. Chovia pra diabo. Cheguei em Niterói e ainda chovia. Cheguei em casa e tocava Chet Baker. Legal. Eu estava bastante cansada. Inventei mais algumas nerdices, fiz algumas coisas que tinha que fazer e acho que fui dormir lá pelas 4 da manhã.</p>
<div><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-ivv-1503/">IV/V &#8211; 15/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/">V/V &#8211; 16/03</a></div>
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		<title>Rio de Janeiro &#8211; II/V &#8211; 13/03</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 15:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[I/V &#8211; 12/03
Eu amo o googlemaps. Foi ele que me ajudou a me situar em Niterói e me fez criar um breve mapinha das ruas que deveria pegar pra chegar até a barca sem precisar ficar gastando grana com ônibus. Hoje era dia do show do Interpol e eu deveria me encontrar com o Gui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=913&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iv-1203/">I/V &#8211; 12/03</a></p>
<p align="justify">Eu amo o googlemaps. Foi ele que me ajudou a me situar em Niterói e me fez criar um breve mapinha das ruas que deveria pegar pra chegar até a barca sem precisar ficar gastando grana com ônibus. Hoje era dia do show do Interpol e eu deveria me encontrar com o Gui no fim da tarde. Pensei que ia dormir o dia todo pra poder &#8220;aguentar o tranco&#8221; do show a noite, mas o fato é que às 9 da manhã eu acordei. E ficar em casa na internet enquanto eu tava no Rio de Janeiro não me pareceu algo muito legal de se fazer. Fiz uns primeiros contatos, vi mais algumas coisas, anotei algumas outras e ganhei a rua. Aproveitei e passei num shopping que tinha ali por perto da barca. Eu queria comprar uma calça jeans nova. Aquela que eu tinha simplesmente não dava mais. Como <a href="http://garotasviciadas.wordpress.com/dora/">emagreci</a> muito, ela ficava muito folgada nas coxas e na bunda e tava com um caimento muito escroto. Comprei uma outra mais justinha e joguei essa no lixo.</p>
<p align="justify">O tempo começava a ficar estranho, meio nublado, querendo chover. Foi só eu chegar pro tempo virar. Isso prq na semana passada me falavam que tava bastante quente no Rio. Vai ver eu não tenho muita sorte mesmo, mas não tomei chuva. Ainda. Desci na praça XV, <a href="http://garotasviciadas.wordpress.com/2008/03/14/quinta-feira-13032008/">comi alguma coisinha</a> por lá. Depois resolvi caminhar até encontrar o metrô mais próximo, o que não foi muito difícil. Peguei o metrô e desci em Copacabana. Fui caminhando e ouvindo Billie Holiday até o Arpoador e depois fiquei lá sentada por um longo tempo. Acho que cerca de 40 minutos, só olhando o mar, ouvindo música e admirando a paisagem. Fazia tempo que eu não gastava 40 minutos de NADA tão bem na minha vida. Enrolei mais um pouco até decidir ir caminhando até o Leblon. Praça Antero de Quental, dei uma voltinha por ali pois na General Urquiza mora o J.-P. Fiquei com um ódio brutal por não conseguir lembrar qual o número da casa dele, e nem ter anotado o celular dele. Aí resolvi esperar o tempo passar por ali mesmo. Já eram quase 17h de qualquer forma.</p>
<p align="justify">Sentei num dos banquinhos das esquinas e fiquei ouvindo a conversa dos nativos. Prestando atenção no sotaque. Uma cena engraçada: calouros que passaram pra UFRJ estavam fantasiados por aí pedindo esmola pro trote. Uns dois caras estavam sentados do meu lado conversando qdo uma caloura de medicina vestida de Carmem Miranda os aborda pedindo dinheiro. O cara vira e manda &#8220;Tu é gostosa, mas eu não vou te dar 10 centavos não&#8221;. Eu simplesmente não seria humana se eu não risse daquilo. Aí fumei uns cigarros, continuei ouvindo Billie Holiday e percebi que as nuances de azul do céu do Rio, quando vai entardecendo, é diferente de todos os outros céus que eu vi e vou ver em toda minha vida. Lá pelas 18:30 Guilherme aparece e resolvemos dar uma passeadinha por Ipanema e depois pegamos metrô pro centro, Cinelândia acho. Até que não tinha muita gente no metrô. Só que lá no centro começou a chover. E logo depois que começou a chover, o lugar simplesmente começou a alagar (sem exagero). Água até os joelhos e tudo o mais.</p>
