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	<title>Crônicas Atípicas &#187; Baladas Existencialistas</title>
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		<title>Crônicas Atípicas &#187; Baladas Existencialistas</title>
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		<title>Unstained</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 22:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sua simbologia é uma de suas virtudes mais apreciadas: é associada à pureza e ao renascimento. Uma das flores mais belas nasce em meio à lama, inspirando um caminho de purificação e de transcendência em relação a tudo que é considerado impuro no mundo. Na Wikipédia.

I love the lotus because while growing from mud, it [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=3048&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-3047" title="Lotus10" src="http://cronicasatipicas.files.wordpress.com/2009/09/lotus10.jpg?w=428&#038;h=640" alt="Lotus10" width="428" height="640" /></p>
<p style="text-align:justify;">Sua simbologia é uma de suas virtudes mais apreciadas: é associada à pureza e ao renascimento. Uma das flores mais belas nasce em meio à lama, inspirando um caminho de purificação e de transcendência em relação a tudo que é considerado impuro no mundo. Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelumbo_nucifera">Wikipédia</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<blockquote><p>I love the lotus because while growing from mud, it is unstained.</p>
<p style="text-align:right;">(Zhou Dunyi)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">From ancient times the lotus has been a divine symbol in Asian traditions representing sexual purity, a virtue. [...] In Buddhist symbolism, the lotus represents purity of the body, speech, and mind as if floating above the muddy waters of attachment and desire. [...] Via <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nelumbo_nucifera">Wikipedia</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/3048/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=3048&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lotus10</media:title>
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		<title>Sobre motivações</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 01:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[comofas/]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo Sobre Minha Mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho pensado sobre isso há alguns dias mas tenho tido medo de escrever sobre. Na verdade não é bem medo, me falta mesmo coragem. Nesse mês de julho que passou eu levei uma (entre várias) bronca da minha mãe, quando nos vimos. Minha mãe sempre me dá broncas imbecis, mas essa ficou na minha cabeça [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2987&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Tenho pensado sobre isso há alguns dias mas tenho tido medo de escrever sobre. Na verdade não é bem medo, me falta mesmo coragem. Nesse mês de julho que passou eu levei uma (entre várias) bronca da minha mãe, quando nos vimos. Minha mãe sempre me dá broncas imbecis, mas essa ficou na minha cabeça justamente por que eu não consegui discutir sobre isso com ela. Ficava quieta e, por dentro, dava razão a ela. Sei que dizer isso é idiota e infantil mas me sinto incomodada toda vez que dou razão à minha mãe, secretamente. <em>Oh, well&#8230; </em></p>
<p style="text-align:justify;">O motivo da discussão é normal, um dos mesmos motivos de sempre. Ela estranha o fato de eu não estar mais tão motivada (pra fazer exercícios e emagrecer, enfim, cuidar da minha aparência) quanto eu estava no final de 2007. Ok. Minha justificativa: “eu tenho meus motivos”. Ok, isso não é o bastante pra me convencer. Além do que, a grande verdade é que os meus motivos são <strong>fajutos</strong> até pra mim mesma. No final de 2007 eu tinha algo idealizado. Algo bobo, pequeno e infantil, mas que me movia de uma forma surpreendente.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem. Acho que isso durou pouco tempo. De novembro de 2007 a outubro de 2008, se não me engano. E então, ao final de 2008, tudo o que eu tinha idealizado tornou-se outra coisa. Não posso dizer que se tornou algo bom ou algo ruim. Simplesmente não era mais o que era de início e essas coisas acontecem, as coisas são assim. Isso não é conformismo, é um fato: todas as coisas são assim, todas as coisas se transformam ou até mesmo tem prazo de validade. <strong>O que me deixa chateada é o fato de eu me mover apenas por causa de algo idealizado e não simplesmente por que devo, gosto, ou por causa de mim mesma. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não quero ser injusta: idealizar algo, ter na minha mente a fantasia de algo bom e perfeito mudou a minha vida de forma muito brusca e profunda. Foi muito bom pra mim, por um tempo. Sei que deveria ser mais delicada com as afirmações que faço pra mim mesma, mas a verdade é que essa “fantasia” me tirou da depressão. Tirou-me de uns oito anos de depressão. Depois disso comecei enxergar as coisas de outro modo, comecei de fato a gostar mais de mim mesma. Ainda não me valorizo tanto quanto devo, mas reconheço claramente que já fiz grandes avanços.</p>
<p style="text-align:justify;">Cuidar da minha aparência foi superficial, mas fez parte da mudança como um todo. O que me fez perceber genuinamente o quanto mudei foi quando voltei a tomar meu remédio (hipotiroidismo) e comecei a ir a todos os especialistas necessários pra manter a minha saúde em  dia. Nunca tinha feito isso na minha vida, nunca tinha me interessado, nunca havia cuidado de mim mesma desta forma. Sempre que ia a médicos, era uma chateação, uma obrigação. Não gostava de me preocupar comigo mesma, não me dava valor, por mim eu podia morrer a qualquer hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Entendo que hoje eu também posso morrer a qualquer hora, mas <strong>a diferença é que hoje eu quero morrer bem e saudável</strong>. Eu quero uma morte digna. Enfim&#8230; Voltando ao foco: motivações.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe chegou pra mim e falou “pois em 2007 pelo menos você tinha uma motivação&#8230; E agora, o que você tem? Por que você não faz mais as mesmas coisas? Por que você mudou?”. Sinceramente eu não soube o que responder de imediato. Tudo o que eu respondesse pra ela soaria como uma desculpa fajuta e eu SEI disso. Então eu acho que fazia cara de Monalisa e esperava ela parar de me questionar sobre a minha (falta de) motivação. Mas a grande verdade é que eu <strong>broxei</strong> mesmo. A grande <strong>broxada interna</strong>, aquela que ninguém vê mas que eu sinto.</p>
