Ódio irracional
Conhecem aquele filme pop, o tal do “Jogos Mortais”? Uma merda de filme, claro, mas o que é pior ainda é o vilão politicamente correto. “Você não dá valor à sua vida então eu vou te matar por isso”. Pro inferno com isso. A coisa mais ridícula do universo. Vilão não tem que ser moralista, não tem que ter caráter, vilões assim (ao meu ver) são chatos, chatérrimos. Eu ainda não sei lidar com o ódio direito, mas entendo que ele é irracional e quase que inexplicável. Sentimos ódio por que ele se sustenta em cada pessoa de forma diferente. Pessoas agem de formas diferentes em relação a isso. Umas ficam ressentidas pela eternidade (meu caso). Outras são vingativas e/ou “fazem justiça com as próprias mãos” o que sempre achei uma babaquice. Os vilões dos filmes e os grandes mafiosos da vida real, torturam e matam mesmo, sem ficar pensando muito. Enfim, variadas reações.
Eu não sei lidar com ódio. Tenho certeza que já fui muito odiada, mas felizmente nunca apanhei de ninguém, nem por algum motivo específico e nem “de graça”. Mas pessoalmente, não sei lidar com esse sentimento justamente pelo fato de ser incapaz de perdoar. Ok. Digamos que eu até perdoe alguns desentendidos e desentendimentos, mas nunca é espontâneamente. Sempre é depois de alguma conversa, quando se chega a um senso comum e há um “mea culpa” de ambas as partes, o que é relativamente justo ao meu ver. Pelo que me recordo, até hoje só consegui perdoar (genuinamente, verdadeiramente) uma pessoa na minha vida. Bastante até, mas enfim… Não estou escrevendo esse post pra justificar o meu ódio, mesmo por que acho que esse sentimento não é passível de justificação. Ele simplesmente acontece. Motivos, existem. Tem gente que acha que meus motivos são insuficientes… Eu já não acho isso. Bem,… Paciência.
Escrevo esse post por que hoje sonhei que ela vinha com aquela cara se SONSA de sempre, com a maior cara lavada do mundo conversar comigo, me pedir desculpas ou algo do tipo. Geralmente nos meus sonhos a personagem do sonho (que também sou eu) tem sensações diferentes de mim (a mulher que sonha) mas dessa vez o que sentimos foi a mesma coisa: ódio. Profundo, puro, instantâneo. Aquele ódio de arrepiar a espinha, afiar as unhas e fazer rosnar os dentes. Fiquei impressionada. Acreditam que até no sonho eu tive vontade de arrastar aquela cara de sonsa dela no asfalto quente? Quis. Quis muito. Mas só houve a vontade, não houve a ação, como sempre. Freud explica: é desejo latente, acho. Ainda tenho essa vontade, só que ela não é explícita. Mas existe, está lá na parte de trás do meu cérebro, onde eu ainda sou primata. Eu sei que existe. É lógico que eu nunca vou fazer isso. É lógico que eu vou passar o resto da minha vida evitando que cenas como essas aconteçam de fato.
Não quero ser presa, nem processada, no entanto, me reservo o direito de sentir ódio da forma que bem quiser e entender. Não acho errado odiar: errado é se comportar de forma errada. Não tenho nada contra vilões, nem contra gente filha da puta. Esses dias mesmo falei pra uma amiga minha: “não tenho nada contra gente filha da puta desde que assumam a filha da putice”. Que chegue pra mim e cuspa na minha cara e diga “fiz mesmo, sou eu mesmo, e aí, qual é?”. Provavelmente eu não faria nada. Ou deixaria por isso mesmo. Eu não gosto de briga, eu não gosto de brigar. Deixo que o mundo seja deles e querendo ou não, tenho mais respeito por quem assume ser desgraçado(a), como por exemplo, minha irmã mais nova, que sempre se assumiu, mesmo que não diretamente. Mas enfim… Acordei com uma ânsia de vômito brutal e com um ódio mortal daquela cara lavada dela. Cara de quem se faz de coitada, bem como foram das últimas vezes. Por que de coitada, na história toda, ela não teve nada.
Que ódio. Mil vezes que ódio.
E será que palavras machucam o suficiente? Talvez nem tanto quanto as ações dela me fizeram sofrer. E será mesmo que praga de Isadora pega? Não sei, mas em todo caso, que morra. Não tenho mais nada a perder nesse sentido mesmo. Que tenha uma doença escrota. Que aconteça alguma desgraça terrível. Que queime no fogo do inferno (mesmo que eu não acredite inferno). Que tudo o que eu sofri (a perda de um amor e de uma amizade), você eventualmente sofra três vezes pior e com mais intensidade. Não vou xingar mesmo por que todos os xingamentos do mundo não parecem suficientes pra demonstrar o quanto eu te odeio. Te odeio do fundo de todas as minhas vísceras, meu sistema nervoso central inteiro te odeia, em uníssono. Eu espero, sinceramente, que você morra mesmo, de forma lenta e dolorosa. Que a sua vida seja infelicidade atrás de infelicidade. Que você e toda a geração que tiver o azar de carregar os seus genes podres, sofram muito também.
Morra. Sofra.
O mundo não precisa de seres desprezíveis como você.
Eu ainda vou ter uma úlcera por causa disso, mas foda-se.
Olha só, meu comentários nesse blog estão começando a me irritar. Não há nada do que eu leia aqui que não me dê vontade de responder: somos duas, penso as mesmas coisas, putaqueopariu aconteceu a mesma coisa comigo!
Aaaaaaahhh!
Sofreremos de úlcera as duas, de mãos dadas Dora!
Hhahahahaha.
Um beijo.
- Venha conosco ver o rei Banana Charlie… Zeeeeeeeeee…
Sabe, eu me assusto com você.
Por vezes, eu acho que você tem antena.
E vontade de arrastar uma certa cara pelo asfalto eu tmb tenho; daqueles que você olha e vê líquido de tãããão quente… Que levante a mão o santo que não tem essa vontade.
Eu não tenho medo da prisão, e se marcar, arrasto mêmo, mano.
;D
Acho linda e magnífica a expressão do seu ódio.
ódio…tenho 16 anos e sinto um ódio que me faz levantar da cama todos os dias e pensar que vou para a escola e sorrir e no fim ódia-los a todos…é isso que me faz estudar…é o ódio…se o meu ódio desaparece eu morro. Odiar todos…familia, amigos, tudo. Gastar o meu tempo livre a imaginar-me a mata-los a todos…a pessoa que eu mais amo no mundo…imagino-me a mata-la…e no fim…riu-me. Como tivesse tido um prazer enorme e ter imaginado aquilo…tenho vontade de acabar com todos…com toda a gente racional. Com o mundo…ficando eu com a minha eterna solidão…nao quero nem fama, nem dinheiro, nao quero nada…sinto isto, quero isto por puro prazer…é doentio o que sou por dentro…Que ódio…