Rio de Janeiro – V/V – 16/03

2008 Março 17
by Dora

I/V – 12/03
II/V – 13/03
III/V – 14/03
IV/V – 15/03

Hoje eu consigo entender quase que perfeitamente por que eu não choro mais quando deixo alguma cidade e amigos que gosto muito. Não choro por que não estou voltando pra Campo Grande/MS, mas pra Floripa/SC. Não é questão de “cuspir no prato que comeu”, mas a questão é que aquela cidade realmente não me fazia bem. E não tenho problema nenhum em admitir isso por que essa é a verdade. Claro que vou sentir saudades da cidade que acabei de visitar, claro que eu não queria ir embora tão cedo. Mas eu preciso. Preciso voltar pra rotina, pra realidade, pras coisas que me esperam, pras coisas que eu espero. Pras coisas que preciso consertar e continuar consertando. Minha casa, minha cama, minhas coisas. Eu mesma, tudo.

Nada é pra sempre mesmo então eu não deveria me preocupar.

Um beijo. Um abraço. Um muito obrigada por tudo sussurrado ao pé do ouvido. Sendo que esse ‘tudo’ é muito mais do que as coisas que são óbvias e palpáveis. Gosto de ser grata pelas coisas que não existem e que talvez nunca existiram. Gosto de ser grata pelas coisas que não consigo carregar, mas que permanecem inertes, pra sempre na minha mente e que agora querendo ou não fazem parte de mim, de quem sou. Coisas inesquecíveis. Coisas sem valor. Coisas bonitas. De verdade.