<p style="text-align:justify;">E eu sei também que é apenas uma broxada, não tem nada a ver com depressão. Não estou “de mal comigo mesma”, nem “de mal com a vida”. Não chego nem mesmo a estar desanimada com nada, pelo contrário. Mas a realidade dura e cruel é que: A FANTASIA ACABOU. E a pergunta que eu tenho é: e agora, o que eu faço? Bem, eu sei o que fazer. Sei como agir, como me comportar. Tenho o auxílio de médicos e de pessoas que gostam de mim, mas isso não é o suficiente: preciso do meu próprio auxílio. Eu só preciso FAZER ACONTECER, o que parece muito simples quando a gente lê, mas na prática não é tão fácil.</p>
<p style="text-align:justify;">São muitas as perguntas (idiotas) que eu tenho a fazer pra mim mesma. O que fazer quando a fantasia acaba? O que fazer quando a idealização desaparece? O que fazer quando o tesão termina, ou ainda, é saciado? Esperar que apareça um novo? E se isso não acontece? O que eu devo fazer no meio tempo? O que sobrou de mim nesse processo? Sobrou muita coisa&#8230; E muita coisa boa. Eu <strong>ainda</strong> tenho vontade de viver bem. Ainda tenho planos, desejos e vontades, em vários setores da minha vida. Sinto-me bem comigo mesma (não tanto como gostaria, mas enfim&#8230; mulheres).</p>
<p style="text-align:justify;">Sobraram todas essas coisas mas ainda assim, hoje, eu não tenho motivação nenhuma “pra continuar”. Entendam: não é depressão, não é desanimo, não é tristeza ou <em>whatever&#8230;</em> É que dessa vez eu simplesmente não terei “um prêmio no final”, me esperando. Não terei recompensa por qualquer coisa que eu faça. Aí fico pensando se a motivação que eu tive foi errada. Fico pensando em prováveis motivações escusas, inconscientes, que me levaram sim pra um caminho bom, por um tempo, mas que depois desapareceram como se nunca tivessem existido.</p>
<p style="text-align:justify;">É bastante confuso, mas não adianta nada eu ficar buscando por “culpados” nessa história toda quando na verdade a única culpada sou eu mesma e minha cabeça. E ao mesmo tempo em que sei que sou “a culpada” disso tudo, paradoxalmente eu não SINTO a culpa. É como se fosse algo que não fosse meu, mas que eu apenas observasse de fora. É estranho, difícil explicar. Hoje eu observo essas coisas, mas não me revolto mais com elas. É preciso entender e compreender, antes de julgar. É preciso ter MUITA paciência e mais além: é preciso PERSISTIR nas coisas boas. O que é muito, muito, MUITO difícil de fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">É preciso sempre ver além das coisas boas e ruins. Enxergar as coisas com dualidade e pensar de forma maniqueísta nunca é muito saudável. Se as coisas estão “ruins” pra mim hoje, preciso modificá-las pra que tudo melhore, ou ao menos, pra que não me afetem tanto ou me afetem o mínimo possível. Reclamar apenas não resolve muito. Entendo que não tenho motivações pra me cuidar por esses dias. Me cuidar pra mim mesma não me parece uma recompensa boa o suficiente. Entendam: não é baixa auto estima, é <strong>preguiça</strong> de mim mesma. Mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas eu também preciso entender mais ainda é que talvez, apenas talvez, eu não precise de motivações, nem de recompensas, mas sim de HÁBITOS. E é claro que eu falo de bons hábitos. De virtudes. Isso pra mim, devido a minha personalidade não deveria ser algo tão difícil de entender, mesmo por que, no geral, eu nunca espero nada em troca de ninguém, observando os relacionamentos que tenho. Mas é.. Sempre me engano comigo mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, preciso entender que preciso fazer bem, fazer o melhor pra mim mesma, por que eu mereço, “por que sim”, por que é assim que tem que ser, etc&#8230; E não ficar me apoiando em fantasias, em realizações, em recompensas ou motivações.</p>
<p style="text-align:justify;">Também não estou falando que “nada disso é importante”. Claro que é. Mas em outros contextos. Neste, não funcionou direito comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora é hora de tentar o plano B.</p>
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		<title>Afetos vulgares</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/07/22/afetos-vulgares/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 05:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Egotrip]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[I. Irascível
A noite vi o beijo. Em novembro do ano passado era o nosso e agora mesmo já era aquele. Não lembro do que senti na hora. Lembro apenas que reconheci aquele momento. Não soube definir o que era aquilo. Acho que nunca saberei. Não sei se foi ciúme ou inveja. Talvez não tenha sido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2905&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>I. Irascível</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A noite vi o beijo. Em novembro do ano passado era o nosso e agora mesmo já era aquele. Não lembro do que senti na hora. Lembro apenas que reconheci aquele momento. Não soube definir o que era aquilo. Acho que nunca saberei. Não sei se foi ciúme ou inveja. Talvez não tenha sido nada disso mesmo. Virei o rosto e segui andando. Ele sabia onde eu estava, sabia quem eu era e só veio me dar um beijo no rosto depois de uma lata de cerveja e meia. Fiquei constrangida, mas não muito. Sou observadora demais pro meu próprio gosto, às vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias depois, numa festa, assim que me viu, me abraçou apertado, colou aquele rosto com barba por fazer no meu e sussurrou &#8220;coisa gostosa&#8221; no meu ouvido. Eu ri. Ri alto. &#8220;Pode voltar pra sua namoradinha agora&#8221; pensei, mas não disse, óbvio. Essa frase, na verdade essa situação me encheu de um tesão irascível. E eu não fiz absolutamente nada, como sempre. Maldade gratuita não é o meu forte. Eu estava sóbria. E dançava. Eu só queria dançar. Na verdade, é tudo o que sempre quero. Faço jus ao meu nome.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>II. Dos erros</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Tenho uma convicção muito imbecil acerca das coisas. O perigo habita exatamente no lugar onde não digo não nem sim. Nessas horas não consigo dizer nada e ofereço apenas um olhar suntuoso pra quem estiver na minha frente, olhando pra minha cara. Queria me lamber. Eu disse que não. O primeiro erro foi pedir. O segundo, insistir. E quando lhe digo &#8220;não me tente, garoto&#8221; é por que você perdeu.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>III. Do dançar</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Me olham quando eu danço.</p>
<p style="text-align:justify;">Danço.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que me olham?</p>
<p style="text-align:justify;">Seria a música, as luzes o ritmo cadenciado? Seria eu mesma por trás de toda essa máscara noturna? Talvez não. Acho e penso que não. Tenho certeza absoluta que não.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que páram de me olhar quando não danço?</p>
<p style="text-align:justify;">Movimento, curvas, sinuosidade. As pessoas se alimentam disso.</p>
<p style="text-align:justify;">Também sei dançar inerte, sabiam?</p>
