Estou cansada..

2008 Setembro 25

Às vezes eu me sinto mal quando algumas das minhas colegas vêm falar pra mim de seus “problemas de relacionamentos”. Não apenas pelo fato de eu ser uma esponja emocional e ter muita empatia, mas o fato é que às vezes essas coisas me chateiam, mesmo. Nada contra elas. Nada contra os relacionamentos que elas têm. Mas o fato é que simplesmente eu não posso ajudá-las, mesmo por que, eu não encaro a vida e muito menos os relacionamentos que tenho da mesma forma que elas encaram. E isso não é bom, nem ruim… Apenas é. E elas sabem disso, espero.

Não me coloco “acima” de nada nem ninguém, mas, ingenuamente, acredito que entendo melhor a “natureza” dos homens. Mas ao invés de “jogar o jogo deles” como muitas mulheres (imbecis) fazem,  eu só me limito a tentar compreendê-los um pouco que seja. E por tentar compreendê-los não significa que eu seja tolerante  com coisas que julgo “erradas”, como covardia, etc. Paciência tem limite. Mas eu OUÇO os homens (sábios, apenas os sábios) quando eles falam (sério) comigo. Não gosto de joguinhos, relacionamentos assim são infrutíferos. Acredito que se for pra ter alguém na minha vida, que seja pra me ensinar algo, me mostrar coisas novas, valorosas, significativas.. E vice-versa.

Relacionamento parasita não é muito a minha praia. Pra mim não existe mais isso de “se entregar”, “se doar”.. Mesmo por que isso nunca é “justo”, por assim dizer. Então considero ilusório e deixo de acreditar.

Mas de qualquer forma, como ia pensando, me sinto mal por não me identificar com minhas colegas, e me sinto mal por não poder ajudar e nem ao menos sentir compaixão, nem nada. Não consigo consolá-las e nem ao menos dizer “eu te entendo”, mesmo por que, todas as coisas que ouço, dos problemas e reclamações delas, me parecem muito, mas muito, extremamente irracionais. A única coisa que consigo pensar é algo do tipo “Mas bah… Que bobagem! Baita perda de tempo e juventude”. Os relacionamentos que elas me retratam não são livres, mas profundamente perversos, onde existem “sims” e “nãos”, existem regras rígidas e inflexíveis a  serem impostas e obedecidas e tudo o que foge à isso é trágico, é errado, é pecado, merece o inferno, o fogo e a morte. Coisas pesadas. Pesadas demais pra mim. Não conseguiria levar um relacionamento assim nunca… Na verdade, nem começaria.

E eu enxergo isso nas reclamações que ouço e me entristeço.

Garotas tão novas, jovens, bonitas e inteligentes gastando um punhado de energia com uma coisa tão superficial e passageira como relacionamentos. Sei lá, a vida é tão curta… Me dá uma certa angústia por dentro. É claro que você pode me dizer “mas tu diz isso por que tu é uma solteirona e ninguém te ama e ninguém te quer”. Bem… Isso pode até ser verdade, mas pelo menos eu não tou criando úlcera por causa de ninguém. E também não estou sofrendo. Posso estar sozinha, o que é bem ruim, mas fazer o quê se esse é o meu caminho, o meu destino? Ultimamente eu tenho tido a péssima e retrógrada mania de pensar em como vai ser a minha vida a longo prazo. E não há nada muito promissor no campo afetivo não. A probabilidade é de que eu termine sozinha mesmo, ou com relacionamentos breves, como sempre foram, a não ser que aconteça um milagre. O que acho bastante difícil.

Às vezes acho que são elas que não sabem lidar com homens. Às vezes acho que sou eu, mesmo.

Talvez sejamos nós.

Talvez eu tenha mesmo me tornado libertária demais, não sei. E isso vai fazer com que eu nunca mais consiga ficar com ninguém por muito tempo, que eu nunca me contente, nunca me satisfaça com nada, nem ninguém. E o pior é que eu já pensei como elas um dia, já tentei forçar a barra e “lutar”, “fazer com que desse certo”, mas enfim… As coisas não deram certo e eu acabei deixando tudo isso de lado, mesmo. Desgaste desnecessário. Perda de tempo, vida e juventude. Nunca tive muita sorte nesse campo, de qualquer forma então deixa estar. Talvez não é pra ser mesmo. Meu destino é outro, voltado pra outra área, outras coisas. Isso por que sempre quis ter uma vida perene: ser estável no sentido afetivo, ter família, ficar junto e tudo o mais. Mas já percebi que não é isso que a minha vida reserva pra mim, então rumo logo pra outros lados, sem muita demora.

Acho difícil eu gostar realmente de alguém hoje em dia. Também não penso mais em viver de sentimentos requentados (ninguém merece). Uma paixão nova, me apaixonar, de verdade, mais difícil ainda… Depois da quantidade absurda, desproporcional e despropositada de baldes de gelo que já levei, melhor nem tentar mesmo. Então fico na minha…

Esse caminho que decidi tomar é um só. E não tem muita volta não…