<p align="justify">Chegamos na Fundição Progresso completamente encharcados. Eu não enxergava nada, estava de óculos. Foi bem singelo. Como não enxergava nada, achei que o show não tivesse começado, que o que rolava era um playback. Mas de fato, era a Obstacle 1 que tava tocando. Cacete! Segundo consta na setlist <a href="http://movethatjukebox.wordpress.com/2008/03/15/interpol-faz-chover-no-rio/">desse blog aqui</a>, perdemos só a Pioneer to the Falls mesmo. Felizmente não perdi as que gosto mais: Narc e a PDA. Derreti quando essas duas tocaram! Fazia <em>muito</em> tempo que eu não ia num show (internacional) decente e que não me divertia tanto. Apesar do frio e das minhas roupas molhadas, nada parece ter incomodado muito. A única coisa que incomodou foi o fato do tempo ter passado muito, muito rápido. Acho que se foi uma hora de show, foi muito. A saída não foi tão caótica por que não tinha tanta gente assim quando saímos, mas a chuva persistia, mesmo que fina. E a rua continuava alagada. Ate que fantastic Mr. GF teve a brilhante idéia de passarmos pela rua de trás e felizmente conseguimos &#8220;dar a volta&#8221;, sem precisar <em>nadar</em> rua abaixo.</p>
<p align="justify">Éam.. Amores e disabores do Wriow.</p>
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<p><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiv-1303/"></a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiiv-1403/">III/V &#8211; 14/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-ivv-1503/">IV/V &#8211; 15/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/">V/V &#8211; 16/03</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/913/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/913/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/913/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/913/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/913/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/913/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=913&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro &#8211; I/V &#8211; 12/03</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 14:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tinha pensado em ir pra rodoviária a pé. Sempre tive a piração de começar uma viagem peregrinação a pé. Tá certo que isso na Europa é muito mais chique, mas como eu não tô podendo, começaria por Floripa mesmo. Mas no dia choveu pra caralho, aí acabei pedindo pra uma amiga me levar na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=912&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu tinha pensado em ir pra rodoviária a pé. Sempre tive a piração de começar uma viagem peregrinação a pé. Tá certo que isso na Europa é muito mais chique, mas como eu não tô podendo, começaria por Floripa mesmo. Mas no dia choveu pra caralho, aí acabei pedindo pra uma amiga me levar na rodoviária mesmo. Devo ter chegado lá umas 20h, pra olhar pra minha passagem pra São Paulo e ver que o horário de partida do ônibus era 18:30. &#8220;Fudeu&#8221; pensei. Simples assim. Mas aí eu fui lá e o cara conseguiu trocar a minha passagem (sem me cobrar nada) por outro ônibus com o mesmo destino que sairia às 21:30. Bem, menos mal. Pela viagem digeri Belle &amp; Sebastian e The Arcade Fire. Cheguei em São Paulo umas 8:30 da manhã e o ônibus pro Rio sairía às 9:30. A viagem foi tranquila.</p>
<p>Chego no Rio umas 15h e não enxergo ninguém de braço cruzados me esperando. O primeiro pensamento foi pegar o cartão e seguir pra fazer uma ligação, mas no meio do caminho eu encontro o Guilherme. É. A minha vida, de fato, é uma piada prontíssima de <strong>péssimo</strong> gosto <em>mesmo</em>. Enfim, nunca tínhamos nos visto, mas nos reconhecemos numa boa mesmo e não foi nada muito diferente do que eu imaginava. Saímos logo de lá e fomos pro centro, pro Flamengo ali se não me engano e caminhamos pela orla. Foi bacana. Tava com saudades do Rio. Lá é tão bonito, apesar de tudo. Passeamos um pouco mais pelo centro ali, Laranjeiras, Cinelândia, tudo meio que a pé. Não aconteceu muito nesse dia mesmo por que, eu tinha recém chegado de viagem e tava meio cansada.</p>
<p>Peguei a barca pra Niterói lá pelas 18h. As barcas também estão novas, mais modernas, diferentes. Bastante coisa devia ter mudado em 2 anos. Bem&#8230; Pelo menos eu queria acreditar nisso.. rs<br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiv-1303/">II/V &#8211; 13/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-iiiv-1403/">III/V &#8211; 14/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-ivv-1503/">IV/V &#8211; 15/03</a><br />
<a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/17/rio-de-janeiro-vv-1503/">V/V &#8211; 16/03 </a></p>
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