As pessoas invisíveis, a fêmea alfa e o homem banana

2008 Junho 27

Aviso: esse post são vários num só, então não se assustem com a miscelânea de assuntos. É isso.

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As pessoas invisíveis

Por 5 dias da semana eu almoço todos os dias no mesmo lugar. E isso acontece desde março. Todos os dias eu vejo as mesmas pessoas que me atendem. Eu não sei o nome delas. Eu não quero saber. Eu não preciso saber. No entanto, eu as trato bem. E tratar bem não quer dizer bajular, ou ainda “dar trela”, ficar conversando por horas a fio. Nada disso. Já conheci muita gente (idiota) que dá trela pra mendigo e pra bêbado e eu não sou desse tipo. Nunca fui. Não tenho paciência pra lidar muito com pessoas. Acho que foi isso que o jornalismo não deu certo pra mim.

Se sinto que não preciso, simplesmente as desprezo pois é assim que tem que ser. De uma outra forma eu seria a desprezada, então por que não desprezar também? A vida é assim, por que eu não haveria de ser?

Pois bem.

Fazendo um esforço sobre-humano pra parecer minimamente humana, eu dou “bom dia” pro tiozinho que recebe os tickets do RU, mesmo que aquele não seja exatamente um bom dia pra mim. E ele sempre me responde do seu jeito “bom dia querida” e me dá um sorrisinho entediado. Devolvo o sorrisinho entediado também e ficamos por isso mesmo. Mas ele marcou a minha cara: ele não sabe meu nome, mas sabe quem eu sou. Pra ele eu sou a mocinha de cabelo curto que usa um certo tipo de perfume e sempre o dá “bom dia”, mesmo que não seja um bom dia. Ele marca a cara de quem o enxerga. E todos nós fazemos isso, conscientemente ou não.

No dia que eu esqueci meu cartão do RU, ele me deixou entrar mesmo sem cartão por que a EMPATIA já tinha sido criada. A única coisa que falou pra mim foi uma advertência “não esqueça mais o cartão” e só. Penso que, se eu não o desse bom dia todos os dias, ele não me deixaria entrar. Talvez. Isso eu nunca vou saber. Por isso dou bom dia. Por isso eu sorrio. Humanos gostam disso. É tudo muito sutil, é um joguinho de sutilezas que, quando você menos percebe faz com que tudo mude na sua vida. Pra melhor ou pra pior: isso depende diretamente da forma que você se comporta. E não é mentira minha gente… Não é mentira mesmo:

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A fêmea alfa

Do início do ano pra cá, notei um mesmo exato tipo de comportamento em 3 meninas diferentes: o de fêmea alfa. Pelo que andei notando, a fêmea alfa quando participa de um grupo de pessoas, faz questão de chamar atenção de todos os machos. E não só isso: ela não só quer chamar a atenção de todos os machos, mas também faz o que for necessário pra evitar que eles entrem em contato com outras fêmeas. Ela faz de tudo pra conseguir esses objetivos e, caso não consiga, faz a vida do grupo todo um inferno. Simples assim.

Tendo em vista que ela é uma fêmea alfa, ela não consegue namorar com muita freqüência, uma vez que a tendência de seu comportamento é chamar a atenção do maior número de machos possível. De qualquer forma, quando está se relacionando com alguém (leia-se: ficando ou qualquer coisa do gênero, mesmo por que, elas não namoram), ela faz de tudo para que nenhuma outra fêmea (intencionada ou não) se aproxime do macho “dela”. A forma com que ela exclui as outras fêmeas é bem nítida: arrancando (literalmente) o cara da conversa, dizendo que tem algo “muitíssimo importante e urgente” pra conversar com ele, fazendo ceninha de triste ou carente. As armadilhas parecem não terminar nunca.

Geralmente os homens (bananas) caem fácil pois homem gosta de se sentir “viril e útil” perante uma “fêmea indefesa, triste, carente” em detrimento de todas as outras fêmeas “auto-suficientes demais pro gosto deles”. Impressionante como alguns homens são simplesmente burros. Te contar. Deixa estar.