<p style="text-align:justify;">Continuem me ignorando.</p>
<p style="text-align:justify;">Continuarei dançando.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>IV. Do isolamento</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Enxergo as pessoas mas não as vejo. Enxergo por outros meios, nada ortodoxos, nada convencionais. Analiso. Muita gente, poucas pessoas sempre. Gosto de pessoas. De algumas. Não tanto quanto gostaria e bem menos do que deveria. Até simpatizo com algumas. Num amontoado de gente numa festa, ao mesmo tempo em que danço, me distancio e observo a todos. Dançar é socializar-se, mas na verdade, eu me isolo. E observo mais e melhor enquanto me movimento.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>V. Da sociabilidade</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Você já deu um &#8220;oi&#8221; sem querer ou talvez por engano alguma vez na vida? Eu já. É e não é agradável ao mesmo tempo (Fato: sou uma negação até quando não estou tentando ser sociável).</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VI. Ela</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Era pra ser um encontro marcado, com horário e local exatos. Mas foi um encontro espontâneo, no sentido mais certo que essa palavra pode ter. O cabelo dela tinha crescido e estava diferente. Eu estava tímida. Ganhamos as ruas, o metrô, a bagunça do comércio do centro. Ela tinha prometido uma surpresa, me levar num lugar em que eu iria gostar. Entramos em alguma ruazinha pra logo em seguida entrar no Real Gabinete Português de Leitura. Eu ouvi aquele ruído silencioso, um silêncio sinistro comparado a desordem sonora da rua.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo depois, um doce, um brownie quente com sorvete de creme. E um capuccino, no Bistrô do Paço. Foi a conversa mais longa e saudosa. Senti saudade de me sentir daquela forma: confortável, aconchegante. Senti carinho, grande, imensurável. Não soube explicar por que me faltou ar e meu coração bateu mais rápido quando lhe dei um beijo no rosto, agradecendo por um presente. Se eu fosse branca, certamente coraria. Tenho uma certa dificuldade em demonstrar afetuosidade, mas sempre faço do meu jeito, embora às vezes me ache um pouco desajeitada. Uma pena eu não ter dito o quanto eu sentia a falta dela. Mas de qualquer forma, acho que ela sentiu isso de um modo ou de outro.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VII. Aquele abraço</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sempre tenho a impressão de que o nosso abraço poderia ser mais longo. Nunca sei o tempo exato de &#8220;desabraçá-lo&#8221; pra então poder dizer &#8216;oi, como vai?&#8217;. Acho que o abraço poderia dizer várias coisas por mim, como &#8220;estou com saudades, que bom te ver de novo&#8221;. Por mim, nosso abraço duraria uma eternidade. Eu deveria ter vergonha de afirmar isso pra mim mesma, mas curiosamente não tenho. Não tenho por que não carrego culpa de nada e nem me sinto errada. Me sinto pequena dentro daquele abraço, mesmo que ele seja breve demais pra mim. Me sinto cuidada quando atravessamos a rua. Me sinto cuidada com vários olhares dele. Os olhos, os olhares entregam as pessoas. E o olhar dele nunca foi de malícia e nunca foi atuado. É um olhar de carinho e preocupação e eu entendo isso. Me sinto querida e bem vinda, todas as vezes.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VIII. Da emoção reprimida</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fazia alguns meses que não nos falávamos. E então ele me entregou meu presente de aniversário e, claro, fiquei constrangida como sempre fico quando recebo presentes, elogios, etc. Não por que ache que eu não mereça, mas.. Enfim, a situação toda agravou ainda mais esse meu jeito desajeitado de ser. Quando vi o que era meu presente, meu rosto se iluminou e eu me emocionei. Me emocionei, mas como percebi que ele ficou <em>visivelmente</em> constrangido, tratei logo de disfarçar a emoção com frieza.</p>
<p style="text-align:justify;">Engoli o choro e devo ter dito algo como &#8220;Poxa, muito obrigada mesmo&#8221;, mas que não me pareceu como um agradecimento genuíno nem em mil anos luz.. Me senti falsa por que me contive. Fiquei triste por dentro, mas foi melhor assim.  Talvez até tenha sido melhor não perder a compostura. Nunca tinha feito isso,  nunca tinha me privado de me emocionar e confesso que  achei bastante difícil. Difícil, mas não doloroso. É só recuperar o fôlego e continuar. E no fim da noite, um pedido de desculpas quando, <em>aparentemente</em>, não fiz nada de errado. Carregava uma culpa que nem eu mesma sabia qual era. Só sabia que era pesada.</p>
<p style="text-align:justify;">E pedir desculpas não me aliviou e nem me fez sentir melhor, só mais idiota. Mas ainda: foi melhor assim. Às vezes a minha imbecilidade e fragilidade com as coisas que acontecem é tanta que eu nem consigo acreditar que sou eu. Acho que &#8220;perdi a mão&#8221;, o jogo de cintura. Sei lá, quero pensar nisso não.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>IX. Perguntas que não calam</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Por que demonstrar afeto por alguém é tão simples mas tão difícil? Existem formas bem claras de se demonstrar afeto: dinheiro, presentes, carinho, abraços, beijos, sexo. Mas quanto as formas não tão objetivas de se demonstrar afeto? Um olhar, um sorriso, algumas palavras ou ainda, presentes que contenham palavras. Ou sentimentos muito bons que não conseguimos explicar, nem ver, apenas sentir. Não sei. Prefiro os afetos que parecem que <em>não estão ali.</em> Eles duram mais e por mais tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">O que faz com que as pessoas se apaixonem pela gente? Como a paixão acontece na nossa cabeça?</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei explicar, só sei que, ao que tudo indica, é <em>essencialmente</em> espontâneo. Não nos forçamos a nos apaixonar por ninguém, nem podemos forçar ninguém a se apaixonar pela gente, pois aí já não é algo legítimo, mas forjado. Minha experiência pessoal diz que nada que é <em>induzido</em> nesse sentido pode ser muito bom. Situações fabricadas serão, sempre, situações fabricadas. E não há nada que mude isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que algumas pessoas tem a necessidade de <em>manterem-se</em> apaixonadas pra sentirem-se vivas?</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei. Esse nunca foi o meu caso. E <em>nunca</em> será.