Sometimes, I feel like I’m not solid. I’m hollow. There’s nothing behind my eyes, I’m a negative of a person. “As if I never thought anything, never wrote anything, never felt anything. All I want is blackness”, blackness and silence…

 

 

 

 

motoqueiros

Na rua, voltando da academia, por volta das 22h40 da noite, passa um motoqueiro:

- E esse cu, tá quanto?

Mentira. Mas seria legal se ele dissesse isso.

Ele não disse isso, mas disse:

- Eae tá ino pra onde?

Mereço?

Esqueci que mulher não pode estar na rua depois que escurece. Ainda bem que passei da idade de ter medinho de homem faz alguns anos.

Receita de Ratatouille

Vou copiar e colar aqui só pra não esquecer.

-

RATATOUILLE

Les Ingrédients pour 4 personnes :

2 courgettes (abobrinhas)
2 petites aubergines (beringela)
1 petit poivron vert (pimentão verde)
1 petit poivron rouge
1 petit poivron jaune (si vous ne trouvez pas de poivron jaune, prenez les poivrons vert et
rouge un peu plus gros)
4 tomates bien mûres
2 oignons (de taille moyenne)
2 gousses d’ail (dente de alho)
Sel, poivre
Huile d’olive
Bouquet garni (amarrado de tomilho, louro, salsa)

 

Laver les légumes à l’eau claire.

Commencez par les poivrons. Coupez les en deux dans le sens de la longueur ce qui vous permet d’enlever le cœur (les graines) sans trop de difficulté. Puis coupez les en lanières (cortar em tiras) que vous aurez soin de redécouper en petit morceaux. Mettez les poivrons de côté dans un petit récipient.

Coupez ensuite l’aubergine. Il faut en faire des petits cubes que vous mettrez également de
côté dans un autre récipient.

Ensuite, c’est au tour des courgettes. Avec un éplucheur, enlevez des lanières peau (tiras de pele) en alternant avec des lanières que vous laisserez sur la courgette. C’est plus esthétique tout en permettant d’avoir un légume plus tendre à la cuisson. Lorsque vous avez fini, débitez-les en rondelles et réservez-les dans un troisième récipient.

Éplucher et couper les oignons en tranches. Couper l’ail très finement.

Couper les tomates en cubes (sem pele e sem caroços).

Maintenant que vos ingrédients sont prêts, il faut les faire cuire au fur et à mesure.

Dans une cocotte ou une grande casserole, versez de l’huile d’olive généreusement (3 à 4 cuillère à soupe). Faire chauffer jusqu’à ce que l’huile soit chaude (sans qu’elle fume). Y jeter les oignons et remuer jusqu’à ce qu’ils deviennent transparents. Attention à ne pas quitter la cocote des yeux car c’est une opération qui va relativement vite.

Ensuite, verser les poivrons, remuez 2 a 3 minutes et baisser le feu. Remuez encore 2 à 3 minutes puis ajoutez l’aubergine. Remuez quelques minutes.

Ajoutez ensuite les courgettes, remuez, couvrez, et laissez cuire ainsi, à feu doux pendant 30 minutes. Vérifiez régulièrement votre préparation en remuant de temps en temps.

Lorsque les 30 minutes sont écoulées, ajoutez vos tomates, salez, poivrez, rajoutez un bouquet garni (thym, laurier) et l’ail finement ciselé. Remuez et laisser cuire le tout, toujours à feu doux, sans couvrir.

Vous pouvez laisser mijoter votre ratatouille le temps qu’il vous plaira (mais si vous la laissez encore plus de 15 minutes, veillez à la recouvrir à nouveau pour qu’elle ne “sèche” pas).

Vous pourrez enfin déguster votre ratatouille chaude ou froide selon les goûts.

Afin de ne pas trouver de peau de tomate dans la ratatouille, il est plus agréable de les peler avant de les ajouter à la préparation. Pour faciliter cette opération, il suffit de faire bouillir de l’eau dans laquelle on plongera les tomates 30 secondes environ. Vous verrez que cette méthode facilite grandement le pelage de la peau qui s’enlève alors toute seule.

