Que transtorno bi-polar que nada..
Semana passada saímos e, aparentemente, tudo estava bem. Mas talvez tenha sido um erro da minha parte achar isso, ser tão precipitada. A bem da verdade é que, quanto mais gente eu conheço, menos eu conheço as pessoas e suas reações. São coisas incompreensíveis, mesmo, quase tudo. Conversamos numa boa, falei sobre algumas coisas que desagradaram (embora a intenção não tenha sido desagradar), passamos por alguns lugares e eu, como tenho feito, me esquivei. Uma coisa é certa ao fim de qualquer relacionamento: se você não se impõe, não estabelece limites e não tem com exatidão pra si mesmo o que quer, aí vira putaria, vira uma zona e no final sempre alguém se machuca. Não, obrigada. Já passei por isso antes, e não estava a fim de uma segunda vez. Mas às vezes parece que não importa o quanto você explique e diga os porquês, sempre inventarão uma forma de burlar isso tudo.
Eu sempre sou muito correta em relação aos meus sentimentos. Correta não seria a exata palavra, leal soa melhor. E acho extremamente surreal quando pessoas que conheço (ou que eu achava conhecer) não o são. Uma coisa é você virar pra mim e dizer: “sou putona mesmo, problema meu” e outra é você pagar de santa e ser uma vadia e outra coisa ainda é você ser completamente sem noção e inconstante. E não costumo mudar de idéia muito rápido quando sinto alguma coisa, seja ela certa, ou errada. Isso de mudar de um dia pra outro é coisa de gente com transtorno bi-polar. A coisa é que, mesmo a gente tendo saído no dia anterior, e tudo tendo estado aparentemente bem, no outro dia eu simplesmente recebo patadas gratuitas com justificativas ainda mais surreais. Fui paciente, conversei, expliquei novamente, toda a situação e nesse mesmo dia eu ouço que “eu sou uma pessoa muito importante” e que “minha amizade é muito importante”. Fiquei feliz por que tudo – aparentemente – tinha sido conversado civilizadamente e de forma adulta e então tudo estava “bem”, por assim dizer.
Eis que hoje acordo e dou de cara com um recado desnecessariamente amargo. Uma mistura triste de auto-afirmação com infantilidade, uma indecisão mascarada de decidida. Minha primeira reação é rir, obviamente. Rir muito. A segunda foi de questionamentos. Por que isso? Provar o quê, pra quem? Isso era mesmo necessário? Depois desses pensamentos, acho que o pouco que restava de carinho, respeito e admiração simplesmente tornou-se menos que pó. Lavei minhas mãos. Isso tudo por que há uma semana atrás eu era ‘importante’ e há duas eu era ‘a mulher da vida’…
Imagina se não fosse…