Tudo sobre minha mãe
Duas semanas depois de ter batido o telefone na minha cara e dito que não queria mais falar comigo, minha mãe me liga. Meio que com medo (de que eu pudesse estar brava com ela, por ter desligado na minha cara), mas me liga. Aparentemente ela não tá mais com (tanta) raiva de mim. Mas ela não compreende a minha misantropia. Acho que não compreende por que sente a minha falta, queria que eu estivesse junto, com a família na páscoa. E eu passei a páscoa sozinha mesmo por que, como não me considero católica, esse feriado não tem a mínima importância e não faz a mínima diferença em nada pra mim. E saber disso também a desagrada bastante. Enfim, não conversamos sobre isso de qualquer forma.
A conversa foi agradável e ninguém se odiou profundamente no final. Então a comunicação foi boa. Ela me deu umas notícias estranhas… Estranhas não, bizarras mesmo. Tipo uma guria que estudou comigo na sétima série que ligou lá pra casa hoje querendo saber como eu tava (weeeird) e uma outra menina que ela conheceu num churrasco, que estudou comigo no primeiro ano e que lembrava de mim e queria saber como eu estava. E tipo.. Essa guria era mó patricinha e eu nunca fui amiga dela. Enfim, bizarro demais da conta, parecia um sonho esquisito essa ligação. No mais, todos bem. Nada grave acontecendo com a famíglia. Minha mãe felizmente parece ter aceitado o fato de ter uma filha temporariamente careca. Se bem que agora nem dá mais pra enxergar meu couro cabeludo direito.
Daqui exatamente 2 semanas completam-se 2 meses de cabeça raspada.