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X. Do cuidado</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sou péssima com presentes pros outros. Apesar de ser boa observadora, se sou privada do convívio a coisa se torna um tanto quanto mais difícil. Ainda assim me senti que deveria retribuir a delicadeza, sem contar que em alguns dias seria o aniversário dela. Lembrei-me que no dia do meu aniversário este ano ela me enviou um e-mail carinhoso, com uma fotografia linda de orquídeas. Então nem fui muito criativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Andar nas ruas com aquela planta foi um privilégio pra mim, e cuidei dela por alguns instantes. A protegia com as mãos quando um vento forte aparecia e segurava melhor o caule pra que não se partisse. As pessoas me olhavam, cada um de modo diferente. Não é muito comum encontrar uma pessoa com uma orquídea grande dentro do metrô. No caminho, quatro pessoas sorriram pra mim, afetuosamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Percebi nos olhares delas que se perguntavam &#8220;será que ela ganhou ou está levando de presente?&#8221;. Eu só as observava quieta, olhando por cima das orquídeas brancas. Acho que o meu presente agradou. Espero que sim, pois o entreguei com um carinho muito especial. E então, conversamos. Falei sobre algumas angústias e pedi conselhos. Não exigi nada, simplesmente compartilhei algumas coisas minhas. Senti então muito cuidado nas palavras dela, instigando minha proteção. Um cuidado que senti verdadeiro, genuíno.</p>
<p style="text-align:justify;">E de fato depois da conversa a angústia passou e comecei a entender algumas coisas por uma outra perspectiva. E melhorei muito. Ao me abrir e confiar, só tive a ganhar. Soube como agir melhor, pra me proteger.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XI. Da proximidade acidental</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O destino é muito irônico, ri com dentes podres na nossa cara.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes do último dia, adoeci. Com direito a baixar hospital, correr pra emergência e tomar qualquer coisa intravenal que fizesse aquela dor parar. Foi horrível. Foi um fiasco.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi 2006 redivivo, só que desta vez a vítima fui eu.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da situação ruim, houve a preocupação e aí sim o cuidado se tornou mais do que evidente. Foi uma proximidade acidental, mas que me agradou muitíssimo. Olhei pra ela e disse &#8220;você é a próxima vítima, pode acreditar&#8221;. E depois conversando com ele pensamos em várias coisas que poderiam ter causado aquela dor estomacal: tensão, ou sei lá, somatizei algo. &#8220;Qualquer coisa é gatilho quando há predisposição&#8221; ele me disse. Talvez. Não me preocupo em pensar muito nisso não. Só sei que aconteceu e sei que isso que vou dizer vai soar horrível mas &#8220;foi bom passar mal&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XII. Da memória</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fiquei em Botafogo a maior parte do tempo, gostei de lá, mas andei pouco. Conheci uma parte da Urca que me marcou muito, Praia Vermelha, chinelo, vestido branco e colar de contas. No fim, tudo teve que ser resolvido às pressas, tive de sair correndo com malas, prazos, horários, pra então sair de novo, ir, vir e encontrar-se novamente. Acho que desde janeiro eu queria conhecer o Parque Lage. Acho que era fim de tarde. Chá de maracujá e maçã. Eu vi a piscina, lugar com o qual já tinha sonhado algumas vezes, mesmo sem nunca ter estado lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Fazia muito tempo que eu não andava pelo mato. Achei bonito aquela mistura de pedras, ruína e floresta. Gostaria que meus olhos fossem capazes de tirar fotos. Estava um tempo agradável. Nossos nomes foram escritos numa parede. E depois de andar mais um pouco, apareceu uma piscina natural, com carpas imensas. Tinha uma cachoeira também&#8230; Tudo parecia um sonho, mesmo. Lembrar disso agora me faz sentir esquisita, não sei o que acontece.. Um frio na barriga estranho. Acho que é por que ainda está muito recente na memória.</p>
<p style="text-align:justify;">E depois, um mirante, onde era possível ver a lagoa Rodrigo de Freitas, parte de Ipanema e Leblon, se não me engano. Prometi pra mim mesma que guardaria aquele momento pra sempre na minha memória.. Mas sempre que prometo eventualmente esqueço. Promessas não são nada espontâneas. Lembranças são.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://equipesolavanco.googlepages.com/parquelage"><img class="aligncenter size-full wp-image-2958" title="mirante-full" src="http://cronicasatipicas.files.wordpress.com/2009/07/mirante-full.jpg?w=600&#038;h=450" alt="mirante-full" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>XIII. Do fim?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos post mais acessados deste blog tem o título &#8220;Como esquecer alguém?&#8221;. Escrevi e não me arrependo, mas hoje sei que é bobagem. Hoje sei que não é possível esquecer ninguém, por mais que se tente. Na verdade é  o maior dos paradoxos: a gente sempre se lembra de esquecer. É uma ferida, um recalque que se torna aparentemente incurável. E é ridículo, não condiz mais com quem eu sou hoje em dia.</p>
<p style="text-align:justify;">E a gente sente essa vontade de esquecer por &#8216;n&#8217; motivos, geralmente relacionados a desentendimentos, brigas ou simplesmente por que o que havia acabou. Os motivos vão desde algo besta como &#8216;não gostei do que você disse/fez/insinuou&#8217;, algo mediano como hostilidade gratuita advinda de TPM até coisas &#8220;graves&#8221; como traição, etc (apesar de eu não acreditar em traição, mas aí é outro post).</p>
<p style="text-align:justify;">A diferença é que, quando eu era mais nova, o custo de se adaptar às situações e às pessoas pra mim era muito alto, eu não conseguia, não tinha como. Eu era inflexível e de certa forma me orgulhava disso. Hoje em dia é diferente, penso em viver com leveza e pago caro por isso, mas pago com gosto. Às vezes esforçar-se pra esquecer não vale a pena, pois é um esforço em vão.. Ainda mais quando o motivo não é dos mais fortes. É tudo uma questão de saber se comportar.</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é que as pessoas &#8211; de modo geral &#8211; farão o que puderem pra te machucar, às vezes conscientemente, às vezes não. Às vezes por sadismo, às vezes por defesa. É preciso saber reconhecer e fazer escolhas, entre continuar ou parar. E às vezes eu me machuco por pouco, por muito pouco e reconheço isso. E percebo que o motivo pelo qual me machuco é tão bobo, tão infantil, tão&#8230; pequeno, pobre.. Que realmente seria <em>muito imaturo</em> da minha parte manter isso em tão alta conta.</p>
<p style="text-align:justify;">Me preocupar com pobreza e com pequenez de algumas coisas não combina com a minha personalidade generosa. Sou generosa e expansiva sim, e também cobro pouco, mas não deve se confundir esse meu comportamento com  um <em>deslumbre sentimental</em>, como se todas as pessoas devessem me amar  o tempo todo  (e provar que me amam o tempo todo também) ou se apaixonarem por mim indistintamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso não existe. Nem comigo, nem com ninguém.</p>