La préparation de la ratatouille à base de légumes frais est bien sûr la recette idéale mais si vous êtes pris par le temps, n’hésitez pas à vous servir de légumes congelés. Cela vous évite la partie nettoyage et épluchage des légumes.

Si vous constatez que votre ratatouille est légèrement trop acide à votre goût, vous pouvez y rajouter une à quelques pincées de sucre (mais ne pas en abuser !!)

Obs. : Pode usar uvas passas ou azeitona pretas

Planejamentos

- Você se incomoda muito quando algo sai muito fora do que você planejou?

Eu: Não… (3 segundos) Mas é melhor que não saia do planejado.

 

 

 

#FAIL

 

terreno intocado

Meu maior medo

é ficar

e permanecer

sozinha.

-

Vai ver foi

promessa

feita

há muito tempo

(e eu acreditei)

e não cumpriram.

-

Solidão

não existe

sem

tempo

e

vida

-

Você está (É) só

com amigos

entre a multidão.

-

Confundem solidão

com mera necessidade

de aceitação e adoração

-

E quando te aceitam

e quando te adoram

sempre PARECE

suficiente

-

Pra cada pessoa é diferente.

-

dou um passo para longe de mim

para fora da minha alma

e percebo

que cada segundo contém mundos

eternidades

minucias que se encaixam

e são belas.

-

cada timbre,

pincelada,

feixe de luz (que se evidencia ou permenece obscuro).

cada sorriso marcado.

cada abraço desdado.

-

o tempo não está ali, quando não olhamos.

apenas nós

e nossa

extensões.

-

para isso se cria.

por isso ouvimos.

tateamos o que existe

com nossos corpos

mas corporalidade

não é afeto.

e não extingue

o que te angustia.

-

por isso apreciamos

ilusões congeladas

passados próximos

perolados

maravilhosos.

inexistentes.

-

infinitudes me incomodam

 

 

 

finitude é ilusão.

 

 

Imagens, carnaval, 2011

Mulher dança entre fumaça laranja durante o "Bloco da Lama" em Parati, Sábado, 5 de março, 2011. (AP Photo/Rodrigo Abd)

Foliã aguarda o início do desfile de carnaval anual no sambódromo do Rio de Janeiro, 6 de março, 2011. (REUTERS/Ricardo Moraes)

Tem mais aqui.

A girl’s gotta do what a girl’s gotta do

Já tinha ouvido falar que o Cisne Negro era “filme de estudante de psicologia” e que “a cena das meninas se pegando era muito quente” e coisas do tipo. Acho que vi uns 2 vídeos no youtube de gente deslumbrada com os efeitos, sonoplastias, etc. Achei a dublê de corpo da Portman (por que só pode né?) muito, muito, muito, extremamente, bizarramente magra. Ou seja, absolutamente perfeita pra uma bailarina profissional (sei bem como é isso). Mas acho que não combinou com o rosto dela, não sei, achei meio desproporcional. E o próprio rosto dela estava transformado, achei mais quadrado (ela deve ter emagrecido horrores pro papel). Enfim… No começo do filme também lembrei do quanto a peça do cisne negro tem músicas que eu gosto.. Preciso ouvir com mais atenção algum dia. Não gosto de tudo, mas tem coisas que me marcaram mesmo, da minha infância.

Da metade pro final, me pareceu que o filme foi ‘acelerado’, a loucura da coisa toda foi acelerando. Não acho ruim, mas é que vai me deixando agoniada, num bom sentido, rs. Acho que isso é um padrão do Aronofsky. Ele não nos convida a participar da doideira, quando a gente menos percebe, já está lá mesmo se não quiser (tem gente que se incomoda) e não tem mais como sair (vide Requiem for a Dream, Pi, The Fountain). Não sei. Posso estar errada, mas me parece que essa ‘aceleração’ que existe no final é um padrão, um traço dele pra criar melhor a tensão da coisa toda. O Cisne Negro me parece que tem uma aura mais noir mesmo, é um filme sinistrinho, consigo imaginá-lo muuuito bem numa história em quadrinhos (não sei por que pensei nisso, mas enfim). Também achei meio chatinho o filme ter que super-ficar-usando metáforas pra tipo, explicar o que já estava acontecendo ali (…?), mas tudo bem, isso tb não me insultou muito não.

