Minhas Tatuagens
Engraçado é que de uns tempos pra cá, toda vez que me perguntam quantas tatuagens eu tenho, eu meio que me confundo na hora de responder. Já tenho umas tantas que nunca lembro exatamente se fica faltando alguma ou não, ou qual que eu fiz cover up ou não. Todas as minhas tattoos são bem simbólicas, feitas em épocas que precisaram ser feitas. Me arrependo de só ter feito as duas primeiras e já penso em fazer algo por cima delas, mas das outras eu gosto. Ah, normal… Quando a gente é novo demais só fazemos babaquices mesmo… A vida é isso. Mas vamos por ordem:
1. A primeira foi essa, no meio das costas, embaixo da nuca. Eu devia ter uns 18. Hoje, acho tosca. Pretendo apagar, mas ainda não tenho idéia de que desenho fazer por cima dela. Apagada. [Update 17/06/2008] Fiz um desenho lindo por cima.
2. Frase pára choque de caminhão em latim “Amor perdus non est”. É de uma música do Carcass, que é uma banda que gosto muito. O nome da música é ‘No Love Lost‘, mas eu não queria tatuar essa frase em inglês.. Aí pensei logo em latim e pedi pra uma professora de artes traduzir pra mim. Eu devia ter uns 19, quando fiz. Vou fazer outra coisa por cima desta também por que ela tá tosca. Ainda estou pensando no desenho. Vou re-tatuar essa frase em algum outro lugar. Gosto dela e é importante pra mim.
3. A terceira foi um kanji que já foi apagado, rá-rá.. Ela se tornou o que é hoje a minha 10 tatuagem.
4. A quarta tatuagem que fiz na minha vida, foi a mais complexa e é sem dúvidas a minha tatuagem mais xodó de todas, a ‘minha estrelinha’ no ombro esquerdo. Fiz ela exatamente no dia em que completei 22 anos, dia 15 de março de 2006. Tem gente que gosta, tem gente que acha tosco demais. Eu gosto. Ela foi feita a partir de um desenho que pesquisei na internet, aí fiz algumas modificações pra ficar ao meu gosto. Demorou dois dias pra ser feita e foi ótimo.
5. Um triângulo vazado no pulso direito. Simbólico pra caramba pra mim, na época em que foi feito. Enfim, continua sendo…
6. Dois riscos verticais nas panturrilhas. Quase morri pra fazer esses. Doeu tanto. Mas foi a partir desses riscos que surgiu as minhas tattoos maoris, #8.. Eu sou muito masoquista, credo…
7. Um crisântemo vermelho, próximo ao ombro, com a palavra “Liberate”. Foi muito importante pra mim essa palavra, mas ela só funcionou a longo prazo. Na época eu precisava ‘me livrar’ de sentimentos indesejáveis, podemos dizer que agora talvez ela esteja cumprindo a sua função comigo.
8. Os riscos que tinha feito nas panturrilhas evoluíram para tatuagens maoris. Fiz essas exatamente no dia em que me graduei em jornalismo. Pretendo fechar as panturrilhas neste estilo.
9. Dois crisântemos negros, um no ombro e outro nas costas.
10. Uma folha que foi o cover up do kanji (tattoo #3).
Bom, totalizando eu tenho 9 tatuagens ao todo, mas nenhuma parte do meu corpo está devidamente coberta. Ainda. Não tenho idéia do que fazer na seqüência. Ao mesmo tempo que quero apagar as tatuagens mais antigas que não gosto, também quero cobrir outras partes com tatuagens novas. E pra mim essa é uma questão muito delicada por que eu me restrinjo pra caramba nesse sentido. Duas coisas são bem claras pra mim: dou preferência a tatuagens geométricas e simbólicas e, por ser morena, não pretendo fazer tatuagens coloridas, pois se assim forem, desvalorizarão a minha pele e o desenho. O máximo que poderei fazer é algumas tatuagens vermelhas, mas não de outras cores.
Em janeiro vai fazer um ano que não me tatuo. Tava pensando em fazer primeiro o cover da #1, depois o cover da #2, em seguida aumentar alguns detalhes no meu braço/ombro esquerdo e depois partir pras panturrilhas. Mas talvez eu não faça nada disso. Bem.. O tempo dirá.