<p style="text-align:justify;">Todo mundo é detestável em alguns aspectos. E só não se enxerga o que é  realmente detestável em alguém quando não se vai além do que é superficial e material.. O que é muito comum hoje em dia. Faz algum tempo que cansei de pessoas que se utilizam de afetos vulgares..</p>
<p style="text-align:justify;">E então, saio de determinadas cenas.</p>
<p style="text-align:justify;">E assim permaneço outras. Pra sempre.</p>
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		<title>Sobre ter culhões</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 20:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de Boteco]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tragicômico]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Por incrível que pareça, meu primeiro ímpeto de senso de responsabilidade iniciou-se quando eu comecei a assistir PORNOGRAFIA. Ok, não a ASSISTIR pornografia no sentido de ser periódica e constantemente, nem saber das atrizes mais conhecidas, etc. Falo dos primeiros contatos que tive com tudo o que é erótico e sexual, de entender e conceber [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2943&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Por incrível que pareça, meu primeiro ímpeto de senso de responsabilidade iniciou-se quando eu comecei a assistir PORNOGRAFIA. Ok, não a ASSISTIR pornografia no sentido de ser periódica e constantemente, nem saber das atrizes mais conhecidas, etc. Falo dos primeiros contatos que tive com tudo o que é erótico e sexual, de entender e conceber o que é pornográfico. E eu tive esses contatos em idade muito jovem, algo entre 9 e 10 anos de idade. Não, eu não fiz sexo com essa idade, mas eu já entendia o que era (o que ia onde e porquê) e pra que servia (como engravidar, etc). Primeiro os livros de ciência, os órgãos por dentro, como funcionavam e pra que serviam (em teoria). Depois apareceram as famosas &#8220;revistas de mulher pelada&#8221;. Depois, revistinhas de contos eróticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Se bem que nunca precisei ir muito longe: as novelas e filmes sempre deixavam o meu imaginário sexual bem curioso e embora criança eu não era burra: sabia que a realidade não era daquela forma.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto à pornografia mais chula (revistas com imagens e contos) eu via aquelas coisas (e também lia) e aquilo tudo me excitava muitíssimo, sem nem mesmo eu nunca ter encostado em uma pessoa do sexo oposto. Afinal, eu era uma criança. E sim, claro, por que no início a sexualidade é (comigo foi) homossexual.  Com certeza deve ter alguém que defende isso, eu não defendo nada, mas enfim isso foi um fato comigo, entre 10~12 anos. Tive criação católica e nem por isso me sentia culpada e também não achava o que fazia errado. Não conseguia explicar a mim mesma porque achava mulheres mais atraentes. Simplesmente achava. Na verdade eu me lembro que quando criança eu achava os meninos MUITO feios (sem graça) e os homens terrívelmente ASSUSTADORES por que eram grandes, nojentos e tinham pêlos.</p>
<p style="text-align:justify;">Morria de medo de pau. Sempre tive medo. Mas era um medo VIRGINAL, não era nojo, falta de preferência ou pânico. Era um medo que eu não compreendia e que só fui superar depois do meu primeiro beijo num menino. Aí eu já tinha 13 anos. Eu não era uma menina muito brilhante, mas também nunca fui uma completa idiota que podia ser levada no papo. Poderia ter perdido minha virgindade com 13 anos se eu quisesse (como a maioria das minhas colegas de classe RETARDADAS mentais), mas não quis e foi uma ESCOLHA e uma OPÇÃO. Eu tinha um critério muito simples pra perder a minha virgindade: tinha que estar namorando e tinha que gostar do rapaz. Depois disso, tudo fluiria muito naturalmente e eu não ia ter que carregar lembranças ruins ou traumáticas PRO RESTO DA MINHA VIDA. Quando eu tinha 13 anos virgindade era um tabu e lembrar disso me faz rir TÃO ALTO hoje.. Mas enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">Perdi minha virgindade com 16 anos e foi exatamente do jeito que eu quis e planejei. Foi ótimo, sem traumas e não me arrependo até hoje. Esperar foi a melhor coisa que eu fiz. No entanto quando eu era mais nova, todas as vezes que neguei sexo e me justifiquei falando sobre a minha opção, vários guris me chamaram de BURRA. Aquilo me magoava, mas eu sabia que era uma tática pra me fazer fraquejar. Mas não funcionava. Como disse: eu não era brilhante, mas nunca fui uma completa idiota. Fui burra até quando quis. E depois quando consegui o que queria, deixei de ser &#8220;burra&#8221;, rs. Aliás, nem sei por que ainda tô falando de sexo, mas acho que tenho uma boa justificativa. Comecei o post falando de pornografia né? Então. Depois que perdi a virgindade e comecei a asssistir uns programas bobinhos que passavam de madrugada, algumas coisas me fizeram pensar em outras.</p>
<p style="text-align:justify;">Teve um dia na minha vida (ou melhor, uma noite) em que eu estava assistindo sobre algum programa de sexo/sexualidade na TV que mostrava a rotina de umas mulheres que faziam fotos pornográficas pra revistas/internet, não me recordo muito bem. No entanto, eu me lembro muitíssimo bem da frase que uma dessas mulheres falou e não sei por que motivo essa frase me marcou tanto, mas marcou. Ela disse algo como &#8220;<strong>these pictures are forever</strong>&#8220;. Na época não entendi, mas guardei esse <em>frame</em> na minha memória e vez e outra essa frase volta quando faço (ou estou por fazer/falar/agir) algo: AND THIS IS FOREVER. Quando eu era mais nova não me importava muito não, me lixava pras coisas, achava que nada teria o mínimo de importância e gostava de tudo que era efêmero. Ainda gosto, mas não mais da mesma forma. O que a gente faz é pra sempre, mesmo que seja efêmero, mesmo que se transforme, mas ainda continua lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho imbecil e sempre acharei a maldita frase do Antoine de Saint-Exupèry &#8220;Tu te tornas <em>eternamente responsável</em> pelo que cativa&#8221;. Frase imbecil, pensamento imbecil, mentalidade IMBECIL. Essa frase carrega uma quantidade de BUNDAMOLICE quase que insuperável. E as pessoas sonhadoras que a apóiam deveriam trocar essa frase por outra tipo: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Paul_Sartre">&#8220;o homem é responsável por aquilo que é&#8221;</a> ou ainda &#8220;estamos eternamente condenados a sermos livres&#8221;. <strong>ISSO é ter <span style="text-decoration:underline;">culhões</span></strong> e não ficar jogando a RESPONSABILIDADE <strong>por quem você é</strong> e pelo que você sente, a outras pessoas. Não respeito filhos da puta, mas RESPEITO quem se ASSUME filho da puta. Ter culhão também é dizer que sente medo, que não tem coragem e que não faria algo por que não quer, ou por que não acha justo ou certo. Ter culhões é dizer que não concorda com casamento homossexual e ainda assim SER MISS, independente de qualquer coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Ter culhão é pedir desculpas e assumir um erro. É ser &#8220;metamorfose ambulante&#8221; e se assumir assim. É criar algo sabendo que esse algo vai ter fim. Ou ainda: destruindo esse algo por conta própria. E criando outros, talvez. É julgar e ser julgado por que O MUNDO e a EXISTÊNCIA é feita de julgamentos e <strong>você não tem como impedir isso</strong>. <strong>Ter culhão é saber dizer NÃO quando tudo o que você mais quer é dizer SIM (pros outros e pra si mesma)</strong>. É ser promíscua e assumir a promíscuidade e suas conseqüências (SIM, EXISTEM consequencias apesar de ainda ter gente que pensa que não vive numa sociedade MACHISTA pra caralho). É assumir seus gostos, suas vontades e sua(s) personalidade(s), independente de certo ou errado, independente de tudo ou de todos. É simplesmente SER e SE DEIXAR SER. Sem amarras, sem constrangimentos, sem PIEDADE.</p>
