PoA – IV/V
Porto Alegre, 19/10, sexta-feira.
Não lembro como foi a manhã. Só sei que acordamos e gastamos um tempo lendo as tirinhas do Tiny Sepuku. Acho que lemos todas as do ano 2000. Acho que na verdade não houve manhã.. Acordamos muito tarde. Depois de um tempo saímos pra redenção e “almoçamos” no Govinda, um xis vegetariano muito bom, que eu não consegui comer inteiro. Depois seguimos pra Lancheria, pra encontrar as meninas Lilly e Suh, novamente, e mais outras pessoas que não me recordo agora. Tomei mais umas cervejas, fumei uns cigarros, e se não me engano muito – acredito que não – encontrei uma moça que tinha uma tatuagem do Tinico, no braço. Pra ser precisa a moça desta foto. Sei lá, o traço dele é bem inconfundível. Quando bati o olho reconheci na hora. Posso até ter me enganado, mas enfim.. É colorido acreditar que sim.
Depois fomos pra ufrgs, pois ia ter uma festa lá.. Festa estranha com gente esquisita, algo assim. Não lembro quanto eu bebi, mas taí algo que me acontece sempre que vou pra uma cidade nova: não importa o quanto eu beba – mesmo que seja pouco – eu sempre me sinto bêbada além do normal. Conheci algumas pessoas, na grande maioria o pessoal que faz/fez biblio na ufrgs. Conheci pessoalmente a Julia, irmã do Felipe e não conheci o Felipe por que ele é um misantropo maldito e eu uma preguiçosa.. rs. Mas tudo bem.. A vida é longa e eu tenho tempo. Algumas bandinhas de pop rock tocaram, mais de samba-rock mesmo e o tempo foi esfriando (pra mim). Acho que devo ter cansado (e atinado de que viajaria cedo no outro dia) lá pela meia noite. Aí fomos no Speed lanches com a Fernanda, que me lembrava muito uma outra amiga minha, a Natyla.
Quando ele me disse que o cara pegava a espátula e tacava tudo o que tinha restado na chapa no sanduíche (não importando qual tinha sido o pedido), eu achei que ele tava exagerando demais.. “Nah, é mentira. Não é pra tanto! Claro que não é assim.. Sanduíche sortido? Impossível..” Acho que se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, estaria duvidando até agora. Dividimos um sanduíche de coração de galinha, pois pra mim seria humanamente impossível comer um daqueles sozinha, a não ser que eu tivesse passado uns dois dias sem comer.. Fernanda tinha passado o dia inteiro sem comer, mas ainda assim não conseguiu dar conta do sanduíche de lombinho…
Enfim, chegamos em casa, eu ia arrumar a mochila, mas estava cansada e desanimada demais pra isso. De repente ouço a letra “I’m waiting over here / Just to see you /my love / for the last time / Goodbye goodbye goodbye“, do The Czars. Viro e não resisto em dizer “Que apropriada essa música!”. “Por que?”… “É por que amanhã eu vou embora.. Adeus, adeus, adeus..”
(Continua…)