Nota: estranhamente, eu só tenho notado esse padrão de comportamento em moças negras. E quando eu falo “negra” é negra mesmo, não mulatas ou pardas como eu (híbridas). Antes que me chamem de preconceituosa, digo de antemão que não é preconceito: é só uma constatação advinda de observação de alguém que não é nem psicóloga, nem geneticista e nem pesquisadora. Apenas uma curiosidade mesmo. Por que será que se comportam assim? Oh well…

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O homem banana

No começo do ano, eu e mais 4 colegas minhas caímos de paixonite aguda por um carinha da nossa sala. Ele era bonitinho, querido, um amor, se vestia bem, ele era tão tudo de bom que a gente quase achava que ele poderia ser gay. Felizmente, não era. Eu dizia “que fofo”. Outra dizia “ai se eu não tivesse namorando”, a outra “ai se eu não gostasse do meu ex” e assim vai… No entanto, o tempo foi se passando e, cada vez menos ele conversava com a gente. Até percebermos que ele decidiu, por conta própria (Ao que parece. Ou talvez não), virar capacho de uma menina da sala…

Pronto. Acabou-se o encanto.

Não existe nada mais horrível e repugnante do que um homem domado. Sério. Juro pra vocês. Ver uma mulher dizer “junto!” e o cara se colocar do lado dela, sempre…. Sei lá, isso não me parece nem certo e nem natural! Sei lá, podem me odiar por isso, mas pra mim, o pior defeito que um homem pode ter no mundo é ser UM BANANA. O cara pode ser über-liberal (coisa que a maioria das mulheres não gosta), pode ser mentiroso, intrigueiro, cafajeste mesmo, um cretino, insensível, idiota, burro, pobre, feio, sei lá… Pode ser qualquer coisa, pode ter todos os defeitos do mundo! Mas não há defeito PIOR num homem do que ser CAPACHO. Isso é o fim. O fim mesmo. Homem que é capacho não é homem, é meio homem. É horrível, horrível, horrível. <machismo>Homem não deve obedecer à mulher. NUNCA. JAMAIS.</machismo>

É anti-natural isso: homem submisso. Pra mim, particularmente, é BROXANTE.

E não só pra mim: as 4 colegas concordaram em gênero, número e grau.

Meio termo e bom senso é tudo nessa vida. Mas existem gostos e gostos. Eu gosto de homem que se impõe de certa forma. Não que eu seja submissa, não sou… Mas quero alguém que me defenda quando eu precise e não um eterno banana. Se se impôr mais do que deve, simplesmente caio fora. Se não se impôr o suficiente, idem. Meio termo. Bom senso. Essas coisas é que devem prevalecer. Homem banana: não, nunca, jamais, de forma alguma, recuso, me nego, broxei, broxei, broxei, mil vezes.

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Pensamento aleatório

Pela primeira vez eu estou “fazendo amigos” (por assim dizer) na faculdade de biblioteconomia. Se bem que amigos não… Amigas, apesar de ainda estar beeem muitíssimo cabreira com amizades femininas (tutu puaaaat!!!). Mas tem sido legal… Eu saio com as meninas com quem faço trabalho, já saímos umas duas vezes (isso pra mim é muito). E é legal, por que são mais quatro meninas e a gente se dá bem, de modo geral. Nós saimos, discutimos, “quebramos o pau”, entramos em consenso e concluímos trabalhos incríveis juntas. São moças muito espertas, inteligentes (“Na medida do possível!”, hahaha..), sabem se apresentar, falar bem, se posicionar e todas tem temperamento forte..

É quase um milagre acreditar que é possível mesmo existirem pessoas assim, com quem eu me identifique – não totalmente, mas em boa parte. E são as nossas diferenças é que fazem o nosso grupinho (panelinha) forte também. E nós sempre tiramos boas notas. E provavelmente deve ter muita gente da sala que nos odeia só por isso, mas por mim tudo bem, estou acostumada. O legal é que o envolvimento é tanto que sempre ouvimos os problemas uma da outra, mesmo que não tenhamos solução para a maioria dele. O importante é ouvir, ser solidária. E pensar que fiz 4 anos de jornalismo e não tenho um amigo sequer dessa faculdade que fiz. Ai, ai… Não era pra ser. Mesmo.


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