<p>Falta muita gente com culhão nesse mundo viu?</p>
<p>Vou te contar..</p>
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		<title>A vida é LONGA</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/06/25/a-vida-e-longa/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 16:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de Boteco]]></category>
		<category><![CDATA[Observações]]></category>
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		<category><![CDATA[Verdades Doloridas]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas dizem que a vida é curta e que
você pode ser atropelado por um ônibus a qualquer
momento e que você tem que viver cada dia
como se fosse seu último
MENTIRA
A VIDA É LONGA
E você provavelmente não vai ser atropelado por
um ônibus e você terá que viver com as escolhas
que você faz pelos próximos cinquenta anos.
-
Beijos.
 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2911&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">As pessoas dizem que a vida é curta e que<br />
você pode ser atropelado por um ônibus a qualquer<br />
momento e que você tem que viver cada dia<br />
como se fosse seu último</p>
<h2 style="text-align:center;">MENTIRA</h2>
<h1 style="text-align:center;">A VIDA É LONGA</h1>
<p style="text-align:center;">E você provavelmente não vai ser atropelado por<br />
um ônibus <span style="color:#000000;"><strong>e você terá que viver com as escolhas<br />
que você faz pelos próximos cinquenta anos</strong>.</span></p>
<p style="text-align:center;">-</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://cronicasatipicas.files.wordpress.com/2009/06/bullshit.png">Beijos.</a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2911/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2911&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Conselho perene</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/06/20/conselho-perene/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 18:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Besta]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Conselhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dora: Me sinto muito desconfortável. Isso tudo me incomoda muito.
Ele: Pode ser. A escolha é sua, mas os ganhos são maiores se você suportar o desconforto… E a perda será que nada acontecerá. E se nada acontecer, dane-se, você fica na mesma.
Em Banho Maria
Conselho pra uma vida toda. Pra todas as coisas. Pra várias situações, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2893&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Dora: Me sinto muito desconfortável. Isso tudo me incomoda muito.</p>
<p>Ele: Pode ser. A escolha é sua, mas os ganhos são maiores se você suportar o desconforto… E a perda será que nada acontecerá. E se nada acontecer, dane-se, você fica na mesma.</p></blockquote>
<p style="text-align:right;"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/20/em-banho-maria/">Em Banho Maria</a></p>
<p style="text-align:justify;">Conselho pra uma vida toda. Pra todas as coisas. Pra várias situações, eu lembrei e usei.</p>
<p style="text-align:justify;">É de um otimismo que beira o comodismo. Mas só é comodismo se você QUISER que seja.</p>
<p style="text-align:justify;">Ia escrever algo aqui sobre &#8220;suportar desconfortos&#8221;. Mas já não enxergo mais dessa forma. Não tenho tendência a enxergar tudo pelo lado ruim. Não fico mais magoada por muito tempo e também não sei (nunca soube) me vingar. A minha máxima é <strong>deixar estar</strong>, sempre. Um hiato é sempre positivo, comigo <strong>nunca</strong> teve erro. Nada que um bom período de reclusão com meditação não cure. Me faço voltar ao eixo na marra, sempre. E depois as coisas se arranjam. E se não se arranjam eu FAÇO elas se arranjarem. Ou pelo menos tento. Orgulho não vale merda nenhuma nessa existência escrota que a gente vive. Mas é preciso dar tempo ao tempo, <em>sit back and relax</em>. E é fato: as situações sempre melhoraram quando fui assim. Menos desgaste, menos discussão desnecessária e irrelevante que nunca chega em lugar algum, mais tempo vivendo bem. Muito melhor.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ignorance is bliss.<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">Aí sim, depois de agir assim algumas vezes, pude perceber que coisas tem começo, meio e RECOMEÇO, sempre. O único fim real é só quando a gente morre e a única certeza que temos é de que um dia, qualquer hora dessas, iremos morrer (<em>nihil verum nisi mors</em>). Enquanto não morremos, <span style="text-decoration:underline;"><strong>as situações vivem em nós</strong></span>, independente do tempo, independente de tudo. E a tendência é tudo acontecer de novo e de novo (se <span style="text-decoration:underline;"><strong>permitirmos</strong></span>, claro), só que de formas diferentes, contextos diferentes, enfim. Mas isso é apenas um padrão que reconheci. É tão claro, tão óbvio, tão luminoso que é ridículo, que me irrita e que, a bem da verdade, nem me impressiona mais. A vida é um filme <strong>muito do sem graça</strong> e às vezes eu me machuco e também me entedio ao extremo.</p>
