17022012

by Dora

Imagem: caminhando pelo centro, faltavam cerca de 3 minutos pra eu chegar onde deveria. No caminho, dois garis conversando tiram de dentro de uma das lixeiras um consolo que ainda estava dentro da caixa. Conversam, dão risada e começam a abrir o pacote. Naquele local tem muitos travestis e prostitutas, mesmo pela manhã. De óculos escuros, ri de canto de boca, mas não olhei pra trás pra ver o que os garis iam fazer com aquela piróca de plástico.

Gastronomia: clássico bauru com queijo escorrendo (não chega nem a ser queijo “que puxa”, o queijo ESCORRE mesmo). Ok. Gosto dessa iguaria, até. Coxinha do Estadão: boa. Primeira vez na vida ontem: sanduíche de pernil. Não lembro a última vez que comi algo tão absurdamente gorduroso. O próximo ficará pra daqui uns meses. O público daqui é exigente. Ok: mega-exigente. Chato mesmo. Não está bom, devolve, xinga e não paga mesmo. Hoje: coxa de frango frita empanada. Acho que só existe aqui essa parada. Simplesmente intragável. Comi o que tinha de carne do frango e joguei o resto no lixo porque não quero entupir minhas veias e nem meu estômago com aquilo tudo. É meio nojentão, só  quem tem estilo de vida junk food extremo que deve curtir. Não é meu caso. Não daria aquele resto nem pra mendigo: se jogo fora é porque é intragável mesmo. Mas valeu pela experiência, só achei que pudésse ser menos grotesco. Falando em dar comida pra mendigo, uma observação: como desperdiçam comida nessa cidade, puta que me pariu. Se tem uma coisa que me dói na alma é o tal do desperdício, de tudo e qualquer coisa: comida,  beleza, talento, vida, coisas boas, enfim.

Trânsito: Rua Artur Prado com a Pedroso na Bela Vista. Tudo calmo, sem trânsito, três pistas na Pedroso. Ok. De repente um carro caindo aos pedaços resolve, da pista do MEIO, virar pra entrar em uma rua e causa uma colisão com um GUINCHO, sendo arrastado pra esquina onde eu e outro pedestre esperávamos os carros passarem. Quando vi a batida e vi que o carro caindo aos pedaços se aproximava a uma velocidade meio rápida demais de mim, saí correndo e sobrevivi. Por sorte, o carro da polícia estava logo atrás do guincho e pegou toda a situação em flagrante. O outro pedestre, que nem sei quem é, ficou assustado e comentando comigo que se tudo acontecesse um pouquinho mais rápido, a gente podia ter se machucado ou até mesmo morrido. Apenas respondi pra ele “pois é, pra morrer basta estar vivo” e continuei subindo a rua até chegar em casa.

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É emoção demais pra um dia apenas.