A cena das garotas que todo mundo falou… Né, meio que caguei, só mais uma cena do filme. Achei legal, mas whatever. As cenas de dança… Foram ok, nada de extraordinário também não (soube que algumas bailarinas disseram que o filme era tecnicamente pobre… achei ridículo comentarem isso!).  A pior cena da porra do filme: a da Beth esfaqueando a própria cara com a lixa de unha. Porra. Vai se fuder. Tomar no cu Aronofsky. Não gostei. Tb não gostei muito da cena da Nina locona na buátchi com geral forçando a amizade “você precisa relaxar/curtir”, mas né, como a personagem dela é uma sonsa do cacete, curtiu mesmo sem ter se decidido por isso, algo tipo “fazer o quê, já tô aqui mesmo”, “já que abaixei pra pegar o que caiu, vou dar a bunda logo!”. Por aí. Acho escroto gente que diz que a gente “tem que curtir” (odeio muito isso),  a diferença é que a Nina não era pau-na-mesa pra dizer “eu curto se eu quiser, cacete!” e né, foi na ondinha da piriguete biscat tatuada lá. Enfim…

É difícil ‘pegar a malícia da vida’ depois que você passou a vida inteira sendo tratada como criança. É difícil saber dizer não, saber impôr limites, saber trancar a porta e, num sentido bem mais amplo, até saber o que VOCÊ quer (e não o que os outros querem por você – isso deixa sequelas pra vida toda, acreditem). É difícil aprender a desobedecer. É difícil e é ruim e é feio. Mas é muito necessário, senão a gente não cresce nunca. É difícil pra caralho desobedecer mas é mais difícil ainda obedecer e ter que aguentar MERDA dos nossos pais a vida inteira apenas para o bem de “honrar pai e mãe”. Daí a criatura cresce infantilizada né, lógico, com quartinho cor de rosa e bichinhos de pelúcia, e sua mãe/pai te castrando (cortando suas asinhas e suas GARRAS) por todos os lados e te obrigando a fazer coisas que você não quer. Cresce meio travadinha (eu que sei bem disso!)  por que não pode falar de X coisa, ou não quer ver Y coisa. Vamos nos fuder e “levar bronca” por fazer merda? Vamos, mas né, que lidem com isso!  Se fodam aí um pouquinho. Não fizeram filho? Agora aguentem! Depois é a gente que fica ferrado e perdemos uma série de coisas só pra ser “a boa menina”. Fiz esse papel na minha vida em vários níveis, mas depois  que eu aprontei várias e mais um pouco, passou e hoje eu sou mais ou menos normal, mas ainda com sequelas. E agora sim eu entendi por que minha mãe não gostou nada nada deste filme… rs

Cena absolutamente mais PHODA de todo o filme: é quando ela entra na coxia, faz alguns movimentos com o pescoço, e a gente não consegue fazer outra coisa senão olhar pra ela.. É quase como se ela sussurrasse algo, mas não tem fala nenhuma.. Não tem nada na verdade, só ela ali com o cisne negro encarnado. E ela dá um sorriso muito tímido, quase que de satisfação, quando se vê transformada, mas também não temos como ter muita certeza disso, essa passagem é meio ambígua. Esse é O momento do filme… As pessoas devem ter ignorado isso SOLENEMENTE, mesmo por que ela durou pouco, só alguns segundos, mas pra mim parece que durou mais tempo. Eu quase saboreei essa cena. É o tipo de cena que me fez pensar: fuck yea!! Achei totalmente entesante. Mas não é um simples “AEAE CONSEGUI atingi meu objetivo!”… É MUITO MAIS do que isso. Acho que foi um pouco antes dessa cena – não lembro bem quando – que me toquei que esse filme se tratava só de uma coisa: empowerment. O significado dessa palavra é de difícil tradução pro português, acho. “Empoderamento” parece bobo. É muito pequeno, é simples demais, direto demais, ao pé da letra demais. É algo que eu não saberia traduzir apropriadamente. Só sei que, pra mim, o filme se tratou disso, precisamente, se eu precisasse defini-lo com uma palavra.

