Mulher de cabeça raspada

Hoje fazem exatos 42 dias desde que raspei minha cabeça no zero. Enfim, quase um mês e meio. Agora eu pareço mais uma mulher de cabeça raspada do que uma mulher careca. Está sendo interessante acompanhar as etapas de crescimento e ver que agora, mais do que nunca, eu mudo de visual O TEMPO TODO, pra não dizer semanalmente. Meu cabelo não é mais uma constante pra mim (não tá mais “sempre do mesmo jeito”), ele está sempre crescendo ou seja, não enjôo mais do meu visual com tanta freqüência. Antes eu não o enxergava desse jeito. Devo dizer que a primeira semana sem cabelo é uma experiência bem esquisita. Pessoalmente, sonhei várias vezes que o meu cabelo estava raspado pela metade (que nem a Delirium do Sandman) e nos sonhos sempre existiam situações constrangedoras, ou que me deixavam com medo, fragilizada.

Não deixa de ser. Nesse primeiro mês não saí nenhuma vez careca de casa, mas sempre usando lenços na cabeça, pra que ninguém visse. Ou pra que enfim, não ficasse tão notável que eu tava sem cabelos. Na segunda semana o cabelo começou a pinicar bastante. Meu cabelo é liso, logo, ele está nascendo todo espetado. Na quarta semana o lenço já começa a incomodar: o cabelo quer ficar livre. Parei de usar o lenço agora quando fui pro Rio de Janeiro. Agora o meu cabelo já está relativamente macio, não está mais tão espetado. Ele está em rumos de “assentar”, mas ainda não adquiriu peso pra isso. Não vejo sinais da divisão ainda. Digo isso pq sempre usei meu cabelo dividido no meio. Ao que parece, ele está crescendo todo desordenadamente e só depois é que vai se dividir de novo.

Ainda não pintei meu cabelo. Não penso em pintá-lo, nem cortá-lo nunca mais, mas nunca se sabe né? Vou começar a sair de casa sem o lenço agora que já tem um mês e meio. Em tempo: ainda é impossível penteá-lo, felizmente. Acordar sem essa preocupação é uma sensação esquisita, mas muito boa. Ao que tudo indica, meu cabelo é castanho mesmo. Parece preto, mas é castanho. Bonito. Vou dar mais tempo ao tempo.

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