Bem vindo, Setembro!

2008 Setembro 2

Ontem tava olhando na minha agenda capenga da faculdade… Digo que ela é capenga pq ela tá quase nos finalmentes, mesmo ainda faltando 3 meses pro ano acabar. Ainda tem muita coisa pra acontecer nesses pequenos 3 meses. Tantas expectativas, estou tão animada! Tem tanta coisa pra fazer! E eu não tô falando da minha vida pessoal, tô falando da faculdade mesmo. Não sei. Minha vida pessoal anda chatinha, sem nada muito emocionante/interessante. Acho que, a bem da verdade mesmo, eu não tenho mais vida pessoal. Só de vez em nunca. Ou ainda, eu busco por não ter, o que seria erm… bem: pior. Acho que é por isso que tenho escrito bem menos por aqui, como se pode notar.

Liguei pra minha mãe nesse final de semana e disse à ela que eu estava “me acostumando com a solidão”. Ela sempre fica brava quando eu falo pra ela que estou me acostumando a ficar sozinha, diz que não pode, que a vida não é assim e que ninguém nasce pra ser sozinho, etc. Eu até concordo com ela. Só que a coisa é que ninguém (pelo menos que more por aqui) quer ficar comigo (estou falando de relacionamentos). E também não tenho ninguém em vista. E falando sobre amizades, tenho minhas colegas de faculdade e tudo mais, adoro elas, mas a gente sai pouco pois todas têm mais o que fazer, acho. Sem falar que desde 2005 eu ando muito, mas muito cabreira mesmo com amizades no geral. E sim, é trauma. Sei lá.. Só acho que agora eu tenho coisas mais interessantes da vida pra fazer do que ficar me socializando por aí. Se socializar demais chega um ponto que é meio sacal.

Estou dando mais prioridades pras coisas de ordem prática, voltada pro profissional mesmo,  por assim dizer. Projetos, o que quero fazer, o que não quero fazer, etc. Usando o cérebro um pouquinho, coisa que sempre tive preguiça de fazer. Aprendi a duras penas que ouvir a todos é o mesmo que ouvir ninguém. Logo, eu devo ouvir a mim mesma, só e somente, pra tomar as minhas decisões e ser sensata, sempre. Mesmo que eu leve em muito consideração as opiniões de pessoas que eu realmente admiro e compreendo como “inteligentes”, também devo entender que tenho vida própria, interesses e vontades próprias não que sejam “erradas”, mas sim, diferentes. Tenho minha própria estrutura e devo levá-la em conta sempre em primeiro lugar, antes de entrar em conflito com os outros, comigo mesma, etc.

Acho mesmo impossível compreender as coisas de forma completamente neutra, mas ando tendo cada vez menos paciência com discursos muito idealistas/ideológicos também. Sejam eles quais forem. Simplesmente me nego ao diálogo. Tento me afastar das pessoas que são muito ideológicas ou idealistas, por entender que isso não é lá muito saudável. Talvez eu esteja errada, mas ainda prefiro pensar assim, enfim. Voltando à minha vidinha, antigamente eu tinha uma vontade absurda de me entregar a um relacionamento. Mas agora essa vontade – de verdade – é de me entregar ao meu projeto de vida, a um projeto qualquer, a algo que vou poder falar que eu fiz, eu colaborei, eu estava lá quando tudo aconteceu.  E isso é totalmente possível. Mas claro: algo que, de preferência, funcione. Não quero me dedicar a algo que vai nascer morto. De novo, não.

Acho que isso vai preencher o meu vazio existencial mais do que qualquer outra coisa. Relacionamentos, família.. Isso tudo não deve ser mesmo pra mim. Nunca vai ser. Meu destino não está rumando pra esses lados ao que tudo indica. A não ser que tudo mude muito e inesperadamente. O que eu duvido que aconteça.

No entanto, posso me considerar relativamente satisfeita, mesmo por que, já estou num projeto de pesquisa, gosto do tema com que estou trabalhando, então tudo bem. É isso mesmo que eu quero, eu sei disso, eu sinto isso, pois me sinto feliz, me sinto satisfeita, me divirto. Ontem foi bem engraçado. A professora veio meio que envergonhada me pedir ajuda com um projeto dela, coisa à toa, tabulação de alguns (muitos) dados e eu esperei ela me dizer tudo o que tinha pra dizer pra no final ela só me dar aquele olhar do tipo “e aí, róla?!”. Aí, claro, eu fui bem sincera com ela: “pode contar comigo sempre professora: eu não tenho vida”. E é verdade. E não é contação de vantagem não. É fato. Simples assim.

Ainda bem que setembro chegou… E que venham os outros meses.