<p style="text-align:justify;">O grande problema é saber lidar com todas AS (IM)POSSIBILIDADES. &#8220;Mas não.. isso nunca vai contecer/é pouco provável que aconteça&#8221;. Por que não? O que garante? E aí a pessoa te dá respostas supostamente &#8220;concretas&#8221;, quando na verdade, na grande e dolorida verdade, a resposta que você tem e acredita não passa de uma &#8220;fé&#8221;, de algo que a pessoa, em seu íntimo, realmente espera e ACREDITA que não acontecerá, mas talvez, não confesse a si mesma que não tem  mesmo certeza disso. É dolorido, triste, mas hoje acho tragicômico. &#8220;Não&#8230; mas isso <em>nunca</em> vai acontecer&#8221;, pois sim, acontece sim, acontece muito, acontece sempre e acontece <strong><em>novamente</em></strong>. E novamente. E novamente. No mesmo contexto, em outros contextos, com outras pessoas. Mas <strong>acontece</strong>. Nesses casos, é preciso lembrar sempre dos <strong>detalhes minuciosos</strong> e guardá-los com sabedoria em cantos específicos da memória, pra não esquecer jamais. Eles nos dão boas pistas pra entender melhor quando e por que as coisas acontecem. Pistas, apenas, que fique claro. Nada concreto, mas suficiente. Questão de fazer associações, ligar pontos e, novamente, acreditar. Ou não. Enfim&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Mas quando acontece o HIATO e depois, o recomeço, aí sim tudo é muito novo, outras perspectivas, outras cores, outro tempo, espaço, etc. E tudo PARECE (notem <strong>PARECE</strong>) muito BOM. Mas não é exatamente bom: é apenas o mesmo, só que com uma outra roupagem&#8230; Nada mais nunca é realmente novo. E isso já faz tempo. As coisas já mudaram e o seu saudosismo é imbecil. Quem não é muito consciente disso se frustra com uma frequencia que, pra mim, é entediante. Então é preciso escolher o que é importante.</p>
<p style="text-align:justify;">E o importante pra mim é o <strong>agora</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Que já é outra coisa. Faz tempo.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2893/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2893&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O truque</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 17:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje Eu Dou Risada]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretações Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Observações]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos Aleatórios]]></category>
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		<description><![CDATA[Boa parte da minha vida não decidi por nada do que aconteceu comigo, deixava que decidissem por mim. Analisava todos os pontos, todas as circunstâncias, delineava todas as situações e jogava pras mãos das outras pessoas, algumas vezes, inconscientemente, outras muitas vezes, de propósito mesmo. Talvez isso não seja errado e funcione com outras pessoas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2854&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Boa parte da minha vida não decidi por nada do que aconteceu comigo, deixava que decidissem por mim. Analisava todos os pontos, todas as circunstâncias, delineava todas as situações e jogava pras mãos das outras pessoas, algumas vezes, inconscientemente, outras muitas vezes, de propósito mesmo. Talvez isso não seja errado e funcione com outras pessoas, mas <em>hoje</em> eu não considero esse tipo de comportamento adequado pra mim. Tomar decisões, sérias e desagradáveis, faz parte da vida adulta. Mas acho que não tinha me tocado disso até esse ano. Ou talvez eu até tenha me tocado disso há alguns anos, mas nunca fiz questão de tomar as rédeas das situações por que talvez <strong>eu não me achasse digna de minha própria confiança</strong>. Acho que morar num lugar deprimente e ter baixa auto-estima colaborava pra que eu fosse assim também. Mas com certeza existiam outras coisas que faziam de mim uma pessoa insegura.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje acredito que tudo está melhorando aos poucos. Ano passado mesmo, <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/07/26/o-que-voce-quer/">quando perguntavam pra mim o que eu queria</a>, não sabia o que responder. Dizia que era preguiça, mas na verdade era covardia, medo mesmo. Hoje tenho mais respostas sobre o que quero, mas ainda não está bom, sei que posso melhorar um pouquinho mais nesse sentido. Percebo que ainda sou muito, mas <strong><span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">muito</span></span> <span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">desonesta</span></span></strong> comigo mesma quanto ao que eu <em>realmente</em> quero, quanto à todas as coisas que quero. Existem muitos auto-enganos na minha vida e eu tenho uma grande dificuldade em identificá-los pra ao menos poder saber o que fazer com eles: aceitar ou rejeitar. Antigamente eu culpava as pessoas por que claro, é muito mais fácil culpar os outros por erros meus, óbvio. Mas agora presto muito mais atenção no meu <em>suposto </em>discurso, nas coisas que falo, que penso, que <em>aparentemente</em> desejo. Confronto eles diretamente com a realidade pra ver se é isso mesmo, se aguento o tranco, se posso bancar&#8230; E sempre perco. E sempre ganho. E isso é tudo muito bom&#8230; E completamente <em>devastador</em> e desgastante, emocionalmente falando.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso muitas vezes prefiro calar.<em> There are things that are better left unsaid.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Por isso nunca gostei de pensar nessas coisas: por que elas dão trabalho, cansam, dóem. E quanto mais eu tento  dar uma de &#8220;durona&#8221;, pra demonstrar que não tenho problema nenhum em lidar com sentimentos ruins, mais eles me aterrorizam e me devoram por dentro. Então é preciso ir com muita calma nesse território. Preciso saber lidar, ter controle, sempre. E me resguardar ao mesmo tempo. É difícil. <span style="text-decoration:underline;"><strong>Muito</strong></span> difícil. Mas não é impossível.</p>
<p style="text-align:justify;">Felizmente percebi também que tenho cada vez mais parado pra pensar, analisar, julgar, escolher e decidir quando já estou com a cabeça completamente fria, quando aparentemente não existem mais sentimentos, ou pelo menos nenhuma agitação aparente causada por paixão, ódio, mágoa, raiva, etc. Na verdade quando esses sentimentos existem, estão atuantes e eu me sinto agitada, tudo o que faço é <strong>NÃO</strong> pensar em nada disso e me resguardar <strong>muito</strong>, me preservar. Até (<em><strong>e principalmente</strong></em>) de mim mesma. Notei que é sempre melhor assim, que os danos são bem mais modestos e os resultados são melhores. Bem, funciona pra mim.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se é a maturidade que me trouxe isso ou o quê, mas a verdade é que de certa forma me eduquei a NÃO PENSAR quando estou com qualquer sentimento que não sei dominar direito, ou que eu não consigo nomear por que &#8220;não existe&#8221;. E tem sido bem melhor assim. Outra coisa que tenho notado é que cada vez menos tenho PRESERVADO os sentimentos ruins, sejam eles muito intensos ou não. Não preservo mais coisas desagradáveis, não faz mais sentido pra mim isso hoje. Não sei exatamente porquê isso acontece, mas acontece e me sinto bem por isso. Antigamente esses sentimentos pareciam durar por uma eternidade. Hoje, não passam de uma semana.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas talvez isso aconteça por que existe uma dor que eu ainda não experimentei.</p>