Eu queria entender por que eu gostei dessa cena. Isso é meio difícil de responder, mas vou tentar. O processo de ela entrar em contato com o “lado mal” pode não ser muito bem visto pela audiência, acho. Pode não ser encarado como natural, necessário. Ou seja, acho que o Aronofsky não  se arriscou o suficiente a fazer uma cena em que ela estava claramente ‘curtindo’ – por assim dizer – ser o cisne negro… A galera que é “do bem” deve ter aquele pensamento imbecilizante do tipo “ai credo, por isso que ela ‘se matou’ no final, por que o cisne negro tomou conta, ai credo o mal venceu!“. Mas pensar isso é simplesmente IDIOTA e raso, é fazer um julgamento muito imbecil da coisa toda.. Não se trata de bem e mal cara, pára com isso, que merda.

A cena que eu gostei tanto na realidade nem sequer mostrou ela ‘curtindo’ nada, apenas mostrou a personagem SENDO o cisne negro – não teve julgamento de valor aí, acho. Então pra mim ficou aquela sensação meio de “a girl’s gotta do what a girl’s gotta do”, sabe? Parece  que esse tipo de transformação só acabou ocorrendo por que ela teve o azar – ou a sorte, you name it – de ter sido, de certa forma, obrigada a encarar esse tipo de situação na vida dela. Nem todo mundo precisa – ou deseja, ou acha necessário – encarar isso. Se acomodar e levar a vida mansa, sem conflitos, sem doidera, sem paixão com nada é bem mais tranquilo.

Ela era dedicada, foi dedicada, a vida inteira. Ela tinha a melhor técnica, mas  se deparou com um momento em que aquilo não fazia o requisito. Teve que abrir mão de uma porção de coisas – bastante cômodas e confortáveis talvez – pra ser tornar não quem ela queria em primeiro lugar, mas quem ela precisava ser (existem mais coisas em jogo aí do que um mero capricho de querer). Quando esse tipo de situação acontece, a tendência é a gente acreditar que as engrenagens da mente da pessoa se movem por paixão (competitividade, querer ser ‘a escolhida’, querer ser ‘perfeita’, a melhor, etc) OU POR ódio (de não conseguir se superar, de reconhecer as dificuldades e se frustrar por não saber lidar com elas, de ter de lidar com gente escrota pra caralho, etc). Mas a verdade é que o que move a engrenagem é um híbrido entre esses dois sentimentos (sim, aqueles tipos de sentimentos que nem tem nome) e que causa instabilidades das mais variáveis, continuamente, justamente por ser tão atípico.

E isso de “alcançar o objetivo” se torna um pouco mais simples quando você JÁ SABE qual é esse objetivo, essa meta. E isso se torna um pouco mais complexo quando você tem uma vida inteira dedicada a isso, e como se o seu próprio sentido de existir dependesse disso. Meio tenso.

Daí fica aquela sensação de que in order to be perfect you have to be flawed. E talvez seja isso mesmo, não sei. Também fica a sensação de que não se pode ter tudo e que a partir do momento em que você ASSUME isso (intimamente, de verdade), você JÁ TEM TUDO. E também fica aquela sensação, aquela amaaarga sensação, de que SE SACRIFICAR (pela beleza, por um amor, por arte, por uma CAUSA) não acontece com qualquer pessoa, talvez. Mesmo. Pra maioria das pessoas parece que o conceito de ‘sacrifício’ se esvaziou faz é tempo. Ninguém mais TÁ A FIM, não interessa pelo que for… rs

 

Sobre “segurança”…

Não é incomum eu ser assertiva além da conta quando estou em conversas sobre “o futuro”, ou sobre que eu quero fazer da vida. Vejam bem, não falo nem mais de “futuro profissional”, falo do que eu realmente gosto e quero fazer (e me vejo fazendo repetidamente e muitas vezes) algum dia [sim, seu futuro profissional nem sempre tem a ver com o que você gosta de fazer - ainda mais hoje em dia..]. Acho que sou assertiva mais por ser empolgada do que por qualquer outra coisa, na verdade. Tenho dias de ânimo e desanimo, mas no grande plano geral, gosto pra caralho do que faço. E acho isso bom.

