Quando um não quer..

2007 Outubro 24
by Dora

Tava pensando hoje no banho sobre a teimosia das pessoas em não dar o braço a torcer pra absolutamente nada. Isso já aconteceu inúmeras vezes comigo e eu, de fato, nunca dei o braço a torcer estando em um lado ou em outro. Assumo a minha ignorância, sem vergonha nenhuma. Explico. A conversa – ou até mesmo a situação como um todo – pode se dar mais ou menos assim:

Um: Calmaí… Peralá… Eu acho que fui mal interpretado!
O outro: Mal-Interpretado é o caralho… Você foi filho da puta mesmo!

Não adianta: quando alguém teimoso não quer conversar, nem tentar compreender alguma coisa, isso simplesmente não vai acontecer. Nem hoje, nem em mil anos. Seja de um lado ou seja do outro. Eu não vou te convencer que sou vítima e você não vai me convencer que não é filho da puta e vice-versa.

E se a pessoa acha que foi mal interpretada (quando na verdade ela foi uma filha da puta) isso não vai mudar. Se o outro acha que a pessoa foi escrota (mesmo que ela tenha sido apenas mal interpretada, de fato) isso também não vai mudar. E terceiros só se metem na história pra tacar ainda mais lenha na fogueira e deixar tudo mais confuso do que já é naturalmente.

*suspiro*

Seres humanos são realmente complicados, é uma merda.. E pensar que eu já fui “o um” e também já fui “o outro”. Agora que a isolação é completa, não sei se sinto falta desse caos todo ou não. Acho que não. Na verdade me sinto plena, coisa que não sentia há muito tempo. E sentir-se plena não é sentir-se bem, nem mal, mas simplesmente sentir-se num outro estágio. O grande desafio agora é esquecer-se de tudo, criar uma nova história e ocupar a minha cabeça com outras coisas.

Como as estrias que as nuvens estão fazendo no céu pra além da janela do meu quarto agora mesmo.

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Postado em 06/04/2007