Rio de Janeiro – III/V – 14/03
Acordamos com as águas de março ainda fechando o verão, mas as ruas felizmente já não estavam mais tão alagadas. Eu não sabia o que ia fazer daquele dia. Estava cansada mas nem tanto. Não queria voltar pra Niterói tão cedo. Resolvi então, de fato, ir até o Leblon e encontrar J.-P. pois fazia uns 2 anos que não via esse moço. Liguei pra ele e o esperei em frente a sua casa. Fomos pro Tio Sam, um bar/restaurante ali perto e passamos uma tarde conversando sobre coisas que iam desde noise a mudanças internas. Foi bom. Não tive a oportunidade de dizer a ele o quanto sentia a falta dele, mas existem coisas que é melhor não se dizer mesmo. Houveram grandes silêncios por entre as conversas. Não achei bom nem ruim. Não achei nada na verdade. As coisas são o que são, não o que esperamos que elas sejam.
Deixei combinado amanhã o meu aniversário, meu último dia de Rio. Peguei um ônibus até a praça XV às 17h e pouco. Acho que devo ter chegado próxima das barcas lá pelas 19h30. Chovia. Chovia pra diabo. Cheguei em Niterói e ainda chovia. Cheguei em casa e tocava Chet Baker. Legal. Eu estava bastante cansada. Inventei mais algumas nerdices, fiz algumas coisas que tinha que fazer e acho que fui dormir lá pelas 4 da manhã.