Mas vez e outra fica parecendo que eu tenho respostas pra tudo (smartass bitch!)… Respostas essas que a maioria das pessoas que conheço não tem pra si mesmas. Respostas pra perguntas tipo “Qual seu tema de TCC?”, “o que, exatamente, você vai fazer?”, “o que você vai fazer depois que se formar?”, “e se isso não der certo, você tem um Plano B?” etc.

Eu não sei mais dizer “não sei”… “na hora eu vejo”, “penso depois”, “ah, vou vendo aí no que dá né…”, “deixa a vida me levar, vida leva eu”. E as respostas pra essas perguntas meio que apavoram qualquer pessoa… E acho que tenho as respostas por que quero me sentir segura e acabo, querendo ou não, transmitindo essa “segurança” a quem ouve. Está sendo recorrente eu ouvir a frase:

“Nossa, te invejo, você já sabe o que quer da vida, já sabe o que vai fazer, etc”.

Tenho me sentido cada vez mais nauseada ao ouvir isso. Desconfio, muitíssimo, de que eu seja tão segura assim.

Sinceramente? Se vocês soubessem a quantidade de pressão que eu ponho sobre mim mesma ao tomar algumas decisões pra minha vida, talvez não me ‘invejassem’ tanto.

Isso não é mais sobre o que eu quero fazer, exatamente.

Segurança & Controle. That’s what’s all about.

A partir do momento que eu me proponho a fazer determinada coisa e me comprometo com isso, pronto, ferrou. I’m just so f-cking hopeless..

Claro que é muito mais confortável não ter a mínima idéia do que se quer fazer e estar tranquila quanto a isso. Também é confortável deixar a vida te levar e você “ir se descobrindo” pelos caminhos que for tomando. Mas a idéia de “ficar solta” me parece estranha e também não me agrada. E eu realmente gostaria que isso fosse possível, em primeiro lugar. E eu não vejo isso como sendo possível, de nenhum modo, pra mim. E vejo essa possibilidade em casos isolados também, ocorrendo com poucas pessoas.. Ou seja, não é todo mundo que tem essa… ‘sorte’, digamos.

Na verdade, acho mesmo é que estou tão perdida quanto todos vocês e minhas respostas (rápidas e prontas, quase impensadas) só servem pra satisfazer uma necessidade de segurança (e controle [neurose!]) que tenho. Não sou “segura de si”, não sou foda… Sou neurótica e reconheço que isso precisa ser trabalhado (que jogue a primeira pedra quem for “normal” aí). Posso muito bem chegar um dia e ver que “putz, nada a ver eu estar fazendo isso aqui, acho que vou virar taxista ou abrir uma floricultura e ser feliz!”. Mas enquanto esse dia não chega… Eu vou fazendo essas coisas que gosto de fazer e planejando em cima delas,  apaixon… cof, cof, quer dizer, obsessivamente, neuroticamente, etc. e tal.

Pois é. Mais uma coisa a se desconfiar.

Ter ‘plena’ certeza do que eu quero e vou fazer é simplesmente errado. E perigoso, pois posso muito bem estar completamente enganada sobre o que eu quero. Ou seja, não tenho certeza, apenas falo como se tivesse – é diferente. Mas no fundo mesmo… Eu não sei. E talvez – note o talvez – seja meio que tarde demais pra saber, a essa altura do campeonato. Por isso quando me confronto com isso nos meus pensamentos, me angustio. E evitar de pensar nisso não vai melhorar nada também.. Eu preciso tocar na ferida.. E mais que isso, preciso saber como tocar nessa ferida, com jeito e não de qualquer jeito. As coisas demoram pra se resolver… Anos às vezes. Coisa pra se pensar a muito longo prazo.. E ver o que acontece.

