Crise Existencial Musical

2008 Março 23
by Dora

Esses dias eu tava fuçando o blog do Felipeta e eu acho bacana por que volta e meia ele fala de música. E esse post que eu li dele chama-se Metal não é rock. Li mas não comentei mesmo por que não achei que tivesse nada de muito importante a acrescentar. Mas em todo caso, eu fiquei com a idéia daquele post na cabeça. E então esses dias foi que parei pra observar um fato bastante interessante e crucial na minha vida: eu não ouço mais metal. É sério isso. De acordo com o meu last.fm, de fato, eu praticamente não ouço mais metal. E não ouço mesmo.

Até 2006, eu continuava ouvindo por fatores externos, leia-se, amigos. Em 2007 eu até namorei um metaleiro mas, de qualquer forma, parei de ouvir o som com tanta freqüência. A partir de julho de 2007 eu ouvia QUALQUER COISA que não fosse metal. Hoje, março de 2008, eu inventei de ouvir metal esses dias e senti que era INADEQUADO pra mim. Ficava aquela sensação de “Tem algo errado aí” muito estranha, que só cessava quando eu parava de ouvir metal. Não sei por que tenho essa sensação, só sei que tenho. Sei lá, porra… Parece sei lá… Som de adolescente. De gente besta, imatura. A parada não é pra mim.

Claro que eu também sei que isso depende da banda e do estilo de metal que você ouve, mas o fato é que TUDO o que eu ouço de metal me dá essa sensação, mesmo que a banda seja, de fato, muito boa (Slayer, Carcass, Death, os clássicos). Acho que tomei asco da coisa por que o som me lembra de quando eu tinha 18 anos e era retardada. Hoje acho um som bem bestinha, mas tem dias que me dá vontades de ouvir. Todos os meus amigos velhos (leia-se, com mais de 18 anos) e metidos a metaleiros são muito esquisitos. Eles ficam contando vantagens sobre coisas que pra mim não fazem mais o mínimo sentido, ou não tem a mínima importância. É a tal da “pose”.

Foi em show X, Y ou Z? Bom pra você, meu filho.. Caguei pra isso. Sei lá… Essas coisas não me importam mais tanto assim. Não sinto inveja. Não sinto nada. Mas a contação de vantagem é incessante. É bem bestinha a forma que os “metaleiros típicos” se comportam. Eles se colocam “acima” de todo mundo, mas simplesmente não percebem que se comportam da mesma forma. “Odeio gente comum” é o que eles dizem, mas quer coisa mais comum do que um bando de cabeludos acéfalos se achando muito importantes por que foram em algum tipo de show? Ou por que tem tal bootleg ou álbum? Sei lá… Se o som não me atrai mais, os fãs, muito menos. Comportamento imbecil.

Mas aí tudo é uma questão de sacar as coisas. Tem gente que realmente odeia gente comum, mas é tranquilo, fica na sua e não fica querendo pagar de importante nem merda nenhuma. Tem gente que realmente não gosta de gente e prefere ser reclusa e eu respeito isso. O comportamento tem várias sutilezas e pessoas são diferentes. Mas pra mim, enfim, se não dá pra pôr todo mundo no mesmo cesto, o lance é separar as maçãs podres. Antigamente eu não fazia isso por que eu tinha medo que não me sobrasse ninguém… Hoje vivendo sozinha, dou conta do recado.

Mas enfim, deixando essa questão de lado e voltando pro meu atual perfil musical, a coisa é que eu não sei definir o que ando ouvindo direito. É muita coisa, de vários estilos diferentes. Posso dizer com toda a certeza que comecei ouvindo rock pra depois ouvir metal. E depois do metal, ao que tudo indica, eu estou “voltando pro rock”. Considerando que tenho o last.fm fazem quase 3 anos, e que o meu plugin funciona quase sempre regularmente, as únicas bandas de metal que estão no meu top 20 são: Opeth, Pain of Salvation, Bloodbath e Masterplan. Dessas 4 bandas, a única que ainda ouço vez e outra, é Opeth. E sim, eu NÃO considero Nine Inch Nails metal. Azar o de vocês, se vocês consideram.

Bandas novas que comecei a ouvir muito de 2007 pra cá: Interpol, Efterklang, Cocteau Twins (ok, já conhecia essa banda, mas eu comecei a ouvir mais ano passado), Regina Spektor, Damn Laser Vampires e My Bloody Valentine. Essas que acabei de citar são de acordo com o meu top 20. De acordo com a minha lista mental geral ando ouvindo MUITO: The Dresden Dolls, The Puppini Sisters, Apparat e Yann Tiersen . Ou seja, meu gosto tá muito variado, pois nem tudo isso é rock. Não me sinto insatisfeita com as coisas que ando ouvindo. Também não me sinto triste nem saudosa por não ouvir mais metal, nem nada do tipo. E eu ainda acho que eu tenho muito pra ouvir.