EBM Parties: Detrito & DDK
Em Florianópolis existem festas esporádicas de EBM. O que é melhor do que absolutamente nada, como era em Campo Grande/MS. Ano passado, tive a felicidade e a sorte de poder ir na primeira Detrito, no mês de julho. Foi ótimo, tocaram de tudo: desde as antigueiras até os EBM synthpop, o que me deixou bem feliz.
A Detrito II será no dia do meu aniversário, aqui em Florianópolis, dia 15/03 e será no Casarão, que foi o mesmo lugar onde teve o Black Celebration esse ano em janeiro e que também é um restaurante muito bacana durante o dia. Todas as informações sobre a festa eu fiquei sabendo pela comunidade EBM Floripa do orkut. Tem gente que reclama da má divulgação. Eu já penso que “quem procura, acha”. Não conhecia ninguém daqui de Floripa, quando cheguei, que curtisse EBM. Eu simplesmente cacei essas pessoas e as encontrei.
Não lembro direito quando comecei a ouvir música eletrônica/industrial. Acho que faz um bom tempo já e suspeito ter começado a prestar atenção mais nessas coisas quando tinha por volta de 13 e 14 anos, quando ouvi Nine Inch Nails pela primeira vez na vida. Antes disso eu só ouvia “dance music” (febre dos anos 90) e pra mim música era tudo a mesma coisa. Felizmente depois de um tempo, música passou a não mais ser tudo a mesma coisa na minha vida.
Descobri o EBM numa sala de IRC, no saudoso canal #gothic, há uns mil anos atrás. Ok, eu devia ter uns 15 anos. Lá, me passaram três bandas: Das Ich, Blut Engel e Die Form. Eu me lembro bem disso por que naquela época dourada os “ópês” ainda não tinham proibido que os usuários mostrassem e compartilhassem o que estavam ouvindo. Só não me peçam pra lembrar que nick eu usava, por que eu não lembro mais mesmo, vivia mudando… Enfim, depois disso eu fui descobrindo mais bandas com amigos, VNV Nation, Covenant, Kraftwerk e por aí vai. EBM, industrial e eletrônica ainda são estilos que eu curto hoje. Não é exatamente uma preferência, mas está entre os estilos que curto muito.

De qualquer forma, o chato vai ser que no dia 15 eu não estarei em Florianópolis, mas estarei gringando no Wrio Dejaneirow. E no Wriow,… Bem, lá tem a famosa DDK, ou Deutschland Dancefloor Klub.
Já fui na DDK duas vezes na minha vida: uma em novembro de 2005 e outra em fevereiro de 2006 no carnaval. Em fevereiro/2006 se não me engano, também era uma Erotische Ausgabe e a Host, banda de um conhecido meu, ia tocar. Foi bem legal e nas duas vezes que eu fui curti bastante, mas curti mais a primeira por que foi no Theatro Cine Íris e pra mim o climão de lá é tudo. Sei lá… Curti mais mesmo.
Nessa edição da DDK do meu aniversário (março/2008), pelo que vi no flog deles vai ter bastante coisa bacana e também vai ser no Cine Íris. Vão passar hentai pornô no cineminha que tem lá e vai tocar basicamente tudo o que eu gosto: 80’s, Gothic Rock, Darkwave, Mittelalter, Alternative Rock, Electro Metal, Synthpop, Futurepop, Dark Electro, Industrial, E.B.M, Electropop. Ah, as categorias… Amo todas. Mas sei lá… Não acho que vou ir nessa balada não.
Sei que muita gente abomina o meu discursinho semi-blasé de “Já passei da idade…”, mas a verdade é que eu não tô a fim mesmo de “me montar” pra ir num troço desses e enfrentar (provavelmente) a pirralhada que vai dar por lá. Só de pensar nisso, já meio que me dá nos nervos. De qualquer forma, eu ainda acho que vou estar me recuperando do show do Interpol dia 13, então miacabár dia 15 não é exatamente uma coisa sei lá… Sensata. É, talvez eu esteja ficando velha mesmo.
E aliás, vai ser meu aniversário pôxa… Quero uma coisa mais simples, mas intimista. Um restaurantezinho ali no Flamengo tá bom. Três amigos. Ok, talvez quatro ou cinco. Conversinhas, risadas, talvez uma bebidinha e chega. Pronto, cabou. Lindo. No outro dia eu vou embora às 14h. Ou seja… Realmente, de fato: não é sensato miácabar na noite. Não se pode ter tudo nessa vida, então me contento exatamente com o que tenho. Tá bom assim… Na verdade nem tenho do que reclamar.
Enfim… De qualquer forma: vida longa ao EBM!