Queria muito mesmo poder me permitir mais pensar fora da casinha e não ficar tendo esse comportamento que é quase que um espasmo pavloviano de querer ter segurança (controle?) a todo custo sobre certas coisas na minha vida o tempo todo. Preciso quebrar essa casca. E eu queria mesmo fazer isso, mas por hora, não consigo. E não vou forçar isso, mas apenas pensar mais vezes e ver como isso pode ser arranjado. Não tô a fim de ficar caminhando contra o vento, sem lenço sem documento por que sei lá, eu não faço isso, não é bem a minha praia. Essa sensação de que ‘estou a deus dará’ também nunca me agradou e não acredito que isso vá mudar assim, da noite pro dia.

 

Existem nerds e nerds

Antes mesmo do assunto pipocar hoje no twitter eu já estava pensando sobre ele há alguns dias atrás, só que estava sem saco pra escrever. Na verdade ainda meio que estou, mas depois que o assunto apareceu eu criei uma coragenzinha a mais. Digo que criei coragem por que né, é um assunto delicado, tendo em vista que eu tenho, de fato, vários amigos auto-declados nerds (e orgulhosos disso).

Sempre tive problema com ‘orgulho’. Seja de nacionalidade, de opção sexual, de cor de pele, o que for. Ok. Acho muito bonito e podem ter orgulho do que quiser e tudo mais. Só acho que, no caso do orgulho-nerd, o ‘problema’ de se ter tido orgulho demais foi que, depois de um tempo, todo mundo só passou a enxergar que os nerd eram BONS, deixando de enxergar AS PESSOAS de fato (por trás dos nerds) que independente de serem nerds ou não – também tem defeitos, como qualquer outras não-nerds, por assim dizer. Então me parece que esse processo do orgulho-nerd além de aumentar a auto-estima, funcionou pra vender uma imagem de que “ser nerd é divertido” … “um nerd é tudo o que você queria ter/ser na vida”.

Pessoalmente, acredito que as pessoas podem ser (e serão) escrotas independente do que for que elas tiverem de bom, ou de motivo de orgulho, ou de superioridade: end of story.

Mas como eu ia falando, resolvi escrever sobre isso por que o @LuisMilanesi escreveu hoje no twitter: “Ouvi nos corredores da vida: “Ele não tem nada de intelectual. Não passa de um nerd”. Nerd é antiintelectual ou é uma categoria à parte?”. Ao que respondi de imediato: “Nerd não é antiintelectual. Mas as pessoas tem a mania de pensar que todo nerd é, necessariamente, uma pessoa inteligente. E não é. Ter interesse só em games, ficção científica, dispositivos eletrônicos e Internet por si só não faz com que alguém seja “inteligente“. Já ouvi falar que “os nerds são os tipos mais ralé de intelectuais” que existe. Mas talvez isso seja por que as preocupações dos nerds sejam outras que não as da pessoa que falou isso,.. não sei dizer.

Posso ser muito idiota e estar bem enganada mas acho meio bizarro e limitado (equivocado, talvez) você querer medir o conceito de inteligência desse jeito: “Ele é nerd? Nóóóááássa então deve ser muuuito inteligente”, cara COMO ASSIM meu? Você nem conhece a pessoa e só por que ela é taxada de nerd é inteligente? Não acho. Na real a pessoa pode até mesmo ser um poço de chatice e limitação por ter a quantidade de assuntos restritas ao que ela sabe mais (seja o assunto que for) e usa isso pra impressionar. É que nem cara que diz que curte colecionar vinil quando na real isso é só mais uma tática pra “pegá muié”. E isso de “ser nerd”, assim como “ser cult” ou ser X, Y, Z tem sido usado com esse propósito mesmo e todo mundo cai que nem patinho. Bandicôrno.

Alguns nerds são brilhantes? Alguns sim, mas quem foi que inventou que isso é A REGRA? Não é. E geralmente os nerds que são extremamente brilhantes são igualmente escrotos se vocês ainda não notaram isso.  Enxerguem, pelamor… Nerds não salvarão o mundo: eles são apenas uma outra forma de vida, diferente do resto, nem melhores, nem piores, só fazem a parte deles e tem defeitos como todo o resto.