<p style="text-align:justify;">E ela aparecerá, mais cedo ou mais tarde.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>The trick is to keep breathing.</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2854/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2854&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Inadequado</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/30/inadequado/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 04:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[ELE]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje Eu Dou Risada]]></category>
		<category><![CDATA[Vergonha Alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[É tão absolutamente bom saber que, perante toda uma situação, se tem controle sobre (quase) tudo. Mesmo que seja um controle efêmero, falso. Mesmo que seja apenas a idéia de controle. Mas a sensação por si só é, de fato, maravilhosa. Saber o que se quer, o que se pretende. Não esperar que os outros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2808&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">É tão <em>absolutamente <strong>bom</strong></em> saber que, perante toda uma situação, se tem controle sobre (quase) tudo. Mesmo que seja um controle efêmero, falso. Mesmo que seja apenas <strong>a idéia</strong> de controle. Mas a sensação por si só é, de fato, maravilhosa. Saber o que se quer, o que se pretende. <strong>Não esperar que os outros saibam por você </strong>(geralmente nunca sabem, isso quando não estão <em>se lixando</em> pra isso)<strong>.</strong> Se comportar assim, pra mim, é ter personalidade, é ter segurança de si, é ter força. Mesmo que erre, que erre outra vez, que se engane&#8230; A vida é feita disso também.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/29/impotencia/">Ontem a tarde</a> fui uma idiota, uma imbecil. Ok, tudo bem&#8230; Ainda me condeno pelas minhas fraquezas, mas não tenho culpa por sentir as coisas que sinto. Sou mulher, me apego fácil, me entristeço mais facilmente ainda, não compreendo as coisas de forma tão objetiva quanto deveria e todas aquelas coisas. Às vezes a honestidade que tenho comigo mesma me incomoda, mas é preciso. Sei que não vou deixar de sentir a <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/29/impotencia/">impotência</a> que estou sentindo de um dia pro outro, não vai ser assim tão fácil, mas a verdade é que agora, <strong>o peso</strong> da coisa toda aliviou em muito.</p>
<p style="text-align:justify;">Todos os pesos se aliviam quando a gente toma uma decisão, seja ela acertada ou não. Mas ao menos <strong>a decisão EXISTE</strong>, está ali, é feita. Quando entendo o controle que tenho (ou ainda, que penso ter, que seja) sob todas as coisas, todas as perversões ao meu redor tornam-se imediatamente profundos poços de candura. Olho pra toda a maldade, comportamentos desviados e más intenções ao meu redor e lhes ofereço o meu mais puro e inocente sorriso. Todas essas coisas já não me importam e não me pertencem mais. A angústia cessa, a dor de cabeça, a azia.</p>
<p style="text-align:justify;">E não há nada melhor nessa existência do que viver sem angústia alguma e seus derivados.</p>
<p style="text-align:justify;">Nada melhor e nada mais importante, pra mim.</p>
<p style="text-align:justify;">E isso tudo acontece por que fui responsável o suficiente por me decidir ter determinado comportamento e assim,  lidar com suas consequencias, sejam quais elas forem. Soube abrir mão de vivências, para saber preservar o que SEI que é bom pra mim. Agora posso me planejar sem mais ficar com aquela sensação de que &#8220;há algo me atrasando&#8221;, de que &#8220;estou sendo deixada pra trás&#8221;. Nada disso acontece agora por que nesse momento eu venho em primeiro lugar. E agora sei o que fazer, sei o que pretendo, posso dizer não, posso não querer fazer parte.</p>
<p style="text-align:justify;">Posso achar tudo isso pequeno demais pra mim. Ou talvez simplesmente<strong> inadequado</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Hum.. Inadequado. Sim&#8230; Essa é uma palavra muito, muito boa.</p>
<p style="text-align:justify;">Perfeita.</p>
<p style="text-align:justify;">
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2808/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2808&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre música</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/18/sobre-musica/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 04:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Egotrip]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretações Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Verdades Doloridas]]></category>

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		<description><![CDATA[I have music inside me.
.
Like some passion that will never be fulfilled.
Like a dream that will never come to end.
Like a child that will never be born.
.
.
.
Still.
I have music inside me.
.
.
It&#8217;s living in streams of air
Through my leaves
Outside the birds.
It&#8217;s huge, free and so generous
It&#8217;s everywhere.
.
Where my footsteps are.
Where I just went.
.
I judge what I [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2788&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>I have music inside me.</p>
<p>.</p>
<p>Like some passion that will never be fulfilled.</p>
<p>Like a dream that will never come to end.</p>
<p>Like a child that will never be born.</p>
<p>.<br />
.<br />
.</p>
<p>Still.</p>
<p>I have music inside me.</p>
<p>.<br />
.</p>
<p>It&#8217;s living in streams of air</p>
<p>Through my leaves</p>
<p>Outside the birds.</p>
<p>It&#8217;s huge, free and so generous</p>
<p>It&#8217;s everywhere.</p>
<p>.</p>
<p>Where my footsteps are.</p>
<p>Where I just went.</p>
<p>.</p>
<p>I judge what I hear.<br />
I perceive (pursue) what I feel.</p>
<p>.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<p>Music is within me.</p>
<p>.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<p>And it moves&#8230;</p>
<p>Slightly.</p>
<p>All.</p>
<p>The.</p>
<p>Time.</p>
<p>.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cronicasatipicas.wordpress.com/2788/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cronicasatipicas.wordpress.com&blog=1158930&post=2788&subd=cronicasatipicas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">D.</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Mantra</title>
		<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/04/mantra/</link>
		<comments>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/03/04/mantra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 03:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Baladas Existencialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje Eu Dou Risada]]></category>
		<category><![CDATA[Observações]]></category>
		<category><![CDATA[q/]]></category>
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		<category><![CDATA[Verdades Doloridas]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[
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