Mesma coisa ficarem dizendo que “nerds são mais sensíveis com as mulheres, as entendem melhor” … “nerds são pra casar, são mais carinhosos”, “ao contrário dos meninos não-nerds, que são uns escrotos, etc e tal”… E cara… Na boa? Na bouíssima? Eu já conheci muito nerd escroto pra caralho com mulheres, fiadasputa mesmo, e que quase beiram a misoginia na verdade (ok, ou talvez eles prezem mais os amigos mesmo do que as mulheres, enfim, vai saber). Pois é. Esses tipos de nerds também existem, se vocês querem saber. Bem como também existem os nerds ruins  (MUITO ruins) de cama, que beiram o fracasso total na verdade.. E  ainda até tem um certo orgulho disso!

E tb tem os nerds que não tem outro assunto na vida a não ser dispositivos eletronicos ou qualquer coisa do gênero que eles estudem. E aí vem os debates intermináveis sobre filmes de ficção científica. Ou RPG. Ou quebra pau de ateísmo. Ou tudo ao mesmo tempo junto e misturado. Os padrões são esses e a tendência não é sair e ir muito além disso. Ou seja, são pessoas que tem dificuldades de viver fora desse mundinho que foi criado confortável e especialmente todo pra elas e tem dificuldades – imensas – de se relacionar com qualquer pessoa que esteja fora desse mundinho nerd-gamer-ateísta-insira-aqui-qualquer-coisa-tech…

E né, como não podia deixar de ser essas pessoas, os não-nerds, geralmente são consideradas pessoas BURRAS. Simples assim, não tem meio termo.

O chato é que os nerds “lutaram” (???)  por anos para serem aceitos (ou só pra que fizessem menos bullying com eles e fossem mais respeitados de alguma forma, enfim) e agora são mais aceitos do que nunca. Não só são aceitos, mas são desejados. Ok, bom pra eles. Só acho que devemos reconhecer quando um nerd é escroto e não ficar achando que todos são sem distinção seres incríveis e maravilhosos, inteligentíssimos e que nunca falham, que consertam qualquer problema de computadô nosso, bons de cama, uns amores, e todo aquele discurso pró-nerd e orgulho nerd que fazem geral acreditar em coisas que nem sempre são verdadeiras.

Sempre  bom lembrar que antes de serem nerds eles são PESSOAS… E às vezes são pessoas chatas e escrotas pra caralho também. Os já típicos “nerds DUZINFERNO”. Enfim, só um desabafo. Podem me odiar de com força agora, se quiserem.

O que fazer com morangos mofados? Geléia.

Comprei uma caixinha de morangos esses dias. Me deu vontade de doces, sei lá, queria muito morango com leite. É bom, batido no liquidificador com leite e adoçante. Só que moro sozinha, e uma caixa de morangos pequena já é muito pra mim (não como toda hora). Fui ver hoje e tinha uns já meio mofadinhos, que coloquei no liquidificador e tomei igual com leite (ehuaehuae). Mas acho que não vou conseguir comer o resto dos morangos que sobrou a tempo então vou fazer geléia. É bem fácil ó:

  1. pique os morangos bem picadinhos (ou não, tem gente que gosta deles meio inteiros na geléia… eu não gosto)
  2. coloque eles na panela em fogo baixo e espere eles derreterem (mas não deixa queimar!).
  3. quando eles tiverem bem derretidos, uma papa mesmo, coloca uma três ou quatro colheres de sopa de açúcar (não sei ao certo, eu coloco de olho mesmo).
  4. aí fique mexendo até ficar na consistência gosmenta de geléia… (não sei dizer bem quando isso acontece :S)
  5. aí, quando ficar nessa consistência gosmenta de geléia você desliga o fogo e pode espremer com fé o suco de um limão inteiro (eu gosto bem ácido) ali e mexer bem até ficar gosmentáço.
  6. depois é só colocar num recipiente (pode ser pote de plástico ou vidro, sei lá) e deixar na geladeira por um tempo.
  7. Sirva com torradinhas, pães, etc e tal. no café da manhã ou no lanche da tarde.

E é isso o que eu faço com morangos semi ou pré-mofados.

Mó bom.